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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 23 de junho de 2009

Tirando o Bolor - por Fatinha

Querido Brógui:

Compelida pelo desejo de colocar uma saia sem ficar embaraçada pela exposição da minha cor amarelo-icterícia, depois longo e tenebroso inverno, fui à praia. Bem, o feriadão estimulou minha gazeta, embora não tenha resistido ao impulso de levar comigo o livro de Direito Tributário. Como é óbvio, não li uma linha sequer, mas minha consciência ficou deveras tranquila.
Acordei às seis horas da manhã. Tão cedo assim? É. Primeiro porque minha neurose urbana não consegue se livrar do pânico de ficar rodando em busca de uma vaguinha para o Tigrão. Depois, como não pego sol desde o início do ano, não seria conveniente encarar o Astro Rei no horário que ele está mais carniceiro. Por último, se eu acordo nesse horário para ir trabalhar, porque não acordar para ir me divertir?
Às sete, já estava a caminho, toda feliz. Quer dizer, fiquei meio chateada quando botei o biquíni e este revelou os três quilos a mais que acumulei nos últimos meses, mas ainda assim estava feliz.
Cheguei à praia antes do flanelinha, o que me deu a oportunidade de economizar uns trocados para comprar um biscoito Grobo e um Guaraprus. Enquanto tentava abstrair o frio miserável que estava fazendo, o vento intermitente que me gelava as entranhas, constatei mais uma vez que não há um vendedor ambulante que consiga falar corretamente o nome desses dois produtos. Nem unzinho pra remédio. Zero. Não sei se é apenas vício de linguagem ou se eles acham que se falarem direito ninguém mais vai comprar. Seja como for, praia no Rio sem biscoito Grobo é como praia no Recife sem caldinho. Aliás, é coisa que sempre me causou muita estranheza esse negócio de tomar caldinho quente na praia, mas enfim…
Sentei na minha cadeirinha e pairou uma dúvida: será que ela encolheu ou meus quadris aumentaram? Deve ter encolhido, tanto tempo sem uso… Em volta de mim, apenas bebês, papais e mamães. Graças a Deus que os bebês ficam confinados em suas piscininhas de plástico e não jogam areia em cima de vítimas inocentes. Tenho sempre o cuidado, ao chegar à praia, em fazer o mapeamento do território. Não sento perto nem de crianças, nem de cachorros.
Além de mim e dos bebês, alguns atletas, cheios de disposição, correndo na areia. O movimento dos barraqueiros arrumando suas coisas, os garis com seu trator recolhendo o lixo da areia (eita povinho porco), um policial fazendo manobras arrojadas em seu triciclo, um labrador correndo atrás de uma bolinha de tênis…
Não tinha dado dez horas ainda, levantei meu acampamento. Dei adeus ao paraíso.
Só para registro: fiquei meio rosa e meio ardida só de pegar esse solzinho de neném. Imagina se eu me animo e fico mais um pouco? Ia ter que dormir pendurada num cabide, ou então de cabeça pra baixo no teto, como uma morcegona. Foi-se o tempo em que eu ficava quarando no sol o dia inteiro e nada de mal acontecia, apenas um belíssimo bronzeado. É, a camada de ozônio tá indo pro cacete mesmo.
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3 comentários:

Adir disse...

Fatinha,
Hilário e real.
Adorei!
Adir

escrevinhadora disse...

Ai Fatinha, me identifico tanto com você. Também não me sento perto de cachorros e crianças. De famílias numerosas, também não.
Só não levei o Direito Tributário para a praia. Levei Administrativo (o Hely Lopes Meirelles), é mole? Claro que não consegui ler.

Ana disse...

Fatinha, preciso dizer que adorei?
Tu é demais, minina!
E aí, quando vai voltar a conversar no chat?
O Gio tá querendo marcar um horário pra todo mundo se encontrar no chat pra bater papo, depois das provas dele. Eu já marquei presença.
Mil beijos!