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Eróticos.)




terça-feira, 19 de maio de 2009

As Nossas Palavras XI

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Wordle: As Nossas Palavras XI
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Imagem: Wordle
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Provérbio em As Nossas Palavras X - Enviado por Adhemar

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Se fores paciente em um momento de raiva, escaparás de cem dias de tristeza.


Visitem Adhemar
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As Nossas Palavras X - por Alba Vieira

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Escaparás de cem dias de raiva ou um momento de tristeza se fores paciente nessa vida.



Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras IX - por Ana

Atrás de ti há uma sombra rala
A lamentar o que foi ofuscado,
A correr daquilo que não se cala,
A fugir da mais leve menção do passado.
Sombra que, ao mínimo vento, estala.

Atrás de ti há uma sombra difícil
De compreender em seu estar soturno.
Ela é irmã da culpa que carregas
E te tortura em terror diuturno.

Ficas a lamentar o que teria sido,
Pois tuas atitudes hoje te envergonham;
Mas perdoar também serve a nós próprios,
Mesmo que tantos outros se oponham.

Tentas correr do que te apunhala
O orgulho, a soberba e a altivez,
Mas os cortes profundos que te ferem a alma
Têm, por agente, tua insensatez.

Tentas correr do passado, louca,
Ao invés de vê-lo com olhos de bondade,
De entender que antes era outra
Imersa em total ingenuidade.

Esta sombra, ao mínimo vento, some,
Assume outros contornos, vê...
Basta que te vires com coragem
E a olhes fixamente porque:

Atrás de ti há uma sombra escura
A lamentar aquilo que morreu,
A correr do que te traz feiúra,
A fugir do passado que te escureceu.
Mas é sombra que, ao mínimo vento, te faz pura.



Inspiração e 1ª e 7ª estrofes: As Nossas Palavras IX, de Aaron Caronte Badiz.
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A Viagem de Trem para a Terra de Ninguém - por Adir Vieira

Já na terceira idade, por um desses imprevistos negativos da vida, fui obrigada a tomar um trem para o outro lado da cidade. Um local pobre e sem lei.
É comum nos imaginarmos em situações de prestígio, em situações de conquista e elevação, mas dói por demais nos imaginarmos em situações perigosas e desagradáveis.
Por dois dias antes de tomar esse transporte, poluí minha mente com historinhas de terror, vivi mesmo um faroeste. Não podia nem de longe me conceber voltando de lá sem adquirir sequelas.
Abominei minha vida e os fatos que me levaram até lá.
Ignorei que inúmeras pessoas, talvez grande parte educada como eu fui, não iam para lá resolver uma questão, mas, sim, viviam lá, compartilhavam de tudo aquilo que me desagradou.
Será que mereciam?
Ao invés de agradecer aos Céus a grande ventura de viver a vida quase toda sem a necessidade deste contato com a miséria e a privação, indignei-me.
Esqueci-me da humildade, esqueci-me da solidariedade, esqueci da minha falta de dificuldade, esqueci-me, enfim, de me mostrar humana.
Ciente e apavorada com minha forma de ser, em todo o tempo que transcorreu o trajeto, mais ou menos hora e meia, procurei ser justa com a situação, procurei observar as pessoas, colocá-las no meu lugar e, ato contínuo, me colocar no lugar delas.
Espantei-me ainda mais quando não consegui.
Parecia haver um mundo entre nós.
Difícil, mais que a viagem de trem, foi perceber esta distância, perceber minha resistência e visualizar frente a frente minha petulância em me sentir maior e melhor do que qualquer um.
Mas é verdade!



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Consciência - por Alba Vieira

Saber decodificar o exato instante, que mensagem ele nos apresenta. O que cabe a nós aquiescer? Estamos aqui, quem sabe para consentir apenas, para aceitar os acontecimentos e tirar de cada vivência o melhor que ela puder nos dar (vide “Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu.”).
Mas somos seres teimosos por natureza. Achamos que podemos ter o controle, que sabemos o que sempre devemos fazer ou viver.
Vã inocência! Que idiotas somos nós.
É preciso entender que devemos simplesmente confiar, pois só à Vida tudo devemos e só ela sabe do plano maior reservado para nós.



