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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O Futuro da Nação - por Tércio Sthal

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O futuro do país,....................................................................
Está em nossas mãos:....................................................................
Votar é um direito....................................................................
E dever de cidadãos.....................................................................
Não enfie seu voto no nariz.....................................................................
(Tércio Sthal)....................................................................
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.quem pode, pode, pátria mãe,
e quem tem juízo, obedece:
do poder para as sombras,
direito de rezar a prece.

Quem pode, pode, mãe pátria,
apetece a sombra do poder:
grandes tetas a amamentaram
cada insaciável ser.

Não são todos iguais perante a lei,
a lei jamais é igual para todos:
quanta coisa vã em nome de deus,
e no da liberdade, lama e lodo.

Justificativas para a impunidade,
imunidade, toga, e tergiversações:
poder sombrio e sombras sem poder,
apatia e anarquização das relações.
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.Visitem Tércio Sthal
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Comentário - por Adhemar

 
Pois é, e sempre foi assim. Diretas já, meio-ambiente, caras pintadas... A patuleia não percebe o quanto somos uma democracia dirigida como o gado é pastoreado. Vamos para onde os cães mandam, felizes com a nossa "independência"...
Nossos líderes revolucionários de outrora chegaram finalmente ao poder depois de tanta "luta"; mas nitidamente mancomunados ou manietados pela velha oligarquia (hereditária) que manda nesta fazenda chamada Brasil. Somos "pagos" pra não pensar e nos manter "antenados" com novidades bacanas a consumir, com o futebol, pseudos movimentos sociais, o BBB e sabe-se lá o que mais. E a todas estas a grande mídia pagando pau: a gente vendo na imagem que não foi pênalti e os caras defendendo o maldito juiz...!
 
 
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domingo, 4 de agosto de 2013

Minha Terra - por Raquel Aiuendi

Minha terra tem palmares
que não encontro em qualquer lugar
os palmares daqui
não harmonizam como lá

Nos palmares da minha terra
se fundem cantos, danças
brincadeiras, lutas e
palmas nos ares

Os palmares da minha terra
sonham ainda co’a liberdade
dignidade, felicidade
igualdade...
porque sempre soube
fraternizar sustentabilidade.
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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Juliana Mynssen: "O dia em que a Presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros." - Citada por Alba Vieira

 
Há alguns meses eu fiz um plantão que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, "do trauma", médica "chatinha", preceptora "bruxa", que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.
Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse "não é para mim, é para o meu pai, uma maca". Como eu faria. Como você. Como nós.
Pensei "meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu... Nãoooo..... Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui".
E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.
Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse "por que não me falou, levava no privado, Juliana!" Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.
Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: "e você confia?".
"Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim."
Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.
Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.
Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.
Não tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção).
Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.
A ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. "Qualidade"... Ela disse.
E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil....
Para melhorar a qualidade....?
Sra "presidenta", eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.
Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.
O dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.
Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.
Somos quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.
Hoje, eu chorei de novo.
 
 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

In Natura - por Leo Santos

As coisas do Brasil visito sim
entre as notícias me esbaldo
com o novo carro do Rubinho
e a velha noitada do Ronaldo

Os fatos da terra, claro, procuro
mesmo não faltando nada
encontro nova taxa de juros,
e a velha desculpa esfarrapada

As tralhas que deixei rememoro
saudade, afinal, é um problema
acho um novo retrato da miséria
no velho glamour do cinema

Na velha fonte bebo, fazer o quê
a sede fere a goela, é mal
vejo a nova vítima do BBB
a velha imbecilização nacional

Afinal, não sou desnaturado
mas a distância deturpa a figura
me faz comprar enlatados
pedaços de corrupção in natura

Ainda assim, amo minha gente
não dizem que o amor é cego?
A maioria, espero, é decente
inda que uns, não valham um prego
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Visitem Leo Santos
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domingo, 18 de novembro de 2012

Resposta da Antagonista - por Ana


Eu aceito o seu convite,
Minha cara InEx. Well...
Aceito-o, mas digo logo:
Não creio em Papai Noel.
 
Pelo meu entendimento
A CPI do Mensalão
É mais uma obra política,
Mais um insulto à nação.
 
