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sexta-feira, 23 de março de 2012

A Grande Árvore - por ZziperR


A grande árvore

Certo dia a grande árvore de flores amarelas decidiu derrubar as suas flores. Ela cansou da sua cor e queria ser diferente, mas como uma árvore poderia mudar a sua aparência.

Na vida tudo é um equilíbrio, desta maneira, quando perdemos com certeza também estamos ganhando, basta analisar com bastante atenção e chegaremos à conclusão do que ganhamos, ou seja, existe um lado bom de tudo que acontece conosco.

As flores caiam da grande árvore forrando o chão de amarelo e formando um cenário maravilhoso, um tapete natural de flores amarelas que as formigas aproveitavam e levavam para o formigueiro se alimentar.

Bom para as formigas, ruim para as abelhas que sem alimento perdem o interesse e não visitam mais a grande árvore, que sem as abelhas não polemiza e quebra a cadeia alimentar, também quebrando o ciclo de reprodução da própria árvore.

Muitos pássaros deixaram de visitar a grande árvore por falta de flores e ela vivia solitária sentindo a falta deles, que nem ninhos faziam mais em seus galhos.

Agora a grande árvore está verde e sem flores, apenas com folhas, mas não está feliz, pois lhe faltam perfume e atração. Tanto que, sem o encanto e a beleza das flores ela se tornou uma simples árvore. Antes ela era um Ipê amarelo, agora é apenas uma árvore sem flores.

Os dias passavam e com eles as noites solitárias também, numa dessas noites, um casal de namorados que gostava de correr, se enfeitar, rolar e fazer poesias de amor enfeitiçados e seduzidos pela paixão daquele grande tapete mágico de flores amarelas perdeu sua grande motivação de inspiração, que eram aquelas lindas flores amareladas se misturando aos mistérios da lua romântica. Eles caminharam de mãos dadas até o pé da grande árvore e ficaram tristes ao vê-la sem flores. A garota abraçou a amiga e perguntou:

- O que está acontecendo com você grande árvore, que tem as flores mais lindas e perfumadas do bosque?

A garota ficou abraçada à árvore consolando-a com palavras carinhosas, fazendo carinho com as mãos em seu tronco e pedindo para ela trazer suas lindas flores amarelas novamente e permaneceu abraçada à amiga um bom tempo.

O calor e o carinho da garota tocaram o coração da árvore com tanta intensidade, que naquele momento já começou a soltar botões de flores.

Logo a vida e a alegria retornaram aos seus troncos com pássaros felizes buscando os melhores galhos e as abelhas já fuçavam nas flores. Ela soltou tantas flores que o gramado ficou amarelo e no meio das flores estava o casal de namorados felizes.

O cheiro de amor exalava das flores, do casal, dos pássaros e das abelhas, todos enfeitados de amarelo e felizes com as flores da grande árvore.


Paulo Ribeiro de Alvarenga
Criador de vaga-lumes

imagens...google imagens

quinta-feira, 22 de março de 2012

A Bolha e o Mundo - por ZziperR


A bolha e o mundo

As meninas brincando de amarelinha e eu olhando com meus olhos de criança. Engraçado como uma simples lembrança comprando figurinhas não me abandona e eu não consegui completar o meu álbum. Coisa de criança ou adulto enganando a criança pra tomar o seu dinheiro? Melhor nem pensar.

Às vezes me pergunto meditando: Quando será que nós deixamos de ser criança? Logo depois passo um olhar rapineiro no mundo observando as atitudes dos adultos e vejo pelos seus atos infantis propositais uma falta de limites e consciência, banalizando o verdadeiro sentido da família e destruindo o verdadeiro sentido de exemplo cultural que uma geração obrigatoriamente deveria passar à outra. O sentido da vida perdeu seu valor.

A velocidade da vida atual transformou o mundo numa bola sem arte, tirando o dom da arte de criar brincadeiras das crianças, tornando-os adultos sem lembranças de como é ser criança.

Olhando para trás vejo momentos felizes e tudo parece um sonho gravado na minha memória, engraçado como a vida caminha lentamente dando-nos tempo e espaço para pensar com tranquilidade e mesmo assim tudo parece passar tão rápido.

Incrível como tudo começa num momento mágico do nosso nascimento confortado ao seio da mãe, mesmo que quiséssemos seria impossível traduzir ou expressar tal prazer. Um momento no qual fomos o presente de Deus.

Como falar de presente divino sem nos referir à vida! A vida que nos foi dada de presente num sopro celestial milagroso proporcionado por um ato de amor.

O tempo passa e é o grande cirurgião do corpo, ele atua constantemente transformando o nosso corpo, porém é incapaz de modificar nossa alma, um espaço invisível no nosso corpo onde deus instalou o amor e é lá que guardamos com carinho as pessoas que amamos.

Hoje o mundo é uma bola capitalista e a nossa infância uma bolha de sabão e toda vez que eu faço uma bolha de sabão, me vejo num passado gostoso, às vezes em grupos com tubos na mão atirando canudos de papel, exigindo habilidade e criatividade para conseguir perfurar folhas do grande abacateiro da praça.

Falando em pessoas especiais lembrei-me de você voando nas bolhas de sabão da minha memória. Vejo você na bolha e corro atrás tentando me aproximar para ficar um pouquinho perto de você, a bolha voa pelos campos te levando e eu correndo para te ver e quando me aproximo a bolha explode e eu te perco, apenas sinto as gotas geladas da bolha caírem sobre o meu rosto.

Um dia fiz uma bolha enorme e no momento em que percebi você dentro dela, também entrei deixando o vento nos levar voando nos jardins da memória num vôo desgovernado e livre aproveitando com prazer nossos momentos felizes na bolha e no momento em que ela explodiu, eu tive uma surpresa maravilhosa, pois encontrei você no futuro.

Deus nos deu a herança do futuro com inteligência, habilidade e competência e sempre que vejo você sinto um momento de felicidade, pois sinto minha alma feliz vendo seus passos firmes e seguros.

Na velocidade que o mundo caminha para o futuro desvalorizando a vida, se alguém fizer uma bolha num futuro distante, com certeza ela estará vazia e sem passado.


Paulo Ribeiro de Alvarenga
Criador de vaga-lumes

segunda-feira, 5 de março de 2012

Olhos encantados - por ZziperR



Olhos encantados

O talento do artista às vezes ultrapassa as barreiras da imaginação, tanto que os espectadores não conseguem entender se na realidade ele está fora ou dentro da história contada.

Um casal de artistas manuseando bonecos se encontrou ocasionalmente em uma grande praça, digamos que o encontro não foi tão ocasional quanto parece, já que se conheciam no imaginário acidental e nesse encontro amedrontado estavam temerosos com o pensamento das pessoas que os observavam. O encontro de dois personagens reais que sentam para almoçar e sem perceber que poderia acontecer uma história de amor dentro de outra, penduraram seus bonecos juntinhos no encosto de uma cadeira, tão pertinho como eles, olho no olho e onde se imagina não haver coração as garras e as cores do amor penetraram pelos olhos sedutores da arte.

