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terça-feira, 9 de junho de 2009

Arre! Medo Não é Comigo! - por Ana

A mocinha está de volta,
Mas não quer falar comigo...
Está deveras arredia,
Conversa com o próprio umbigo.

Continua de tocaia,
Esta Ninjíndia safada!
Eu chamo pro ringue de volta
E a menina... nada!

Mas não pensem que a fedelha
Desistiu de duelar,
Pois há uns dias (cês lembram?)
Veio me desafiar

Com pensamentos curtinhos,
Como sempre, malcriados,
Me espetando, a inferniz,
Com o tridente enferrujado.

Acho que amarelou,
Cara pálida de medo,
O urucum desbotou,
De índia virou arremedo.

E de ninja não sobrou nada,
Já que não parte para a briga.
Só falta, depois do silêncio,
Me chamar pra ser amiga...

Então eu declaro aqui
Que deste jeito não dá:
Espetar e sair correndo...
Isso acaso é duelar?

Não te chamo mais pro ringue,
Tu é covarde legal!
Podem apagar as luzes
Da arena virtual.

Pra quem não acompanhou,
Estes versos não entende.
Explico: falo da saga
Ana contra Ai-Aiuendi.



Referências: comentários de Ana em posts de Raquel Aiuendi;
“Para SamurAi”, de Raquel Aiuendi (21/04/09 e 23/04/09);
*A Ninja x A Samurai.
.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Provérbio Duelês - por Ana

Penélope Charmosa citou um antigo provérbio chinês: “O sábio começa no fim; o tolo termina no começo.”

Eu cito um provérbio duelês contemporaníssimo: “A Samurai começa e vai até o fim; a Ninja termina logo no começo.”
.
.
.
Inspirado em “Provérbio Chinês”, enviado por Penélope Charmosa.
.

domingo, 3 de maio de 2009

Para Alba - por Escrevinhadora

Prezada Alba
nunca trocamos uma palavra sequer
mas por causa de um pronome “qualquer”
criou-se o mal-entendido.

Eu não queria ter ofendido
nem a você nem a ninguém
não é esse o meu feitio.

Minha batalha neste blog
é apenas de brincadeira
gosto de mexer com a Ana
de provocar a guerreira
porque ela aceita o desafio
e com seu talento literário
sempre responde a contento.

Tenho outro argumento
quem for lá no dicionário
vai ver que qualquer quer dizer
pessoa indeterminada
portanto não é xingamento
não serve para ofender.

Feito o esclarecimento
pelo desculpas sinceras
não pretendi ser grossseira
e pra não dizer mais besteira
de agora em diante garanto
ficarei quieta no meu canto.



Resposta a comentários em “De Novo para Ana”, de Escrevinhadora.
.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

De Novo para Ana - por Escrevinhadora

Você estava muito quieta
cheguei mesmo a estranhar
é bom ver que ainda reage
que tem balas pra disparar
e solta mísseis de repente.

Não vou te dar nenhum conselho
não tenho tal pretensão
na condição de torcedora,
de colega e admiradora
só quero fazer um pedido.

Não aceite provocação
de qualquer tipo de gente
no bate e rebate deste blog
não vá disparando ao acaso
contra índios de qualquer tribo
economize munição.

Você é muito talentosa
não desperdice teus versos,
tua rima, tua prosa
escolha bem teus inimigos.

E por favor poetisa
seja generosa comigo
antes de partir para o ataque
lembre-se de que eu sou pacifista
não me bata sem motivo.



Resposta a “‘Pode Ir Armando o Coreto’...”, de Ana.
.

domingo, 26 de abril de 2009

“Pode Ir Armando o Coreto”... - por Ana

Há muito eu estou quieta,
Calada cá no meu canto,
Com o rabinho entre as pernas:
Magoei a Escrevinha um tanto...

Tal de Alba escreveu coisas,
Nem me animei na resposta...
Li com a mente calada,
Bem se fingindo de morta.

