Samuel Marinho sobre LIMBO + poema
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Este novo livro de Sebastião Ribeiro nasce num território de suspensão.
Não se trata apenas de um estado emocional, mas de uma experiência de
desloc...
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sexta-feira, 10 de julho de 2015
domingo, 22 de dezembro de 2013
Pedro Paixão e o “Quarto 909” - Citado por Violeta
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“O quarto é o 909. A porta fica aberta. Quando chegares, entra.” E deitei-me sobre a cama, duas almofadas debaixo da cabeça, um livro de poesia nas mãos. Por mais que tentasse ler, regressava sempre ao mesmo verso, “porque aqui não se pode amar, senão deixar-se amar”, por me parecer mesmo verdade e ficar a pensar nisso ou porque a ansiedade me imobilizou qualquer gesto. Eu estava à tua espera há muito tempo, é bem verdade.
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“O quarto é o 909. A porta fica aberta. Quando chegares, entra.” E deitei-me sobre a cama, duas almofadas debaixo da cabeça, um livro de poesia nas mãos. Por mais que tentasse ler, regressava sempre ao mesmo verso, “porque aqui não se pode amar, senão deixar-se amar”, por me parecer mesmo verdade e ficar a pensar nisso ou porque a ansiedade me imobilizou qualquer gesto. Eu estava à tua espera há muito tempo, é bem verdade.
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Pintura: “quarto”, de Violeta
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.Excerto do capítulo “Quarto 909”, do livro “Amor Portátil”.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O Quarto - por Ana
O quarto é algo engraçado,
Traz à mente tanta idéia…
Eu penso logo em Lucíola
E também na Macabéa.
Pode ser soturno, feio,
Amplo, bonito, arejado,
Com florzinhas cor-de-rosa,
Ou com tranca e cadeado.
Porém o mais importante
É que ele seja, pra ti,
O espaço de liberdade
Onde sonha, chora e ri.
Não importa o que está fora,
Não importa se está preso,
É nele que deve traçar
As rotas de fuga ou desejo.
A mente não tem paredes,
Não deve desistir, julgar,
E é dentro do seu quarto
Que ela deve te guiar
Pelos meandros da vida
Que você acha interessantes,
Que vão te trazer prazer
E te fazer importante.
Importante pra você,
Para os outros, para o mundo…
E o quarto é o jardim secreto
De solo farto e fecundo
Em que planta o que será
Se não gosta de onde está,
Quando quer mais da vida
Ou tem que reconsiderar…
Deixado, então, meu recado,
É com tristeza que parto,
Dizendo tchau, foi um prazer…
E agora vou pro meu quarto
Que não faz parte da casa,
Que não tem parede, porta,
Que é recanto dentro de mim,
Onde só entra o que me importa.
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Traz à mente tanta idéia…
Eu penso logo em Lucíola
E também na Macabéa.
Pode ser soturno, feio,
Amplo, bonito, arejado,
Com florzinhas cor-de-rosa,
Ou com tranca e cadeado.
Porém o mais importante
É que ele seja, pra ti,
O espaço de liberdade
Onde sonha, chora e ri.
Não importa o que está fora,
Não importa se está preso,
É nele que deve traçar
As rotas de fuga ou desejo.
A mente não tem paredes,
Não deve desistir, julgar,
E é dentro do seu quarto
Que ela deve te guiar
Pelos meandros da vida
Que você acha interessantes,
Que vão te trazer prazer
E te fazer importante.