Um almoço delicioso com uma maravilhosa macarronada e muito vinho, uma refeição tão saborosa que os limites da bebida foram ultrapassados, incrível como nem o calor da bebida sedutora conseguiu juntá-los, então se levantaram e caminharam manuseando seus bonecos. À medida que caminhavam desequilibrados os bonecos também pareciam embriagados.

Esse caminhar sinuoso levava os bonecos a se encontrarem e se tocarem a todo o momento, cada toque parecia dar choque deixando-os mais apaixonados.

Ele a abraça pertinho do ouvido e fala:

- Estou sem condições de dirigir! Vou sentar na praia e tomar coco verde para melhorar. Vamos?

- Tem certeza de que você não vai se afogar na água de coco e riu.

- Prometo pra você que antes de ir embora, ainda vou mergulhar nesse mar gostoso.

Ela respondeu sorrindo e feliz:

- Só se for amanhã!

- Você é linda, mas quando está feliz é muito mais. Sabia! Agora vamos tomar água de coco!

Caminharam com os bonecos pela praia deixando rastros, as pegadas deles na areia terminavam em um quiosque cheio de coqueiros, onde sentaram à sombra apreciando aquele mar infinito sentindo uma brisa forte que desarrumava seus cabelos. Colocaram os bonecos sentados sobre a mesa de frente para o mar e pediram coco verde gelado.

Ela apenas o observava, então ele falou:

- Olha para esses bonecos juntinhos. O que será que eles estão pensando?

- Devem estar pensando assim: Esse mar delicioso e nós não podemos aproveitar, pois mesmo com tanto amor ainda continuamos vivendo presos e imóveis nesses corpos de bonecos.

- Então vamos levá-los para o mar.Vem! Vamos!

Levantaram e caminharam pela água com os bonecos nas costas, apenas curtindo as ondas abraçando seus pés. Algum tempo de caminhada e eles chegaram a um riacho que saía do mangue desaguando no mar, então ele perguntou para ela:

- Vamos atravessar? Não é fundo!

- Eu só atravesso se você me levar nas costas. Não quero molhar minha saia!

- Eu posso tentar, mas não garanto que conseguirei levá-la até a outra margem.

- Assim não! Tem que prometer me levar até o outro lado?

- Primeiro vou atravessar sozinho para sentir a força da correnteza e ter certeza que o fundo não é muito fofo, senão vou ficar atolado no meio da correnteza com você nas costas, se isso acontecer danou. Segura a minha camisa que eu vou atravessar!

- Então atravessa logo!

A água estava gelada e logo molhou sua bermuda, mesmo assim ele atravessou tranquilo, depois voltou até ela e falou:

- Vamos fazer um teste antes. Sobe nas minhas costas!

Ela subiu, porém ficou desconfortável, pois o sufocava agarrada em seu pescoço.

- Vamos mudar de posição. Melhor você subir de frente!

Ela abraçou no pescoço dele cruzando as pernas em seu corpo, enquanto ele a segurava no colo abraçando suas pernas macias e sem hesitar penetraram na correnteza forte do riacho.

Em meio àquela correnteza forte ele fala para ela:

- Essa posição e você com essa saia me atenta!

- Eu já percebi!

Ela apertava mais as pernas para provocá-lo e nesses descuidos os bonecos escaparam da mão dela sendo levados pela correnteza do riacho. Eles apenas olharam sem fazer nada, não tinha como pegá-los novamente e eles foram embora como se estivessem se libertado dos cordões e a única coisa que conseguiam ver eram os bonecos rolando rumo ao mar, finalmente conseguiram alcançar as ondas tão desejadas. No momento em que as ondas subiam eles viam as mãos dos bonecos como se estivessem se despedindo num adeus de felicidade e liberdade.

Ele continuava a travessia enquanto ela o beijava e mordia sua orelha, até que eles conseguiram alcançar a outra margem, então ela falou:

- Não é que você conseguiu!

- Mas não foi fácil, foi um sofrimento aguentar tanta tentação. Agora vamos! Você ainda consegue avistar os bonecos?

- Não! Eles desapareceram no mar.

- Melhor esquecê-los, que eles se foram. Nessa parte da praia a areia é mais grossa e mais gostosa para caminhar, parece massagear os pés e a praia desse lado está deserta, acho que a natureza nos deu ela de presente. Vamos caminhar até aquelas rochas.

Foi uma longa caminhada até que avistaram grandes siris azulados, num contraste entre o azul e o vermelho. Ele tentou pegar um, mas não conseguiu, então falou para ela:

- Estou com uma vontade louca de urinar!

- Eu também!

- Vou urinar, mas não fica olhando!

Não adiantou falar, ele urinava e ela olhava curiosa, muito curiosa, até que ele terminou.

- Agora é você!

- Com você olhando eu não consigo!

- Faz o seguinte: Tira a calcinha que eu a seguro pra você, depois a gente agacha e faz de conta que está escrevendo na areia.

- Tá bom!

Ela tirou a calcinha e deu na mão dele, em seguida agacharam e começaram a escrever na areia.

Ele a olhou se aliviando e escreveu:

- Ela está carequinha. Não vejo pelinho nela.

Ela escreveu:

- É para refrescar! Ela sente muito calor!

- O vento da praia ajuda a refrescar. Coloque sua calcinha e vamos!

Ele se levantou e imediatamente apagou aquele fogo ardente da paixão chamando-a para caminhar de volta, já que a noite ameaçava chegar e tinham que atravessar o riacho.

No caminho ele comparava aquela imensidão de conchinhas coloridas espalhadas pela areia com a infinidade de estrelas que iluminam o céu afirmando que tal brilho seja o mesmo, apenas iluminando lugares diferentes e a prova desse brilho está no encanto dos olhos.

Corriam naquela praia deserta como se estivessem correndo em um sonho e o mar fazia questão de participar molhando seus pés e fazendo um tapete de areia fofa para que suas pegadas ficassem marcadas para sempre na história daquela parte da praia quase abandonada.

Finalmente chegaram ao riacho e ela perguntou:

- E agora?

- Sobe nas minhas costas e segura firme, tenta se apoiar mais nos ombros.

Ela subiu com as pernas cruzadas envolvendo o corpo dele, que as segurou com força, porém não deu certo, pois ela o sufocava agarrada em seu pescoço.

- A água do riacho está mais alta, assim só tem uma maneira de eu te carregar e não molhar a sua saia, seria levar você no ombro, então ela falou:

- Você me trouxe para este lado. Agora vai ter que levar de volta! Fazendo cara de emburrada.

Ele a colocou no ombro segurando em suas pernas e penetraram no riacho. No meio da correnteza ela falou rindo:

- Você está passando a mão na minha bunda!

- Não! Eu tenho que te segurar pelas coxas. Não tem outro jeito!

- Não quero nem saber! Vou passar a mão na sua bunda também. Enfiou a mão por dentro da bermuda dele dando gargalhada.

Para doidinha! Nós vamos cair! E continuou a travessia.