O gato escaldado (né, Leo?)
Tem medo de quaisquer águas,
Ainda mais se envolvem
Possibilidade de mágoas.

Mas agora a tal Raquel
Tá voltando devagar,
Graça aqui e graça ali...
Comecei a matutar...

Vou botar ordem na casa,
Organizar a bagunça,
Acabar com esta farra,
Dar uns tecos nas jagunças.

E a primeira da fila
É a Alba tremelique,
Que está na minha mira
Desde o último chilique.

Último e derradeiro,
Devo vos relembrar:
Não aguentou as pancadas,
Não fez mais que ameaçar.

Tadinha! Deu foi peninha!
Vai ser covarde lá longe!
Pra quê tentou golpear
Se só se esquiva e esconde?

Hilária a criatura!
Não encara nem formiga!
Mandou uns recados magrinhos
Depois quis ficar amiga...

Me chamou de implicante,
Ameaçou xingamento
Me mandou dobrar a língua,
Cheinha de atrevimento.

Outra que diz e desdiz,
A morder e a soprar...
Ataca e fala de paz...
Mais uma que é bipolar...

Se autodefine audaz!
Querida... eu só gargalho!
Mas o verbo eu vi que largou:
Saiu catando cavaco.

Arrasa nas entrelinhas?
Só nas entrelinhas mesmo!
Pois nas linhas, minha filha,
Dá voltas e voltas a esmo!

Só concordo com você
Quando afirma que é zen.
Isso todo mundo lê
Todo dia neste trem.

Tu é a maior viajante,
Nisso não tem pra ninguém!
É Chopra... Viver de Luz...
Tratados sobre o Além...

Dos seus delírios senis
Aqui todo mundo é refém.
Tu escreve direitinho,
Mas eu não te digo amém.

E como está longa a coisa,
O bom senso me detém.
Depois termino a resposta:
A segunda parte já vem.

Enquanto isso, mocinha,
Tome o Haldol sem porém
Pra continuar sempre assim:
Psicopata do bem.



Resposta a “Tô Saindo de Fininho: Me Dei Mal...”, de Alba Vieira.
Deepak Chopra, Jasmuheen.

domingo, 12 de abril de 2009

Espera - por Vicenzo Raphaello

Num tranco a ninja me acertou.
Em seguida a desalmada samurai
minha cabeça cortou.
Perdido sem eira nem beira
Numa caverna agora estou.
Sangrando entre estalactites e
estalagmites,
Esperando uma nova cabeça ganhar
Para novos trancos levar.
E poder aí dizer que bonita ficou esta história.



.

sábado, 4 de abril de 2009

Tô Saindo de Fininho: Me Dei Mal... - por Alba Vieira

Ana, sua implicante!
Dobre a língua, dê uma pausa.
Vá com calma, se me irrito,
Dou a volta num instante!
Inverto esta brincadeira calma,
Parto pra ignorância e xingo em negrito.

Cheguei com a melhor intenção,
Disposta a fazer brincadeira,
Pensei em ser bem recebida.
Foi a maior decepção
Ler a resposta rasteira
Dessa Samurai ensandecida.

Minha bandeira é da paz
Sou zen, não quero violência.
Mas covarde é a vovozinha!
Eu sou é mulher audaz
E se me ofendem, nem peço referência,
Largo o verbo e arraso nas entrelinhas.

E esse papo de possessão
Você é que dele bem entende,
Parece até mãe-de-santo...
Sai pra lá, estou com a razão!
E sou eu mesma quem responde.
Deixe a Raquel no seu canto!

Ela, como eu, é pelo amor!
Você é que é toda abusada,
Adora criar confusão e partir pra luta.
Além de metida, tem o maior furor,
Traz de outras vidas a espada ensanguentada
E que pensa que por aqui só existe disputa.

Quietinha, coisa endiabrada!
Adoce com mel sua língua!
Levante o astral e peça desculpas.
Não vê que é coisa escusada
Só contenda, energia ruim que não finda?
Acho bom assumir sua culpa.

