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segunda-feira, 17 de março de 2014

Charada - por Rita

Vou te fazer uma pergunta
Me responda se puder
Porque Deus não deu asa à cobra?
Eu respondo se quiser
Não deu asa nem deu pé
Mas deu um veneno
Só comparado à língua
De uma mulher.
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domingo, 17 de outubro de 2010

Micro - por Leo Santos

Quem és pequeno ser,
chegas mesmo a ser,
ou é acinte o que propus?

Dizes pertencer à natureza,
mas, desafinas de sua pureza,
não vês como ela caminha pra luz?

Se és mesmo seu produto,
porque andas tão poluto
ao invés, de lha fazer jus?

Vives nas chagas do planeta,
rasgos de sua baioneta,
feridas que não se cura;

Ainda que tanto te ufanas,
não se avexa de só fazer da cana,
álcool, em prejuízo da doçura.

E agora que tapastes o sol,
laboras, do artifício em prol,
ocultando tua noite escura.

Sua presunção encerra,
o ter ido ao quintal da terra,
pensando dominar o espaço;

Constróis vastos mirantes,
estudas estrelas distantes,
seguindo-as, passo a passo;

A teus pés, estrelas se apagam,
mas numa última chispa indagam,
quem és, pequeno fracasso…?
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Visitem Leo Santos
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sábado, 8 de agosto de 2009

Monge que Ataca, Acata Samurai - por Ana

Boa tarde, caro amigo
De reino Tão, Tão Distante.
Vou te responder por partes,
Pra ficar mais elegante.

Vou começar pelo fim,
Vou rebater o problema
(Aquele que tu propôs,
Mas não me foi um dilema).

Devo primeiro alertar
Que pra me urticar com charada,
Ela deve ser melhor,
Muito mais elaborada.

E agora te apresento
O meu metadesafio,
Pois há, aqui, nestes versinhos,
Segredos velados, seu Gio:


Tu, aceitando o combate,
Escala a torre da derrota,
Nem está sob o céu sueco
E daqui a pouco empacota.

Dizem que o galo ama o lago
E que o lobo ama o bolo,
Kbça, “O Diário de um Mago”,
Você, este desconsolo

De ser por mim derrotado
Enquanto sorrio, triunfante!
(Rir, o breve verbo rir...)
E você... agonizante.

Anotaram a data da maratona,
Quando começou o revés
Deste menino: Zé de Lima,
Rua Laura, mil e dez;

Que tem codinome Monge,
Como Gio se proclama,
Diz que mora no Sul
E se embola nesta trama?

Pois verão, não dura muito
A vida do adversário.
Eu afirmo: este embate
Não faz um aniversário.

Sou osso duro de roer,
Do meu radar ele não escapa:
Sinto que tá perdidão,
A vestimenta esfarrapa

Depois de tão duros golpes
Que recebeu neste duelo,
E sei que ele só grita
“Não aguento este flagelo!”.


Pois é, menino prodígio,
Seus dias estão contados.
Breve vai capitular,
Com gemidos abafados:

Cê escreve de trás pra frente?
Viu? Eu escrevo também!
Mas perceba a diferença
Que há entre nós, meu bem...

Suas letras em itálico
Fazem nenhum sentido,
Se as lemos normalmente
É coisa de doido varrido.

Mas as minhas são sensatas,
Dez vezes isto aponto,
Mas não digo onde estão,
Nem torturada eu conto.

Mais uma extra, em destaque.
(Vacilei! Dei uma dica!...
Mas deixo aqui, não me arrependo,
Minha bondade a justifica.)

E se você descobrir
Todas elas, eu lhe digo
Que abro parênteses, dou trégua
E mais um doce pro amigo.

Mas duvido que tu ache!
Eu assobio e chupo cana
(Coisa que tu não faz).
Afinal, me chamo Ana!