Lembra dos caras-pintadas?
Os jovens foram à loucura!
Pensando que resolviam
Problemas de incompostura.
 
No fim, não foi nada disso,
Foram é massa de manobra
Praqueles que então queriam
Se livrar daquela corja
 
Que não dividia o bolo
Da maneira usual.
Usaram, portanto, o povo
Pra tudo voltar ao normal.
 
E agora é julgamento
Do grupo que se agiganta,
Pois de novo ignoraram
As regras desta balança.
 
Política é isso aí
(Nada a mais e nada a menos):
São interesses escusos,
Acordos, os mais obscenos,
 
Arte da manipulação...
Shakespeare, Maquiavel
Já mostraram, incontestes:
Não há mandatários no céu.

Então vejo com maus olhos
Mesmo as visões mais bonitas.
A mídia elogia, endeusa...
Meu cérebro não acredita.
 
Continuam os descasos,
Desvios, corrupção,
Armações, maracutaias
E tanta abominação.
 
E a gente vai vivendo
Com conchavos além da conta.
Este cenário, minha amiga,
Nem Chuck Norris desmonta.
 
 
Resposta a “Proposta Nacionalista”, de InEx TrEe FaLLs.
Nicolau Maquiavel, William Shakespeare
 

domingo, 28 de outubro de 2012

Luis Fernando Veríssimo e o “BBB” - Enviado por Anônimo


Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço... A décima terceira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados...
Heróis são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONG’s, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E aí vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares ou serem comprados mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa... ir ao cinema... estudar.... ouvir boa música... cuidar das flores e jardins... telefonar para um amigo... visitar os avós... pescar... brincar com as crianças... namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
 

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Escolher, Escolher, Escolher, - por Tércio Sthal




O MELHOR, O PIOR, OU COISA QUALQUER,É DIREITO DE TODOS E DE CADA UM DE NÓS,
POR ISSO É BOM ESCOLHER O QUE SE QUER
PARA TER VEZ E FAZER VALER A NOSSA VOZ.
(TÉRCIO STHAL)



ELEIÇÕES 
 

Olha quantos candidatos se apresentam por aí,
a prometer o mundo e o fundo, a prometer o Céu,
só faltam prometer lindas virgens com lábios de mel.

Olha quantos candidatos se apresentam por aí,
com trejeitos de santos e a prometer os grandes milagres,
e quando apertados escorregam como ensaboados bagres.

Olha quantos candidatos se apresenta por aí,
zombando de nós, como se fôssemos palhaços,
fazendo piadas sem graça e muito estardalhaço. 

Olha quantos candidatos se apresentam por aí,
que nem sabem sequer o que significa ser cidadão,
são apenas azeitonas de pastéis para consumação.

Olha só quantos eleitores a votar nos candidatos,
precisam ser representados por direito, e de fato,
para ter vez e voz na condução das políticas do país.


Vamos escolher o melhor, o pior, ou coisa qualquer?
'Voto não tem preço, mas tem consequências' pra todos nós!
Precisamos votar direito para ter vez e fazer valer nossa voz!
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ainda Existe Crise no Brasil? - por Davi Rodrigues



Aranha Brasileiro - Correndo da Crise (que não existe!...)




Tudo fica meio absurdo às vezes, coisas que tentamos esconder, expomos. O que deveríamos expor, fica escondido. Fica vazio por ambos os lados, entre as frustrações. Não é o que se tem ouvido, ou feito. Às vezes parece ser apenas um reflexo sensorial. Uma “brisinha” que se sente em meados de outono. Que não derruba nem folha. Algo que parece mais um calafrio. Como lidar com o sensorial, em meio a tanto imediatismo e materialismo que se tem apresentado através dos tempos e que se tem aflorado nitidamente hoje em dia? Vemos um “mar” de pessoas sendo esmagadas com o constante reajustes de preços. Cada vez que vou ao mercado, “algo” aumentou um pouco... Não me sinto nada bem com meu sensorial. Fico me sentindo o Peter Parker sem o disfarce, disfarçando. Fica somente o “sentido-aranha”, por todos os lados do super mercado. Sinto que o perigo se aproxima. Minha identidade não pode ser exposta. Como derrotar esses aumentos? Dizem que os aumentos estão sob controle. Só vi isso, sobre o salário mínimo. Minha “teia” falha ao tentar pegar um produto com o preço bem acima do que posso pagar... O “sensor-aranha quase me deixa louco. A cabeça parece querer explodir... Nada demais, apenas o caixa que  se aproxima. A fila que parecia nunca diminuir, dessa vez foi rapidíssima. Deve ser meu instinto de super-herói brasileiro galgando um lugar na “Marvel”. Começa-se assim, escolhendo a fila mais rápida, depois... Quem sabe um salário que não acabe tão rápido...


