Creative Commons License


Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




Mostrando postagens com marcador Eu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eu. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Narciso


Pobre poeta,
sou a palavra mais preciosa e precisa.
E me ignora, põe terra sobre mim,
cospe na minha cara!
Insulta, espanca.
Muda meu nome.
Esconde-se de mim.
Mas não escapa.

Cansado, humilhado,
me redime.
Brada aos quatro cantos,
me espalha.

Pobre poeta,
não se livrará de minha sombra.
Pois “eu” sou você.
Em “mim”, há de se afogar.

Visite Poesia Incidente

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Outra Que Não Eu - por Alba Vieira

Cai a tarde de calor opressivo.
Não há vento, a realidade para.
Observo tudo que não muda.
Nenhuma folha se mexe,
Não há pássaros, não há canto.
Há silêncio e tristeza.
Minha paisagem interna é cinzenta.
Vejo o mundo, mas não faço parte dele?

Sinto uma dor profunda
E nem sei qual a razão.
Parece que tudo desabou sobre mim
E que as coisas pesam demais.

Minha cabeça se atordoa
E o que me oprime é a vida
Com toda a sua forte presença.
São as alegrias e as dores.

O que me salvaria eu não consigo ter:
Um distanciamento protetor.
E nada a desejar, nada a esperar.
E não ter medo de nada,
Não sofrer pelas dores alheias,
Não sentir minha própria dor.

Mas, será que isso é viver?
Eu que sou passional,
De natureza viva, quente e mutante?
Como ter serenidade, certeza e calma?


Eu não sou calma nem placidez.
Eu sou barulho, gritos, choros, sorrisos.

Eu sou idiotamente humana demais!
.
.
.
Visitem Alba Vieira
.

sábado, 24 de outubro de 2009

Luis Fernando Veríssimo em “Quem Sou Eu?” - Citado por Paulo Chinelate

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou… Vejam só que dilema!!!
Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.
Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA, em viagens TURISTA, na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.
Se sou cruzeirense, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA (se trabalho na ANATEL, sou COLABORADOR) e, quando morrer… uns dirão… FINADO, outros… DEFUNTO, para outros… EXTINTO, para o povão… PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei… DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui… ARREBATADO.
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL!!!
E pensar que um dia já fui mais EU.


.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Singular e Plural - por Clarice A.

O que me faz feliz
O que desperta minha atenção
O que me faz rir ou chorar
O que o meu olhar segue
O sabor que a minha boca prefere
Os sons que mais gosto de ouvir
O cheiro que me inebria ou traz recordações
O toque que me arrepia a pele e aquece o meu corpo
O que desperta o meu desejo
O caminho do meu prazer
O meu jeito de amar
A quem entrego o meu coração
A alegria do meu viver
A maneira que faço algo
Ou de algo me desfaço
O que me deixa triste
O que me magoa
O que me dói na alma
O que me tira do sério
O que me aborrece
O que me causa inveja
E tudo mais que me diz respeito
Fazem de mim o que sou
E diferenças ou afinidades
Têm que ser respeitadas
Porque preciso ser único, singular
Para poder ser plural.
.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Momentos - por Duanny

.

.
.

Sou uma menina, sim ainda uma menina, movida à base de momentos. Ainda assim sobrevivo dela, sabe porquê? Porque ainda a inocência me toma, a rebeldia me acalma e a irresponsabilidade me alimenta.
Os momentos calmos me entediam, na maioria das vezes eles chegam a ser patéticos, ou mesmo tranquilizantes, é bom um pouco de calma para se atingir os objetivos.
Os momentos felizes me possuem de uma forma contagiante, me fazem falar alto e querer mais e mais.
Os momentos tristes me destroem de forma constrangedora, eles tiram minha máscara e deixam as lágrimas rolarem de forma escancarada. Mas são dos únicos momentos que dou por mim mesma, e posso saber até onde minha mentalidade adolescente vai.
Os momentos intensos não sou eu, me torno meu próprio sonho de consumo, alguém que nunca vou ser.
Nos momentos desesperados sou aquela que grita, que chora, e depois ri, ri da vida, ri de mim mesma.
Nos momentos apaixonantes tiro a minha máscara, mas, sem deixar que lágrimas rolem, sou aquela mesma garota dos momentos calmos, felizes, tristes, intensos, desesperados, incontroláveis, alucinantes e até mesmo cínicos.
Mas, ainda assim, continuo sendo uma menina, uma menina movida a momentos.