As águas correntes batendo nas pernas dele faziam um barulho transformador da alma e aquela calma tranquilizante e hipnotizante parecia fazê-los voar nos sentidos, entregues ao prazer da emoção interna e uma sensação de amor gostoso e inocente. Ela o apertava em seus seios naquele anseio de felicidade e prazer, estava tão bom que ela nem viu o tempo passar e chegarem à outra margem do riacho.

Quando pisaram em areia firme a noite já havia chegado e já estavam com fome novamente, então compraram pasteis de palmito quentinho em um quiosque iluminado e depois sumiram caminhando pela praia escura. Os bonecos ficaram pelo caminho deixando apenas suas pegadas cravadas na areia e na memória dos artistas. Foi um momento em que a arte criou vida e se libertou dos artistas.

Às vezes ela apaga as luzes do quarto e no escuro tenta encontrá-lo novamente, enquanto ele acende as luzes do quarto e escreve para ela satisfeito por ter tido um pouquinho do carinho e do amor dela, mesmo que tenha sido apenas por um dia.

Zp...........
Criador de vaga-lumes
Paulo Ribeiro de Alvarenga


Imagem tirada do google imagens

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Criador de vaga-lumes - por ZzipperR


Criador de vaga-lumes

A arte é exigente na criatividade e demanda autoconfiança, habilidade e coragem, mas aquela insegurança atava sua coragem aprisionando-o numa grade invisível de medo e nos momentos de liberdade mantinha-o numa trilha exclusa e deslocada.

O dom da criação corroia sua alma numa dor invisível e aquela sensação permanente de que era capaz parecia carregar a chave da realização e felicidade, porém mesmo possuidor de tal chave não encontrava a porta da confiança para abri-la e finalmente tornar-se um artista, foi nesse exato momento que decidiu criar vaga-lumes, pois eram essas pequenas luzes que faltavam para iluminar seu caminho.

O criador de vaga-lumes estava pronto, mas ainda precisava desvendar um mistério, seria onde encontrar os tais vaga-lumes de sua arte.

Foram precisos muitos anos para decifrar tal questão e mesmo depois de encontrada a resposta, ainda existia a grande dúvida: De como fazer as luzinhas dos vaga-lumes brilharem de felicidade e curiosidade, já que a única ferramenta que o artista possuía era a arte.

Todos sabem que a arte é uma arma poderosa, só ela é capaz de enfrentar a fúria destruidora do tempo e para isso usa as poderosas e habilidosas mãos dos artistas, seja na pintura, escultura, literatura, magia, música, dança, teatro, cultura e muito mais, tanto que nem as barreiras do futuro a assustam tornando-a sempre valiosa e atual.

Um simples criador de vaga-lumes que sabia que as luzinhas estavam por perto, porém não as viam piscar e esse era o seu grande desafio, vê-las acender um foco de curiosidade mesmo que seja apenas um pouquinho, assim um dia poderão realmente brilhar em emoções e se arrepiar com os segredos de que a arte é capaz de produzir.

O criador abriu as portas da esperança com a chave da arte e entrou finalmente no mundo dos vaga-lumes com seu sangue pulsando no coração das histórias, brincando com as personagens e dando vida a tudo que ele observa e toca.

Os vaga-lumes focados eram as crianças, mas também se estendia aos adultos que viam magia na arte de atuar, para que o efeito fosse eficaz ele levava todos para dentro da história contada, desta maneira a história nunca mais seria esquecida e atuando depositaria no coração da criança a autoconfiança de ser capaz de produzir, atuar, colaborar e agir em um grupo artístico afastando assim o grande fantasma do medo, enfim brilhar.

O criador de vaga-lumes em ação, tudo começou a acontecer desta maneira...

Criador de vaga-lumes
Paulo Ribeiro de Alvarenga
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A Colina e a Neblina - por ZziperR






A colina e a neblina


Naquela montanha coberta por um verde extremo toda noite a vegetação é regada por uma garoa fina.

O dia surge como uma mágica escondendo a beleza exuberante da montanha em uma densa neblina.

Calmamente a claridade surge detalhando os espaços e traços emergentes escondidos naquela colina.

O sol com seus raios calorosos dissipam a névoa úmida dando energia à vida e aquele monte maravilhoso se ilumina.

As formigas caminham! Os pássaros cantam! O vento sopra movimentando a mata e nela vejo escondidos os olhos castanhos de uma pequena menina.

Entre as árvores ela caminha tranquilamente, tocando nas flores e caminhando descalça por uma trilha serena.

Num vestido branco jogado ao vento ela para sobre uma grande rocha, permanece centrada em um pensamento distante encaracolando os cabelos com o dedo e acena.
Agora fiquei confuso com o texto! Aquela garota camuflada na vegetação molhada estaria me vendo ou seria um jogo de cena?

Num aceno inesperado sou surpreendido pela personagem morena de cabelos longos, cujo nome nos meus segredos se esconde.

A poesia descompassa, perde a rima e eu a surpreendo com uma flor. Uma rosa branca entregue em suas mãos pequenas, parte de um poema.

A menina correu com a rosa na mão, seus cabelos soltos esvoaçaram ao vento e naquele caminho de flores penetrou na neblina forte desaparecendo.

A imaginação nebulosa engana os sentidos do narrador inexperiente no amor, seria uma colina enfeitiçada, mágica, maldita ou o paraíso do amor?

O que aconteceu com o meu texto, pois a menina instantaneamente desapareceu. Eu não a encontro! Será que ela se escondeu?
Abandonada pela menina a colina virou uma montanha de neblina fria e sem amor. Coitado do narrador que passou a vida inteira tentando encontrá-la para amenizar a dor, penetrou na montanha, mas se perdeu, dizem até que de frio morreu.

O texto não tem mais narrador, nem menina, apenas montanha e neblina.

Criador de vaga-lumes
Paulo Ribeiro de Alvarenga

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sábado, 30 de abril de 2011

Discurso de um Louco - por ZzipperR

Talvez ninguém entenda o que um louco tem a dizer, talvez tudo que ele fale não faça sentido, pois são apenas palavras de um louco pela democracia justa e isso deve estar muito além da compreensão humana, que parece permanecer permanentemente em uma posição social desumana.
O louco observa os discursos daqueles que possuem os poderes de mudar e não entende onde está a verdade, pois o discurso não muda, até parece que todos foram perseguidos pela repressão e esses que foram fazem disso um potente argumento para possuir e aumentar seus poderes.
O louco fica indignado com aqueles que um dia lutaram pela democracia e hoje parecem ter abandonado a luta, talvez o vento não sopre mais tão forte e será que a coisa aqui não está tão preta? Pode até não estar preta, porém também não estão claras, pois os olhos do povo não conseguem enxergar, ofuscados pela neblina de uma época repressiva que não foi dispersada totalmente e é nesse momento que o louco se vê entre um povo desunido e abandonado por seus ídolos ideais.
Imaginem um louco escutando discursos insignificantes de ídolos e governantes que não dizem nada. O Líder em seus discursos parece estar sempre perseguido pelos adversários políticos. O outro parece estar emitindo mensagens para um povo analfabeto e incapaz de ver suas garras escondidas nas palavras.
Precisamos de união para mudar o futuro e valorizar a palavra, respeito entre as pessoas, dar suporte e sentido concreto à formação das famílias com educação e, principalmente, cultura. Para isso temos que mudar nossa maneira de pensar, abrindo os olhos para a sociedade e buscar no resultado final justiça, felicidade e fraternidade entre as pessoas com oportunidades ao alcance delas.
Já passou da hora de virarmos a página da ditadura, pois os que lutavam contra a ditadura hoje têm uma forma diferente de ditar as regras a favor de seus próprios interesses, fazendo um governo ditador invisível aos olhos da população desinformada por possuir cultura limitadíssima e visão curta facilmente ludibriada.
Cadê a união desse povo desunido e dispersado que faz de mim um louco no meio de tudo isso? Um louco que não sabe o que fala, não sabe o que pensa e também está, como todos, amarrado em uma camisa de força ditadora de um passado que não muda, apenas muda seu jeito de manusear o povo em seu sistema.
Não liguem para o que os loucos falam, pois um louco na época da ditadura já falava “Eles são uns comedores de cérebro”, infelizmente ainda andam comendo.

