Creative Commons License


Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




Mostrando postagens com marcador *A Samurai x O Monge. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador *A Samurai x O Monge. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de setembro de 2009

Do Seu Canto... - por Ana

(Paródia do poema “Desencanto”, de Manuel Bandeira)

Ele faz versos como quem chora
De desalento, lá no seu canto...
Não leias seus posts, se por agora
Não tens motivo algum de pranto.

Seu verso é sangue, choro demente,
Tristeza esparsa, remorso vão...
Dói-lhe nas veias. Amargo e quente
Cai gota a gota, do covardão.

E nesses versos de angústia louca
Assim dos lábios o medo escorre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Ele faz versos como quem morre.
.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Bi-Atriz - por Gio

(Paródia da música “Beatriz”, de Chico Buarque e Edu Lobo)

Olha,
Lá vem essa moça
Com o punho em riste
Me achando otário
Será que é pintura o sangue no nariz?
Se ela dança e vai pro beleléu
Se ela acredita que ganha, ou já quis
acreditar, e agora só reclama... Créu
Devia ir cuidar da sua vida

Olha,
Será que ela é louca?
É doida de pedra?
Parece loucura
cantar qual canário, e estar por um triz
Um desaforo, e estarás no céu
Ou no inferno, mastigando giz
Que já não escreve mais no seu papel
Por que não vai cuidar da sua vida?

Xiii, mais drama deprimente de atriz
Devia duelar com os pés no chão
Sua vida está sempre por um triz
Ah, você é um desastre, está na minha mão
Digo, é perigoso e muito infeliz

Olha,
Se acha uma estrela
Só conta mentira, mentira, mentira
Já virou comédia
(Feito cocaína na Amy, o nariz)
Logo, logo, vai despencar do céu
E os pagantes exigirão bis
Mas estarás fora, frita (como pastel)
Era melhor cuidar da sua vida...




Visitem Gio
.
.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ah!... Vaza! - por Ana

(Paródia da música “A Casa”, de Vinicius de Moraes)


Era um Monge muito engraçado...
Vivia implicando, o desgraçado.
Mas ninguém podia brigar com ele não,
Porque o Monge era um covardão!

Ninguém podia duelar na rede
Porque o Monge corria. Lede!
Ninguém podia dele divergir
Porque o Monge tinha piriri.

E era feito um quero-quero
A mendigar o um a zero.
Ouço-lhe os berros e nem me altero:
Já tá vencido. Eu digo. E é vero.



Resposta a Era uma Moça..., de Gio.
.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Era Uma Moça... - por Gio

(Paródia da música infantil “A Casa”, de Vinicius de Moraes)

Era uma moça muito engraçada
Falava muito, fazia nada
Ninguém podia falar dela não
Pois a menina perdia o chão

Era pior que camelo com sede
Socava os punhos contra a parede
Ficava mesmo no ti-ti-ti
Muita pirraça, mais nada ali

Já me cansei desse lero-lero
Decreto: largo com um a zero!
Já me cansei desse lero-lero
Decreto - Monge, é um a zero!




Visitem Gio
.
.

sábado, 5 de setembro de 2009

Eu, Hein, Gio! - por Ana

(Paródia de “Eu, Hein, Rosa!”, de João Nogueira e Paulo César Pinheiro)


Eu, hein, Gio!
Se manca,
Segura essa banca
Inescrupulosa!
Eu, hein, Gio!
O seu jogo é na retranca!
A área é muito perigosa?

Você parece que nem lembra mais
De tempos atrás:
A tua figura era vergonhosa!
E eu atendi,
Parodiando sem ferir,
A quem hoje me
Agride tanto assim...
Mas eu nem me abalo:
Você vai cair do cavalo
Antes de encostar em mim!

Eu, hein, Gio!
Descansa,
Porque a contradança
É mais audaciosa!
Eu, hein, Gio!
Apelar pra ignorância
É uma coisa indecorosa!

