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domingo, 12 de dezembro de 2010

Errata - por Fatinha

Demonstrando que “prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”, resolvi fazer um comentário de mim para mim mesma, reformulando uma coisinha ou outra.
A primeira reformulação é quanto à incapacidade dos alunos. As limitações deles são mais uma questão formativa do que informativa. What? Os alunos, salvo raríssimas exceções, não são educados para aprender a aprender, daí a falta de interesse, as dificuldades na articulação dos conhecimentos e, o pior, o se conformar com o que é apresentado pelo professor em sala de aula, como se ele fosse o dono da verdade. Na verdade, repetimos um modelo pra lá de ultrapassado de “transmissão de saber” ao invés de “construção de saber”, milhões de vezes mais eficaz, mas que depende de vontade pessoal (do professor) e da tal da vontade política - os tais dos investimentos na educação que neguinho só lembra de falar nas vésperas das eleições. Aí a gente já poderia começar a discutir a valorização do professor, os investimentos nos recursos materiais que podem alavancar progressos rápidos - como o uso das novas tecnologias da informação - e por aí a conversa iria varar a noite. Não vim aqui escrever uma tese sobre o assunto, só vim dizer para mim mesma que não achei legal dizer que o aluno é incapaz. Foi deselegante e preconceituoso. Peço desculpas aos meus leitores por terem sido obrigados a ler isso. Perdão, de joelhos. Bem, talvez tivesse sido mais fácil pedir ao Shin que deletasse o post, mas quem disse que gosto de atalhos? Achei melhor escrever um “sobrepost”.
A segunda reformulação é quanto ao meu processo de emburrecimento. Se eu emburreci, não é culpa do magistério na escola pública, é porque em algum momento eu parei de estudar História - por motivos que não vêm ao caso. Nunca paro de estudar, minha cabeça é um liquidificador, leio três livros ao mesmo tempo, sou um brainstorm personificado, mas se o aprofundamento e a atualização na disciplina que leciono anda negligenciada, isso é responsabilidade minha, e não “do sistema”. Isso também não quer dizer que minha aula seja pobrinha, o que me leva ao próximo parágrafo.
A terceira reformulação é quanto ao volume de informações por mim selecionada para trabalhar em sala de aula. Nada de minimalismo. Eu falo tudo o que me vem à cabeça com referência ao tema a ser trabalhado, mando todos os links pra fora, tudo do que me recordo, faço trilhões de referências, cito livros, filmes, canto, conto piadas, faço perguntas, mando ouvir e escrever ao mesmo tempo. Os alunos ficam doidinhos, mas tentam acompanhar e ficam mandando eu parar de tomar Coca-Cola, pra ver se eu desacelero.
Então é isso. O resto permanece como antes: Ainda não li o livro da Jacqueline, continuo reconhecendo que quanto mais aprendo menos sei e continuo tentando conviver com a angústia de carregar dentro de mim tamanha ignorância.
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Errata ao post Nas Trevas da Ignorância, de Fatinha.
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Um comentário:

ofarol.blog.terra.com.br disse...

Parabéns pela auto-crítica e pela sensibilidade, abraço.