Meus sinceros agradecimentos à Marvel, que concebeu um super herói que paga suas contas...




 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Somos os Gigantes do Amanhã - por Esther Rogessi

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.......Do amanhã somos a esperança Das conchas... Somos as pérolas! Pepitas... encravadas nas rochas No mundo de dores, somos cores, aquarelas... Ó pátria amada, idolatrada... Salvem ela! Gigante que a natureza fez e que o submundo Dos que estão acima de nós desfez!... Pelada está a serra... O ouro, lá não mais brilha... Penso no amanhã... Brasileiros! O que será de nós? Vem a insônia... Estão de olho na Amazônia... Já não é nossa! Dizem ser o ‘pulmão do MUNDO’... Sabedoria do ‘submundo’, dos engravatados da malandragem... Que matam o seu povo para tirar vantagem! Brasil... o que é teu? O que de ti não se vendeu?... Como foi paga a impagável Anaconda? A longo prazo ou à vista? De quem? Quais os artistas?... Quando Deus marca alguém... É pra não perder de vista!!


Visitem Esther Rogessi
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sábado, 11 de agosto de 2012

Imunidade e Impunidade - por Tércio Sthal

Pode ser que eu saiba pouco.
Pode ser que eu seja um louco.
Louco ou não, falo do que sei.
Se todos são iguais perante a Lei,
o Poder não deve proteger a corja,
a súcia que vem, corrompe e se forja
imune e impune, a desafiar o brio
de um país inteiro chamado Brasil.



Visitem Tércio Sthal
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

(Sem Título) - por Laila Braga


Não sei o que acontece no resto do Brasil essa época do ano, mas por aqui Junho e Julho tem gostinho de volta pra casa...

Temperatura cai, guarda-roupas são renovados, velhos casacos saem do saco plástico e é possível ver toucas e luvas do inverno passado desfilarem majestosamente pelas ruas.


São João tem cheiro de roupa nova e naftalina.

Julho é encrenca minha, assumo. Afinal, mês de aniversário não tem muita graça depois dos 18 anos, mas Junho não! Junho é mês diferente... Junho tem trilha sonora no estilo “cheiro no cangote” e cara de romantismo ‘breguês’.

São João tem cheiro de pólvora e poeira.

“O maior amor do mundo é o meu, e ele é todinho seu”, pago pra ver quem é esse valente que não treme a ponta do dedo* quando ouve soar de qualquer lugar músicas como esta. E todas aquelas outras músicas que você não faz a mínima ideia de onde conhece, mas sabe toda a letra e sente um aperto estranho no peito? “Ainda me lembro do seu caminhar, seu jeito de olhar, eu me lembro bem...”

São João tem gosto de saudade e licor.

Essa é aquela época em que as pessoas literalmente voltam para casa. É período de visitar família, amigos e todos aqueles cantinhos que marcaram a infância.  Aprendi, por volta dos meus onze anos, que São João é sinônimo de matar a saudade. Lembro bem como a minha primeira paixão veio em um São João e durou bastante tempo (talvez ainda tenha um pouquinho dela aqui).

Não sei o que em mim parou no tempo, mas tenho uma parte do coração presa em festas juninas. Pena é, todas as sensações boas dessa época terem sumido. Passo esse mês na tentativa incessante de uma coisa que não existe mais, que não pode mais ser.