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Maluca, pero no mucho - por Fatinha

Querido Brógui:

Domingão, dia de acordar um pouquinho mais tarde, exceto quando se tem uma vizinha que resolve surtar antes do dia amanhecer.
Não sei a que horas deu a louca na louca – não consigo enxergar o relógio que fica em cima de escrivaninha – mas ainda estava escuro. Ouvi o primeiro urro: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Abri os olhos, meio ainda sem saber se o grito era do meu sonho ou era real. Veio o segundo: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Era real. Levantei, olhei pela janela pra ver quem era. Não vi. Terceiro grito: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Fui lá na cozinha, abri a porta e finalmente vi quem era a dona da voz: uma senhora do prédio ao lado. Aparentemente a dona teve uma crise matinal e foi pra varanda soltar os bichos, mais precisamente, soltar a vaca. Rapidamente saí do campo de visão dela. Vai que ela fica com mais raiva ainda? Voltei pra cama na esperança de que sua fúria passasse e pudesse eu voltar aos braços de Morfeu. Quando estava quase dormindo, outro grito e mais outro e mais outro. Os gritos eram dados no exato intervalo que eu levava pra engatar o sono. Como dizem nos filmes americanos: perfect timing.
Uma moça disse: “Minha senhora, por favor, pare de gritar!”. A senhora gritou mais alto, agora tendo um alvo visível: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!” A moça se calou.
Depois de algum tempo outra vizinha resolveu se manifestar: “Minha senhora, meu bebê está assustado!” A senhora, impiedosa, berrou: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Alguns minutos depois, ouço uma voz masculina, possante, grave, estrondosa, determinada, que ecoou por toda Vila Isabel: “Cala a boca, porra!!!!”
Instantaneamente a maluca parou de gritar. Maluca, pero no mucho, ainda não perdeu a noção do perigo.

Moral da história: Deus existe, gosta de dormir até mais tarde no domingo e fala palavrão.



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Ospre, Sem Delongas - por Maelo

Vou de água de coco e cenoura com dendê.
Vou guiando a vida ou ela vai me guiando.

Vou em direção ao seu mundo.
Vou encontrando a loucura.
Fazendo amigos.

Vou, sei que vou, mas sem delongas:
Da paixão ao amor,
Do medo ao drama,
Da vaidade ao pecado.
Da loucura à esperança.
Da misericórdia ao perdão.
Só Jesus é a salvação.
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Albert Einstein e Deus - Citado por Penélope Charmosa

Não sou ateísta e não acho que posso ser chamado de panteísta. Estamos na situação de uma criança que entra em uma enorme biblioteca cheia de livros escritos em muitas línguas. A criança sabe que alguém escreveu aqueles livros, mas não sabe como. Não entende os idiomas nos quais eles foram escritos. Suspeita vagamente que os livros estão arranjados em uma ordem misteriosa, que ela não compreende. Isso, me parece, é a atitude dos seres humanos, até dos mais inteligentes, em relação a Deus. Vemos o universo maravilhosamente arranjado e obedecendo a certas leis, mas compreendemos essas leis apenas vagamente.
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Albert Einstein (Biografia) - Enviada por Ana