Acho que estou é gastando demais
As linhas versais...
Você não merece nem verso nem prosa!
E pra resumir,
Faço questão de conferir
Se se quebra ou não
Um vaso ruim.
Saia no pinote,
Senão vai ser de camarote
Que eu vou assistir seu fim!
.
.
.
Resposta a Sozinha, de Gio.
Referência a R-Evolução, de Gio.
.
.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sozinha - por Gio

(Paródia da música “Sozinho”, de Peninha)


Às vezes, na calada da noite
Não basta ter só os olhos dois
Um descuido e ficas desacordada
Juntando os seus cacos imundos depois

Por que você se arrisca, tão solta?
Melhor você ter medo de mim
Nunca vai fazer frente sozinha

Eu não sou da verdade o dono
É que um conselho, às vezes, cai bem
Desculpe destruir os seus planos
Decreto: você já não assusta ninguém

Por que você não esquece, e some?
Isso pode não terminar bem
Se depender de mim, ‘cê apanha

Quando a gente teme, é claro, a gente se cuida
Se faz de tirana, só que é da boca pra fora
Pensa que me engana, treme feito saracura
Ei, ei, ei, ei, ei... Onde foi você agora?



Visitem Gio
.
.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Epitáfio - por Ana

(Paródia de “Epígrafe”, de Manuel Bandeira)


Foi bem-nascido, o menino,
Foi, como os demais, feliz.
Depois, deu a doida em seu destino
E fez dele o que bem quis.

Veio a Samurai aguerrida,
Encheu-o de bofetão,
Levou tudo de vencida,
Passou como um furacão,

Trucidou, partiu, abateu,
Lutou sem piedade ou dó.
Ah, que horror!
..................Vencido e só,
- Só! - o Monge faleceu:

Agonizou em gritos dementes,
Se despediu da vida sombria...
E dessas horas ardentes
Ficou apenas cinza fria.

- Uma pouca cinza fria...
.
.
.

.
.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sem Intenção - por Ana

Puxa, Gio, fiquei triste...
Não queria te ofender...
Era tudo brincadeira...
Eu não fiz pra aborrecer.

Eu tava achando engraçado,
Pensei que tu também tava...
Adorava o duelo,
Sua implicância me animava!

Não sou pessoa ofensiva,
Mas assumo: sou implicante.
Adoro brincar assim,
Mas se firo, paro num instante!

E já que tu não gostou,
Tá bom, vamos pras paródias!
Samurai pede desculpas
E começa outras histórias...
.
.
.
.
.
.
Resposta a R-Evolução, de Gio.
.
. 

terça-feira, 1 de setembro de 2009

R-Evolução - por Gio

É o seguinte, cara misifia
Desde o início, eu te avisei
(Se vem de graça, o santo desconfia)
Pra não haver rolo, cara Sensei:

Que, se a coisa perdesse sentido,
- Por eu não ser fã de pancadaria
E rejeitar ataques desmedidos -
Que o estilingue o Davi largaria.

Não é sua culpa, é coisa de combate
Alterar versos, atiçar feridas
Só que esta luta comigo não bate -
O ouro é tolo quando vem de Midas

Pois vira pedra, dura, fria e crua
E para isso não há corretivo
Largo de mão toda briga de rua
(Prefiro algo bem mais produtivo)

Termos de acordo não vão adiantar
Linhas são “des-seguidas” logo, logo
E o jogo volta ao mesmo lugar
Num novo contraponto me afogo

(A propósito, ponteio aqui
“Debilitada” eu não mais lembrava
Antes que comece o ti-ti-ti
E eu mande todo mundo a Caçapava!)

Não me nomeies persona non grata
É muito ingrato o fazer comigo
Se te respeito, e digo na lata
Jogo as cartas e jamais instigo

Achas que “Tamo só se divertinu?”
Esse é mesmo o meu ponto, Samurai
Quando só um dos dois lados tá rino
Há algo errado... Tu mi capirai?

Minha proposta segue aqui embaixo
- Parar o duelo seria crime -
Modalidade que eu bem me encaixo
Floreia, e o combate não reprime:

Prefiro os versos parodiados
Os mantras, versos mais enigmáticos
Alegorias, versos torneados
Do que o soco de um verso mais prático

Entenderei se não for de teu agrado
Ou que não cubra tua necessidade
Não te quero um soneto obrigado -
A alma vem da espontaneidade

Quero só luta que me engrandeça
Que eleve a alma, e faça crescer
E a Samurai, quando a luta aqueça,
Não faça da Ana eu me perder!