São João tem gosto de resgate e frustração, cheiro de pólvora, naftalina e saudade...
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Jacaraci, Bahia - 24 de junho de 2012.
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domingo, 3 de junho de 2012

Ah! O Apagão! - por Adir Vieira

Naquele dia, às 22 horas preparamos o quarto para fugir do calor. Como de hábito, ligamos o ar-condicionado e, da sala, esperávamos o tempo hábil para a refrigeração, quando após apenas quinze minutos da meia hora que deveríamos aguardar, veio o apagão!
Apressamo-nos a correr para desconectar todas as tomadas antes que a volta repentina da luz estourasse os equipamentos elétricos.
Após esse feito, ficamos no aguardo do retorno da energia elétrica que, não fossem as notícias da CBN pelo rádio de pilhas, não saberíamos que não voltaria tão logo.
O fato, por si só, já mandou pra bem longe o meu sono, antes já instalado. Tenho perfeito horror a escuro. Sou daquelas que, mesmo estando no vigésimo sono, se a lâmpada da cabeceira se apagar, acordo de pronto. Como tudo nessa hora acontece, as pilhas da lanterna tão pouco usada não funcionaram e recorremos às “velas”. Quatro grupos de castiçais queimavam as únicas velas restantes, coisa que durou mais de seis horas.
Por mais de duas horas, o ar fresco na varanda permitiu que ficássemos repousando ao aguardo. Passado esse tempo, resolvemos entrar e tentar dormir. Meu marido logrou êxito, mas eu, como já esperava, não. Tenho pavor de velas acesas dentro de casa e, com isso, fiquei imóvel ao seu lado, com o cuidado de não acordá-lo com minhas reviravoltas na cama.
Eis que exatamente à uma e vinte da manhã, horário marcado no meu celular, a secretária eletrônica soltou um grito de no message que me arrepiou inteira. Recuperei-me e decidi apagar as luzes da cozinha e banheiros que ficaram acesas não sei porquê e ligar a geladeira.
Tão logo conclui meu feito, sem qualquer aviso tudo se apagou de novo, me deixando em pânico naquele breu e sem velas na mão. Foi um percurso interminável da cozinha ao quarto e, achando a cama, deitei-me de novo, quando lembrei que teria que voltar para, novamente, desligar a geladeira. Rezei, me benzi e lá fui eu. Já mais calma, retornei ao quarto, deitei-me e ali fiquei até as três e quinze da manhã, quando voltou a luz. Claro que aguardei uns quinze minutos para religar a geladeira...
Lembro que só consegui concatenar o sono por volta das quatro e meia da manhã.
Nos dias seguintes só se falava nisso e os incompetentes a quem estamos entregues estão tentando discutir o que houve. Só no Brasil!



Visitem Adir Vieira
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Lembrem-se ou ainda São dos Menores Poemas as Mais Amargas Lembranças - por Flavio Braga

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Lembrem-se de Carajás
e também de Vigário
Não esqueçam da Candelária
e de outros massacres menos cotados.



Visitem Flavio Braga
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Post Inesquecível do Duelos - por Alba Vieira

Vale a pena ler de novo, se você já conhece, e é ótima oportunidade para conhecer, se ainda não leu este magnífico poema da Ana.


MANÁ DA SECA
(ANA)

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Desciam os abutres das nuvens
Em voos rasantes sobre nós:
Fileira crua de retirantes,
Muitos passos, nenhuma voz.

Só há um caminho à frente
Indo sei lá pra onde,
Vindo de lugar nenhum,
Talvez onde a morte se esconde.

Da convivência com ela
Tanto tempo, sem descanso,
Estamos a arriscar
Aportar em outro canto.

O que buscamos não sei,
Acho que aqui ninguém sabe...
Tantos dias sem comer,
O pensar já não nos cabe.

Andamos para outro lugar
Buscando apenas distância
De momentos entristecidos
Que dizimaram a infância

De um vilarejo esquecido
Entre o vazio e o nada,
Formado por alguns casebres,
Sem vegetação ou estrada.

Por isto não foi difícil
Abandonar o abandono,
Seguir para outro destino
Dentro do mesmo longo sono.