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A Menina Silenciosa - por ZzipperR

O barulho ensurdecedor da chuva sobre o telhado chega a assustar com a intensidade e o volume de água caindo em um tão pequeno espaço de tempo. O barulho do vento impressiona, fazendo da grande copa da árvore uma expressão de liberdade, como se ela estivesse correndo contra o vento e apreciando a delícia sensorial das gotas geladas da chuva de verão; numa atitude de carinho a chuva aumenta a intensidade de suas gotas fazendo de toda aquela cena natural da vida uma festa com riscos de relâmpagos entre as nuvens escuras, enquanto o som compassado e assustador dos trovões podem ser escutados por pessoas muito distantes.
Tão grande volume de barulho causado pela fúria da natureza faz o mundo silenciar para tentar entendê-la, chegando ao ponto de não ouvirmos uma palavra, nem risos, apenas silêncio, focados na expressão natural do vento, da chuva, do clarão assustador dos relâmpagos e na aflição que arrepia quando a voz da natureza faz o mundo tremer com o poder do som de seus trovões.
Apenas o olhar dela focado na chuva domina sua razão, mesmo quase perdendo a grande árvore de vista em tamanha tempestade. Mas nem tudo nela é silêncio, pois como um intruso na cena o som do seu coração passa a fazer parte daquela harmonia. E, no contexto de tantas águas, o que a natureza estaria sentindo para tanta fúria?
Curiosamente, seu coração bate tão forte quanto a força torrente das águas sobre o mundo. Talvez seja uma manifestação da natureza contra o amor do homem que, desvirtuado, perdeu o poder de visão, desvalorizando seu próprio espaço. Chegou a hora da união, que parece fazer confusão para aqueles que estão vivendo, convivendo, observando e não entendendo aquele momento de união e o que está acontecendo.
Repentinamente, a chuva para e a natureza faz silêncio, sem chuva, sem vento, porém o coração da menina continua batendo cada vez mais forte. Mesmo a natureza poderosa silenciou-se para escutar as batidas fortes e pulsantes do amor silencioso da menina, que permanecia quietinha observando da janela da vida enquanto uma pequena lágrima de amor rolava em seu rosto espantado e lindo.
O silêncio foi quebrado pela lágrima de amor e a natureza se manifestou lançando pequenas pedras de granizo. Começou lentamente uma a uma e gradativamente foi aumentando seu volume. Penso que a união da natureza e da menina tenha feito com que a natureza também sentisse a dor do amor e deixasse escapar em pequenas gotas de gelo.
A natureza não conseguiu manter o silêncio em suas lágrimas e fez um barulho enorme sobre os telhados inundando tudo com suas gotas geladas, aquela chuva torrencial de granizo não parecia ter fim e só parou quando a menina silenciosa colocou uma das pedrinhas de gelo na boca se unindo à natureza e oferecendo seu amor à vida.
A menina caminhava silenciosa sobre a rua coberta de pedrinhas de gelo, caminhava amando silenciosamente, um jeito silencioso de caminhar entre as pessoas e foi necessário se unir à menina para que a natureza entendesse o seu jeito silencioso de amar.
Um mundo silencioso, no qual muitos se unem para amar e lá está ela com seu jeitinho especial, uma menina especial e linda com sua fórmula de amor incompreendida por muitos, mas plenamente entendida e correspondida por quem compartilha seu carinho e seu amor.
Esse é o jeitinho dela amar. Como será o seu jeito de amar?


Paulo...ZzipperR


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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Fazendo Amor Virtual - por ZzipperR

A capacidade da relação humana virtual pode ser comparada ao perfume profundo de um vinho fino e para desfrutar do calor gerado por esse aroma virtual temos que aprender a cheirar as palavras, saboreá-las e invadir as profundezas da sua fragrância se embriagando e desatando as amarras para desvestir as roupas cruéis e pesadas de culpa desse mundo real.
Muitos não acreditam ser possível, mas é.
Não sei afirmar a localização exata do mundo virtual, mas posso apontar um mundo paralelo entre o real e o sonho. Às vezes pisamos em solo real e outras vezes nos sentimos perdidos nos sonhos, porém os sentimentos são reais, o prazer é real e a outra pessoa também é real.
O ato.
Se não é real por que sinto sua falta?
Porque sinto falta do seu toque que arrepia? Do seu beijo doce e melado de prazer? Das suas palavras queimando de desejos? Do seu carinho íntimo e do seu corpo suado?
O ponto G da relação é inexplicável, pois permanece camuflado em um esconderijo de amor decorado com suas cores e suas flores misturadas ao cheiro do prazer. A verdadeira localização desse esconderijo deve ser o sonho que consegue provar que eles não estão distantes e sim juntinhos, nos braços, no abraço, no beijo, no colo, nos pensamentos, nas palavras, no olhar e no ato do amor.
Se o mundo virtual não é real, por que as dores profundas da paixão? A explosão de um amor devorador que faz querer mais e mais e o ciúme vivo?
São só palavras! Então chega pertinho de mim. Escuta o que eu tenho pra lhe dizer, mas não diga nada, fique quietinha. Apenas sinta! Vou tocar o meu dedo nas suas costas! Aproximar-me bem pertinho do seu ouvido e perguntar bem baixinho: - Adivinha quem chegou?
- Não sei! Quem?
Não se surpreenda se a resposta for:
- O amor virtual!
Se isso acontecer e você o deixar entrar no seu coração, nunca mais ele será o mesmo e nesse momento você também ficará em dúvida se o amor é virtual, pois o que você está sentindo é real.
Só as palavras podem esclarecer, pois é surfando por elas que tudo isso se torna possível e tudo isso prova a capacidade da força mágica e infinita embutida no conteúdo da poesia.
Um amor inexplicável que queima gostoso o coração dos dois, meditando concentrados no teclado, envolvidos e receptivos às palavras com grandes segredos de amor íntimo entre eles surgindo no monitor. Nesse momento eles estão distantes do teclado e podem estar em qualquer lugar, mas com certeza estão juntos e podem estar correndo num parque, namorando, escondidinhos na cama, dançando e até brigando por amar loucamente o outro e não poder ter nas mãos.
O computador está desligado. As luzes estão apagadas. Nem música eu estou ouvindo, mas você permanece como um vírus virtual e real nos meus pensamentos que não conseguem se desligar dos nossos bons momentos. Mesmo ciente de tanto amor. Por que terminamos sempre sozinhos, vivendo como fantasmas a assombrar a vida do outro e desaparecendo como fumaça sem explicação?
Melhor não pensar e seguir os impulsos do coração, pois somos virtuais, nos amamos como loucos e somos felizes quando estamos juntos em nosso mundo.
Com certeza vocês sabem do que eu estou falando, pois também são virtuais e também estão reféns dos sentimentos reais.
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Mundo Paralelo - por ZzipperR