Resposta a Da História Sem Fim..., de Ana.
.
.
.
Visitem Gio
.
.

sábado, 29 de agosto de 2009

Ele Desatinou... - por Ana

(Paródia de “Ela Desatinou”, de Chico Buarque)

Ele desatinou!
Viu tanta bobeira,
aceitou a brincadeira
e foi se enturmando
e foi se apresentando...

Ele desatinou!
Viu tanta alegria,
vestiu fantasia!
Os dias foram passando
e ele foi rimando...

E ele não viu que toda gente
estava torcendo normalmente...
Todo Duelos andava animado
com os lindos versos, bem-humorados...

Então ele desatinou...
Viu morrer alegrias,
rasgou fantasia,
os versos sem sal mandando...
e inda ficou chorando...

Ninguém inveja o infeliz, tri infeliz
No seu mundo de cetim, assim,
Reclamando da dor, do pecado,
Do duelo perdido, do jogo acabado...

Ele desatinou...
.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Da História Sem Fim... - por Ana

Bem, Gio, tu quer falar sério?
Vamos falar sério, então.
Vou atender a você,
Não vou com implicância, não.

Quais são os termos do acordo
Pra duelar com você?
Não posso dizer que fugiu
E que se pôs a correr;

Também não posso dizer
Que desistiu do embate,
A não ser que tu tenha dito
Em suas quadras, em alguma parte...

Também não posso mentir...
Mas eu não menti, menino!
Fiz brincadeira com a fome...
Tamo só se divertino...

Ameaçar a torcida?!!!!
(Ameacei alguém, amores?)
Só brinquei no Duelochat...
Pra eles, Gio, só flores!

E se você tiver torcida,
Melhor ainda o desafio!
Afinal, você merece!
Tu é demais, misifio!

Ó, “debilitada” inventei não,
Tá em “O Juiz Vai Apitar, Mas...”:
“Debilitada, não é justo lutar”.
Eu reinterpreto, invento jamais!

E sobre a minha madrinha,
Agradeço a ela mesmo!
Sou persona mui grata, seu Gio,
Ao contrário de tu, torresmo.

Mas... o que tem o Português?
Está te faltando cultura!
Fala errada é estilo, seu moço!
Vai estudar Literatura!

Epa! Eu já brinquei...
É... Eu não tenho mesmo jeito...
Comecei sendo tão séria,
E já vim com desrespeito...

Mas, cara! Tu é muito chato!
Chata eu não vou ser não!
(Te responder só no sério?
Me dá até aflição!)

Além disso, é insistente!
Mas que garoto mimado!
Se eu não fizer o que ele quer,
Vamos ter Monge infartado.

Mas, gente... peraí... que é isso?
Muito abusado este rapaz!
Não vou responder tudo aquilo...
Outro Lusíadas é demais!

Então vou direto aos assuntos
Que mais importância têm:
Sobre a capitulação
E a retratação, tá bem?

Você quer que eu capitule?
Eu não vou capitular!
Quem capitula é tu.
Seu último post a provar.

E tu quer que eu me retrate?
Eu não vou me retratar.
Mas eu retratei você
E trouxe aqui para mostrar:
.
.
.
.
.
.
Resposta a História do Duelo, de Gio.
Referências: Duelochat entre Gio e Ana;
O Juiz Vai Apitar, Mas..., de Gio;
“Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões.
.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Gio Tórrax!!! - por Ana

(Paródia de Pneumotórax, de Manuel Bandeira)


Fome, indignações, amnésia e pesadelos noturnos.
O duelo inteiro que podia ter sido e que não foi.
Se contorce, se contorce, se contorce.

Mandou chamar o médico:
- Diga o que foi dessa vez.
- Metidez... Desfaçatez... Compreendeis?
- Explique.

- O senhor tem uma lesão no hemisfério esquerdo e o direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar levomepromazina?
- Não. A única coisa a fazer é dançar a polonesa.
.

História do Duelo - por Gio

Capítulo I: O Início
Comecemos uma revisão
A matéria vista aqui: História
Prestem todos muita atenção
Refresquemos a nossa memória

Quem começou esse caos
Foi mesmo a senhorita
“A coisa pra tu tá maus”?
Falta, o juiz apita!

(Falta de vocabulário
Ou conjugação bisonha
Tem um próprio dicionário
E fala do meu “escabronha”...)