Visitem Duanny
.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

DoidivAna - por Ana

Eu já nasci meio virada da cabeça. As pessoas diziam que eu era meio esquisita, estranha... A curva de crescimento foi subindo e trazendo adjetivos mais corpulentos: doidinha, pancada, amalucada, doida varrida, pirada, maluca, doida de pedra, 22, psicótica, alucinada, egressa, esquizofrênica, louca, alienada, demente, diazepina...
Fui encaminhada ao psiquiatra ainda na infância e recebi o diagnóstico do agnóstico: “Pode ser psicose ou alter ego.” Na dúvida, medicou. Com as pilulinhas, cortei vestidos, amarrei rabo de gato, estinlinguei vizinhos, esganei cachorro, iniciei criação de carrapato, fui de camisola pra igreja, fiz uma extensa coleção de origamis com os livros didáticos, vesti fantasia de fada que só tirava pra tomar banho, tosei o cabelo para ficar igual ao Kojak, entre outras pequenas coisas... Obviamente, a medicação foi suspensa. Não se falou mais em médico. Optaram pela versão alter ego.
Depois da adolescência eu sosseguei um pouco: chamada à responsabilidade, tentei não frustrar a família e a mim mesma. No entanto, sempre que podia, manifestava este lado irreverente, mal compreendido e ainda discriminado por todos que me conheciam.
Um dia, assistindo à TV com minha sobrinha, me deparei com um personagem de desenho animado que dirimiu todas as dúvidas e trucidou as minhas possíveis (e impossíveis) culpas. Descobri que não era psicose, não era alter ego. O que eu tinha era alter Helga!
.
.

.
.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

As Nossas Palavras XI - por Clarice A.

Ridículo e sublime
Habito constantemente os dois
Posto que entre nossa gente
Não há unanimidade
Às vezes agrado muito
Outras sou uma calamidade
E assim vou adiante
Andando neste meu passo
É assim mesmo que vivo
Ou deste jeito ou me desfaço.
.

terça-feira, 31 de março de 2009

Eu - por Thiago Benício

Eu sou, fui...
Quem sempre soube que serei
Aquele que nem sente o que vê
Mas sabe que vê, lá na frente, o que sente.
.
.
.
.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Faço para Mudar - por Poty

Adoro o que faço!
Acho de uma amplitude
Com criatividade
Com Realidade
Com Ousadia
(Eu gosto de fazer isto)
Às vezes até com abusividade...
De mexer com a libido, com a mente, com a cultura
Com os preconceitos/conceitos e tabus!
Fazer tremer por dentro...
...Não adianta mudar só por fora, tem que ser por dentro...
Tenho poder de me emocionar
E a força de criticar
Mexer com meus conceitos
E até me conturbar
De Gostar de desafios
...Todo poeta é um filósofo nato
E todo o filósofo é contestador...
.

terça-feira, 10 de março de 2009

Temperamental - por Leo Santos

Sou sanguíneo quando pisam
nos meus calos mais doídos
não entendo porque faço
nem quero ser entendido;
o sangue ferve na cara,
a personalidade escancara.

Melancólico quando solo
música composta pra orquestra
aí demando a sorte
querendo uma melhor que esta;
ciente que a vida me deve
me pesa até o fardo leve.

Colérico quando revido
paro o mundo para descer;
miro o rosto do inimigo,
que ousou me aquecer;
um embate só é pouco
extravaso meu lado louco.

