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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O Artista Lúdico - por Luiz de Almeida Neto

Hoje, o tema tratado é de uma tristeza ímpar. Na verdade, é a continuação da nossa análise sobre a arte popular brasileira, com vistas a poesias e ritmos que encantaram nossa população nos últimos tempos. E eis que nos deparamos com um tema que talvez não encontre semelhança em toda a arte da humanidade, seja em tempos passados, ou na contemporaneidade. A vanguarda do artista se expressa através de um sentimento sem igual.
Trata-se, a bem da verdade, de algo tão sublime que quase chega a passar desapercebido ao exercício da razão. Vejamos:


Boneco Doido
(Terra Samba)

“Boneco doido, vai boneco doido
Vem boneco doido, vem pro povo, vem se balançar
Boneco doido, vai boneco doido
Faz um movimento que a galera vai te acompanhar”

É na singeleza das palavras do artista que percebemos a afeição dispensada a um boneco, que, por desventura, acabou encontrando na insanidade seu descaminho. Entretanto, indignado com tal situação, vem o poeta a querer inseri-lo na sociedade, trazer o seu boneco, objeto de seu apreço, para o seio da comunidade. E o meio utilizado para esta iniciativa não é outro senão a dança.
Ele então passa a incentivar seu boneco à realização de movimentos dançantes, pedindo que este realize um movimento e afirmando para ele que a sua população, aqui designada como “galera” (gíria local, contemporânea do poeta), irá seguir os seus passos.
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Em outro trecho, deixa o artista evidente a proposição anteriormente feita a pessoas de família, além de constatar já um certo sucesso por parte do objeto, vejamos:

“O Terra Samba tem uma dança
Que é sucesso na Bahia
Dança papai, vovó e titia”

Aqui o autor já começa a revelar que as famílias, de um modo geral, têm apoiado a sua iniciativa terapêutica de tratamento do boneco através da dança. Inclusive todas essas pessoas auxiliando o poeta com a dança, dançando eles próprios, de acordo com o que já foi descrito por nós.
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Enfim, não obstante todo o esforço feito pelo compositor, ele demonstra de maneira elevada seu altruísmo, convidando você também. Isso! Você, que fica a escutar a melodia e as palavras, acaba sendo igualmente convidado a participar de todo o projeto do autor, e inclusive é autorizado a tomar parte na dança que, por sua vez, já envolvia o próprio autor, o boneco infelizmente debilitado, a vovó, a titia, o avô, enfim, todos juntos para construir uma rede de carinho e compreensão para ajudar o boneco.
Sinta você também o convite:

“Se você não aprendeu
Pode chegar
Eu vou jogar a dança
E você vai me acompanhar
(...)
E você dança, canta, pode se soltar
Mexa o seu corpo, deixa balançar
Balance seus braços, jogue para o ar
Bata na palma, você vai gostar”
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E assim ele (o autor) segue em seu ritmo envolvente, que aliás é uma das características da poesia aqui tratada, enquanto continua sua obra social, ajudando seu amigo de pano menos favorecido.
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Obs.: Nada contra a dança, que é boa e relaxante, de verdade. A bem da verdade é muito descontraída e divertida, especialmente nos shows da banda, que são, sim, bastante animados. Não há também aqui nenhuma crítica à obra, nem nada nesse sentido, sendo apenas uma brincadeira, para nossa diversão.
De mais a mais, abraço ao pessoal do Duelos pela atenção do Selo concedido, foi muito bacana mesmo a lembrança.
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Um comentário:

Ana disse...

Luiz:
Adoro estas análises! Rolo de rir!
E as músicas que você analisa são o seguinte... hauhauhauh
Um abraço!