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domingo, 3 de junho de 2012

Ah! O Apagão! - por Adir Vieira

Naquele dia, às 22 horas preparamos o quarto para fugir do calor. Como de hábito, ligamos o ar-condicionado e, da sala, esperávamos o tempo hábil para a refrigeração, quando após apenas quinze minutos da meia hora que deveríamos aguardar, veio o apagão!
Apressamo-nos a correr para desconectar todas as tomadas antes que a volta repentina da luz estourasse os equipamentos elétricos.
Após esse feito, ficamos no aguardo do retorno da energia elétrica que, não fossem as notícias da CBN pelo rádio de pilhas, não saberíamos que não voltaria tão logo.
O fato, por si só, já mandou pra bem longe o meu sono, antes já instalado. Tenho perfeito horror a escuro. Sou daquelas que, mesmo estando no vigésimo sono, se a lâmpada da cabeceira se apagar, acordo de pronto. Como tudo nessa hora acontece, as pilhas da lanterna tão pouco usada não funcionaram e recorremos às “velas”. Quatro grupos de castiçais queimavam as únicas velas restantes, coisa que durou mais de seis horas.
Por mais de duas horas, o ar fresco na varanda permitiu que ficássemos repousando ao aguardo. Passado esse tempo, resolvemos entrar e tentar dormir. Meu marido logrou êxito, mas eu, como já esperava, não. Tenho pavor de velas acesas dentro de casa e, com isso, fiquei imóvel ao seu lado, com o cuidado de não acordá-lo com minhas reviravoltas na cama.
Eis que exatamente à uma e vinte da manhã, horário marcado no meu celular, a secretária eletrônica soltou um grito de no message que me arrepiou inteira. Recuperei-me e decidi apagar as luzes da cozinha e banheiros que ficaram acesas não sei porquê e ligar a geladeira.
Tão logo conclui meu feito, sem qualquer aviso tudo se apagou de novo, me deixando em pânico naquele breu e sem velas na mão. Foi um percurso interminável da cozinha ao quarto e, achando a cama, deitei-me de novo, quando lembrei que teria que voltar para, novamente, desligar a geladeira. Rezei, me benzi e lá fui eu. Já mais calma, retornei ao quarto, deitei-me e ali fiquei até as três e quinze da manhã, quando voltou a luz. Claro que aguardei uns quinze minutos para religar a geladeira...
Lembro que só consegui concatenar o sono por volta das quatro e meia da manhã.
Nos dias seguintes só se falava nisso e os incompetentes a quem estamos entregues estão tentando discutir o que houve. Só no Brasil!



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