Não foi eu quem provocou,
Só queria mesmo era brincar,
E preencher a falta da Raquel.
Acabei levando toda a ira que sobrou.
Urubu albino... Dá pra aguentar?
Aguarde a Ninja, que eu tô voltando pro céu...

Mas antes preciso dizer que adorei suas respostas,
Rolei de rir, você é sem igual na briga.
Usou toda a munição que eu dei: garota, você é demais!
E agora aqui lhe faço uma singela proposta:
Raquel já está voltando, ela gosta desta lida
E eu louvo todo o seu valor, me retiro: agora só quero Paz...



Resposta a “Pinto e Bordo” e “Não Peço Arrego, Mas Imploro Descarrego”, de Ana.
.

terça-feira, 31 de março de 2009

Não Peço Arrego, Mas Imploro Descarrego! - por Ana

Deusa das sombras, uma ova!
Deusa Inanna é a senhora!
Posso até ser butterfly,
Mas tô nem aí pra lady Di.

Lady Di é simbolismo
Das mocréias de plantão
Com complexo de Cinderela,
O que não é meu caso, não.

Que ardilosa, que nada!
Eu só não quis ofender.
Eu falei foi com jeitinho
Pra Escrevinha não perceber.

Cê vê lá se eu sou aranha
Pra ficar montando teia!
E se chamar “à toa” de novo
Eu te boto na cadeia!

Já vi que fel tu tem mesmo!
Veneno, então, nem se fala!
É amarga e peçonhenta,
Não adianta Chopra ou Cabala.

Não tô ferindo ninguém
Que não tenha atacado primeiro.
Na lista só tu e indinha,
Que invadem meu terreiro.

Megera eu não sou mesmo,
E não vivo de pecado.
Larga de sermão, piolha!
O Ishar tá no passado!

Que mané dissimulação!
Dissimulada é você!
Não aguenta briga na mão,
Manda o povo resolver!

Que mané escuridão!
Escura é tua alma vil!
Covarde e atiçadora,
Vê se volta pro covil!

E tu quer ver linchamento?
Assiste a Brasil Urgente!
Vai ler o jornal Povão
Sentadinha no batente!



Gente, a mulher tá doida!
O que foi que aconteceu?
De repente se rebela!
Escreve como nunca escreveu!

Ih... Tô pensando uma coisa...
Me ocorreu tão de repente!
Este Duelos tá sinistro!
Acaba com a alma da gente!

Acompanhem o raciocínio
Com muito cuidado e atenção:
A Raquel não aparece
Por aqui faz um tempão!

Agora vem tal de Alba
Pra me atentar com seus versos.
Isso tá cheirando mal...
É coisa de outro universo...

Acho que a tal da Raquel
Deve ter batido as botas.
Inconformada, do outro lado,
Ficou procurando uma porta

Que permitisse a passagem
Da sua alma de lá pra cá.
Pois não é que encontrou?
Na Alba veio atracar.

Então minha tese é esta:
A Alba tá possuída,
Totalmente dominada
Pela alma da ninjíndia.

Raquel, vê se larga dela
(Que troço bizarro, gente!),
Deixa a pobre Alba em paz:
Este corpo não te pertence!

Devemos tomar providência!
Algum babalaô por aqui?
Mães-de-santo, por Zumbi!
Vamos cantar pra subir!



Resposta a “Decepcionada”, de Alba Vieira.
Referências: “Livre, Intrigada e Vingada”, de Ana;
“*A Ninja x A Samurai” (saga);
“Estou Lendo...”, de Alba Vieira (16/03/09, 25/03/09 e 30/03/09);
“Ishar, Revolucionário de uma Vida Passada”, de Alba Vieira.
Deepak Chopra.

Mestre Tze Tze em um Momento de Raríssima Iluminação - por Ana

Alba Vieira citou o Mestre Lao Tzu:
“O ser integral conhece sem ir, vê sem olhar e realiza sem fazer.”