Importante pra você,
Para os outros, para o mundo…
E o quarto é o jardim secreto
De solo farto e fecundo
Em que planta o que será
Se não gosta de onde está,
Quando quer mais da vida
Ou tem que reconsiderar…
Deixado, então, meu recado,
É com tristeza que parto,
Dizendo tchau, foi um prazer…
E agora vou pro meu quarto
Que não faz parte da casa,
Que não tem parede, porta,
Que é recanto dentro de mim,
Onde só entra o que me importa.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Quarto 527 - por Violeta
Aqui vai…
1… 2… 3… (pausa) Espera. Espera, deixa-me respirar. Não é fácil. Não penses que é fácil. (pausa). Ok… agora… Sim, pode ser. 1, 2, 3: o dia, a casa, o mundo, as horas, o duche, a toalha, o vestido, os sapatos, as horas. (pausa) o telefone, a garagem, o carro, a estrada, a velocidade, as horas, a estrada, a música… a música… não me lembro da música. Como não me lembro da música? Espera, espera… lembro-me… lembro-me. Escolhi alguma coisa que me levou até um lugar seguro… Agora lembro-me bem. De volta à estrada, a velocidade, o medo, as horas… (pausa) a mensagem… (pausa). (respira, respira, respira, res…) a resposta. Agora, a resposta à resposta… O carro, a velocidade, os semáforos, o estacionamento subterrâneo… a porta do carro aberta… (pausa) o elevador. O elevador… o reflexo do vestido no espelho… os sapatos… estes sapatos fazem-me lembrar o movimento Arte Nova… muito… Klimt. Klimt… O corredor e a macia carpete debaixo dos meus sapatos… sapatos e passos… a passada pelo corredor… A porta… o número… o toque suave e a medo… (pausa). a parede, o roupão, a mala, o beijo, os sentidos… todos. (pausa) a tua mão na minha cintura, nas nádegas, (pausa) em todo o lado… o prazer de estar finalmente ali e ser enfim tua.
1… 2… 3… (pausa) Espera. Espera, deixa-me respirar. Não é fácil. Não penses que é fácil. (pausa). Ok… agora… Sim, pode ser. 1, 2, 3: o dia, a casa, o mundo, as horas, o duche, a toalha, o vestido, os sapatos, as horas. (pausa) o telefone, a garagem, o carro, a estrada, a velocidade, as horas, a estrada, a música… a música… não me lembro da música. Como não me lembro da música? Espera, espera… lembro-me… lembro-me. Escolhi alguma coisa que me levou até um lugar seguro… Agora lembro-me bem. De volta à estrada, a velocidade, o medo, as horas… (pausa) a mensagem… (pausa). (respira, respira, respira, res…) a resposta. Agora, a resposta à resposta… O carro, a velocidade, os semáforos, o estacionamento subterrâneo… a porta do carro aberta… (pausa) o elevador. O elevador… o reflexo do vestido no espelho… os sapatos… estes sapatos fazem-me lembrar o movimento Arte Nova… muito… Klimt. Klimt… O corredor e a macia carpete debaixo dos meus sapatos… sapatos e passos… a passada pelo corredor… A porta… o número… o toque suave e a medo… (pausa). a parede, o roupão, a mala, o beijo, os sentidos… todos. (pausa) a tua mão na minha cintura, nas nádegas, (pausa) em todo o lado… o prazer de estar finalmente ali e ser enfim tua.
Visitem Violeta
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Quarto 22 B - por Duanny
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O teto era de madeira, somente madeira; aparentemente dispensaram, mesmo que temporariamente, o uso do verniz. E nesse teto só há uma lâmpada, simples e sozinha, empoeirada e ignorável.
No quarto também havia um único guarda-roupa, mogno, de casal, trancado misteriosamente à chave, deixando minha curiosidade elétrica, capaz de ultrapassar o mogno e vasculhar seu interior em busca de um amante perdido. Aqui há também duas camas, de solteiro, obviamente ignorando a presença de um guarda-roupa para casal e se desfazendo em dois, um de cada lado, em mogno, propriamente dizendo.
Da janela, mediana, de madeira, pintada a verniz, eu vejo a rua, vejo a vida. É assim que ela entra, com o vento, mas o meu ventilador a captura antes que eu possa saboreá-la e a transforma em tédio. A cortina, azul, balança... ora com a vida ora com o tédio, o que faz o sono despencar sobre minhas pupilas e me querer fazer lutar contra tudo isso.
Posso ouvir o portão se abrindo, se fechando, e mesmo que você não esteja aqui, como o sol para iluminar minha vida, consigo sentir o mormaço da sua voz, a temperatura da sua pele, e então começo a soar saudade misturada com rancor e deixo tudo pingando no assoalho de madeira.
