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quarta-feira, 17 de março de 2010

Vagões - por Leo Santos

No trilho da vida, enorme comboio,
passa e passa, cansando a vista;
cabina escura, oculto maquinista,
mas há quem o possa enxergar;

O trem da avareza queimando seu óleo,
amontoando o que devia ser plano.
Dia pós dia, vagões engatando,
a uma locomotiva que já vai parar…

Transporta pro além a dor de alguns,
fabricantes de dores aqui.
Guardando as sombras somente pra si,
e a calma, que queime os rivais…

Mas, os dormentes já estão carcomidos
e a ponte não cruza o desfiladeiro;
as coisas que não compra o dinheiro,
embora gratuitas, lhes são caras demais…

Há muitos que os invejam, no entanto,
e pelo bilhete, dariam tudo;
imaginando a aquisição de um escudo,
por verem, tal qual parece;

Seus olhos fitos, ninguém os demove,
do sonho da grande escalada,
reputando tudo, aquilo que é nada,
o que ouvem diverso, logo esquecem…
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Visitem Leo Santos
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Um comentário:

Adh2bs disse...

Sem dúvida, lindo poema.
Abç,
Adh2bs