Einstein nasceu na região alemã de Württemberg, na cidade de Ulm, numa família judaica. Em 1852, o avô materno de Einstein, Julius Koch, estabelece-se como comerciante de cereais em Bad Cannstatt, nos arredores de Estugarda. Os pais de Einstein, Hermann Einstein e Pauline Koch, casam-se em 1876. Hermann, que era comerciante, muda-se de Bad Buchau para a cidade de Ulm, onde passou a viver com a esposa. É em Ulm que, em 1879, nasce Einstein.
Em 21 de junho de 1880, a família Einstein muda-se para Munique. Em 1885, Hermann Einstein e seu irmão Jacob, que era engenheiro, dinâmico e empreendedor funda uma empresa de material eléctrico, a J. Einstein & Cie. Os dois irmãos estão convencidos de que este setor em pleno crescimento oferece melhor rentabilidade do que o tradicional negócio de penas de colchão.Tal empreendimento foi possível graças aos recursos financeiros do pai de Pauline.
Em 1881 nasce Maria Einstein (Maja). Einstein teria sempre uma relação muito íntima com a irmã. Einstein e Maja recebem uma educação não religiosa. Em casa não se come casher, a família não frequenta a sinagoga. O pai considera os ritos judeus como superstições antiquadas. Na casa dos Einstein imperava o espírito não dogmático. Com três anos, Einstein tinha ainda dificuldades de fala, o que preocupou os pais; apesar disso, revelou-se um aluno brilhante. A juventude de Einstein é solitária. As outras crianças chamam-lhe Bruder Langweil (irmão tédio) e Biedermann (mesquinho). Aos cinco anos de idade, Einstein, que era canhoto, recebe instrução de uma uma professora em casa. Sua instrução termina quando Einstein, aborrecido, arremesa uma cadeira sobre sua professora. Nesta altura, o seu pai mostra-lhe uma bússola de bolso; Einstein apercebeu-se de que algo fazia flutuar a agulha no espaço e descreveu mais tarde a “impressão profunda e duradoura” desta experiência. Aos seis anos de idade, Einstein tem aulas de violino, que a princípio não lhe agradam, terminando por abandoná-las. Mas ao longo da sua vida tocar violino, e em particular as sonatas de Mozart, torna-se uma das suas atividades preferidas.
Em 1885, Einstein começa a frequentar uma escola primária Volksschule, escola católica em Munique (uma cidade fortemente conservadora que sempre permaneceu maioritariamente católica, apesar das simpatias iniciais por Lutero, bem cedo combatidas pelos jesuítas). Os pais de Einstein, por não serem judeus praticantes, não se importaram que o filho frequentasse inclusive a catequese, o que agradou bastante a Einstein. Curiosamente Einstein desenvolve sozinho uma fervente fé judaica e passa a cumprir os rituais judeus incluindo o Shabat e a comida kosher. Einstein era aluno seguro e persistente, no entanto um pouco lento na resolução de problemas. Suas notas estavam entre as melhores da classe, e seu boletim era brilhante, segundo sua mãe Pauline. Durante esses anos obteve as mais altas notas em latim e em matemática.
Uma lenda amplamente divulgada diz que Einstein teria sido reprovado em matemática quando era estudante, entretanto quando lhe mostraram um recorte de jornal com esta questão, Einstein riu: “Nunca fui reprovado em matemática”, retrucou. “Antes dos quinze anos, já dominava cálculo diferencial e integral.”
Aos dez anos, Albert conhece Max Talmud, um jovem estudante de medicina que costuma jantar com a família Einstein. Max foi uma influência importantíssima na vida de Albert porque o introduziu, apesar da sua tenra idade, à leitura de importantes obras científicas e filosóficas, como por exemplo Os Elementos de Euclides ou a Crítica da Razão Pura de Kant. Em consequência dos seus estudos sobre ciência, Einstein abandona completamente a fé judaica aos 12 anos.