Fleumático como agora
lendo meu próprio umbigo;
e trazer pela mão pra fora
outros que vivem comigo
nem prezo outras têmperas, diria
se as posso verter em poesia.
.

segunda-feira, 9 de março de 2009

terça-feira, 3 de março de 2009

Vestes - por vestivermelho

Eu vesti muitas cores, todas com cores vibrantes, vermelho paixão, rosa amor, azul escuro furiosa, branca em paz e verde cheia de esperança... mas minha alma continua vestida do mesmo jeito: despojada e quase nua...
Escrevi com amor, carinho, prazer e triste quando fico triste, mas sempre com muito sentimento.
Se ficar sem esses sentimentos perco a fala, não escuto e não escrevo...
Somente um sentimento não faz parte do meu viver
O ódio, dele quero distância.

Sou uma sonhadora
Me visto de amor
.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Eu

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Eu Sou… - por Johnson

Eu sou…
Sou de lua
Sou de tempos
Não tenho entendimento
Sou como o vento…
Sou da terra
Sou do sol
Sol que queima
Derrete;
Destrói;
Sou prisioneiro sem cela
Sou céu sem estrela
Sou só dela
Sou bicho
Sou lixo
Sou do mundo
Sou imundo
Sou feito do pó
Sou sobras da vida
Sou insatisfeito
Mas que jeito?
.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Eu - por Passa-Tempo

Passa-Tempo, Casanova, me chamam até de Narciso;
Me chame do que quiser;
Estarei ao seu dispor; farei o que for preciso;
Conte comigo pro que der e vier.

Só não me deixe perder a confiança que em ti deposito;
Porque vida só temos uma, e chance eu te dou duas;
Erre comigo uma vez,
mas não ouse errar a segunda.

Eu sou a mais bela rosa que todas desejam ter;
A rosa que contém os mais singelos e venenosos espinhos;
Presentes até na mais profunda raiz.

Sou seu melhor amigo;
Mas o erro faz de mim seu espelho;
E você provará, verá e sentirá a consequência de seu erro;
Muitas vezes multiplicado, somado e dividido;
E sorrirei, quando chegar o momento de você ser subtraído!

Saiba e fique satisfeito em saber;
Não te desejo nenhum mal;
Verás que sou um cara legal;
Mas só se você quiser;
Saberás que sou feito pro amor;
E terás esse amor se aceitá-lo sem rancor.

E no final de nada valerá o que disse até agora;
Se por acaso no início você souber;
Valorizar o meu lado Ronier!
.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sobre Mim - por Raquel Aiuendi

Poeta, artista, artesã
lúdica, alegre e sã
a vida por opção
e por falta de opção
o Amor a priori
para que tudo melhore.
Também digitadora;
da cultura e arte, produtora;
indígena
mais do que por coração:
escolha minha e de meus irmãos
de raça e identidade e expressão,
olhar e convicção.
Sou Raquel Aiuendi
Acho que você entende.
.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Engano dos Sentidos - por Geise Meireles

Sou Alana, literariamente uma personagem. Não me julgue pelas facilidades que encontrei, sou apenas a filha de um médico muito famoso e de uma jornalista respeitada, isso explica o meu burguesamento.
Tenho mania de sonhar, não aqueles sonhos normais que todo mundo sonha. Rotularam ao “sonho” o fato de dormir e a “objetivos” o que se quer da vida. Ouso fundir esses dois conceitos, porque não sou feita da massa da maioria e muito menos sigo uma linha de pensamento. A propósito qual o seu sonho?
Às vezes, perco a noção do que é falso e do que é verdadeiro e quando percebo que me inundei em algo desconhecido tento me convencer que o “script” do meu cérebro é só uma ilusão otimista, mas não adianta. Me orgulho de ser utópico, disse o meu cérebro, não vou discutir até porque utopia pode não ser ilusão.
Tenho a impressão de que nada é verdadeiro ou exato, tudo é relativo, Einstein que o diga. As ilusões de ótica estão aí para defender a minha teoria. Ah! Como é bom desafiar os sentidos! Como é bom ser ímpar, incomum! Não invejo aqueles que apodrecem no sofá assistindo programas inúteis, também não invejo aqueles que estudam dia e madrugada, sem contar o dia e noite. Porque? Não sei te dizer, apenas não invejo, creio que cada um busca um meio de fugir dos seus pensamentos, ocupando-os com imagens ou letras.
No entanto, confesso que sonho demais, mas isso não é quesito para me julgar otimista, tenho sonhos realistas também, ora! Apenas me conformo que eu engano os sentidos. E se você me perguntar o que é ilusão eu diria que ela anda colada com o sonho a fim de não ser mais envolvida pela sua insignificância.