Voltando cá aos primórdios
O caos aqui se criou
Pois guardavas tanto ódio
Desde que a Ninja zarpou

Logo, precisavas tanto
De um rival (Entendeu?)
E, vejam, pra meu espanto
O escolhido fui eu

Pegou frase inocente
E transformou em escarcéu
(Me diga - quem é que entende?
Nem rezando para o Céu...)

Começou chamando outra
Antes de dar-se o duelo
Deve ter pensado, louca:
“Pra que arriscar? Apelo!”

Justificou, minha filha,
Ameaça como delito -
Fez formação de quadrilha,
Calúnia, não é mito...

Difamação, injúria,
Também falso testemunho,
Atiçando a menor fúria
Pondo fogo em rascunho

Quando tudo se acertou
Fez um drama mexicano
Boa gente até que sou
Mudei de rumo o plano

E o que ia ser sarau
Virou duelo de verdade
Sendo combate, afinal,
Eu esperava integridade.



Capítulo II: O Desenvolvimento
Quando a luta começou
Sua fala foi simplória
Da minha roupa debochou
Cantou de galo a vitória

Em vez de se preocupar
Em um duelo direito
Preferia só zombar
Me xingar de todo jeito

(Reparem que ela disse
Que eu a chamei de bicho
Comentário de cretinice -
Esqueçam, joguem no lixo

Pois vejam quem começou
A chamar em disparada
Disse tudo o que pensou
De nomes da bicharada:)

Já virei homem-morcego
Virei sapo, perereca,
Cobra de bem longe, nego!,
Rato sujismundo (Eca!)

Ela, de lá, já distorcia
Minhas falas do momento
Se na mesma eu respondia
Eu virava peçonhento!

Ficar só na classe contra
Alguém que só avacalha
Não funciona - fui na afronta
Talvez seja a minha falha

Joguei na mesma moeda,
‘Inda prezando a decência
Admitindo quando erra
P’ra luta ter coerência

Quando isso, essencial,
Não vi ser correspondido,
A revolta me foi tal
Na luta não vi sentido

Mesmo assim, perseverei
Meu orgulho é um calvário
De despautério lembrei:
“A luta não faz aniversário!”

Vi ela cometer gafes
E depois me desmentir
Isso me irrita, aff...
(Por acaso era pra rir?)

E nesses altos e baixos
De montanhas e declives
Shintoni pensou: “Eu acho
Que poderia ter um live!”

(Que “láive” se pronuncia,
Mas peço licença poética
Pra manter fotografia
Já que não nos fere a ética)



Capítulo III: A Ausência e o Descaso

Pequeno fato que ocorreu
Lá no início do combate:
Disse que o Monge correu
Ele estava tomando mate...

Eu explico, meus amigos
O que me atazanava
Por um estranho motivo
O meu PC não ligava

Deixei isso avisado
Em verso de poesia
A Samurai, de “mau-grado”
Se aproveitou, fez covardia

Disse a todos que fugi
Que estava amarelando
Quando vi, eu exigi
Provas do que estava falando

Acho isso sacanagem
Achei, acho, sempre falo
E repetiu-se essa bobagem
Na hora do intervalo...



Capítulo IV: Tempo Real
No Duelo, eu cheguei mais cedo
E a menina chegou atrasada
(Espero que não lhe fosse medo
De, em público, ser espancada)

Falei que estava com fome
- Não me atrapalha em nada -
Já virou um novo nome
Pra sua desculpa esfarrapada

(Fome me foi alegoria
Pra ter um pouco de comédia
A Samurai - Oh, quem diria! -
Viu nisso um poço de tragédia)

Outra de suas desculpas
Que chegou se lamentando:
Leu Parmê, e sentiu culpa
Não tava se concentrando

Não sei pra que choro fútil
Se tu jamais admites
Que perdeu... Então é inútil
Proceder com os chiliques...

Se alguém pra mim torcia
Com um pouco de fervor
Ela ameaçava, arredia
Chamava de traidor

Isso aqui é o que eu chamo
De pura falta de postura
Isso aqui é o que reclamo
Ser desleal na caradura.

O duelo terminou -
Insatisfeita com o lido,
O final, ela mudou:
Me chamou “doido varrido”

Acatei, mas não devia
Não é justo, logo digo
Dar desculpa, bem em vias
De ser usada comigo.