Einstein estudou cálculo diferencial e integral dos doze (idade em que ganhou de seu tio um livrinho de geometria euclidiana) aos dezesseis anos de idade. Mais tarde frequentou o Luitpold Gymnasium (equivalente à escola secundária) em Munique até aos quinze anos. Este período para Einstein foi de intensa religiosidade, motivada pela escola. O seu pai pretendia que Einstein estudasse engenharia elétrica, mas este incompatibilizou-se com as autoridades e o regime escolar. Descreveria mais tarde como o pensamento criativo e a aprendizagem eram perdidos com a utilização de aprendizagem por memorização.
Entretanto, os negócios do pai de Einstein começam a correr pior do que se esperava. Em 1894 Hermann Einstein muda-se com a família para Itália, primeiro para Milão e, alguns meses mais tarde, para Pavia. Ele tencionava abrir ali um novo negócio no sector eléctrico com o dinheiro de que dispunha, uma ideia que acabaria por levá-lo à falência.
O jovem Albert Einstein (com 15 anos) permanece em Munique por mais uns meses ao cuidado de familiares, a fim de terminar o ano letivo. Einstein porém fica deprimido por sentir-se só e parte para junto de sua família na Itália. Einstein escreveu neste período o seu primeiro trabalho científico: “A Investigação do Estado do Éter em Campos Magnéticos”.
Em 1895, decide entrar na universidade antes de terminar o ensino secundário. Fez exames de admissão à Universidade Federal Suíça em Zurique, mas é reprovado na parte de humanidades dos exames. Einstein descreveu que foi nesse mesmo ano, aos 16 anos, que realizou a sua primeira experiência mental, visualizando uma viagem lado a lado com um feixe de luz. Foi então enviado para a cidade de Aarau no cantão suíço de Argóvia para terminar a escola secundária, onde estudou a teoria eletromagnética de Maxwell. Em 1896 recebe o seu diploma e renuncia à cidadania alemã com o intuito de assim evitar o serviço militar alemão.
Pede então a naturalização suíça, que receberia em 1901. Pagou os vinte francos suíços que o seu passaporte custou (uma quantia considerável) com as suas próprias poupanças. Nunca deixaria de ser cidadão suíço, mesmo depois de receber a cidadania americana. Nas inúmeras viagens que faria no futuro, Einstein usaria quase sempre o seu passaporte suíço.
Cursou o ensino superior na Suíça, onde mais tarde foi docente. Concluiu a graduação em Física em 1900. Também em 1900, conheceu Michele Besso, que o apresentou às obras de Ernst Mach. No ano seguinte, publicou um artigo sobre forças capilares no Annalen der Physik, uma das mais prestigiadas publicações científicas em Física.
Em 1903 casou-se com Mileva Marić, sem a presença dos pais da noiva. Albert e Mileva tiveram três filhos. A primeira, presume-se que tenha morrido ainda bebê ou que tenha sido dada para adoção, o do meio tornou-se um importante professor de hidráulica na Universidade da Califórnia e o mais jovem, formado em Música e Literatura, morreu num hospital psiquiátrico suíço.
Obteve o doutorado em 1905. No mesmo ano escreveu quatro artigos fundamentais para a Física moderna, afirmando-se, por esta razão, que 1905 foi o annus mirabilis para Einstein.
Em 1914, pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial, Einstein instalou-se em Berlim onde foi nomeado diretor do Instituto Kaiser Wilhelm Gesellschaft de Física e professor da Universidade de Berlim, tornando-se, novamente, cidadão alemão no mesmo ano.
Em 1915, Einstein apresentou uma série de conferências onde apresentou a sua teoria da relatividade geral. A teoria serviu de base para o estudo da cosmologia e deu aos cientistas ferramentas para entenderem características do universo que só foram descobertas bem depois da morte de Einstein.
O seu pacifismo e a sua origem judaica tornaram-no impopular entre os nacionalistas alemães. Depois de se ter tornado mundialmente famoso, o ódio dos nacionalistas tornou-se ainda mais forte.