Olá a todos!
Eu sou a Geise e essa é uma personagem do livro
que aventureiramente estou escrevendo.
Se quiserem saber mais da história de Alana é só acessar o meu blog
Obrigada!
.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Enigma - por Poty

Imagino tanto que escrevo.
Viajo tanto que fico a voar.
Desejo tanto que estou sensível.
Amo até demais!
Observo tanto que nem sinto que estou sendo observado.
Penso demais que às vezes nem me dou conta.
Namoro tanto que nem percebo que passou o tempo.
Danço muito que não vejo a hora passar… Vou até o dia raiar!
Gosto muito de bater papo e nem tenho vontade de sair da roda.
Debato, discuto sem cansar… Incito o conflito porque dele seremos reais, daí surgem pensamentos desleais… Cai por terra a hipocrisia.
Falarei do virtual porque são necessidades fatais e escondem a coragem de fazer de fato.
Fico em silêncio às vezes para poder revitalizar as minhas energias, mas também por não querer falar, apenas calar!
Tento inutilmente - mas com a utilidade que um mortal sabe que tem - viver de um jeito sem querer (querendo) que os outros não querem.
Somos o próprio enigma!

.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Nada - por Adir Vieira

Nada esperei da vida,
Nada quis, nada pedi,
O medo de ser abduzida
Fez com que eu fizesse assim…

Se tive pouco, não reparei,
Ou melhor, vi sempre mais…
Se me deram um limão,
Fiz suco, tortas e outras coisas frugais.

Se vi quase nada ao redor,
Por dentro, viajei o mundo,
Tudo me pareceu igual
E escolhi ser vagabundo…

Se o amor custei a achar,
Dei muitas razões para o fato,
Acreditei no tempo a passar
E entrei no terceiro ato…

A ordem natural das coisas
Não segui, não persegui,
Vi no contrário a forma exata
De melhor me conduzir…

Se minha mão não alcança,
Creio que é melhor voltar,
Escolher o que se pode
É nunca se atrapalhar…

Mas apesar de, sempre,
Não comprar briga, esconder-me…
Vejo que não adianta…
O bom ou o ruim são meus.

.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O Caos e Eu - por André Dametto

Sou vítima, quando percebo que a violência nua e fria da manchete de jornal se origina do nosso lado, embrionária, em gotas diárias de ignorância, de desrespeito, de desencontro;
Sou culpado, quando admito que também sou violento, quando critico e fecho portas, sem dar a chance de o bem nascer no outro;
Sou cúmplice, quando vejo tudo acontecer ao meu redor, culpo o outro e deixo de fazer a minha parte;
Sou diferente, quando busco o autoconhecimento, a aceitação do meu bem, do meu mal, e os conjugo em forma de desenvolvimento, ofertando o que posso ser de melhor;
Sou amoroso, quando reconheço que o maior Amor que existe é o reconhecimento de que ninguém e nada nos torna merecedores da Vida, a não ser nós mesmos. E conquistada esta sabedoria, viver é amar, e amar é ter ternura;
Sou confuso, pois conhecer não é saber, e admitir isto é ao mesmo tempo desalentador quanto desafiante, e agora…
Sou assim, é, sou assim…
O caos também sou Eu.



.