Capítulo V: O Pós-Duelo
Tudo recomeçou mal
Espalhou que eu desistia
Em versos de maldade tal
Que minha alma rugia

De pausa, fez desistência
Inventou boatos mil
Eu voltei (E a paciência
Que vá ouvir Vitor Ramil) (hoho)

Continuou respondendo
Só o que lhe interessava
No disfarce, se escondendo
Nem erros justificava

Quando ficou sem argumento
Apelou de novo ainda
Fez o que é de seu talento:
Chamou correndo a dinda!

Segue com a agressão
Segue com a ladainha
(Em comentário nada são
Diz que só foi boazinha

E que disso reclamei
E queria apanhar!
Será que eu muito errei
Ao tentar me expressar

Ou será que ela só
Entende o que lhe convém?
Isso sim é de dar dó,
Pois sou humano também...)



Capítulo VI: Complementos
Nunca a chamei de galinha
Só disse que cacareja
Onomatopeiazinha
Que se usa “até na Veja”

Além de interpretação
Precisa rever Português
(Se for muita informação
Peça uma folga de um mês...)

E tudo o que te chamei
Alguma razão me surgiu
Algum motivo apresentei
A ficha ‘inda não te caiu?

“Cobra” foi por me trair
“Dissimulada”.. Óbvio, não?
“Leprosa”, por nada sentir
“Bebum”... foi suposição

“Isolada” num conto de fadas
“Exibida”, quer aparecer
Por me xingar, é “desaforada”
“Irreal”, não aceita perder

“Medrosa”, chamou a madrinha
“Hipócrita”, faz e condena
“Mequetrefe” pra manter a linha
Tornar a “vaidosa” mais amena

“Prepotente”, por cantar vitória
“Palhaça”, meu, nem era ofensa
“Rato” tava em expressão.. Ô, escória,
Antes de falar, pensa!!!

“Virar chouriço”, falaste primeiro
(Vais dizer que não te lembras mais?)
“Mentirosa” não é exagero
Eu te explico um pouquinho mais:

“Ogra” eu disse de tuas falas
“Pária” estava em outro contexto
Não me lembro de “debilitada”
Inventando assim, eu mereço?

Pra logo finalizar
Vou de novo explicando
O que, aqui, me fez irar
E que estou reivindicando:

Quero duelo direito
Um-a-um, só coisa justa
Quero mútuo respeito
É nobre, e nada custa

Quero que se admita
Quando se comete erros
Tenho pavor que se minta
Ao entrar em desespero

Não quero frases distorcidas,
Calúnias que eu fugi,
Nem ameaça à torcida
(Pois eu nunca coagi)

Meu, não se faça de vítima
E pare de reclamar
Coisa de neurose marítima
De quem se atira ao mar

Te chamei para o Duelo
E até agora, nada...
Meu pedido tão singelo:
Vai continuar parada?
.
.
.
Resposta às insistentes dissimulações de Ana em A Samurai x O Monge.
.
.
.
Visitem Gio
.
.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

À Segunda Vista - por Gio

(Paródia de “À Primeira Vista”, de Chico César)


Quando não tinha nada, mentiu
Quando temeu a ausência, tremeu
Quando teve crise, eu ri
Quando faltou coragem, gemeu
(E lá se vem a Escrevinha...)

Quando levou surra, encobriu
Quando faltou postura, esperei
Quando não retomou, entendi
Quando criou asas? Nem sei...
(Só sei que galinha não voa...)

Quando provocou, eu vim
Quando deu por si, já bati
Quando lhe achei, ‘cê perdeu -
Quando é que você vai entender?

“Ô, ela reage” - sonhei
Que falha, que falha...
A Ana não sai do chão

Quando tinha apanhado, caiu
Quando viu decadência, cedeu
Quando teve calafrio, eu vi
Quando teve coragem? (Ninguém?)
(E lá se vai o “eleitorado”...)

Quando ficou farta, latiu
Quando não foi aceito o que sei
Quando desconversou, entendi
Quando fez descaso, pensei
(Só sei que ela precisa de aulas de interpretação...)

