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quarta-feira, 11 de julho de 2012

O Exibicionismo, Hoje tão Presente em Todas as Atividades - por Adir Vieira

Meu novo point, duas vezes por semana, é uma grande academia de ginástica.
Ali, às terças e quintas, durante uma hora, observo o comportamento humano.
Não estou ali para me exercitar (embora, confesso, até precisasse fazê-lo), mas, sim, para levar minha sobrinha à aula de ginástica artística.
Naquele imenso salão, grandes áreas acolchoadas delimitam espaços reservados para ginástica artística e ginástica olímpica.
Camas elásticas, cavalos, barras e cordas suspensas decoram o ambiente e se prestam para várias atividades, com o fim de treinar as crianças de três a quatorze anos para competições ou iniciá-las num esporte saudável para suas vidas, onde aprenderão disciplina, educação, autocontrole e, sobretudo, a exercitar o corpo.
Meu point é a academia mais cara do shopping e, de cara, percebe-se que os frequentadores têm hábitos dignos daqueles que não precisam se preocupar com dinheiro. Vê-se que as mamães que ali aguardam por seus filhos portam celulares de última geração e trazem em mãos chaves de veículos sofisticados. Desde seus trajes até sua forma de falar, primam pela exibição.
Nas minhas divagações, fico buscando explicações para essas posturas, mesmo hoje, quando as várias formas de financiamento aproximam ricos de pobres nos seus gostos de consumo.
Prosseguindo nas minhas costumeiras observações - mal de psicólogo -, atenho-me às crianças.
O comportamento é o mesmo em todas ou em quase todas. Na aula de ginástica olímpica, as crianças têm de três ou quatro anos, mas parecem mini-moças, com seus corpinhos de barbie, completamente delineados, talvez um desejo das próprias mães para si mesmas. Em todas, sem exceção, o exibicionismo é a palavra de lei. No falar ou nos trejeitos deixam claro sua prepotência, tão grande em seres tão pequeninos. Outra palavra de lei é competição.
Detenho-me agora a uma das professoras de ginástica olímpica (uma menina de uns vinte anos que, com certeza, ainda não sabe nem o que é vida) que, ali, graças à força que lhe dão, reina absoluta naquilo que julga ser primordial para aquele tipo de ensino.
Um dos princípios do esporte é propiciar o autocontrole, o equilíbrio, a educação etc., mas a professora, com seus gritos histéricos, amedronta as crianças e irrita-as ainda mais, desenvolvendo desejos de vingança contra os equipamentos e contra ela mesma, a quem em alguns momentos até desafiam sob o olhar inerte das mães na platéia.
Dali da assistência e percebendo as mães imóveis ou com máquinas digitais em punho a registrar momentos que, com certeza, serão exibidos em casa para pais ou avós, revolto-me internamente com a sua impotência diante de tanta aberração.
Atenho-me ao espaço onde minha sobrinha está recebendo aula e fico, ali de fora, pronta para o ataque. Graças a Deus, o pai a colocou num esporte mais suave, embora exija força, e sua professora já tem alguns anos de estrada, o que, com certeza, já a fez corrigir esse grande mal da humanidade, o exibicionismo.
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