Eu cito o Mestre Tze Tze, em homenagem à desnaturada Raquel que, por estar sumida, deve ter sido picada por uma tsé-tsé:
.....Quem vai sem conhecer, olha sem ver e faz sem realizar é o ser desnatado.


Inspirado em “Lao Tzu e o Ser Integral”, de Alba Vieira.
.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Pinto e Bordo - por Ana

De Raquel já basta uma...
Cheia de contradições...
De repente lá vem outra
Me irritar com seus sermões...

Mais uma que não entendo...
Diz que não gosta de briga,
Manda verso separando,
Agora inventa essa fita...

Cê veio mexer comigo?
Logo você, dona Alba?
Tô saindo da cadeia,
Não estou lá muito calma!...

E já vou logo avisando
Que tu buliu em vespeiro.
Vai te dar dor de barriga,
É melhor ir pro banheiro,

Pois tô sabendo que tu
Esparrama covardia,
Não encara nem mitinga,
Que dirá minha poesia.

Sei que tu lê nossa saga
Num laptop pequeno,
Encolhida lá num canto,
Bem caladinha e tremendo

De medo que sobre pra tu,
Pois antes já se meteu.
Tu tá pedindo, frouxinha,
E agora recebeu.

Deixa o Bruno de fora,
A Escrevinha também,
Vê se fala só comigo,
Minha torcida é do Bem:

Bruno tava na razão,
A Escrevinha é uma anja.
O teu negócio é comigo
E contigo eu faço canja.

Pra começar, esta história
Não é pré-delimitada.
Acaso tu é geógrafa
Pra ficar fincando estaca?

Para você que não sabe,
Agora vou explicar:
Estacas estancam a rima,
Meus motes podem provar.

Eu não leio nada triste,
Tristeza deve ter tu...
Para de agourar a gente,
Ladino e albino urubu.

GGGRRRR!!!!! E ainda me xinga
De naja ou de jibóia!
Agora parto pra briga!
Vou acabar com essa pinóia!

O astral tá é bem alto,
Não sei onde viu baixo astral,
A gente só se diverte!
Olha! Tu tá mal legal!

Vê tristeza onde não existe,
Baixo astral na diversão,
Diz que jogou confetes,
Mas nunca vi isso não.

Tu tá na alucinação,
É totalmente hebefrênica!
Tava certa a tua avó:
“A menina é esquizofrênica!”

E bofetes, não! Dobra a língua!
Isso aqui não é maternal!
É Samurai contra Ninja!
Luta certeira e mortal!

Tu ainda tá nas fraldas,
Por isso se expressa assim...
Tu só luta em pesadelo
E é esmagada que nem cupim.

Vampira é a vovozinha
(se me permite o leitor),
Eu tiro sangue, isto é certo,
Mas chupa-cabra é seu avô.

Sagaz eu sou de montão!
No bom sentido, minha nega!
Veja bem se eu sou barata!
Morde e assopra é tu, morcega!

Não ponho paninhos quentes,
Que não sou mulher de paninho:
Eu desfraldo minha bandeira
Da verdade, que é meu caminho.

Eu não sou dissimulada,
Muito menos sem-vergonha,
Não intrigo, fico intrigada,
Em meio a tanta peçonha.

E xingar, eu xingo mesmo
Aquela safada Raquel.
Que sumiu... É outra medrosa
Que mandei pro beleléu.

Elogio os meus fãs,
Que merecem a toda hora.
Não peço bênção a ninguém,
Pois sou a minha senhora.

Sou esperta e uma fera,
Nas letras dou banho mesmo,
Mas quem degenera no caráter
É tu, migalha de torresmo!

Já sobrou pra tu foi tudo,
Sua Alba covardona!
Desdisse o que disse, ameba?!!!
Olhem como é durona!

Volta lá pro teu cantinho,
Acocorada em covardia,
Vai apimentar tua vida
Que anda sem-graça e vazia.

Aproveita meu conselho,
Também toma um lítio básico,
Pra dar fim aos devaneios,
Aqui não é lugar de lunático!

