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sábado, 10 de outubro de 2009

O Que Está Havendo? - por Adir Vieira

Hoje parece que acordei “destrambelhada”.
Ao me dirigir à cozinha para fazer o café, senti sede e imediatamente abri a bica do filtro e esqueci o copo embaixo, inundando a cozinha de água. Já que tive que enxugar todo o chão, para ganhar tempo, coloquei a máquina de lavar para funcionar. A bicha encheu, fez todo um processo de lavagem e eu esqueci completamente de colocar o sabão em pó e o alvejante. Resultado: repeti todo o processo.
Dirigi-me ao computador para postar o blog e tive que reiniciar o mesmo por três vezes, devido ao congelamento da tela.
Ao fundo, algo me incomodava - o ventilador de teto da sala resolveu chorar, fazendo aquele ruído estranho de peças de ferro em contato. Quis ver o que ocorria e, ao exame, uma das lâmpadas queimou.
Decidi não me irritar, pois desde que levantei achei-me em câmera lenta, mas a gota d’água foi descobrir, no site da Previdência, que agora, para acessar meu extrato, tenho que cadastrar uma senha, antes obtida através de agendamento e ida a uma agência. Já viu, né? Aí, não prestou. Joguei a toalha.
Hoje não faço mais nada!



Visitem Adir Vieira
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Passou, Amor - por Luiz de Almeida Neto

Inteligente, bonita, engraçada.
Toda a felicidade, numa piada
e o universo num grão de mostarda,
com pitadas de entusiasmo
pra alegrar a vida,
esquecer a despedida
e acabar com o meu cansaço.

Mas já passou.
Passou, amor,
passou o amor.

E foi de vez, sem dar desculpa
tal qual letra de samba,
sem aplausos, indiferente.
Angústia, aperto, tentativa de fuga
música que ninguém dança,
dor que ninguém sente.

Mas já passou.
Passou, amor,
passou o amor.

Agora tem você a acalentar,
colar pedaço,
fugir de estilhaço,
tentar navegar.
Pensamento de solidão,
fome de compaixão,
coberto de arrependimento.
Setinhas pra baixo,
não sei o que acho,
confusão por dentro.

Porque passou.
Passou, amor,
passou o amor.

Você quer, sente, amor.
O que eu quero eu não sei,
perdeu a graça.
De nós dois só você pode compor
Trono de mentirinha pra rei
com nuvens de fumaça.

Acabou, enfim só,
como tanto busquei
sem saber.
Falou, sem dó
que eu que não sei
esquecer.

Mas não é isso
é que passou.
Passou, amor,
passou o amor,
e eu não sei mais do que preciso.



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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Desapego - por Alba Vieira

Por que desapegar do que é valioso para nós? Obrigam-nos a abrir mão do que é precioso, simplesmente pela lei da impermanência de todas as coisas. Que lei é esta que nos traz tamanha dor? É como arrancar do ventre um filho concebido com imenso amor, enquanto é gestado com carinho, segurança e proteção. Desapegar quando ainda se ama é contrassenso, é estupidez. Por que limitar o amor a apenas uma pessoa se há qualidades e intensidades tantas deste sentimento? Tudo muda, é certo, tudo evolui, mas soltar das malhas do coração um objeto de amor, enquanto ainda existe o amor, é involução, é desperdício. Não compreendo aceitar a morte de um ente querido, admitindo que ele ainda viva no coração da gente, enquanto sentimos o coração sangrar, contrair de desespero, exatamente pela falta da presença com a qual nos habituamos por toda a vida e que nos foi arrancada de súbito. Não desapego mesmo, me agarro, esperneio, sofro, não solto aquilo que amo. E morro um pouco a cada vez que me desperta a saudade, a ausência do amor. Estou presa por querer estar, por ser bom estar, por não querer esquecer mesmo quem ainda me toca o sentimento e aviva a mente. Desapegar eu admito somente daquilo que já se esvaneceu, que aos poucos foi desbotando, passando, seguindo o caminho natural de transformação e aniquilamento. O desapego daquilo que vai se distanciando, apagando, diminuindo, saindo de nós, é consequência natural. Desapegar do que é vivo, permanente, agarrado a nós, fazendo mesmo parte de nosso ser, é violência, é desumanidade. Desapegar do amor presente é para os deuses e eu que sou humana, disso não sou capaz sem me esvair em dor e lamentação. Apegada, sim, por princípio (meio e fim). Até que me permita fazer incursões cada vez mais frequentes em minha porção divina.