Em 1919, Einstein divorcia-se de Mileva e casa-se com a sua prima divorciada Elsa.
Em 1920, durante uma de suas aulas em Berlim, há um incidente com manifestações anti-semitas, o que levou Einstein a deter-se com mais atenção aos factos que então ocorriam na Alemanha.
Em 1921, Einstein acompanha uma delegação sionista à Palestina. Ele propõe para a Palestina um Estado baseado no modelo suíço, onde muçulmanos e judeus poderiam viver lado a lado em paz. Sendo um físico famoso, Einstein participa numa campanha de angariação de fundos para a Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele apoia o plano de uma universidade onde judeus de todo o mundo possam estudar sem serem vítimas de discriminação.
Ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1921 pela explicação do efeito fotoelétrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. Einstein não participou da cerimônia de entrega do prêmio, pois encontrava-se no Japão. Ao longo de sua vida, Einstein visitaria diversos países, incluindo alguns da América Latina.
Em 1933, Adolf Hitler chega ao poder na Alemanha. Einstein, judeu, encontra-se agora em perigo. É avisado por amigos de que há planos para o seu assassinato e é aconselhado a fugir. Einstein renuncia mais uma vez à cidadania alemã. Neste mesmo ano Einstein parte para os Estados Unidos da América, o seu novo lar. Nunca voltaria a viver na Europa. Tornou-se cidadão americano em 1940.
Em 1941 tem início o Projeto Manhattan (o desenvolvimento da bomba atômica). No início, Einstein foi a favor da construção da bomba atômica para derrotar Adolf Hitler, mas depois da guerra fez pressão a favor do desarmamento nuclear e de um governo mundial.
Em 1945, Einstein reforma-se da carreira universitária.
Einstein considerava-se um socialista. Num artigo de 1949, descreveu a “fase predatória do desenvolvimento humano”, exemplificada pelo anarquismo capitalista da sociedade, como uma origem de mal a ser ultrapassada. Não concordava com os regimes totalitários de inspiração socialista. Pelo fato de defender os direitos civis e por suas ideias socialistas, Einstein chamou a atenção do FBI, que o investigou sob a acusação de pertencer ao Partido Comunista.
Einstein era religioso, no entanto não professava a fé judaica. Do ponto de vista religioso, era próximo do deísmo de Baruch Spinoza: acreditava que Deus se revelava através da harmonia das leis da natureza e rejeitava o Deus pessoal que intervém na História. Era também crente no total determinismo do universo e excluía a possibilidade do livre arbítrio dos seres humanos. Para Einstein “o Homem é livre de fazer o que quer, mas não é livre de querer o que quer”, o que significa que o Homem age sempre de forma compulsiva, sem uma verdadeira liberdade, todos os seus atos sendo determinados pelas leis da natureza.
Em sua obra Como Vejo o Mundo, no tema religiosidade, Einstein procura enfatizar seu ponto de vista do mundo e suas concepções em temas fundamentais à formação do homem, tais como o sentido da vida, o lugar do dinheiro, o fundamento da moral e a liberdade individual. O Estado, a educação, o senso de responsabilidade social, a guerra e a paz, o respeito às minorias, o trabalho, a produção e a distribuição de riquezas, o desarmamento, a convivência pacífica entre as nações são alguns dos temas que ele trata, entre outros.
Em 1952, David Ben-Gurion, então primeiro-ministro de Israel, convida Albert Einstein para o cargo de presidente do estado de Israel. Einstein agradece mas recusa, alegando que não está à altura do cargo.
Morreu em 18 de Abril de 1955, aos 76 anos, em consequência de um aneurisma. O seu corpo foi cremado, mas seu cérebro foi doado ao cientista Thomas Harvey, patologista do Hospital de Princeton.

