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quinta-feira, 22 de março de 2012

A Bolha e o Mundo - por ZziperR


A bolha e o mundo

As meninas brincando de amarelinha e eu olhando com meus olhos de criança. Engraçado como uma simples lembrança comprando figurinhas não me abandona e eu não consegui completar o meu álbum. Coisa de criança ou adulto enganando a criança pra tomar o seu dinheiro? Melhor nem pensar.

Às vezes me pergunto meditando: Quando será que nós deixamos de ser criança? Logo depois passo um olhar rapineiro no mundo observando as atitudes dos adultos e vejo pelos seus atos infantis propositais uma falta de limites e consciência, banalizando o verdadeiro sentido da família e destruindo o verdadeiro sentido de exemplo cultural que uma geração obrigatoriamente deveria passar à outra. O sentido da vida perdeu seu valor.

A velocidade da vida atual transformou o mundo numa bola sem arte, tirando o dom da arte de criar brincadeiras das crianças, tornando-os adultos sem lembranças de como é ser criança.

Olhando para trás vejo momentos felizes e tudo parece um sonho gravado na minha memória, engraçado como a vida caminha lentamente dando-nos tempo e espaço para pensar com tranquilidade e mesmo assim tudo parece passar tão rápido.

Incrível como tudo começa num momento mágico do nosso nascimento confortado ao seio da mãe, mesmo que quiséssemos seria impossível traduzir ou expressar tal prazer. Um momento no qual fomos o presente de Deus.

Como falar de presente divino sem nos referir à vida! A vida que nos foi dada de presente num sopro celestial milagroso proporcionado por um ato de amor.

O tempo passa e é o grande cirurgião do corpo, ele atua constantemente transformando o nosso corpo, porém é incapaz de modificar nossa alma, um espaço invisível no nosso corpo onde deus instalou o amor e é lá que guardamos com carinho as pessoas que amamos.

Hoje o mundo é uma bola capitalista e a nossa infância uma bolha de sabão e toda vez que eu faço uma bolha de sabão, me vejo num passado gostoso, às vezes em grupos com tubos na mão atirando canudos de papel, exigindo habilidade e criatividade para conseguir perfurar folhas do grande abacateiro da praça.

Falando em pessoas especiais lembrei-me de você voando nas bolhas de sabão da minha memória. Vejo você na bolha e corro atrás tentando me aproximar para ficar um pouquinho perto de você, a bolha voa pelos campos te levando e eu correndo para te ver e quando me aproximo a bolha explode e eu te perco, apenas sinto as gotas geladas da bolha caírem sobre o meu rosto.

Um dia fiz uma bolha enorme e no momento em que percebi você dentro dela, também entrei deixando o vento nos levar voando nos jardins da memória num vôo desgovernado e livre aproveitando com prazer nossos momentos felizes na bolha e no momento em que ela explodiu, eu tive uma surpresa maravilhosa, pois encontrei você no futuro.

Deus nos deu a herança do futuro com inteligência, habilidade e competência e sempre que vejo você sinto um momento de felicidade, pois sinto minha alma feliz vendo seus passos firmes e seguros.

Na velocidade que o mundo caminha para o futuro desvalorizando a vida, se alguém fizer uma bolha num futuro distante, com certeza ela estará vazia e sem passado.


Paulo Ribeiro de Alvarenga
Criador de vaga-lumes

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