Visitem Alba Vieira
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sábado, 21 de março de 2009

3G, 1 Real e Arroz Integral – por Alba Vieira

Decidi comprar um notebook e usar internet sem fio. Começou aí minha via crucis. Primeiro me informei sobre várias operadoras que ofereciam o serviço. Quando optei pela marca, tomei o cuidado de experimentar o pequeno aparelhinho de uma vizinha pra ver se o sinal era bom. Achei excelente e isso fortaleceu minha escolha. O próximo passo foi verificar o prazo de entrega. Como precisava do aparelho para dois dias depois, ao invés de comprar pela internet, fui à loja para adquiri-lo com pagamento à vista. Levei o dinheiro - R$ 300,00, já que o mesmo custava R$ 299,00 - e minha carteira de identidade do CRM em que constam, além do registro no órgão, o número da identidade do Félix Pacheco e o número do CPF.
Aprovei o modelo que eles tinham, já que ao invés do de cor branca mostrado na internet, só tinham em estoque um de cor preta. Mas qual não foi minha surpresa quando me solicitaram um comprovante de residência que eu não portava, já que iria efetuar a compra à vista e, além disso, eu já era cliente da operadora. A vendedora me disse que não haveria problema não estar com o comprovante, pois tentaria, caso a conta de luz de minha casa estivesse no meu nome, tirar uma segunda via pela internet. Eu achei ótimo, já que não precisaria voltar em casa. Aí, esperei mais algum tempo, até que ela voltou e falou “graças a Deus a senhora paga as suas contas em dia, mas por isto eu não poderei tirar a segunda via e então será necessário trazê-la para mim”. Não entendi o graças a Deus e, resignada, fui buscar a conta em casa.
De volta, crente que o problema estava sanado e eu teria o aparelhinho nas mãos, fui informada por outra atendente que estava fazendo o cadastro, que eu teria que voltar em casa novamente para pegar a carteira do CPF, porque a operadora não aceitava CPF que constava de carteiras de Conselhos. Fiquei pasma e irada, quase estava desistindo da compra, mas ponderei que isto iria atrasar ainda mais a minha necessidade de ter internet sem fio em dois dias para realizar um trabalho importante, e resolvi atender à exigência da dita operadora.
De posse do CPF que peguei indo em casa pela segunda vez, finalmente concordaram em me vender o desejado aparelho. Assinei os contratos, recebi as cópias, paguei R$ 300,00 pelo mesmo e não me deram troco. Fui informada que em 24 horas ele seria habilitado e que eu teria 48 horas para trocá-lo caso o modem viesse com problemas. Achei aquilo nefasto, mas voltei pra casa satisfeita, de posse do meu 3G.
Chegando, fui logo conectar o 3G ao computador. Estava morto, o led não acendia e não fazia acesso à internet. Ponderei que tinha que esperar. Tentei, até expirarem as 24 horas, outras tantas vezes e nada acontecia. Liguei para o atendimento e me informaram que iriam reforçar o sinal (que, segundo eles, estava fraco) e em 4 horas ele estaria funcionando. Quatro horas depois, deu o primeiro sinal de vida: o led estava aceso, mas acessar a internet ainda era impossível. Nova ligação para o atendimento, a quarta naquele dia, e o funcionário disse que iria abrir uma ordem de serviço porque, segundo ele, o modem estava ok, mas o aparelho estava com problemas na configuração. Foi então que acabei descobrindo que a configuração tinha sido feita em outro número de CPF (e pensar que eu tive que voltar em casa para pegar a carteira do CPF porque a operadora não aceitava CPF constando em carteiras de Conselhos, mesmo o CRM, com tantos anos de existência e idoneidade!). Bom, o fato é que, segundo o atendente, a solução só deveria ocorrer dentro de uma semana. Já eram quase 2 horas da madrugada e eu, que precisava do 3G naquele dia, resolvi então cancelar a compra.
Acordei, fui à loja, e lá não quis discutir os problemas nem as soluções que poderiam ser dadas. Queria meu dinheiro de volta, cancelar a compra. Como a minha cara não era de amigos, prontamente me atenderam, devolvendo-me a cópia do contrato, o atestado de cancelamento e o dinheiro: R$ 300,00. Mas me pediram R$ 1,00 de troco, pois não tinham, na loja, R$ 299,00. Informei que no dia da compra não me deram R$ 1,00 de troco, ao que a funcionária respondeu que só poderia me devolver R$ 299,00. Respirei fundo, engoli em seco e parti com a única nota de R$ 50,00 que tinha na bolsa para trocá-la comprando algo. Entrei numa loja de produtos naturais, já que estava “calma”, comprei um pacote de arroz integral e consegui, enfim, R$ 1,00 para o “troco”.
Só assim concretizei o cancelamento da compra do meu 3G, voltando, 48 horas depois, ao ponto de partida.
Conclusão: comprei um 3G por R$ 300,00 e para cancelar a compra gastei R$ 1,00 e ainda tive que comprar um pacote de arroz integral. E, neste momento, estou aguardando a habilitação de outro 3G de uma outra operadora. Mas, é CLARO que eu não posso dizer qual foi a operadora que me causou todo este transtorno.
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quinta-feira, 12 de março de 2009