Resposta a Diretamente de “Tão, Tão Distante”, de Gio.
Referência: Fernando Gabeira, Paulo Coelho e Dan Brown, de Kbçapoeta;
Paulo Coelho, de Kbçapoeta;
Opereta para Gio, de Ana.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Diretamente de “Tão, Tão Distante” - por Gio

Desculpe, minha cara Samurai
Se, acaso, pareço inofensivo
Cuida, esse veneno que te sai
Pois a ti mesma pode ser nocivo

Me veio com ofensa incomum
Negando minha honra e humildade
Quem de nós convocou o um-a-um?
E temia elogios? Diga a verdade

Engana-te se estás a pensar
Que, num combate, um monge desafina
Quando nós aprendemos a lutar
Eras ainda uma proteína

Sou Monge pelo espírito pacífico
Que à minha índole é natural
Posso ser, no combate, magnífico
Se por bem eu achar isso vital

Não se preocupe com a vestimenta
A mesma não me atrapalha em nada
Sou um ser que bem se movimenta
Te venceria com as mãos atadas

Já que usamos palavras como armas
Encontro aqui maior facilidade
Lidar com elas é o nosso carma
Nos mantras, contatos com divindade

E, falando em mantras, minha amiga
O meu vai te deixar paralisada
Encher a sua orelha de urtiga
Sofrendo pelos golpes da charada:

Ac tipo edo asuli mereg nisseg o uoso an
Oirart no coas negas nem sahnim odnammeb mat sam
Acito ruen rax ied etia vlat nem redo puemo
Oerap eia rumas muhnen egnom mob muarap

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Resposta a Num Dia Batman, no Outro Robin, de Ana.
Referência à música “Ilusão de Ótica”, de Humberto Gessinger.
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Visitem Gio
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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Charada - por Alba Vieira

Esta charada foi feita pra criança,
De tão facilzinha que ela é.
Mas se quiser entrar na dança,
É só tentar descobrir o que é.

Eu dou emprego ainda a muita gente.
Há quem não consiga pensar sem mim.
Durante o trabalho, sou motivo para encontros,
Jogar conversa fora, paqueras e afins.

Não sou preconceituoso,
Acompanho coisa à beça.
O fato é que sou tão gostoso...
Por mim, sempre alguém se interessa.

O meu perfume é inconfundível,
Uns seguem até descobrir de onde venho.
Mas tenho múltiplas personalidades,
Me aceitam fraco, forte e posso ser veneno.

Desperto, levanto até os desfalecidos.
Pareço inofensivo, mas posso viciar.
Nesse caso deixo o fulano irritadiço,
Com insônia e tremendo sem parar.

Eu sou aquele que aquece nos dias frios.
Mas também posso ser um preto de amargar.
Depois daquele pileque com estômago vazio,
Só eu mesmo é que consigo lhe acordar.

A minha companhia mais frequente,
Talvez seja meu jeito mais saboroso,
Que na História do Brasil se fez presente,
É com o que a mãe dá de mais precioso.

E aí? Se depois de tanta dica,
Não sabe ainda, é mané.
Então vou mandar a última:
ESSA COISA PRETA RIMA COM CHULÉ.



Visitem Alba Vieira
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Charada - por Alba Vieira

Quem conta comigo nunca fraqueja.
Sou eu quem o sustenta na desilusão.
Ando de braços dados com quem confia.
Empresto força aos que não têm pão.

Uma lembrança das crianças de outrora,
Um ser que hoje quase não se vê,
Um inseto em pose de quem ora,
Preciso dizer mais pra quê?

Quem me desconhece se deprime.
Sou o alento quando o pior ocorre.
Afinal não é o que sempre dizem:
Que eu sou a última que morre?



Visitem Alba Vieira
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

O que Aparece Nem é Tudo - por Ana

Gio, adoro charadas!
Essa foi uma surpresa!
Fiquei olhando um tempão,
Mais idiota que uma zebra!

Eu só queria dizer que adorei
Procurar de várias maneiras,
Quebrei a cabeça legal!
Misturei letras... Mó doideira!

