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sexta-feira, 28 de junho de 2019

SOCIOLER - por - KBÇAPOETA




Posso ler-me
Socialmente
Simplesmente
Por me ler

Entender-me
Novamente
Livremente
Livrecer

Desfalado
Se letrado
Se livrado
Livro ler

Sociedade
Sem algoz
Literária
Tem sua voz

Livro meu
Livro teu
Livra voz
Livra nós


Dourados-MS- 2018




domingo, 5 de agosto de 2018

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Tudo está no seu Lugar








Lula na senzala
  Temer na varanda
    Casa grande clama
 Louros da vitória

Na senzala Lula
    Na varanda Temer
       Casa grande: Louros
  Clamam a vitória



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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Slow but live







O tempo fora preciso.

Os Versos, on line, escassos,

Arredios, mas sempre livres.

Os signos?

Imagens

Rodam

Rodam

Rodam…

E…Retornan

Ao retorno

Do retorno.

Eis-me aqui!




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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Ruas de Exu




Estou na rua perdida.

Rua que encontro ao adentrar

O beco escuro depois da encruzilhada.

O povo da rua confabula.

Encostado em um poste

Diante do despacho,

Recebo de bom grado

Champagne et poulet.

Piquenique suburbano.


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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Consonant sounds - por - Kbçapoeta








Melhor

Uma bela palavra,

Molha a boca.

Hibrida.

Água para o sedento.

Mata a sede pela saliva deliciosa de seus dígrafos.

Sopa de fonemas,

Canções consonantais.

Consoantes letras em meu caminho…



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quinta-feira, 27 de abril de 2017

A casa grande persegue Lula e o povo sofre o golpe (BRASIL QUEIMA) - por - Kbçapoeta






        

 Assisto um golpe em curso que não cessará sua sanha por poder e destruição do povo.
       

 CLT, SUS, INSS e o que mais houver com vontade social será devorado pelo monstro 

               Insaciável.               
       
 Atônitos, lenientes, ignorantes e impotentes assistimos o monstro vencer, destruir, devorar e 

Gargalhar.
        
 Globotizados cospem xingamentos e o ódio irradiado por fricção atômica atinge tudo e a 

       Todos.           

         Não há mais pessoas, vejo apenas andrajos entrecortados por gritos de horror e de 


Torpor.



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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Um copo d'água - Por Kbçapoeta






O que vem a ser um poeta?
Será aquele que cala a fala,
Que a pena diz
Apenas
Ser normal?
Muitos pratos quebrados.
Poemas gravados,
Todos correndo riscos.
Riscos poéticos.
Frases inteiras riscando
O mar da língua,
Rios polissêmicos
Sob chuva de signos vazios.
Gota a gota
O poeta escreve com caneta d'água.


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quinta-feira, 2 de março de 2017

LIVRE A GIRAR - por- Kbçapoeta








Esqueço chaves,

Relógio,

Tempo ,

Ofensas,

Tristezas

E carteiras.

Certo dia,

Eu, de tão distraído

Perdi um amor.

Um tempo esquecido,

Interno de uma gaveta qualquer.

Depósito lotado,

Guarda-chuvas solitários.

Um desses atrevidos

Desvencilhou-se dessa opressão.

Guiado pelo vento

Girava em diagonal

Sob uma azulada manhã.

Céu leve de outono.




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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

PARRAS POÉTICAS - por - Kbçapoeta










Como folhas do outono,

Um visgo de poesia

Desapega-se da pena.

Frases florescem em mim,

Ecos secretos segredando

Pétala por pétala

Mémorias passadas, vindouras.

Parras sobre um corpo estranho,

Eclodindo em miásmas sem fim.

Palavras que profiro.




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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

EMPOETAR - por Kbçapoeta

                                  




                                    Sendo um poeta acanhado
                                    Desmuniciado de reconhecedura
                                    Nunca vislumbrei os meninos do prado
                                    Minha pena despida de candura

                                    Com os anos que tenho encaretado
                                    Comunicado de envelhadura
                                    Recebo inspiração a longo prazo
                                    Uma pena para poética criatura

                                    Os grilhões que arrasto do passado
                                    Vestem-se de estranhas escrituras
                                    Escrivinhando me comprazo

                                    Sendo apenas poesia que matura




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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

ESTAÇÃO INSULAR - por - Kbçapoeta





Onde tem calor,
Palavras que arrepiam,
Que deixa meu sentimento à flor da pele?

Onde está o ardor,
Gesto sutil de carinho
Capaz de me fazer suspirar?

Onde está?
Quem possui?
Acredito estar perdido em uma estação.
Estação insular.



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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

VOCÊ NÃO SABE?- por-Kbçapoeta








Os poetas têm poder

De encontrar na confusão uma razão.

Não é novidade

Quando sentem-se só na multidão

E estando insulado

Ficar povoado o coração.

Como colcha de retalhos

Cerzidos, remendados

Os seus versos falarão.

Amores do passado

No futuro aguardado

No presente: solidão.

Os minutos incontáveis

Dias variáveis

Na poesia estarão.



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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

LIBELO-por-Kbçapoeta

     




A tristeza se torna suportável

O erro feito ficara irreparável

Arrependimento, gesto provável

A solidão torna-se inevitável




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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O VENTO SOPRA-por-Kbçapoeta










Os livros ao lado,

Dentro de mim,

Ninguém pode me roubar.

Fico a mercê

Do acaso

Onde o vento sopra.

O destino que indica o que não sei,

A não ser

Aquele lugar

No meu peito

O músculo rudimentar

Como rocha.

A pedra angular

Que se faz tropeço

Quando acaba o amor.




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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

TERRAS ESTRANHAS-por-Kbçapoeta






Tomo posse em terras estranhas

De uma vida quase pregressa

Sinônimo de vencer vales e montes

Outras vidas, outras eras.

Sentir o meu ser constante

Sangue percorre por minhas veias.

Não temendo ser distante,

Entrelaço-me em outras teias.

Exilado por motivos outros

Confecciono minha dialética.

Um caminho reto pelo torto.

Desacreditado da vulgar estética.

Sentir o coração pulsante,

Sistólise de muitas quimeras.

Meu peito preso em flagrante

Amando aquela que não me quisera.





sexta-feira, 17 de julho de 2015

Três sagradas pontas do triângulo de um dia - por - Kbçapoeta





Tríplice sinal de três velhos.
O dia santo.
A vida vai julgar
Se caminhamos nos trilhos
Ou estamos no fio da calçada.
A beira do caminho
Ou no meio da estrada.
O percorrido não tem volta
O que irei percorrer está por fazer.
O passo de agora,
Fato palpável
O hoje produzindo o amanhã.


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sexta-feira, 26 de junho de 2015

In vento verso - por - Kbçapoeta






Um verso

Um lugar ao vento

Uma corrente de ar que me enlace

Tão terno como um abraço desejado

Daquele ser amado que lhe nega o amplexo

Sem retórica

Sem nexo

Um vazio para preencher com palavras

Ventos em espiral de versos

Versos e ventos que me levam longe

De quem amo

De quem preciso

Longe de qualquer desculpa para fugir




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