Quando me chamou, enfim
Quando dei por mim, eu sorri
Quando te espanquei, medi
Quando vi você, eu me toquei

Do chão não sai, meu rei
Que palha, que palha...
E aí? A reação?
.
.
.
Resposta a Há Coleira À Vista, de Ana.
.
.
.
Visitem Gio
.
.

Chega Desse Angu de Caroço... - por Ana

Gio, o que tá acontecendo?
Que bicho que te mordeu?
Eu não tô entendendo nada!
(Que aula que tu perdeu?)

Me xinga o tempo todo!
Haja nome de animal!
Depois vem, na caradura,
Me dizer: “Não foi por mal...”

Só diz que invento coisa,
Que não lido com a verdade.
Nesta história, meu querido,
Falta a você honestidade.

Já me chamou de naja,
De LADRA e de GALINHA!!!!!
De ET e predadora!
Quem foi que saiu da linha?

Eu te refresco a memória,
Já que a coisa aí tá feia
(prefiro apostar na amnésia,
porque calúnia, meu caro, é cadeia!).

Me ofendeu diversas vezes
E aqui eu vou mostrar,
Vou dar só pequena prova
Do que eu tenho que aturar:

Já me chamou de louca,
Ardilosa, cega, abatida,
Cachorra, cascavel, covarde,
Decrépita, convencida,

Já disse que eu cacarejo,
Que eu tava com a boca inchada,
Que tenho cérebro pifado,
Sou cegueta, desatinada,

Virei comida de passarinho,
Decadente, debochada,
Delirante, desonesta,
Égua, hesitante, condenada,

Hipócrita, incapaz,
Incoerente, infernal,
Maligna, marciana,
Me acusou de “glicose anal”,

Escabronha (Que raio é isso?
Por acaso é palavrão?),
Insolente, irriquieta,
Maritaca (Né mole, não!),

Bebum em delirium tremens,
Leprosa, debilitada,
Exibicionista, isolada,
Fora da real, derrotada,

Disse que não me enxergo,
Sou medrosa, desaforada,
Eriçada, desrespeitosa,
Ogra, mentalmente afetada,

Palhaça, pária, ofídia,
Perversa, descerebrada,
Podre, rato, psicótica,
Mequetrefe, desesperada,

Fui rimeira maltrapilha,
Prepotente, despeitada,
Torresmo, vaidosa, sem fibra,
Vigarista, soterrada,

Disse “vai virar chouriço”,
Me chamou de mentirosa,
Esclerosada, metida,
Desmoronada, venenosa,

Desfiada, embriagada,
Desmemoriada, velha,
Pirracenta, apelativa,
Estoporada, escaravelha,

Me acusou de “prosa flácida”,
Virei proteína, pustulenta,
Sucuri com escoburto,
Tortuosa, peçonhenta...


Depois disso tudo, ô, garoto!
Tu toma vergonha na cara!
Para de choramingar,
Veste a saia de monge e... rala!

Ao invés de me acusar
De atos que não cometi,
Assume logo a derrota.
Enquanto pode, diz: “Perdi...”

Porque a cada agressão
Eu respondi. Triunfal!
Até com som ambiente
E vídeo da vida animal!

Portanto, invejoso vencido,
Não inventa mais história!
Assume logo de uma vez:
Tá se roendo com a minha glória!

Fica se vitimizando...
Chama a isso duelar?
Corre pro colo da mãe,
Só ela pra te aturar...

Mas por enquanto, fradinho,
Por tanta reclamação
(Sem chamar a Escrevinha,
O juiz ou o escrivão),

Eu te exilo nas masmorras
Pra acabar com este alvoroço.
Já cansei das tuas queixas!
Se esgoela aí no calabouço!
.
.
.
.
.
.
Resposta a todas as infindáveis lamúrias de Gio em A Samurai x O Monge.
.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Há Coleira À Vista - por Ana

(Paródia de “À Primeira Vista”, de Chico César)

Quando não tinha nada, ocorreu
O tapa na orelha, ofendeu
Quando desafiei, se escondeu
Faltou-lhe coragem, tremeu

Quando a coisa fedeu, distraiu
Com o Parmegiana, encobriu
O roxo do olho, fugiu
Do Duelochat e ganiu...

Quando implicou, eu vim
Quando procurei... Tava aqui?
Quando lhe achei, combati
Quando vi você, arrebentei...