Nesse mundo azul e triste, as cores não conseguem alegrar as pessoas, pois a maioria delas está num mundo paralelo.
Não que seja ruim viver nesse mundo paralelo virtual, mas vivenciá-lo é viver como amigo. Você pode querer! Tentar e até imaginar, mas não conseguirá encontrar um cruzamento e desta forma estará condenado ao mundo paralelo.
Quem vive no mundo paralelo?
Quem vive no mundo paralelo são amigos, aqueles que nunca vão cruzar com você, pois seu coração está protegido contra eles, lacrado com uma capa de proteção.
Amigos vivem num mundo paralelo, amigo não cruza com amiga, amigo não come amiga. Amiga dá pra outro que nem conhece e depois conta para o amigo, que muitas vezes é apaixonado por ela. Se ele tentar alguma coisa. Ela fala:
- Você é meu amigo!
Ele não serve porque está no mundo paralelo e sua vida nunca cruzará com a dela.
Penso que quando namoramos ou somos amantes, vivemos em uma linha toda embaraçada, num mundo todo cruzado, onde os cruzamentos são inevitáveis e ficamos cruzando o mundo do outro a todo o momento. Temos o prazer de cruzar o caminho do outro e queremos que o outro cruze o nosso também, pois queremos o seu carinho, a sua presença e a sua voz sem medo e sem restrições de corpo e alma.
Estou aqui falando e vivendo num mundo paralelo ao seu, nossos caminhos nunca se cruzarão, se cruzarem com certeza seremos apenas grandes amigos.
Viver num relacionamento paralelo é viver na ilusão, na imaginação, nos sonhos, na vontade e na incapacidade de tornar possível, pois tudo está além das forças e do alcance. Nem tente pegar o que não vê. Se não vê é porque não vai ter.
Fico imaginando como poderíamos fugir desse relacionamento no mundo paralelo e concluo que não há solução. Mesmo você vivendo no mundo paralelo e tomando todas as precauções não está livre do amor. Uma hora o coração vacila se encantando e você é pego desprevenido. No momento em que você percebe que já está encantado e caiu na armadilha do amor leva uma flechada do cupido. A partir desse momento você perde os domínios do sentimento e é levado para a paixão, acaba apaixonado.
Somos jogados num mundo paralelo e para cruzarmos deve haver atração. O que nos leva a ter atração pelo outro? O que ele tem que nos atrai e ficamos tão fascinados, ao ponto de ficarmos apaixonados mesmo estando no mundo paralelo?
Eu estava em uma estrada paralela e quando olhei para o lado vi uma garota toda de vermelho, tentei dar a minha mão para ela, tentei catar na mão dela, mas não foi possível. Eu olhei e o que vi não sei se foi real ou imaginação, pois não tinha como cruzar o caminho dela seguindo naquela estrada paralela, na qual todas as passagens estavam fechadas e seguindo no mesmo sentido.
Quem cria o mundo paralelo somos nós mesmos não abrindo as passagens para o outro. Mantemos as portas fechadas e ficamos escondidos enquanto o tempo usa suas armas para nos afogar e matar pouco a pouco destruindo tudo de bom que foi construído, depois não adianta gritar porque a distância não deixará o outro escutar, pois mesmo em estradas paralelas as velocidades não são as mesmas.
Se um dia você amar alguém! Abra a porta para ele entrar. Não o deixe seguindo no mundo paralelo, pois você pode perdê-lo de vista para sempre.
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Noiva - por ZzipperR

Existem tantas formas de renascer e às vezes nos encontramos em labirintos, o renascimento que traz a racionalidade, a dignidade e o ideal humano. A valorização do homem e da natureza em oposição ao divino e ao sobrenatural... O renascimento do ser humano como capaz...
Mando mais um texto para o tema do mês... Espero que gostem!
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A NOIVA
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Ela olhou no espelho, sorriu e ficou admirada com sua própria beleza, toda aquela pressão já não fazia mais sentido, pois seu caminho não poderia estar traçado e ela não compreendia o porquê destas dúvidas, por isso abaixou a cabeça e começou a meditar sobre o seu futuro.
As pessoas estavam agitadas, agora que tudo estava para acontecer, os preparativos, convidados e festa. Ela totalmente indecisa não sabia que caminho tomar, não que ela não gostasse do noivo, não era isso, ela o amava, mas amava também a si própria, seus projetos de vida e estava quase decidida que não nascera para aquilo, preferia uma vida de conquistas e autonomia, ela era uma mulher moderna e não poderia se prender a ninguém.
A consciência não a deixava reagir, depois de tantos preparativos, tantas promessas de amor eterno e o coração estava aflito, pois ela gostava do noivo, estaria abrindo mão do seu amor, por uma porta incerta no futuro. Será que vale a pena? Será que eu não vou me arrepender? Será que as pessoas vão entender? E a minha família, entenderá? Tantas questões que a deixavam louca. Carregada pela situação, ela não conseguia tomar uma decisão e pensava:

Dias atrás ela saiu com a sua mãe, experimentou o vestido de noiva, participou de todos os ajustes e agora não sentia prazer em usá-lo.
Ficou pensando no noivo, como ele ficaria? Qual seria a sua reação? Será que ele a perdoaria? Toda aquela agonia transformava se em desespero e chegou a pensar em desistir de seu projeto futuro, mas sua intuição feminina com a força lutadora da mulher, não aceitou.
O grande momento estava chegando, ela não se conformava com a sua decisão, sonhara tanto com aquele momento e ainda não se decidira quanto ao seu futuro.
Sua mãe estava tão feliz e orgulhosa. Suas irmãs também. E agora? Aceitarão? Sua decisão era de cortar o coração, mas ela estava ficando decidida, porém faltava coragem para agir.