Sono perpétuo sem sonhos,
Sono que nos leva alhures,
Sono enviado da morte
Para alimentar os abutres.
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domingo, 30 de janeiro de 2011

Vou me Mudar pra Roça... - por Paulo Chinelate

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Janeiro é para todos ou quase todos o mês da “depressão” financeira. E fico me lembrando do amigo Pedro Paulo. Ah! como hoje dou razão a ele. Vendeu a casa em Fortaleza, arrumou as trouxas e se mandou para o sertão do Ceará. Interiorzão dos brabos. Justificativa: “Não aguento mais a pressão da cidade grande”… e tecia o rosário de razões que a minha razão àquela época desconhecia: pagamentos de IPTU, IPVA, Seguros de Vida, Seguro do Carro, ITBI, II, ISS, ICMS, Cide Combustíveis, Cofins, CSLL, IOF, IPI, IOF, IPI, IOF, PIS/PASEP, Cartão de Estacionamento, Cartão de Crédito, Passe de Ônibus, Internet, TV a Cabo, Taxas de Condomínio, Gás, Luz, Água e Incêndio, Emplacamento do Carro. Ufa!
E lá se foi o Pedro Paulo. Mas, pensando bem, fugindo pra onde? E consegue se esconder? Ele jurou não comprar nem gás. Ia cozinhar a lenha. Coitado, nem ali, no seu fogão a lenha, feito do barro do riacho das águas de março (depois nem barro tem), como é que ele ia acender o fogo? À moda indígena? Garanto que não. Ia consumir uma caixinha de fósforos “Fiat Lux”. E nela tendo: IPI, ICMS. Para chegar na taberna mais próxima para buscar o sal, papel higiênico, charque e quinquilharias necessárias, irá de alpercatas que gastam e terão que ser trocadas. Lá vai o nosso Pedro Paulo a contribuir ao fisco, na marra, com o quinhão que lhe pertence. Sem se livrar nem um “tiquim” do famigerado IR.
Sei não. Depois destas linhas, já não estou dando tanta razão ao amigo fujão.
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Quau-a-regra? - por Ninguém Envolvente

Não cei mais quais paroxitonas serão acentuadas ou se tico-tico tem trassinho.
Penso nos meus livros que agora estão escrivinhados de maneira errada e na falta de serviso de unificar a língua portugueza.
Ficou mais faciu para as criancinhas semi-alfabetisadas, mas pra mim que sou burra véia e tinha decorado certas poucas regras nem precizo diser o quanto estol puta-da-vida.
Não bastace ter um MOLUSCO no comando do meu pais ou país agora eu ja nem sei mais que lugar eu boto meus acentos talvez no do Judas, quem sabe...
Mudaram também a virgulinha?
Queria mesmo é que os colarinhos brancos paracem de inxer lingiça e fisecem augo decente, mudace as lei ou coisa acim e não trassinhos e virgulinhas e pontinhos.
Vão me dar um novo dicionario? Acha que é barato um dicionario? É não...
E quem quer saber? Não é a retirada dum trassinho que vai deixar a gente de entender a lingua patría né? O leitor mais informado deve ter visto a gafe do governador do páráná (na dúvídá eu vou acentuar toda vogal agora): o Molusco Lula mostrou um VRIDO com MAMONA e o cara comeu um punhado como se foçe amendoim e eu então com meus vinte-e-um anus de sabedoria, fico aqui pensando com meus botões se o que acontesseu com o governador foi um erro banal de sêmântíca ou eu que sou da roça demais e por isso sabia o que era mamona...
Não gostei do desacordo ortrogafíco.
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Postado, originalmente, em 02/01/09.
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(Sem Título) - por Leila Dohoczki

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Ouve este canto
Pátria minha, mãe amada
Dos filhos teus em teu louvor?
Não há quem te conheça
E não guarde por ti amor,
Porque guardas no calor do teu abraço
Cada um que te abraçou.

Cantam homens e mulheres
Na lutas diárias da vida
A paz que te faz a glória
A terra que tudo germina.
Toda gente que te engrandece
Na história da tua vida.

E cantam por todo o mundo
Toda tua face de encanto
Generosa mãe gentil,
Tuas verdes matas
O cantar das cachoeiras e cascatas
O sol, no céu azul de anil
Todas as flores, todas as cores
E o canto dos pássaros,
As terras que Gaia elegeu
Princesinha da natureza, linda!
Protegida pelas mãos de Deus.