Fique na contemplação,
Contemplando teu umbigo,
E se aprendeu a lição
Não vai mais mexer comigo.

E se insistir, vai ter!
Te entrego pras entidades!
Vai direto pra luz branca,
Se encontrar com mais covardes.

E inspirada no fato
De te mandar pra eternidade,
Escreverei um poema:
Mulher Olhando a Claridade!



Resposta a “Apimentando”, de Alba Vieira.
Referências: “Coquinho no Matagal”, de Bruno D’Almeida;
“Resposta”, de Escrevinhadora;
“A Indiazinha Feliz Contra o Baixo Astral”, de Ana;
“A Ninja Morreu”, de Ana;
“Há Outras em Mim”, de Alba Vieira;
“*A Ninja x A Samurai” (saga);
pintura “Homem Olhando a Claridade”, de Alba Vieira.
.

Decepcionada - por Alba Vieira

Ana rima com bacana,
Samurai com butterfly,
Ela tá mais pra deusa Inanna,
Mas se faz de lady Di.

Olhem só que ardilosa,
Corre a escrever num cantinho,
Vejam que coisa maldosa,
Depois volta na boa, de fininho.

Ana, sua embromadora,
Isso é coisa muito feia!
Coitada da Escrevinhadora...
Quase cai na sua teia.

Li tudo que você escreveu
E achava que era alma boa,
Agora, pensando bem,
Vejo que é uma à toa.

Deixo escorrer tanto fel
Nestas mal traçadas linhas,
Pois detesto que joguem ao léu
Tantas palavras daninhas.

Logo você, tão talentosa,
Que ia no caminho do bem,
Agora só vem com esta prosa
De estar sempre ferindo alguém.

Veja, Ana, se ainda se recupera,
Larga este corpo, que tu não é megera!
Volte a trilhar o caminho iluminado,
Antes ser zen que viver só de pecado.

Já chega de tanta dissimulação!
O que te fez partir pra esta escuridão?
A galera acaba apedrejando ocê!
Gente, não tô dando ideia, tô pagando pra ver!


Resposta a “Livre, Intrigada e Vingada”, de Ana.
.

domingo, 29 de março de 2009

Errata - por Ana

Desde terça tô pensando:
A amizade ou a briga?
Então eu decidi, Bruno,
Que prefiro só amiga

E continuar comentando
Os seus posts numa boa,
Sem pender pra nenhum lado,
Pois prezo a sua pessoa.

Prezo ainda, muito mais,
A amizade, coisa rara,
E é bom não poluí-la,
Deixá-la sempre bem clara.

Gosto de nossas conversas
Sobre os diversos assuntos,
É só o que importa pra mim
E não penso noutro rumo.

Sobre a questão do mote,
Vi que entendi errado,
Porém vamos combinar:
Até que ficou engraçado!

Desculpo-me pelo engano,
Assumo: foi falha minha.
Vexada e feliz, em público,
Devolvo a corneta e a bandeirinha!




Resposta a “Coquinho no Matagal”, de Bruno D’Almeida.
.

Apimentando - por Alba Vieira

Veja, gente, eu não sou disso,
Não gosto de me meter,
Se presencio uma briga,
Corro pra me esconder.
Violência não é meu forte,
Nem gosto de falação,
Deixo os outros em suas contendas,
Fico aqui só em contemplação.

Mas creio que esta história
Tá passando dos limites,
Tem mais gente se metendo...
Onde vai parar, se já está triste?
Agora o Bruno e a Escrevinha
Resolveram também se envolver
No litígio da Ana e Raquel,
Aí então não pude mais me conter.

Antes, eu queria aplacar a discórdia,
Promover a paz entre naja e jibóia,
Suavizar os ânimos e jogar confetes,
Levantar o astral evitando os bofetes.
Mas neste momento é demais!
A Ana passou dos limites, minha gente!
Que vampira esta mulher sagaz!
Morde e assopra, botando paninho quente.

