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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Um (Breve) Manifesto à Preguiça - por Flavio Braga

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“Jaiminho é Meu Pastor e a fadiga me faltará.”
Dercy, Capítulo 4, Versículo 3.
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Dedicado apenas para Marx, Engels e Jaiminho, o de Tangamandápio,
para evitar a fadiga.




Esta é a primeira declaração do partido que se intitula Partido da Preguiça, representado pela figura deste que vos fala, que conta com vários membros e colaboradores em todas as partes do mundo. Até declararíamos guerra ao sistema, mas já beira às 19 horas de uma sexta-feira. Deixa para segunda.

Amigos, uma sombra de coqueiro paira sobre o neoliberalismo – a sombra da preguiça.
Durante toda a história da Humanidade estivemos relegados ao papel de vilões.
Desde o engenheiro que calculou mal o nariz da esfinge no Egito (deu no que deu) até o burocrático funcionário público brasileiro. Não é de nosso feitio lutar por um papel de protagonista na História, até porque ser protagonista dá muito trabalho. Estamos apenas exigindo o respeito que merecemos. Respeito, sombra, água fresca e um Playstation 3.
A história de toda Humanidade até nossos dias não foi mais do que a luta do trabalho contra o ócio criativo.
Espartanos e a filosofia ateniense, a formiga e a cigarra, paulista e o baiano, o Caxias e o malandro – numa palavra, o workaholic contra o preguiçoso, em oposição constante, que só não travaram uma luta sangrenta porque o preguiçoso estava dormindo depois do almoço.
A sociedade moderna, construída sobre o alicerce de uma suposta liberdade, não aboliu a tentativa de lição moral onde só o workaholic é tido como exemplo a ser seguido. Muito pelo contrário, apenas estabeleceu o politicamente correto para que nós, preguiçosos, não pudéssemos tirar uma soneca com todo esse estardalhaço que fazem em prol de trabalhar e produzir cada vez mais.
O neoliberalismo julgou-se o último biscoito do pacote de Trakinas, mas só faz explorar (desde bandas de reggae até crianças vietnamitas), em prol do lucro predatório. O neoliberalismo não é um santo remédio como julgavam os economistas de palavras incompreensíveis em meados do distante século XX. É uma afronta à nossa santa preguiça de cada dia. Amém!
Não há mais preguiça num mundo onde cada pessoa parece um Simeone pronto para dar um carrinho violento no primeiro brasileiro que cruzar seu caminho, baseado no mantra “ficar rico ou morrer tentando”.

Os preguiçosos não têm nada a perder senão seus despertadores. Tem uma rede de dormir novinha esperando na varanda mais próxima para ganhar.

PREGUIÇOSOS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS!
Uni-vos para um luau, ao pôr do sol, claro.

P – Partido da Preguiça (o “P” de Preguiça do nome do partido saiu para almoçar. Volta depois das 16 horas só para bater o ponto).



Visitem Flavio Braga
Karl Marx, Friedrich Engels.

2 comentários:

_Gio_ disse...

Ri muito! hauhuahuahuahuahauhauuahua

Ana disse...

Flavio:
Ri baldes! Vou me filiar ao P...
Um abraço!