Amarelô o Gio! É vaia! Vaia!
E a Ana a massacrar o tantã...
Ohhh!
Amarelô o Gio! É vaia! Vaia!
E a Ana a massacrar o tantã...
Ohhh!



Resposta a A Primeira Rixa, de Gio.
Referências: comentário de Gio em Escrevinhadoce, de Ana;
Parmegiana, de Gio;
Duelochat entre Gio e Ana;
.

Jaula para a Fera, Gaiola para a Presa - por Gio

Ana, por favor, peço: um pouquinho
Tu, agora, vais ter que esperar
Acabou o meu tão útil bloquinho
E agora, como vou te desenhar?

Novamente tu entendes tudo errado
Nas palavras desse seguidor de Ghandi
Talvez agora esteja explicado
Porque o duelo aqui tanto desande

Ou, talvez, entenda como convir
Adultera para poder responder:
Se o cara diz, na frase, “pode vir”
Logo entendes “Tô pensando em correr!”

Não chamei tuas respostas de fracas
Só apontei - não fazem sentido algum
Pare de fazer pirraça, maritaca
Sabes que só reclamei do dois-a-um

E foi esse o meu ponto de discóridia
Apelares, sempre em caso de medo
Esgotou o tempo e a misericórdia
Resta a paciência, esse é o segredo

Paciência para lutar contra alguém
Que ao levar, se esconde atrás da dinda
Desaforos, descarrega mais de cem
Depois corre, esperando um “Criança linda!”

Vejo, o teu dom mesmo é pra piada
Do Duelo deves desistir, guria
Antes que o negócio vire palhaçada
Retome a função de “Doutora Alegria”

Mas, se caso optares por ficar
E chamares mais reforços, venha então
Só depois, não te botes a chorar
Quando estiver estirada no chão.



Resposta a Jaula pro Mongim..., de Ana.
Referência a Fantasia, de Ana.
.
.
.
Visitem Gio
.
.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Jaula pro Mongim... - por Ana

Eu li a sua resposta...
Tu achou as minhas fraquinhas?
Vejam só que coisa estranha...
Só porque fui boazinha...

É... a vida é assim mesmo,
As pessoas são ingratas...
A gente ajuda, se preocupa,
E recebe de volta... chibata!

Nunca mais vou te alertar,
Nunca mais me condoer,
Nunca mais te dar um toque...
Só arrebentar e maldizer.

De que vale ser legal,
Considerá-lo amigo?
Se o que recebo em troca
É descaso de inimigo?

Pois agora eu prometo,
De forma pública e indubitável:
Pra você só minha espada.
É decisão inabalável.

Te prendo no arame farpado
De minhas palavras sem par,
Vou te esquartejar sem dó,
Te torturar sem piscar.

Vou fazer tua alegria,
Cê num vai mais reclamar.
(Ora, vejam! Quem diria?
O Gio gosta de apanhar!)
.
.
.
.
.
.
Resposta a Aula de Latim, de Gio.
Referência a Prognóstico, de Ana.
.

A Primeira Rixa - por Gio

(Paródia de “À Primeira Vista”, de Chico César)


Quando não tinha espada, ela quis
Quando perdi a paciência, esperei
Quando vi a fria, não tremi
Quando faltou coragem? Não sei

Quando chegou desacato, eu li
Quando houve rixa, estranhei
Quando o povo vibrou, entendi
Quando criei persona, lutei

Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
Quando ruim achei, pedi
Quando repensei, “eu ficarei”
.
.
.
Visitem Gio
.
.

domingo, 23 de agosto de 2009

Aula de Latim - por Gio

Venho até aqui, esperando reação
Infeliz fui: tudo o que vejo são lamúrias
Novas esquivas, nova falsa acusação
Incapacidade, mal que não se cura

Vejo o que tudo isso poderia ser:
Incríveis lutas e combates sem igual...
Desperdiçados pelo ego a crescer,
Inúteis a alguém que pensa ser a tal

Venço o desgosto, cá permaneço no páreo
Inconformado com o que vejo todo dia
Cansei de esperar em vão, feito otário -
Injusto ou não, enfrento quem me desafia!



Resposta a Prognóstico, de Ana.
.
.
.
Visitem Gio
.
.