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quarta-feira, 23 de julho de 2014

PAX - por Zaira Leite

Eu poderia dar o nome de vida
a esse despenhadeiro para a morte.
Não revolver a terra,
nem lançar a semente,
não burilar o seixo
ao sabor da corrente.
Desprezar meu madeiro,
inventar nova sorte.

E nessa estranha vertigem eu poderia
estrangular a voz do sentimento
ao som dos falsos guizos,
na folia das máscaras
de mentirosos sorrisos.
Toldar a luz do bem,
A transparência da alma e o véu do pensamento.

Eu poderia ignorar a fonte
De infinita doçura e do amor universal
Calando a consciência
Na erosão dos sentidos,
No conteúdo das taças
Do vinho em efervescência
Numa atração incoerente pelo erro fatal.

Mas não teria, porém, no caminho de volta,
Uma só flor sequer da colheita outonal;
Vazios, os meus braços.
E não haveria uma bandeira branca
Desdobrada, ao transpor minha reta final.
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Profeta, de Gibran Kahlil Gibran - por Ana


A vida nem sempre é simples, a vida nem sempre é branda...  Vamos seguindo os dias muitas vezes em turbilhão, numa torrente de acontecimentos que nos engolfam e não permitem reflexão a respeito das coisas importantes (ou não) que nos cercam.  Se conseguimos pensar nelas, aprisionados à rapidez exigida pelos ponteiros repletos de obrigações, não vamos além de uma certa superfície muitas vezes comum a todos: “as pessoas são assim mesmo...”, “é a vida...”, “as coisas são como são”, “não adianta pensar nisso”, “um dia tudo passa” e coisas do gênero.

Então, repentinamente, chega às suas mãos “O Profeta”.  Você começa a lê-lo em meio ao furacão que é sua vida.  E ocorre algo mais que improvável: tudo à sua volta vai sumindo, à medida que você caminha pelas letras de Gibran; e você vai se acalmando, assumindo uma paz naturalmente reflexiva que não se coaduna com a agitação à sua volta.  Você mantém suas atividades, mas num desdobramento que beira o êxtase.  Porque você viu verdades, leu ideias que mudaram toda sua forma de lidar com o mundo e estar nele, para sempre.  Cada mensagem foi um convite ao início de um aprendizado e aprofundamento em questões fundamentais para os seres humanos.  E você não consegue calar aquelas revelações, divulga-as ao máximo, pois a Humanidade precisa delas.  Pode até fazer como eu, que além de passar a dar o livro de presente às pessoas, comprei um quadro e coloquei na sala de minha casa com uma das mensagens do livro:

  
Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

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Em minhas meditações, chego a não mais sentir o corpo, e então dou liberdade à mente. Deixo-a dizer o que quiser, até aquietar-se. Ela me agradece por lhe ter aliviado o peso-carga do corpo. Este, por sua vez, goza de paz, livre que fica das intromissões da mente, no comum agitada de conflitos e tensões...
E eu, não sendo mente nem corpo, aproveito para ser o que realmente eu sou - Paz.
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Visitem Alba Vieira
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sexta-feira, 19 de março de 2010

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Desliga-te de todos os meus.
Esquece-te de quem és.
Silencia tuas ansiedades.
Perdoa quem te ofendeu.
Não chores pelo que perdeste.
Bem, agora senta-te quieto onde ninguém te chame. Deixa-te ficar assim.
Vê teu interior.
Nada esperes. Nada planejes.
Esquece o tempo, o lugar, o corpo...
Desliga-te de todas tuas âncoras, principalmente de eu...
E é assim que a Paz toma conta da gente.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Letras de Paz! - por Esther Rogessi

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Letras... Que soltas, pouco são
Pouco dizem... Porém na união...
Transformam o mundo.

Dão novo rumo... ao perdido, sem direção!
Letras em paz, palavra CAPPAZ...
De renovo, sopro de vida ao morto,

Simbolismo da paz maior... Seja onde for...!

Cinco letras que unidas formam a palavra AMOR!
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.....................................Visitem Esther Rogessi
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Paz

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em comentários, que nós postaremos.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Paz - por Adir Vieira

Paz é o que eu sinto ao olhar teus olhos,
paz me dá seu sorriso maroto,
paz...
é nas pequeninas coisas ter o sentimento de tudo ter,
por não querer mais que a paz.
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sábado, 10 de janeiro de 2009

A Paz - por Ana

O que falar sobre a paz
que não tenham dito antes?
Que é importante demais,
não pode ficar distante?

Que é muito perseguida
enquanto na Terra se vive?
Que nunca é esquecida
por todos os seres que existem?

Talvez o que eu possa dizer,
como tanta gente faz,
é, de novo, escrever:
só na morte se tem paz.

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Paz - por Adir Vieira

Certamente não foi a paz que eu pedi, certamente não foi a paz que eu sonhei para hoje. Planejei todos os detalhes para desfrutá-la sem máculas, daí não consigo entender o ocorrido. No meu projeto pensei artimanhas, pesei minhas manhas, curti os pré-caminhos, vasculhei os escaninhos da mente e sem querer ser persistente, avaliei sem medidas todas as entrelinhas. Imaginei eu, somente eu e nada mais, num ambiente tranqüilo, de inteira paz. Natureza ao redor, mas nem um bichinho sequer para fazer ruídos incompreensíveis. Isolei de mim tudo o que me lembrasse o corre-corre da rotina diária. Queria a paz do campo, a paz das flores, dos arbustos empertigados na sua imponência… queria prender-me aos patos nadando no córrego, quando do silêncio me cansasse; queria comer fruta direto do pé; queria, enfim, quase a irresponsabilidade ambulante sem tempo, sem vinculações… No entanto, em meio a esses pensamentos, descubro-me, de repente, dentro do carro, na estrada, a caminho da minha vida sem paz.
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A Paz - por Alba Vieira

Inquietação, rigidez do corpo, tremor leve, aperto no peito, respiração curta.
Encouraçada pelo medo avanço trôpega e hesitante pela vida.
Apesar das incontáveis experiências semelhantes já vividas,
ainda me deixo envolver pela ameaça do desconhecido
e insisto em negar a possibilidade da paz interior.
Preciso saltar no algodão doce e rosa que a confiança nos oferece sempre,
dançar rodopiando entrelaçada com minha alma,
iluminada pelo facho da luz benfazeja do luminoso;
não duvidar, não tentar controlar,
apenas entregar-me à certeza de que tudo é perfeito
e me deixar levar pelas mãos amorosas da vida.

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