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sábado, 30 de novembro de 2013

O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde - por Ana

 
 
A busca involuntária pela verdade

 
“O Retrato de Dorian Gray” é intrigante, revoltante, por vezes detestável, se nos deixamos levar pelas reações que surgem às atitudes do protagonista.  Uma pessoa sem escrúpulos, se aproveita de um fato inusitado que ocorre em sua vida e permite que ele esteja mais à vontade para agir da forma amoral que lhe é peculiar.
Ao mesmo tempo, é um livro instigante, questionador e inesquecível.  Todos que o leram, certamente se colocaram, em algum momento, no lugar de Dorian Gray, e pensaram, inevitavelmente, como agiriam se tivessem a oportunidade que ele teve.  Se pudessem ter liberdade para manifestar seu lado sombrio sem o risco comum da punição social.
O livro é um teste de caráter para cada leitor: provoca uma séria discussão com a nossa própria sombra, que inveja um retrato como aquele e tenta, a todo custo, nos convencer das vantagens de tê-lo.
O retrato, afinal, torna-se nosso.  Visitamos nossos desejos mais obscuros, nossas tendências recalcadas, nossas vontades represadas, nossos pensamentos proibidos.  Oscar Wilde nos faz abrir a porta de nosso reino abissal, nos obriga a percorrer nossos recantos mais sombrios, nos faz descobrir um espelho indesejado e olhar profundamente em nossos próprios olhos, buscando a verdade mais terrível.
Ou não.
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