Todos estavam elegantes e capricharam no visual. O pai também estava elegante e preparava se para levar a filha ao altar e entregar ao noivo.
Ela já era bonita e depois de produzida com o seu vestido de noiva virou um sonho. Começou o desespero, pois ela não estava certa de sua decisão, mas foi mesmo contra a sua vontade.
A igreja estava lotada, o pai, a mãe, as irmãs, os sobrinhos, os tios, os primos, a família do noivo, os amigos e o noivo.
A cerimônia começou. Ela tinha que entrar e entrou, porém era outra mulher, já não sorria e estava decidida. Passou por todos que admiravam sua beleza chegando ao altar.
O padre fez o discurso habitual e chegou a hora da decisão:
- Brenda! Você aceita esse homem como seu legítimo esposo?
Ela respondeu:
- Não!
Não falou mais nada, largou tudo para trás e saiu correndo pela porta da igreja em busca da liberdade, ciente de ter tomado a decisão correta, aquela que fazia a pessoa mais importante para ela renascer e ser feliz. Ela!
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O Brinquedo Quebrado - por ZzipperR

Aqui em São Paulo, eu conheci uma professora que me mostrou um rascunho em um papel. Olhei aquele texto e me apaixonei, apenas não concordei com o final que acabava em uma vingança. Daí, ela me deu a liberdade de reescrevê-lo da melhor maneira. Escrevi mais de vinte vezes este texto, para passar a mensagem que eu queria. Ele ficou assim:
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O BRINQUEDO QUEBRADO
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Num belo dia, quando eu passava pelo meio de um lindo jardim, deparei com um brinquedo quebrado, abandonado, tristonho e todo sujinho.
Coitadinho! Como ele pode chegar a esta situação, depois de ter alegrado tantas crianças tristonhas e necessitadas de carinho?
Que triste sina é estar aqui jogado! Como eu gostaria de sentir aquelas mãos pequeninas e delicadas passando no meu corpinho e me acariciando com aquele jeitinho de anjinho. Até quando vou estar aqui, perdido nesse mundinho, sem rumo e sem direção? “Que tristeza sem fim...” - pensou o brinquedo quebrado muito desolado.
Mas a história mudou o destino e levou o brinquedo a encontrar outro caminho: uma criança feliz passando pelo jardim encontrou o brinquedo quebrado, pegou-o em seus braços e levou para sua casinha, lavou-o bem lavadinho e consertou com aquele jeitinho. E o brinquedo pensou: “Como é bom receber carinho!”.
Olhando esta história, eu fico pensando porque a vida é assim: em alguns momentos somos importantes e em outros, com o passar do tempo, deixamos de ser?
Talvez seja apenas uma questão de escolha, ou seja, ser um verdadeiro amigo e saber reconhecer os verdadeiros amigos, aqueles que perdoam nossos defeitos, sentem a nossa falta, cuidam da gente, com certeza nos amam e nunca irão nos deixar como um brinquedo quebrado abandonado, dando-nos a chance de renascer para a vida.
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Uma Professora e ZzipperR
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domingo, 30 de janeiro de 2011

Estão de Olho no Bolo - por ZzipperR

Fico imaginando a cabeça do eleitor em época de eleição. São tantas informações e mentiras. Frases como: “Você é o patrão”, “Pense bem antes de votar”, Vote certo”, que chegam a ser cômicas, pois só têm um propósito: o de iludi-lo e persuadi-lo para desorientar o seu poder de decisão e tomar o seu voto, isso mesmo, tomar o seu voto.
Se vocês me perguntarem se algum eleitor votou certo, eu respondo com toda certeza que não, pois a partir do momento em que o eleitor confirma o seu voto, ele já está arrependido, porque já tem a certeza de que será traído e que aquele candidato não fará nada por ele, nem por sua família, nem por seus amigos e nem por ninguém. Quer saber por quê? Vou lhes dizer: Eles estão apenas de olho no bolo.
Tente imaginar a última vez que um candidato fez alguma coisa de bom para a sociedade sem procurar favorecer interesses próprios. Tente! Consulte sua memória. Vai perder tempo e não vai encontrar nada, porque não existe, é sempre uma armadilha preparada para interesses próprios, não adianta correr que o aumento vai te pegar.
Para nós só resta a certeza de que fomos enganados de novo e que nada será feito para melhorar a vida do povo que elegeu até candidato cassado porque quis comer uma fatia muito grande do bolo e acabou se engasgando, esse é o caráter dos comandantes deste país. Não importa o partido. Aquilo virou uma festa e todos estão apenas de olho no bolo e para nós só resta pagar taxas e impostos que eles não param de inventar para aumentar o bolo que nunca conseguirá satisfazê-los.
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domingo, 9 de janeiro de 2011

(Sem Título) - por ZzipperR

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O beijo da morte traz um sabor misterioso, silencioso, amedrontador porém confortador num abraço eterno. O melhor a fazer é apreciar esse beijo com prazer, pois contrariando tudo o que as pessoas pensam, ela não deve ser feia e sim linda e muito atraente. No dia marcado para o nosso encontro, em que ela estará vestida de preto, vou agarrá-la apreciando nosso encontro e beijá-la eternamente.
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Resposta a A Morte..., de vestivermelho.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Amigo - por ZzipperR

Hoje, uma recordação me deixou aflito e com sensação de injustiça de Deus.
Por quê?! Estes pensamentos resolveram rodar a minha cabeça. Não caí num baixo astral porque éramos muito amigos e só recordações boas rodavam o meu coração. Tudo aquilo me deixou agoniado e depois de muita reflexão resolvi falar com Deus. Cheguei sem marcar hora, pois ainda não era a minha vez.
Não sei como, mas cheguei lá! Um tapete de nuvens só transmitia paz, nele passei por um ambiente vazio onde não havia ninguém para me receber. Tudo ali parecia tão vazio que pensei não existir, até escutar uma voz, muito calma, que parecia tão distante.

- Por que não se conforma? Tantos anos se passaram. Você não poderia estar aqui!

- Senhor! Por que separou nossos destinos tão cedo? Nós éramos tão jovens e eu tenho muita saudade dele.
- Hoje eu estou triste! Sentindo que ele está precisando de mim.
- Eu queria vê-lo de novo. Nem sei o que eu falaria, mas eu tenho certeza que seriam momentos felizes e inesquecíveis. Talvez falássemos da escola, dos jogos de futebol na USP e talvez não falássemos nada e deixássemos os corações conversarem.
- Desde sua partida, ainda sinto um vazio no peito e ouço canções marcantes em nossa vida, confesso que elas não me deixam triste e sim confortam o meu sofrimento.
- Senhor! Por quê? Ajude-me a entender.
- Dizer que as pessoas são substituíveis é uma grande mentira. Ninguém substitui um grande amigo. Quando se vai, ele leva um pedaço de nós que jamais será reposto.
- Hoje eu sinto que ele está precisando de mim. Como eu posso ajudá-lo?

- Vá embora! Você já fez a sua parte.

- Senhor! Deixa-me vê-lo só mais uma vez?

- Não pode! Todos têm sua vez e a sua não chegou.

Tentei insistir novamente, mas a voz não saía.
Com um sentimento de ter fracassado comecei a sair. Enquanto saía, senti que alguém estava do meu lado, me consolando e aliviando minha dor.
Acho que era ele. Aquilo me deu a certeza de que a verdadeira amizade é eterna.
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Homenagem ao meu grande amigo “Osmar” do qual eu tenho muita saudade.

