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terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Que Foi Não Volta - por Adir Vieira

Ontem revolvi lembranças em minha mente.
Estive mais uma vez diante de fatos passados, lembranças vívidas em meu coração. É sempre assim quando eu volto àquela casa. A casa onde passei, desde a infância, muitos e muitos anos. Ali, envolta pela família, aprendi, cresci, sofri e me alegrei. Sobretudo entendi o significado mais completo do amor. Amor pelos entes queridos, pelo cerco familiar, pela grande dependência que, desde então, saberíamos ter por toda a vida, uns com os outros.
Hoje, lá não mais existem objetos meus, mas olhando aquelas paredes agora, vazias, reponho em poucos segundos o meu quarto, meus pertences e vejo, como num passe de mágica, as pessoas, como se lá ainda estivessem. As conversas que ressurgem atropelam-se umas com as outras, como a me lembrar que já não estou lá.
Ao mesmo tempo em que a paz me aquieta, um aperto no coração sinaliza a angústia e aquela falta latente, não sei se dos familiares que já se foram ou se da própria vida em plenitude.
Estranho e tão sabido esse sentimento dilacerador de que a vida é isso. Um tempo que não depende de nós.
E haja coragem para reconhecer fielmente essa afirmação.



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Um comentário:

Ana disse...

Muito lindo.
Haja coragem mesmo!
Beijo.