Reclamação (In)Fundada - por Alba Vieira

Não me esqueças é o que te peço...
Que me odeies e fales mal de mim,
Que me rogues as piores pragas,
Que atormentes meus dias com más ações e pensamentos
Ou faças intrigas junto aos poderosos dos quais dependo,
Que enxovalhes até a minha memória depois que partas,
Tudo isto suporto e até te dou alguma razão.
E admito ter errado contigo
E sei que não tens pendor para conformação e perdão fácil.
Aceito que busques até a vingança,
Que não justifiques meus atos do passado,
Que não engulas as explicações minhas.
Sei que não compreendes minha natureza liberta
E que tomas por irresponsável minha conduta
E que de tal modo, compaixão tua por mim não há de haver.
Porém, ainda me consola conhecer tão bem tua personalidade
E identificar coerência em quase tudo que parte de ti.

Apenas não encaixa
E jamais poderei deixar de reagir e sofrer por uma única coisa:
A tua indiferença.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Não sei como começar... - por Ana

Não sei como começar... Então vou direto ao ponto: Mãe, você não presta!
Quando eu era criança, roubava minhas balas, torturava meu papagaio e afogava meu preá.
Quando eu era adolescente, roubava minhas roupas, torturava meus namorados e afogava meu coelho.
Quando me tornei adulta, roubava minhas amigas, torturava meus cachorros e afogava meu canário.
Agora que sou velha, rouba minha dentadura, tortura meus gatos e afoga minha tartaruga.
Se você não parar com isso, vou assaltar o seu barraco, dizimar as suas éguas e asfixiar os seus micos de estimação.
E, na sua morte, vou quebrar a sua urna, sujar as suas cinzas e varrer tudo pra baixo do tapete.
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Queixa

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em "comentários", que nós postaremos.
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domingo, 15 de fevereiro de 2009

São Paulo - por Vicenzo Raphaello

São Paulo
Triste cidade
mudaste
ou melhor te mudaram
Lembro-me da Avenida Paulista com o Trianon
do Parque Siqueira Campos
cujas matas explorava sem receio
Da casa antiga na Plínio Figueiredo
das andanças diárias para o Dante
que ficava não muito distante
São Paulo te mudaram
Sumiram os bondes que me levavam à Praça Ramos
E os prédios elegantemente franceses ao lado do Viaduto do Chá
debruçados sobre os jardins do Anhangabaú?
Sumiram também
trocados por torres modernas
marcando um vale estéril
onde sob o asfalto esconderam
o rio que por ali passava
Lembro-me da Avenida Rebouças
com dupla aleias de figueiras
no largo canteiro central
onde meu pai a cavalo me levava a passear
Lembro-me do sereno branco
que envolvia os postes ao anoitecer
Até teu clima mudaram
São Paulo dos camelôs achacados
dos fiscais achacadores
dos trombadinhas e trombadões
da polícia violenta
dos políticos trapaceiros
São Paulo dos pichadores porcalhões
até tua gente mudou
São Paulo maltratada
violentada
da tua memória saqueada
pouca coisa sobra
e se cuidado não houver
o pouco não vai sobrar.


PS. Não terei sido eu quem não mudou?
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Uma Queixa - por Escrevinhadora

Eu tinha um blog (acho que ainda tenho), no qual eu escrevia de vez em quando. Depois que conheci o Duelos, nunca mais voltei pra lá.
Aconteceu que no meu blog eu ficava sozinha, esperando alguém me visitar, o que nem sempre acontecia.
Aqui não. Aqui sempre tem bastante gente plugada. Se eu não tenho nada pra escrever, encontro sempre algo interessante pra ler.
Parece que, sem querer, mudei em definitivo para os Duelos.
Abraço.