Ouve este canto, mãe amada
Destes teus filhos varonis
Deixe que ecoe pelos séculos
Essa canção de amor sem fim
Que todos saibam que este canto
É somente pra ti, Pátria amada, BRASIL!
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sábado, 15 de janeiro de 2011

Nada de se Enforcar em Nome da Política Brasileira - por Maelo

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De modo que a política a gente vê na prática: hospitais, escolas, segurança e ações culturais. Tudo debilitado. E o que é que a gente faz? Joga imposto no forno para a brasa não apagar.
Às vezes, parece um processo sem evolução. Os caras que colocam dinheiro na cueca são impunes. É banal. Mas nós alimentamos na urna. De dois em dois anos. É foda. Não encontro outro termo. Desculpe e jogue esta corda fora. Nada de se enforcar em nome da política brasileira. Vamos tomar uma.
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A propagando política também gosta de comprar criancinhas.
Vendem um futuro brilhante e ignoram o presente.
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Aos Amigos Professores de Português - por Flavio Braga

Uma coisa que aprendi sendo carioca é que a gente não pode ficar com medo de qualquer coisa, até porque um sujeito que tem mais experiências de quase morte do que um regimento inteiro de fuzileiros navais americanos na guerra do Iraque é osso duro de roer. Claro, tenho muitos medos, mais até do que eu queria. Mas não é qualquer tiro de fuzil que me faz gritar feito uma garotinha indefesa, não senhor (talvez DOIS tiros de fuzil me façam ter essa atitude)! Mas uma coisa que me faz suar frio é o simples fato de conversar com professores de português. Não, aqui no Rio nem todos carregam uma faca Guinso na bolsa ou nos dentes, ao estilo de Rambo, muito pelo contrário, em sua maioria são criaturas dóceis e com uma conversa legal. Mas é que eu tenho medo deles justamente por achar que eles vão voar no meu pescoço ao menor deslize no uso de nossa língua. É como se eles tivessem um ranking de pontuação na mente, no estilo de no primeiro erro do interlocutor, levanta uma sobrancelha, no segundo faz uma careta, no terceiro dá um cartão amarelo e no quarto erro dá uma voadora no peito do analfabeto. Então, mesmo sabendo que um ranking desse tipo não existe (eu espero que não exista, certo?) eu tenho medo. Mas não é o medo de ser corrigido - até porque todo mundo erra, até mesmo os professores de português -, é uma espécie de desconforto meu, que ainda fica mais evidente quando peço para que leiam alguma coisa que escrevi. Quando eles falam que você escreve “direitinho”, atenção, é sinal que você é um analfabeto com diploma em Burrologia. Desconfie!
O mais engraçado dessa história é imaginar como deve ser conviver com um professor de português na sua intimidade, no casamento, por exemplo. Há um tempo eu tive um bocado dessa experiência, e acho que me saí bem, fora uma meia dúzia de “Estados Unidos é” ou o uso do “que nem” ao invés de “feito” ou “igual” – que já até esqueci o que argumentaram contra o “que nem”. Casar com uma professora de português deve ser adrenalina para o resto da vida, ou o caminho mais curto para se cometer um assassinato, o que vier primeiro. Mais ou menos assim:

- Amor!
- Oi!
- Vem ver o que aconteceu!
- O que foi?
- O Estados Unidos é o maior a nível de cirurgia plástica, e...
- Não, amor, para aí. “O Estados Unidos é” não, amor. O certo é “Os Estados Unidos são”. E outra, “a nível de”, não, amor, não faz isso.
- Tá bom, tá bom.
- Continue.
- Certo. Os Estados Unidos são – falei certo agora? – os maiores consumidores de cremes e cirurgias plásticas, e a gente somos os segundo.
- Amor, com que você tem andado? Com o Lula? “A gente somos”? Por favor, né?
- Vem cá, você é o professor Pasquale, agora? Coé!
- Mas amor, eu só estou te corrigindo...
- Mané corrigindo, você tá é de implicância comigo! Pensa que sou ingnorante?
- “Ignorante”.
- Pois é, ingnorante.
- Não, o certo é “ignorante”.
- Desisto!
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