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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Santo de Casa Não Dá Risada - por Ana

Eu sempre fui uma pessoa muito prática. Embora sempre criativa, manifestava, na família, minha exagerada imaginação apenas em alguns comentários divertidos; nos escritos, esta minha característica se desenvolvia em cartas para duas amigas, incluindo desenhos engraçados e questões de múltipla escolha hilariantes. Talvez pelo fato de eu ter sido mais reservada com os irmãos neste aspecto, por força do contexto sempre sério que nos cercava, hoje em dia eu recebo, atônita, os olhares de estranheza deles depois de entrarem em contato com algumas das coisas que escrevo para o Duelos. É como se eles não me entendessem, não me compreendessem como aquela que sempre fui, e como se, de repente, eles olhassem para outra pessoa.
Então eu me pergunto, bestificada: será que durante todo este tempo eles não perceberam que sou múltipla, que tenho uma riqueza maior do que ser uma nerd respeitada?
Eu me orgulho de ser divertida, imaginativa, multicolorida por dentro, e gosto de dividir isto com as outras pessoas, provocar risadas, plantar sorrisos, mesmo sendo, por vezes, infantil e, por consequência idiota, mal interpretada. Não me importo. Porque sou da turma do Arthur da Távola (no aspecto da leitura patrocinada por nossa amiga Adir): amo a minha criança. Ela é parte importante de mim. Ela é alegria, leveza, riso solto, liberdade... Minha criança é feliz e semeia felicidade, porque adora brincar e adornar os dias com sua satisfação.
Mas, neste momento, por meio de minha mão, debruçada sobre este papel, ela rabisca sua estranheza e, séria, infere que olhos estranhos a conhecem e aceitam mais do que os que há tantos anos fazem parte de sua vida e não a querem ver. E, suspirando aliviada, deixa um recado: ainda bem que existe você.
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