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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Profeta, de Gibran Kahlil Gibran - por Ana


A vida nem sempre é simples, a vida nem sempre é branda...  Vamos seguindo os dias muitas vezes em turbilhão, numa torrente de acontecimentos que nos engolfam e não permitem reflexão a respeito das coisas importantes (ou não) que nos cercam.  Se conseguimos pensar nelas, aprisionados à rapidez exigida pelos ponteiros repletos de obrigações, não vamos além de uma certa superfície muitas vezes comum a todos: “as pessoas são assim mesmo...”, “é a vida...”, “as coisas são como são”, “não adianta pensar nisso”, “um dia tudo passa” e coisas do gênero.

Então, repentinamente, chega às suas mãos “O Profeta”.  Você começa a lê-lo em meio ao furacão que é sua vida.  E ocorre algo mais que improvável: tudo à sua volta vai sumindo, à medida que você caminha pelas letras de Gibran; e você vai se acalmando, assumindo uma paz naturalmente reflexiva que não se coaduna com a agitação à sua volta.  Você mantém suas atividades, mas num desdobramento que beira o êxtase.  Porque você viu verdades, leu ideias que mudaram toda sua forma de lidar com o mundo e estar nele, para sempre.  Cada mensagem foi um convite ao início de um aprendizado e aprofundamento em questões fundamentais para os seres humanos.  E você não consegue calar aquelas revelações, divulga-as ao máximo, pois a Humanidade precisa delas.  Pode até fazer como eu, que além de passar a dar o livro de presente às pessoas, comprei um quadro e coloquei na sala de minha casa com uma das mensagens do livro:

  
Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.
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