Eu, na viagem total,
Interpretando o poema,
Procurando outro sentido,
Ressignificando o tema,

Observando os versos,
Cada rima, cada estrofe,
Algoritmos de letras,
Posições... Como é que pode?!

Separei últimas sílabas,
Uni as letras das rimas
E descobri “roa o um”...
Biruta não desanima...

Até que enfim descobri!
Estava na minha frente!
Mas eu não postei resposta...
Deixei pra outro escrevente.

Se eu puder escolher
O doce melhor pra mim,
Eu te digo: de todos,
O que mais gosto é quindim!

Se eu for assim premiada
(Atente pro que direi
Plagiando outro poeta),
Nunca te esquecerei!

Você já sabe que eu sei
A mensagem que se esconde.
E eu, além de feliz,
Ainda ganhei um doce!

E confirmando a solução
Que apresento sem expor,
Te peço que não se esqueça:
O meu quindim, por favor!



Resposta a “Nem Tudo é o que Parece”, de Gio.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Nem Tudo é o que Parece - por Gio

Eu, que desaprendi a te esperar
Só de saudade não penso viver
Queria com meus versos pelo ar
Dizer o que não posso mais conter

Que agora é tarde para um recomeço
Ainda que passes por essa porta
Te quis... Sofrer eu sei que não mereço
Amo! Mas sei que já não mais importa...

Não é fácil ver algo tão bonito
Se transformar em pó, eu admito
Esqueça: o abandono convenceu

Nunca pensei que fosse ser assim
Te digo: agora é mesmo o nosso fim
Esquecerei de cada passo teu



(Um doce pra quem achar a mensagem escondida no poema hauhauuahaau)
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Visitem Gio
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sábado, 6 de junho de 2009

Charada III - por Alba Vieira

Deixo pegadas de sangue na trilha do tempo.
De início sou dor a dilacerar,
Depois um simples lamento.
Justifico a eterna presença do que feneceu.
Pois consolo na perda do amor que morreu.

Teço com os fios das lembranças,
A manta quente que agasalha,
Nos graves momentos de dor
Em que a falta do amor estraçalha
Trazendo o medo da mudança.

Às vezes sou o único remédio
Da relação que já virou tédio,
Porque contra mim não cabe argumento.
É melhor se render,
Quem comanda é o tempo.

Tantas vezes único consolo na terceira idade,
Ainda que isso pareça, da Vida, maldade.
Sou filha da perda e irmã do amor.
Gerada, inevitavelmente, por ela,
Dele, na distância, sou o elo mantenedor.

Atinjo pessoas de qualquer idade,
Pra mim não há limites se é amor de verdade.
Com os fios do tempo teço rede de proteção
Que minora o efeito de cair na realidade
De quem perdeu a razão de sua felicidade.

Sou o mata-borrão pro estrago
Das tintas da morte na tela da vida.
Cicatrizo, se é profunda a ferida,
Inevitável consequência
De uma paixão plenamente vivida.



Visitem Alba Vieira
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Recado - por Gio

Boa tarde, meus amigos!
(dia ou noite, tanto faz...)
Cá eu escrevo no Duelos
É o vício que me traz

Eu andei meio sumido
E o motivo eu logo dou
Fui pego desprevenido:
A gripe me derrubou!

Nem o post da semana
Eu consegui enviar
Sobrou pro pobre do Shintoni
Meu baú ir revirar

E ele achou um textinho
Bem coberto de poeira
Hoje, eu acho ele curtinho
Sei, parece ser besteira

Claro, não pode faltar
A resposta da charada
A Ana deixou sem ar
O resto da povarada

Sem rodeios, já lhes disse
Respondendo no embalo
Nem doença, nem burrice
É de dor mesmo que eu falo

Meu recado está no fim
Mas eu termino contando
Um fato, logo, assim
Que me deixou divagando

O Twitter me acusou
Algo curioso essa semana
Fiquei com a pulga atrás da orelha
Seria Shintoni a Ana?

