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sábado, 20 de outubro de 2012

Se Fosse Mais Simples, Seria Melhor... Ou, Pelo Menos, Seria. - por Alba Vieira

 

Recentemente, assisti, no programa Ana Maria Braga, a uma reportagem sobre uma advogada que abriu uma ONG para cuidar de 290 cachorros que recolheu pelas ruas durante alguns anos, em Saquarema, Rio de Janeiro.
O que vi me fez pensar e lamentei, profundamente, que pessoas interessadas em ajudar a cuidar de crianças que andam pelas ruas e se expõem a virar mais vítimas na estatística dos viciados em drogas, não tivessem mais facilidade, como acontece em relação à adoção de animais.
Não que seja fácil cuidar de 290 cães ou que a advogada que fez isso não tenha esbarrado em inúmeras dificuldades ao longo do caminho. Mas, quando se trata de gente, em especial crianças, a burocracia, as exigências, os obstáculos, retiram toda a paciência e minam toda a energia de quem só quer ajudar, tornando um projeto de vida quase sempre inviável.
Por que se espera sempre o pior do ser humano? Não que o homem não seja capaz de qualquer coisa, que por vezes nem ele mesmo imagina, mas ao cercar de tantos cuidados o processo de pegar alguém pra tomar conta e oferecer amor, vendo possíveis monstros sanguinários, abusadores, sádicos, pervertidos e degredados em todos que se propõem à adoção ou a administrar uma ONG para cuidar de pessoas sem lar, certamente evitamos o que poderia ser legitimar o perigo de oferecer a eles algo pior e então, os deixamos na pior, no lugar onde já se encontram desabrigados, maltratados, abusados, sujeitos às drogas e à morte. Antigamente, era bem mais fácil manifestar o amor ao próximo!
Mas, o que mais me impressionou na reportagem foi o tratamento dado aos cachorros pela amorosa advogada e seus apenas 4 funcionários que manifestam o amor e o respeito pelos animais; conhecendo, a responsável pela ONG, cada um deles pelo nome, dando o amor de dona a cada um em especial e todos passeando pelas ruas de Saquarema com todos eles soltos, correndo, acompanhados pela advogada em sua bicicleta e pelos funcionários em motos, todos como numa brincadeira, com grande alegria e entusiasmo, acompanhados de perto pela população de Saquarema que já se acostumou e apóia o projeto. Tudo isso, sem perigo, sem violência, sem complicação.
Brincadeira! Isso é que é coisa séria!

 

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