Recado de shintoni
Para quem quiser visitar o blog da Escrevinhadora, eis o link: blogdafatinha
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Rio de Janeiro - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Rio de Janeiro de frente, de costas, de lado para o mar
com tantos morros, eu morro de vontade de voltar para lá
mas com tanto tiro, tanto assalto, tanto arrastão
eu já nem sei se te dou meu coração
Rio de Janeiro, que eu sempre hei de amar…
mas que como esposa traída e rejeitada, abandonada,
sinto que fui destratada
deixastes os bandidos subirem o morro
e tomarem conta de tudo,
do nosso céu
os fogos de artifício são balas de metralhadoras
e os canhões de fogo são fuzis AR-15
Rio de Janeiro onde e como poder voltar?
Nem mesmo assim de costas para o mar para as montanhas,
para o céu, para o ar
Nosso céu sem estrelas poluído
As estrelas do mar fugiram, não são vistas
Parou o barulho das ondas que não são mais vistas
agora só ouço o barulho de tiros matando pessoas
Rio de Janeiro como posso continuar a te amar
se não posso mais estar junto a ti
se tenho medo de tua insanidade, da tua loucura,
da tua beleza, da tua velocidade, da tua vaidade,
da minha cidade
Rio de Janeiro de belezas mil
tragada pelos bandidos, virada covil
de ti não sobrou nada a não ser retirantes,
assaltantes, armas, munições, tráfico,
fuzil, gente perdida, gente que morre quieta
gente humilde, gente pobre, gente honesta
gente que não sabe como viver
e que luta desesperadamente para sobreviver
No meio de tanta desgraça meu Rio se perde no mar
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Aconteceu no Ônibus - por Alba Vieira

Conclamo os leitores do Duelos que residem no Rio de Janeiro e utilizam transportes coletivos a contarem suas experiências catastróficas e juntarem-se a nós para não apenas reclamarmos das indignidades ocorridas diariamente nesta cidade envolvendo os transportes coletivos, com o intuito de desabafarmos, mas também com a intenção de levarmos nossas reivindicações às autoridades competentes.
Hoje dois ônibus chocaram-se de frente, em Benfica, com mais de 20 feridos e um nó no trânsito logo cedo que persistiu por horas, causando prejuízos para inúmeras pessoas. Por que ocorrem estes acidentes? O que determina que um ônibus lotado trafegue na contramão numa via de grande fluxo? Com certeza, a certeza da impunidade. Mas a causa primordial é a ganância por parte das empresas e a corrupção que permite que a fiscalização não ocorra e os passageiros não tenham qualquer direito, exceto o de pagarem as passagens.
Todos os dias aqueles que andam de ônibus são desrespeitados e colocados em situações de risco de vida, e freqüentemente são lesados com doenças em seus corpos quando motoristas que são pressionados pelas empresas para cumprirem horários absurdos ainda submetem os passageiros à sua direção perigosa, ignorando que no seu carro estão idosos, grávidas, doentes, crianças e mesmo bebês. A isto se soma a irresponsabilidade das empresas em colocar na rua carros em péssimo estado de conservação, com problemas nos freios, amortecedores, eixos de roda etc. E, diga-se de passagem, estes mesmos ônibus que só trafegam por milagre, andam quase sempre lotados.
Os microônibus aumentaram os problemas com o desconforto provocado pela superlotação e pelo risco decorrente do absurdo do motorista acumular a função de cobrador enquanto dirige no trânsito caótico.
E o que dizer sobre a prática freqüentíssima do motorista arrancar e fechar a porta quando o passageiro ainda está descendo, machucando o mesmo com o choque da porta ou causando queda na rua, muitas vezes fatal por traumatismo cranioencefálico? A porta de saída na parte de trás do coletivo que favorece apenas as empresas, na tentativa de coibir as caronas, só serviu para aumentar os riscos para os passageiros, pois andar no fluxo contrário de pessoas causa maior esforço e danos musculoarticulares; além disso há falta de visibilidade, pelo motorista, quando o passageiro desce; sem contar que agora as caronas são de moradores de rua doentes, drogados, alcoolizados e sujos, colocando em risco os usuários do transporte.
Recomeçaram as aulas na cidade e aqueles que já trafegavam em ônibus cheios, de pé nos horários de maior fluxo, agora são obrigados a entrar em coletivos sempre lotados, já que as empresas fingem ignorar que há estudantes voltando às aulas. Ignoram porque isto aumenta seus lucros, já que a gratuidade para os estudantes é paga às empresas que, nem por isso, aumentam o número de veículos na rua. E o que resta aos passageiros senão tentarem romper as barreiras intransponíveis representadas pelas mochilas dos estudantes nos corredores dos ônibus? Azar o nosso que precisamos dos transportes coletivos? Então por que estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa para melhorar o trânsito? Isto é piada.
E o que argumentar quando os passageiros com horário para trabalho ou escola são ignorados por motoristas que não param os ônibus para eles, mesmo que estejam vazios, já que estão apostando corrida com os colegas? Por vezes perdem-se três ou quatro ônibus que passam pelo ponto sem parar mesmo que seja para mais de três passageiros (diga-se, de passagem, não estão pedindo carona). E se trata-se de idoso ou de estudante, aí é que vai mofar mesmo! Quando trafegam próximos à APAE, então, aí mesmo é que não param no ponto. O que é isto? Direitos humanos? Respeito à diferença? Só se for na novela das oito.
E aí? Quer contar suas histórias e unir-se a nós?
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Deixa Eu Reclamar Pra Não Pirar! - por Alba Vieira