Penso logo em alter ego,
Ou até dupla personalidade
É loucura - eu não nego -
Mas não pode ser verdade?




Visitem Gio
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Charada II - por Gio

Odiada e tão temida
Motivo de preocupação
Te sigo por toda a vida
Eu existo, e com razão

Do mais forte ao pequenino
Eu consigo derrubar
Como alerta, eu ensino
O desatento a se cuidar

Grande, curta, duradoura
Ou mesmo insignificante
Resultado de alguns anos
Ou apenas de um instante

Há quem faça mesmo tudo
Pra tentar me evitar
Mas a verdade é só uma:
Zelo por seu bem-estar

Há até quem me aprecie
Sade me sabia bem
De uma forma - desconfio -
Que falar não me convém

Quem me sente, só reclama
Diz que não sirvo pra nada
Ironia - até na cama
Às vezes dou uma passada

Do meu valor, eu creio
Você não se convenceu
Mas me diga, pelo menos:
Já descobriu quem sou eu?




Visitem Gio
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terça-feira, 2 de junho de 2009

Da Charada I - por Ana

Mandei pra cá uma charada
Anteontem bem cedinho
Elaborada com esmero,
Rimada com muito carinho.

Apareceram respostas...
Quero aqui agradecer
Àqueles que se dispuseram
A nos comentários escrever.

Então deixo aqui a vocês
O que inspirou a questão,
Mas digo: de certa forma,
Não chamaria solução.

Pra Escrevinhadora e Eu
A morte era a verdade,
Já a nossa amiga Alba
Arriscou maturidade.

Gio pensou na primeira
Assim que leu, prontamente,
Mas concordou com a segunda
E está a esperar o assente.

Sim, pode ser a morte,
Pois nela os versos se encaixam,
Mas pensei em maturidade
Quando fiz. O que cês acham?

De forma que a charada,
Apesar de concebida
Com base em maturidade,
Não descarta a ceifa-vida.

Foi por isso que eu disse
Que é solução não sendo,
Pois podem surgir outras coisas
Conforme o povo for lendo...

A criação é assim:
A verdade é de ninguém,
Nem mesmo do próprio autor
Depois que outros olhos veem.



Resposta de Charada I, de Ana.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Charada - por Eu

A vida é uma charada eterna a ser desvendada.
Momentos e caminhos.
Encontros e espinhos.
Pessoas e amores.
Tudo... absolutamente tudo.
Uma imensa e infindável
“Charada”.




Visitem Eu
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domingo, 31 de maio de 2009

Charada

Crie um texto sobre este tema ou um texto-charada e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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Charada I - por Ana

Às vezes tardo, mas não falho.
Caminho devagar e sempre.
Sigo estradas determinadas,
Sorrio dos que não me veem.

Não conheço liberdade,
Mas trago libertação,
Sou odiada e temida,
Muitas vezes uma opção.

Dependendo da pessoa,
Sou algo que se deseja,
Amada, amiga íntima,
Por mais difícil que seja.

Posso ser abominável,
Estranha, ignorada,
Trazer momentos de dor,
Definir o fim da estrada.

Pra outros não sou escolha,
Eles já nascem comigo,
Acompanho todo o tempo...
Sou dádiva em vez de castigo.

Querida ou detestada,
Inata ou opcional...
Respondam, nos comentários,
Quem ou o que sou eu, afinal?
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sábado, 18 de abril de 2009

Você o Conhece? - por Tércio Sthal

Alimenta-se de sangue,
É chato por natureza,
Tem função cicatrizante,
Com ventosa suga a presa,

Com a boca cheia, sem drama,
Ingere mais que o seu volume,
Quer brilhar mais que o vagalume
E sobrevive até na lama,

Com o brilho de seus anéis
Esconde o ato de sangria
E multiplica até por dez
Seu valor e energia.



Visitem Tércio Sthal
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