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Coisa de amigo pra amigo, talvez seja até difícil de entender.
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O Homem Morto - por ZzipperR e vestivermelho

Houve um grito na multidão, pessoas correndo para todos os lados, muita gritaria... O que está acontecendo? Eu não consigo entender, mas o óbvio estava ali, no meio de todos, caído no chão.
Não se aproximem. Um homem acaba de morrer.
Todos perguntavam: O que aconteceu com ele?
Eles estavam muito assustados.
Curiosos perguntavam: Ele foi assassinado? Onde está o assassino?
Nenhuma resposta aparecia.
Uma garota cigana com um lindo vestido vermelho entrou correndo. Agarrou o homem e começou a chorar.
Depois aos berros, gritava com toda a força do seu coração.
- Não morre, por favor.
Tarde demais. Por mais que ela implorasse e pedisse, o destino estava selado.
- Você está levando tudo que eu tenho, não morra.
Todos ficaram calados, não falavam nada, apenas olhavam.
Fiquei imaginando se aquele morto ainda pensava ou escutava o apelo daquela mulher. Confesso que não sei.
Cheguei perto e falei:
- Fique calma. Você não pode fazer mais nada.
Alguns minutos depois, perguntei para ela:
- O que esse homem poderia estar levando de você?
Ela não pensou e respondeu:
- Ele se foi e levou a minha vida, como eu viverei sem seu carinho, seu cheiro, seu calor, e aquele abraço apertado. Por que ele se foi?
Eu respondi:
- Dizem que o tempo é a solução de tudo.
Ela respondeu:
- Não! O tempo não pode vencer um contador de histórias. Elas são eternas, como as canções.
Finalmente eu perguntei:
- Como era o nome dele?
Ela respondeu:
- ZzipperR
Fiquei ali parado, olhando aquela cigana, com aquele vestido vermelho paixão, segurando seu grande amor nos braços, branco e gelado, repetindo: - Não morra, meu amor, não morra que eu preciso de você.
Gritava com um grito de dor.
- Agora que te encontrei, você vai embora, então me leva com você.
A cigana ficou ali parada e pensando durante um bom tempo, de repente ela levantou e saiu andando com passos firmes e devagar, sem pressa, como se já tivesse um destino traçado em sua mente.
Seguiu até uma grande árvore e falou:
- Eu quero ficar com você. Abraça-me!
Era uma enorme e linda árvore, lindíssima com seus galhos cheios de folhas verdinhas formando um espetáculo que todos que passavam por ela paravam tentando entender a garota.
Sentada na sombra da árvore a linda cigana com seu lindo vestido vermelho gritou bem alto olhando para o céu:
- Vou ficar aqui sentada te esperando. Venha logo me buscar!
Depois disso, todos que passam pela árvore ficam admirando a linda cigana com seu lindo vestido vermelho esperando que seu amor venha buscá-la.
Suas últimas palavras foram:
- Beija-flor! Vem! Que eu estou te esperando. Dias e noites passaram e ela sempre olhando para a árvore na esperança que ele voltasse.
Será que o amor é mais forte que a morte?
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VrummmmmZummmmm
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Baguaçu - por ZzipperR

Ao longo da vida, todos nós carregamos lembranças de histórias contadas pelos nossos pais, tios ou outras pessoas.
Não sei porque, mas estas histórias estão sempre fazendo parte do nosso inconsciente, conectadas ao nosso imaginário dando a impressão e a sensação de que a história também fez parte da nossa vida, ou está sempre fazendo. São lembranças, lembranças e lembranças que dão vontade de querer saborear mais um pouquinho daquela magia que traz consigo um pedacinho de carinho e companhia de quem nos contou.
Tantas vezes meditando em busca das histórias que fizeram parte da vida de meus pais, aquelas que eles contavam quando eu era criança na minha querida infância e não sou capaz de recontar, mas elas estão aqui, vivas na minha mente, de tempos em tempos girando nas minhas lembranças, vivas como eu, e me fazem flutuar no tempo atrás delas com uma vontade louca de contá-las.
Baguaçu no interior de São Paulo faz parte dessa história. Eu nem era nascido ainda, mas lá viviam meu pai, minha mãe e meus irmãos, em um lugar distante de vizinhos e da cidade. Não tinha luz e a água tinha que ser buscada em uma nascente longe da casa.
Tudo isso é normal, menos as histórias que meu pai trouxe de lá, como a história de uma cidade chamada Borboleta, nome dado à cidade devido a uma mulher que na lua cheia se transformava em uma grande borboleta e voava pela cidade, até o dia em que ela apareceu em um bar. Ela era enorme e as pessoas tinham medo dela, porém um homem não! Ele pegou uma garrafa, quebrou e golpeou a linda borboleta. O golpe foi fatal e ela, na medida em que ia perdendo seu encanto, ia se transformando em uma linda mulher. Não sei até onde esta história é verdade, mas fico feliz de compartilhá-la.
Baguaçu era misterioso, alguma coisa estranha acontecia ali, alguma coisa macabra que ninguém conseguia entender, a morte não dava tréguas, levava todos os moradores deixando as casas vazias, um mistério sobrenatural. Naquela cidade todos morriam rapidamente, uma senhora já tinha perdido todos seus filhos em questão de dias. O que está acontecendo aqui? Ninguém sabia explicar. Inclusive meu pai foi vítima da morte, já tinha perdido dois filhos, a morte levou dois irmãos meus em Baguaçu. Meu pai não teve dúvidas, pegou minha mãe e os filhos que sobraram e fugiu da morte indo embora da cidade e nunca mais voltou.
Acredite! Estas histórias são verdadeiras. Se não acreditar, aqui está um convite para você passear e conhecer Baguaçu. Se você voltar conte a sua história.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Projeto Arte na História “Levando a História para a Escola” - por ZzipperR

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Esse texto é parte de um projeto que estou montando...
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Quantas habilidades são necessárias para se contar uma história e no leque de contar a história, quantas portas podemos abrir para compor o cenário da história nas mãos do contador levado e levando todos para a arte da inspiração.
Dar vida a um boneco é criar e recriar a arte de estímulos que desperta o interesse no outro enriquecendo o lado afetivo, estimulando-o à companhia do outro, abrindo espaço para o diálogo, levando o cidadão a um interesse de inclusão no relacionamento e adaptação ao mundo social. A sociedade abrindo espaço para o cidadão e capacitando-o a conviver em grupo.
O boneco leva o garoto ao autoconhecimento das próprias competências, habilidades de manuseio, respeito ao corpo, conhecimento e interesse nos movimentos dos membros, que levam o aluno a uma auto-reflexão sobre seu próprio corpo valorizando o seu estado físico, evitando atitudes maléficas que comprometem a saúde e prejudique o seu desenvolvimento, como uso de drogas e etc.
Com o desenvolvimento das habilidades, há um aumento expressivo dos reflexos e a coordenação motora conquista habilidades com as mãos, inclusão, junção corpo e mente em um trabalho ligado e amarrado em uma teia entre texto, conhecimento, cultura, visão panorâmica, visão centrada, atenção, interesse, busca, segurança, capacidade, educação e muito mais.
A história é um convite ao prazer da alma que quer se expressar e todos têm essa capacidade. Para isso precisamos trabalhar buscando conhecimento e é esse trabalho que queremos estimular.
Precisamos buscar caminhos para quebrar o paradigma da produção de textos, diversificando as possibilidades de criação com foco em habilidades possíveis que dinamize a leitura devido à curiosidade estimulada pela criação.
Precisamos encontrar caminhos que melhorem o desempenho na criação, liberando a inspiração na magia, ficção mesmo que esboçada de uma situação real ou verídica.
O principal fundamento que alvejo no ato do trabalho enfocado é o alcance do equilíbrio no poder de manuseio das ações e decisões futuras por ele acionadas ou nele depositadas sem prejuízos à sociedade direta ou indiretamente. Esse será o momento em que o manuseador da arte assumirá os comandos da sua própria vida.