Para o mundo! Para! Para que eu quero descer! Sei que isto já foi dito milhões de vezes antes, mas agora eu tô falando: para! Não aguento mais! Não quero continuar. Estou saturada! É muita doideira, muita confusão, tanta insensatez… É horror demais, que não acaba, que está em todo canto! É só incoerência! É abuso, é descaso! É gente comendo gente, pisando gente, matando gente! É cegueira demais, é muito fingimento, é cinismo! É terror! É terror do teu lado! E fome? Cada vez tá mais perto. E feiúra e sujeira? Também. É arrastão. Estão me arrastando pra desgraça e pra imundície. Para! Já falei: para! Não tô brincando não. Desisto. Não quero lutar mais. Não vou mais tentar fazer mudar isto não. Nada desse papo que o mundo é expressão de todos nós. Não acredito mais. Ou melhor: admito. Admito que perdi. Tô me retirando, na paz… Tô saindo de cena. Cansei. Tô quase surtando. Tá por pouco. Sinto que esta onda já tá me pegando e agora ou fujo ou fico de vez. Tô indo, entregando os pontos, saindo de fininho pra ninguém tentar me convencer a ficar. De verdade. Tô sabendo o que estou fazendo. Me deixa ir. Eu quero. Eu sei. Pulei.
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domingo, 25 de janeiro de 2009

Crime Dominical - por Dalberto Gomes

Tarde de domingo
A morte se avizinha
Gosto de sal do almoço.
Sol resvala no crepúsculo
Ansiedade…
Arrotos tépidos
Estocada no peito
Cervejas vazias
Corpo na cama
Esqueleto na poltrona
Silêncio quebrado
Gargalhada do Silvio Santos
Besteirada do Faustão.
Valha-me Deus!
Ao longe o assovio da rádio Globo
Anuncia que é tarde de futebol.
Domingo
Saco…
Respingando angústia
e tédio.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Hai! Kaidê? - por Alba Vieira

Cadê o homem?
Na foto nada se vê.
Que claridade?


Inspirado na pintura Homem Olhando a Claridade, de Alba Vieira.
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Leitores do Duelos, aguardem nova foto que será postada em breve!
Abraços a todos.
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domingo, 14 de dezembro de 2008

Quero Minhas Estatísticas! - por Ana

Estatísticas de novo,
Este é o meu desejo!
Um blog sem estatísticas
é como namoro sem beijo!

Mando e-mail todo dia
pedindo para elas voltarem.
Façam o mesmo que eu
pra eles reconsiderarem.

Conto com a ajuda de vocês
nesta honrosa cruzada,
um dia eles vão ceder (?),
pois tudo é melhor do que nada.

Queremos saber que visitam
nossa casa virtual
(quantos, quando, em que posts).
Isto é fundamental!

Os números dizem de vocês
que nos lêem e apreciam,
sem saber de seus acessos
fica um profundo vazio...

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Quero Minhas Estatísticas! - por Alba Vieira

Quero minhas estatísticas
e eu não faço por menos.
Se você não gosta delas,
deixa pra nós que queremos.

Estatísticas não servem pra nada?
Quem foi que te enganou?
Dão a graça e trazem vida,
mostram quem te visitou.

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