Obra científica1905 - Movimento Browniano
1905 - Efeito Fotoelétrico
1905 - Teoria Especial da Relatividade
1916 - Teoria Geral da Relatividade
1926 - Investigações sobre a Teoria do Movimento Browniano
1938 - Evolução da Física

Obra literária
1922/1934 - Como Vejo o Mundo
1930 - Sobre o Sionismo
1934 - A Minha Filosofia
1946 - Notas Autobiográficas
1950 - Meus Últimos Anos
1934/1950 - Escritos da Maturidade
.Immanuel Kant
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Fonte: Wikipédia
Wolfgang Amadeus Mozart.

As Nossas Palavras X - por Alba Vieira

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Tristeza é pensar que escaparás do inferno se fores paciente por cem dias sem sentir raiva por um momento.



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Vida de Aposentado - por Adir Vieira

Como é duro o pão ganhar
Na vida sem trabalhar...
Mas o que fazer se agora,
Já não posso me arriscar?

Vivi por mais de oito anos
Das rendas que antes juntei
Mas veio despesa extra
E elas eliminei...

Pensei por vezes acertar
Formas novas e economizar
Cortei supérfluos, vaidades,
Presentes deixei de dar...

De nada adiantou...
Cada vez me enrosco mais
Em mil e uma armadilhas
E penso que ainda vem mais...

Nas lojas passo correndo,
Evito olhar as vitrines,
Deixei de ver as belezas,
Mesmo ficando triste...

Há anos guardo o dinheiro
Pra’s coisas mais que vitais
Jantares, festas, berloques,
Deixaram de ser normais...

Vivo na expectativa
De na loteria acertar,
Só espero conseguir logo
Dinheiro pra poder jogar!



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Dia das Mães - por Alba Vieira

Parabéns, mamães.
Vocês merecem tudo:
Paz, amor, beijos.

Mãe dá semente,
Faz o rebento crescer
Dando seu amor.



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Consciência - por Lumena

O ser humano só é efémero, quando se torna irracional.
A consciência no ser humano tem outra forma de existir, com as suas relações com a natureza, e com outros seres humanos.



Resposta a “Consciência”, de Carlos Oliveira.
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Memórias de um Seminarista (Parte V) - por Paulo Chinelate