Vocês não enxergam, galera?
Tanta dissimulação? Êta guria sem-vergonha!
Faz intriga, xinga, elogia e depois pede benção.
É esperta demais, digamos que é uma fera.
Nas letras ela só dá banho
Mas no caráter, quase degenera,
Xi! Acho que vou calar a boca, senão vai sobrar pra mim!
Desdigo tudo que disse. Pronto! Chega! Fim!
.
.

.

Referência à saga “*A Ninja x A Samurai”.
.

sábado, 28 de março de 2009

Livre, Intrigada e Vingada - por Ana

Oba! Ganhei habeas corpus!
Quem me prendeu me soltou!
Já estou livre, galera!
A Escrevinha decretou!

(Vamos aqui pro cantinho,
Pra conversar em surdina...
Estou meio preocupada
Com a condição desta menina...

Primeiro vou pontuar:
O pai também é sagrado
E ela não se pronunciou
Quando, num verso irado,

Eu também soltei o verbo...
Não ouvi nenhum lamento
Por responder à ninjíndia
Xingando-lhe o pai de jumento.

Então vou falar uma coisa
Que é bastante delicada,
Não deixem Escrevinha saber,
Ela pode ficar magoada...

Não é algo muito esquisito?
Singular esta pessoa...
Numa hora me encarcera,
Na outra me solta na boa...
.


Não me impingiu um contrato!...
Não me cobrou honorários!...
Por favor, não contem a ela,
Este troço é temerário!
.

Tenho dois fortes palpites,
Com vocês serei sincera:
Pode ser que ela seja
Uma alma de outra esfera!

Será que esbarrei com um anjo
Que é tão bom que nem sei?...
Ou será verdadeira outra hipótese
Que agora aqui exporei?

Por acaso vocês viram
“Como Se Fosse a Primeira Vez”
Ou então “Procurando Nemo”?
São exemplos que deixo a vocês...

É que está meio confuso,
Coisa trágica e hilária...
Acho que esta moça sofre
De amnésia temporária...

Acho que esquece das coisas,
Perdeu a memória recente.
É melhor não mexer nisso...
Vou continuar normalmente.)
.
Valeu, minha grande amiga!
Agora tu foi legal!
Nada como conhecer
Uma baita profissional!

Quando viu minha desdita,
Veio logo socorrer!
Na cadeia eu morreria,
Se não fosse por você!

Já estava até rotulada
De presidiária por aqui.
Passei vexame de novo!
Vermelha como um caqui.

Eu já tinha até começado
Versinhos lá na prisão,
Pra enviar a vocês.
Aqui vão, em primeira mão:

“Quem quiser me visitar,
Eu recebo com prazer...
Detenta resignada,
Tenho nada pra fazer...

Vou aproveitar e escrever
Mais quadrinhas no exílio,
Pro tempo passar depressa
Nas masmorras do castigo.

Ao longo dos dias terei
Pra contar, muitas histórias,
Do cárcere mando a vocês
Um pouco das minhas memórias.”

Estava toda animada,
Ia escrever bem bacana,
Já estava até pensando
Em assinar GraciliAna...

Quando estava assim sonhando,
O carcereiro veio à cela,
Fez um suspense danado
Antes de abrir a tramela:

Olhou para nós lá dentro,
Com aquele olhar de vampiro,
Fingi que nem tava vendo,
Fiz que não era comigo.

De repente, com voz firme,
Chamou: “Ana Samurai!”
Todo mundo então me olhou.
“Vocês ficam, ela sai.”

Saí sem saber porquê,
Torci pra ser coisa boa,
Fui bem quietinha atrás dele,
Que temporal não é garoa.

Diante do delegado,
Tremia que nem vara verde,
Pensei: “Mais uma denúncia!
Tô embolada nessa rede!”

Lembrei que há um tempo atrás
Xinguei a avó da xavante.
“Mãe da mãe! Eu tô ferrada!
Não há monge que me levante!

Se xingar mãe dá cadeia,
Xingar avó dá o quê?!!!
Avó é mãe ao quadrado!...
Vou ver assim o sol nascer!