Uma questão que me faz pensar e trabalhar no sentido de sua solução é:
Onde estão os valores humanos na escola?

Artista! Ser artista ou não eis a questão? A cultura deve que ser alimentada com novos artistas e é essa a nossa função como educadores.
São tantas questões envolvidas à vida que se torna inviável dizer que nascemos iguais e aprendemos com o mundo à nossa volta, pois trazemos dons ocultos e invisíveis, que se forem trabalhados em seu desenvolvimento no transcorrer da vida, seja pelo olhar panorâmico do professor ou pela observação em particular da família em sua relação diária nas suas manifestações. Se desprezarmos esse olhar toda essa riqueza artística se tornará inútil e adormecida.
O importante é abrir o leque da arte para a criança, deixando-a livre para escolher a cor que brilhe mais em seus olhos. O leque funciona como janelas abrindo o portal da imaginação, sejam nos desenhos em rabiscos, nas cores desordenadas sem significados adultos, na representação de seus heróis, nos contos imaginários, na música ou em pequenas letras desordenadas em rabiscos ilegíveis funcionando poeticamente para o seu criador.
A manifestação da expressão infantil pede licença àqueles intermediadores de visão curta, que estabelecem fronteiras para a arte, essa manifestação abre as porteiras para o saber e aprender, invadindo o mundo mal entendido da criação manifestado por expressões independentes sem o conhecimento de um mundo recheado de censuras que o aborda e engessa.
A expressão da arte não pode ser represada, seus gritos de liberdade devem ser ouvidos, desta maneira a arte e a vida devem caminhar juntas quebrando paradigmas e ultrapassando fronteiras multiplicando espaços à expressão, criação e comunicação, onde os sentimentos afloram seus sentidos trazendo para a arte sua realidade expressada inconscientemente por um artista anônimo em seus primeiros contatos com esse mundo.
Uma questão que me faz pensar e trabalhar no sentido de sua solução é: Onde estão os valores humanos na escola? Pois a sociedade é a continuação da escola.
Não podemos nos esquecer que a cultura de uma sociedade deve ser embasada, alicerçada e alimentada com valores humanos, uma alimentação sadia que bem administrada forma cidadãos cientes de seus limites, direitos e capazes de criar, opinar, manifestar e modificar a sociedade em que vive além do mundo à sua volta.

Uma coisa que faz o pensador pensar:
Onde estão os valores humanos na escola?
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Obs: ...O projeto continua...
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domingo, 12 de dezembro de 2010

Feliz Aniversário ao Duelos - por vestivermelho e ZzipperR

O Duelos é um lugar onde encontro meus amigos poetas

onde leio textos inteligentes e gostosos
onde me divirto e me sinto bem

somos uma família de escritores que a cada dia cresce mais
é no Duelos que posso expressar minhas idéias
e minhas opiniões
e tudo isso administrado por uma grande figura chamado Shintoni
Com prazer desejo um feliz aniversário Duelos Literários.

Vest e zip
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terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Amor da Abelhinha e da Joaninha - por ZzipperR e vestivermelho

Quem será o grande inspirador desse amor?
Será o grande jardim de flores, que insistentemente desabrocha flores lindas e perfumadas mantendo o voar apaixonado delas na inspiração da beleza de suas belas flores?
A neblina cai sobre o jardim dando espaço para os raios solares lançarem focos de luzes iluminando o amor daquelas cores diferentes e atraentes, que se atraem cada vez mais. Quase invisível naquela neblina, ora deixando-os na obscuridade e em outros momentos aparentes num voar apreciador da arte visual. Um é apaixonado pelas cores amarelo e preto entre as flores e a outra pelo vermelho e preto do amigo voador de sonhos doces.
Eles voam, brincam e namoram naquele mundo perfumado pelo amor, que certamente é invisível para os olhos cegos dos que não sabem sonhar e continuam prisioneiros acorrentados pelo mundo real.
Absolutamente ninguém é capaz de voar como eles, pois fazem do voar momentos românticos e únicos, mas há perigos no ar, olhares alheios lançados como teia de aranha tecidas em desejos para capturar seus corações.
Ela voa entre as rosas e ele voa atrás. Ele voa entre os girassóis e ela voa atrás. Na neblina, no vento, no sol, entre as folhas que abandonaram seus galhos perdidos no ar estão eles voando, porém um dia o inevitável aconteceu:
Voando despretensiosamente eles pousaram em uma flor, sem perceber que ela estava na mão de uma camponesa que falou:
- Minha linda joaninha! Suas cores contrastaram lindamente com a minha flor. Chego a imaginar que você faz parte da beleza dessa flor e eu tenho um jardim muito mais bonito que esse, onde as flores são muito mais belas e com certeza você será muito mais feliz.
Aquelas investidas da garota sobre a joaninha deixaram a abelhinha enfurecida com uma reação e sensação de raiva incontrolável, mas não era bem isso que estava acontecendo e sim uma explosão do amor no coração que traz à tona o efeito do ciúme, encurralando-a como um animal feroz em um labirinto e sem encontrar saída ela falou para ele:
- Você sabia que eu tenho ciúme de você!
Aquelas palavras poderosas vindas direto do coração atingiram os sentimentos da joaninha em cheio, despertando-o para o amor da abelhinha. Eles se olharam profundamente entendendo cada palavra vinda das profundezas da alma que expressa o sentimento de ciúme em amor.
O som das asas da magia bateu abrindo as portas da imaginação e eles voaram juntos novamente, agora namorando e voando com amor naquele jardim romântico em que eles já fazem parte do cenário com suas cores, às vezes escondidos na neblina, outras vezes aparentes, mas sempre namorando, pois eles descobriram que se amam.
O ciúme é, com certeza, uma das expressões do amor.
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ZzipperR e vestivermelho
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domingo, 7 de novembro de 2010

(Sem Título) - por ZzipperR

O vento de outono sopra e leva uma folha seca girando no ar que cai sobre o seu pé.
Você a pega com carinho observando suas cores douradas e guarda no meio das páginas do livro que carrega nas mãos, fechando com carinho para não estragar a folha.
Fecha o livro e lê o título:
“Um momento especial da minha vida aconteceu em um outono”.
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Inspirado em Lindas Cores do Outono, de vestivermelho.
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