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A VIAGEM


Novembro e dezembro deste ano foram dos mais morosos que já vivi. Nos dias que antecederam outros Natais bastavam os possíveis presentes e principalmente a espera da Cesta de Natal “Columbus” que papai assinava pagando pequenas parcelas durante dez meses, para que a ansiedade surgisse. Relembro-me bem o gostinho dos patês do ano passado. Agora porém não são os sabores das nozes e amêndoas que mais anseio; papai recebeu ontem carta do Seminário. Não sei porque estava no remetente: “Juvenato São José” lá de Mendes, no Estado do Rio. Devo apresentar-me no dia doze de janeiro para o início dos estudos.
Não é a viagem em si que me provoca esse frisson. Já estive na Guanabara algumas vezes desde os meus sete anos de idade. A família dos Faza, vizinhos de rua, imigrantes italianos como meus avós, sempre fizeram lotações turísticas ao Distrito Federal. Tomei banho em Copacabana, visitei duas vezes o museu da Quinta da Boa Vista e seu Jardim Zoológico e subi ao Cristo do Corcovado. Fui uma vez a Aparecida do Norte. Sou um cara viajado. Como eu disse, não é a viagem em si. É… como posso dizer… tocar minha vida sozinho. Na realidade procuro não pensar muito nisso não, mas não tem jeito: que o tempo está custando a passar, ah! isso está!
Acabei de receber o enxoval. Foram os presentes mais ricos que já tive até hoje. Ano passado ganhei um bilboquê. Não teve gosto de presente porque eu e minha irmã Conceição fomos junto com papai e mamãe comprar os brinquedos das crianças, os outros nossos seis irmãos. Como sobraram uns trocadinhos, pudemos comprar algo para nós também. Acabou esvaziando o sentido da surpresa no pé da árvore de Natal. Mas este Natal vai ficar na minha memória. Acho que na dos meus irmãos também. No cantinho da sala onde estava a árvore armada couberam todos os agrados das crianças. A mesa da sala foi toda ocupada pelos embrulhos e pacotes para mim. Me chamou a atenção, mesmo, foi o olhar de curiosidade dos meus maninhos. Maravilhado, fui desfazendo-os. Tinha-os de todas as cores. Do tipo de papel de embrulhar pão, só que coloridos. Nem os dos ternos que papai entregava não tinham aquelas cores. E fui desfilando um a um seus conteúdos. Já não eram só os olhos arregalados dos meus irmãos, eram também os meus, de mamãe e de papai. A bondosa catequista fora encarregada, horas antes, de recolher das não menos caridosas benfeitoras os donativos para o futuro “padre”. Não poderia deixar de enumerar os regalos que desfilavam pela sala de mãos em mãos: sapatos pretos e marrons, gravatas, camisetas, calções, sungas, camisas de mangas longas e curtas, latas de graxa, tesourinhas e o que mais me surpreendeu: um par de chuteiras com travas, uma loucura de lindas, do tipo que Pelé usou na Copa do Mundo há dois anos atrás, em 1958. E tantos outros objetos que papai foi obrigado a tomar emprestado: duas malas das grandes para acondicionar tudo. Dia seguinte ao Natal recebo três dúzias de meias buclê da Malharia São Jorge, do meu tio Ívano Tabet e minha tia Tieta, a tia dos olhos azuis e da berruguinha no rosto.
Carregar a bagagem até a Central do Brasil não é difícil para papai. Usando a bicicleta, como sempre o fizera, com os sacos de laranjas das idas às feiras dominicais, indo guardar sua condução na alfaiataria que ficava a pouca distância da estação férrea. O difícil mesmo é ter que sustentar o chororô da vovó e das tias, e por osmose as lágrimas de meus irmãos. Estou sendo corajoso e bravo, diria, aguentando firme o nó que aperta na garganta.
E lá vamos nós, eu, papai e mãe até Barra do Piraí de trem, maria-fumaça. Dali pegamos o ônibus até Vassouras e, deste ponto, outro até Mendes. Antes de chegar à cidade, mais ou menos a meio caminho, o chofeur, já sabendo nosso destino, fez parada em frente à entrada de uma fazenda. Uma charrete que fica de plantão no local nos leva a todos, mal acomodados, por estrada calçada com pedras disformes em caminho sinuoso, ora ladeado de árvores enormes, ora por moitas cerradas de bambu-açu.
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Provérbio - Enviado por Therezinha

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Perdoar é a capacidade de ir além da vingança e da justiça.
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domingo, 17 de maio de 2009

O Dia em que Otacílio Pediu Demissão de Si Mesmo - por Bruno D’Almeida

Ele passa estalando os dedos solenemente pela sala dos professores e fixa um texto no mural de aulas:

Esta não é uma carta de despedida. Nem mesmo quem parte definitivamente e vai pro céu brincar de nuvem deixa de morar no coração da família. Por isso mesmo que deixo de coexistir ao lado de pessoas que me são tão caras, porém que nunca estarão ausentes, no mínimo porque sei que levarei comigo um pedaço de cada uma delas. Este é o verdadeiro significado da palavra presença: não necessariamente tudo que está ao nosso lado, mas tudo que habita em nós.

Eu, como tantas formigas neste açucareiro, tenho meus sonhos. Sou um escritor em tempo integral, e todas as atividades que faço derivam da exaustiva e prazerosa construção de palavras e de imagens. Saio para dar asas a este sonho: não quero mais apenas ler e corrigir os textos dos outros, nem ensinar aos outros uma língua que não está mais nos manuais de gramática. Meu maior desejo, inclusive, é o de sempre subvertê-la. Meus próprios textos me pediram, por favor, humildemente, e com todas as recomendações, de que não fossem mais silenciados. Gritem, meus filhos polissêmicos, que este mundo não é surdo. Alguém vai ouvir e me dar uma oportunidade.