Acabou-se a minha vida,
Dou adeus ao laptop...
Se eu jogo restos na pia,
Com certeza ela entope...”

Como consertar o feito?
Pra isso não há ciência...
Só me restava uma coisa:
Arcar com a consequência...

No meio dos pensamentos
Ouvi a voz redentora,
O delegado me disse:
“Te soltou a Escrevinhadora.”

Respirei aliviada,
Agradeci ao delega,
Sorri para o carcereiro
E falei: “Adeus, colega!”

O pessoal lá de dentro
Estava ouvindo a conversa,
Todos autores malditos
Que fizeram a maior festa

Comemorando a soltura
De mais uma injustiçada
Que se arriscou, sem saber,
Por causa da língua afiada.

Eu gritei: “Valeu, povão!”
E fui saindo ligeiro.
O delega perguntou:
“Não quer passar no banheiro?

Pra dar uma arrumadinha...
Depois desse tempo de cela
Tu tá no maior bagaço,
Parece coruja velha.”

Eu parei, estupefata!
Dá para acreditar?!!!
Mas não me alterei com ele.
Disse: “Não... pode deixar...”

Mantive a língua travada,
Pois as faculdades estão sãs,
Mas lá do cárcere veio o coro:
“CORUJA VELHA É A MÃE!”
.
.
.
Resposta a “Resposta”, de Escrevinhadora.
Referências: “Indiazinha Sem Torcida”, de Ana;
comentário de Bruno D’Almeida em “Das Flores às Pedradas...”, de Ana;
“A Samurai Contra-ataca!”, de Ana.
Referências indiretas: “Coruja Velha é a Mãe”, de Ana;
“Vaia para Ana”, de Escrevinhadora.
Citação de dois filmes que utilizam, em seus enredos, de forma cômica, o tema amnésia temporária.
Peter Segal, Andrew Stanton.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Resposta - por Escrevinhadora

Grande Ana,
nas letras e no coração,
me faz rir, me faz vibrar
com tanta inspiração.
Pra mostrar minha lisura
na torcida por essa briga
vou impetrar “habeas corpus”
e conseguir tua soltura.


Resposta a “Das Flores às Pedradas...”, de Ana.
.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Das Flores às Pedradas... - por Ana

Minha gente, fui vaiada!
Vamos ver se eu me acho:
Um dia eu tô por cima,
E no outro eu tô lá embaixo!

“Coruja Velha é a Mãe”,
Foi isso que eu escrevi,
Daí só levei pedrada
E por pouco não jazi.

Devemos ter muito cuidado
Com nossas palavras e ações;
Se desviamos um tantinho,
Ferimos os corações.

E eu, sem querer, desta vez,
Ofendi a Escrevinhadora,
Que ficou muito magoada,
Pois envolvi a progenitora

Daquela índia sem sal
Que me desafia sem pena.
Escrevinha, eu compreendo,
Não tenho a alma pequena.

Embora discorde um pouquinho
Da sua colocação,
Eu aceito a reprimenda
E acato a condição.

Mas neste caso, em especial,
Só tomou tal proporção
Porque aceitei o desafio
Do Bruno, nosso amigão,

Que me propôs, num comentário,
Escrever sobre este tema.
Concordei, rimei, postei,
Nem pensei em criar problema.

E a história de coruja,
Foi ela quem começou...
Escreveu no meu perfil:
“Sua... sua... old owl!”

E em relação a isto
Você se pronunciou,
Disse pra eu não ligar
E algo assim destacou:

“Símbolo da sabedoria,
A coruja é tão bela!...”
(Era elogio da índia
Me chamar de coruja velha?!)

Então siga o raciocínio
Que ora apresento em tela:
Se não era ofensivo pra mim,
Não deveria ser pra mãe dela.

E quanto à segunda parte
Da ofensa: olhe a magrela!
Avaliando a idade,
A mãe já deve ser velha.

Então, no final das contas,
Pode-se considerar
Que ela saiu no lucro:
Não há do que reclamar.

