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domingo, 19 de julho de 2015

TEMPO!

O tempo passou.
E, de repente, o tempo passou.
Passou como passa o tempo,
ocupado passatempo
do que passa passando,
matando, esgotando o tempo.

Aí, chamei uns amigos.
Gente boa, atilada.
- Vamos estancar essa coisa,
essa máquina de fazer doidos,
trem expresso em ferrovia circular.

Ombro a ombro, demos os braços.
Rapaziada forte, aguerrida.
Subimos nos trilhos,
num ponto distante.
E ouvimos o barulho do tempo,
"passando".
Se aproximava rapidamente
mas, curiosamente, passou voando!

Decepcionados, nos entreolhamos.
Olhávamos para cima, que coisa!
Outra armadilha do tempo
contra quem tenta pará-lo.
E distraídos ficamos.

Mas o tempo não pára mesmo!
Voou, pousou e, passando,
acabou nos atropelando...



[Adhemar - São Paulo, 18/01/2000]

4 comentários:

Elyane Lacerdda disse...

Amigo poeta,
o tempo é nosso inimigo,
pois acaba com emoções,
mas nos deixa lembranças!
É meio inimigo e amigo!!!!!
hahahahahaha
Não há como evitar o passar do tempo em nossas vidas!
Bjos
http://www.elianedelacerda.com

Fênix_K! disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fênix_K! disse...

Muito lírico e sincero.

KBÇAPOETA disse...

O tempo não nos poupa tempo. Gostei.