Por isso a partir de agora quem quiser ver meus trabalhos e compartilhar esta delicadeza sutil de dizer o indizível, pode ler minhas crônicas, contos, poemas, ensaios, roteiros, filmes, comerciais de margarina, bulas de remédio, tudo que poder virar matéria, luz, câmera, ilusão, pensamento e sentimento. Estou me colocando para o mundo enquanto escritor e suas milhares de faces escondidas e escancaradas: cronista, redator publicitário, jornalista, roteirista, diretor e milhares de etecéteras.

Podem me encontrar discorrendo sobre os milhares de benefícios em acordar tarde, vejam meus filmes sobre a redescoberta da lua em um novo empreendimento imobiliário, entreguem meus poemas a um amor verdadeiro com um chocolate meio amargo. Leiam, sintam, emocionem-se, gritem, participem da minha vida com o que posso me dar de melhor, esta grande incapacidade de deixar de dizer o que sinto e penso sobre todas as coisas.

Não estou me despedindo de vocês. Estou saindo daqui ciente do que me espera lá fora, nesta nova jornada incerta de um mundo de finais felizes e de balas perdidas. Eu precisava cometer este erro grave, mas tão grave, em ser professor durante tantos anos, atividade que sempre fiz com tanta dedicação, para mudar de ideia com relação ao meu futuro e não errar no principal: não serei eu mesmo o maior erro da minha vida. Vou a procura de acertos e o principal deles é que não quero mais ser um sujeito passivo diante das palavras.

E foi exatamente com esse texto que aquele querido gordinho, com seus quase trinta anos de escola, publicou sua primeira crônica no jornal A Luneta, o mais prestigiado da região de Ribeira do Pombal.
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Nossas Palavras X - por Alba Vieira

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Se por cem dias fores paciente, não se permitindo um só momento de raiva, ainda assim não escaparás da tristeza.



Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras X - por Clarice A.

Passaram-se pouco mais de cem anos e ela simplesmente viveu. Bons e maus momentos, dias de tristeza ou de alegria. Era paciente, não tinha acessos de raiva, não se desesperava, era de uma mansidão inacreditável. Para alguns, pessoa sem brilho, que não fede nem cheira, mosca morta, insípida, sangue de barata, simplória demais. Para os que a amavam, a melhor pessoa que conheceram. Ela nunca se preocupou com os julgamentos alheios, viveu de acordo com os conselhos que recebeu da avó ainda menina: se fores sábia, aceitares o mundo como é, e seguires as leis de Deus, muito viverás, só da morte não escaparás.
Em seu leito de morte, cercada pelos que ama, a vida a deixando, apagando-se como uma vela que queima até o final, volta à infância e resgata da memória aquele instante, no colo da avó que enquanto a aconselhava acariciava seus cabelos e lhe dava aconchego, o lugar mais seguro do mundo. Vislumbra a imagem da avó e retribui agradecida o sorriso amoroso, o pensamento que ao longo da vida sempre a acompanhou: vovó sabia das coisas.
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As Nossas Palavras IX - por Aaron Caronte Badiz

Atrás de ti há uma sombra a chorar
A lamentar o que te fez sofrer
A correr daquilo que não quer encontrar
A fugir do passado que tenta esquecer
Sombra que, ao mínimo vento, te faz recordar

Atrás de ti há uma sombra rala
A lamentar o que foi ofuscado
A correr daquilo que não se cala
A fugir da mais leve menção do passado
Sombra que, ao mínimo vento, estala

Atrás de ti há uma sombra benigna
A lamentar aquilo que não fizeste
A correr do que te faz indigna
A fugir do passado que quiseste
Sombra que, ao mínimo vento, é maligna

Atrás de ti há uma sombra ardente
A lamentar aquilo que não existiu
A correr do que te põe doente
A fugir do passado que ruiu
Sombra que, ao mínimo vento, se acende

Atrás de ti há uma sombra escura
A lamentar aquilo que morreu
A correr do que te traz feiúra
A fugir do passado que te escureceu
Sombra que, ao mínimo vento, te faz pura
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