Pois, pelo que escrevi,
Primeiro eu elogiei:
Chamei a mãe de coruja;
E velha, eu só constatei.

Entretanto aceito a vaia,
Respeito a opinião,
É pilar forte e importante
Do molde judaico-cristão.

Peço desculpa à torcida,
Se há mais alguém ofendido.
E nunca mais a mãe no meio,
Mesmo sendo merecido.

Mas não devo me furtar
De fazer uma ressalva:
Se outro incorrer no erro
Eu fico com a alma alva

E minha ficha sem marcas
Do crime inafiançável,
Sou libertada da cela
Em caráter irrevogável.

Fico livre para usar
Mamãe, pai, avó, irmão,
E o argumento vou pautar
Na liberdade de expressão.

Ainda devo esclarecer
Uma cláusula contratual:
Foro privilegiado é aqui,
Não se elege outro local.

É Duelos Literários, Internet
(Recursos: Supremo Tribunal).
Data venia, me despeço,
Por entre as grades dou tchau.


Resposta a “Vaia para Ana”, de Escrevinhadora.
Referências: comentário de Bruno D’Almeida em “Indiazinha Sem Torcida:”, de Ana;
comentário de Raquel Aiuendi em “Ana” (*Autores: Quem Somos Nós (Perfis));
comentário de Escrevinhadora em “Coruja Velha é a Mãe”, de Ana.
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terça-feira, 24 de março de 2009

Vaia para Ana - por Escrevinhadora

Minha amiga virtual,
sinto, mas devo protestar,
vou tentar mostrar em trovas
que a plateia desaprova
qualquer luta desleal.

Brigar e pôr a mãe no meio
é muito feio, eu acho,
mexer com a progenitora
é um golpe muito baixo.

Vocês são boas escritoras,
com versos se arrancam pedaços
e provocam riso na torcida.

Mas você foi muito fundo
e tirou sangue da ferida,
injuriada, eu entendo,
porém esquecida, por certo,
de que o universo materno
no mundo inteiro é sagrado.

Pôr a santa criatura
no centro desta disputa
é golpe não permitido
neste ringue improvisado.

E o lutador que golpeia
abaixo da linha a cintura
pelo juiz pode ser punido,
pelo público pode ser vaiado.
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segunda-feira, 23 de março de 2009

Coquinho no Matagal - por Bruno D’Almeida

Ana, sua peste cabeça dura,
fazendo tempestade em copo vazio!
Minha admiração por você é um rio
cristalino e de alma pura.

Indiazinha feliz contra o baixo astral
é um mote para a tupinambá Raquel,
que vive desvairada a lutar contra o mal
de um mundo imaginário de papel.

Como pode levantar suspeitas
de seu fã mais declarado!
Que sempre contempla a colheita
de seu poético arado.

Eu rio todos os dias
dos seus versos, birras e agonias;
e reverencio as melodias
de seus sóis gelados de fantasias.

Se você quer briga, sua ordinária,
eu amolo minha faca de versos no céu,
invoco meus deuses sem pátria,
rasgo o bucho e te mando para o beleléu.

Não vou, por mais que tudo nesse mundo,
te chamar de cachorra ou de lacraia,
indigna de meu coração vagabundo,
alma penada ou qualquer coisa que valha.

Eu adoro, admiro e respeito
a nossa bela e recente amizade,
prefiro mesmo o doce leito
a uma guerra de dor sem vontade.

Mas não venha procurando confusão,
alegando traição ou punhalada,
porque quando retado eu viro o cão,
dou patada, palavrão e cacetada.

É bom aceitar e tudo esquecer
e fazer as honrarias da casa.
A você caberá escolher
se eu te afago ou te dou um tapa.

Pense bem, coisinha linda,
sou o amigo e o inimigo ideal,
perto de mim a Raquel é fichinha
que cata coquinho no matagal.

Vamos selar e desejar a paz,
colocando as mãos nas alturas
ou então lascou, deu para trás,
Ana encontrou adversário à altura.
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