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Eróticos.)




sábado, 25 de julho de 2009

Saudade do que Não Volta - por Adir Vieira

Saudade! Saudade do que se teve e se perdeu momentaneamente...
Saudade do que não se tem mais...

Hoje senti essas duas saudades. Lembrei-me do meu bonequinho feito do travesseiro. Aquele que, quando eu era uma criança, foi forçado a se transformar de travesseiro em boneco, por falta de dinheiro para a compra do boneco real, aquele do tipo dos que enfeitavam as vitrines das lojas de brinquedos.
Lembro aqui da alegria que senti quando o travesseiro grande e gordo tornou-se o Diego. Apenas uma fita elástica grossa e preta na barriga definia a parte superior, onde os olhos, boca e nariz foram desenhados com a caneta preta pelas mãos hábeis de minha mãe que fazia questão de não nos deixar carentes do artefato que qualquer diversão exigia. Lembro dela com a segunda saudade e revivo aqui as artimanhas que inventava para nos fazer felizes.

A parte inferior do travesseiro representava a barriga e os membros inferiores. Não precisavam estar ali presentes, bastava que aquela massa uniforme fosse designada como tal. Ao meu toque, adquiria temperatura ideal, flexibilidade ideal, tudo para povoar meus sonhos de menina. Falava com ele, brincava com ele por horas. Ouvia suas respostas às minhas indagações e só minha criatividade bastava para dar forma à brincadeira. Várias, diversas, de acordo com o meu estado de espírito e minhas viagens mentais.

Constato, hoje, que apesar de toda a nova tecnologia, são raras as crianças que, sem ter o que buscar nas próprias mentes, conseguem viajar como eu, naquele doce tempo...



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Um comentário:

Ana disse...

Adorei o seu Diego! Eu e meus irmãos também tivemos uma bonequinha de pano caseira assim: a Maricota. Demais! Eu adorava!
Legal por ter me feito lembrar disso!
Beijos!