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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 24 de novembro de 2009

Amizade Além da Conta - por Duanny

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Todo mundo nasce para fazer amigos, isso é fato. Amigos são tudo na nossa vida: são eles que brigam com a gente, choram com a gente, contam segredos, ficamos felizes, tristes, até magoados, mas amizade que é amizade sempre acaba perdoando. É assim e pronto.

Nunca fui uma menina tímida, pelo menos não para fazer amigos. É uma coisa que eu simplesmente adoorooo, até hoje. É na maior cara de pau, juro: “Oooi, meu nome é Duanny, e o seeu?” É assim mesmo, na lata. Muitas meninas olham pra mim como se eu fosse a maior palerma sobre a face da Terra (intriga da oposição), já outras acham graça e falam comigo na maior naturalidade.

Mas digamos que esse meu jeito espevitado de fazer amizades não me rendeu as amigas mais comuns ou as mais normais do mundo. Pode até parecer que eu tô inventando, mas às vezes me pergunto: “Que que eu tô fazendo com essa marmota?”.

Quando eu era pequena, era uma menina chata, mas não uma chata comum, era chata mesmo. Daquelas meninas que não param de falar e você quer matar, sabe? Pois é... eu era assim. E quando eu me juntava com minhas amigas, então, só por Deus! Era a trupe das trombadinhas, aquelas chatinhas, que só de ver você começa rezar. Eu adorava perguntar tudo, saber de tudo, adorava falar, mas, na maioria das vezes (não: em todas, todas as vezes), a pessoa perdia a paciência comigo. Pode?! Aí é que eu não parava de fazer perguntas sem resposta messsmo e, no final, eu tinha a cara de pau de falar: “Mas cê não sabe nada mesmo, viu?”, virava a cara e ia embora toda metida. Vê se pode! Um porre, neeh?!

Quando eu tinha 5 anos minha mãe me levou à creche. Ela me deu um 550 beijos e uns abraços esmagaçados que só por Deus, e quando chegou a hora de ir embora e fazer as novas “amizades”, eu comecei a chorar (parecia final de Titanic), eu abri literalmente o berreiro. Engana-se cegamente quem pensou que minha mãe madura e bem instruída me deu o maior apoio moral e disse: “Tá tudo bem filha, a mamãe volta”. Que nada! A cabeçuda começou a chorar na minha frente, nem pra esperar eu ir embora. Depois disso eu me lembro de uma menina baixinha, usando uniforme, magrinha magrinha, cabelo preto, com maria-chiquinha, olhando pra minha cara com cara de pavor e dizendo “Por que você fez sua mãe chorar?”. Arrgh! Que ódio! Será que ela, com seus 5 anos de idade, fazia a mãe dela chorar de medo de ter uma filha anoréxica com 60 centímetros de altura?? Era uma anta mesmo, viuuu? Ô menina burra! “Cê acha que eu quero fazer minha mãe chorar?”, perguntei toda mandona, com as mãos na cintura e acabando com o choro. Pronto, ela era a minha melhor amiga. Vê se pode!...

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Um comentário:

Ana disse...

É, Duanny... Pelas suas fotos no seu blog dá pra perceber que você é assim, uma pessoa que facilmente faz amizades.
Lindo seu texto! Adorei!
Beijos!