A vida lá fora, a que eu consigo ver, continua sem mim, ela se faz sem mim, como se pudessem me trocar por um programa ridículo da TV de domingo, como se a minha presença solitária nesse quarto pudesse ser apagada em segundos, e ninguém se lembrará de mim.
E eu continuo aqui, esparramada e confortavelmente extasiada em uma das camas, observando a vida, sentindo o tédio e o seu mormaço, pingando a saudade, e mesmo que tudo nunca volte ao normal, e mesmo que eu seja apagada de sua vida, continuarei aqui, no quarto, lutando bravamente contra minha própria coragem.
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O teto era de madeira, somente madeira; aparentemente dispensaram, mesmo que temporariamente, o uso do verniz. E nesse teto só há uma lâmpada, simples e sozinha, empoeirada e ignorável.
No quarto também havia um único guarda-roupa, mogno, de casal, trancado misteriosamente à chave, deixando minha curiosidade elétrica, capaz de ultrapassar o mogno e vasculhar seu interior em busca de um amante perdido. Aqui há também duas camas, de solteiro, obviamente ignorando a presença de um guarda-roupa para casal e se desfazendo em dois, um de cada lado, em mogno, propriamente dizendo.
Da janela, mediana, de madeira, pintada a verniz, eu vejo a rua, vejo a vida. É assim que ela entra, com o vento, mas o meu ventilador a captura antes que eu possa saboreá-la e a transforma em tédio. A cortina, azul, balança... ora com a vida ora com o tédio, o que faz o sono despencar sobre minhas pupilas e me querer fazer lutar contra tudo isso.
Posso ouvir o portão se abrindo, se fechando, e mesmo que você não esteja aqui, como o sol para iluminar minha vida, consigo sentir o mormaço da sua voz, a temperatura da sua pele, e então começo a soar saudade misturada com rancor e deixo tudo pingando no assoalho de madeira.
A vida lá fora, a que eu consigo ver, continua sem mim, ela se faz sem mim, como se pudessem me trocar por um programa ridículo da TV de domingo, como se a minha presença solitária nesse quarto pudesse ser apagada em segundos, e ninguém se lembrará de mim.
E eu continuo aqui, esparramada e confortavelmente extasiada em uma das camas, observando a vida, sentindo o tédio e o seu mormaço, pingando a saudade, e mesmo que tudo nunca volte ao normal, e mesmo que eu seja apagada de sua vida, continuarei aqui, no quarto, lutando bravamente contra minha própria coragem.
Visitem Duanny
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
O Quarto - por Soraya
Onde posso te encontrar,
ostra risonha
que se perde em tantos
dias que perdem você
em você.
No escuro de quatro paredes
que se impõem ao seu momento.
Queria você no sol
adornando a estrela solitária,
solidária à luz
brilhando também.
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ostra risonha
que se perde em tantos
dias que perdem você
em você.
No escuro de quatro paredes
que se impõem ao seu momento.
Queria você no sol
adornando a estrela solitária,
solidária à luz
brilhando também.
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
O Quarto - por Ana
Meu quarto é esconderijo
Onde me afasto do mundo;
Tomando tantos remédios,
Buscando um dormir profundo
Que me isole dos meus sonhos,
Também dos meus pesadelos,
Pois uns não se concretizam,
Com os outros arranco os cabelos.
Então vou ficando careca
De tanto esquentar a cabeça.
Vou te contar o motivo:
Vejo fantasmas à beça.
Isso é culpa do meu pai,
Tão burro, tão esquisito,
Foi abrir uma funerária
Na própria casa, o maldito!
Já criança convivia
Com ele a cuidar das pessoas:
Lavava, vestia, arrumava,
E eu ajudava… na boa.
Então eu cresci assim,
Achando isso tudo normal,
Mas um dia eu descobri
O horror sobrenatural.
Como efeito funesto
Desta minha intimidade,
Os fantasmas dos clientes
Criaram dificuldades:
Começaram os petelecos,
Os gritos, os empurrões,
Os sustos a toda hora,
Pedidos e palavrões.
Almas pra todos os gostos,
Todas as raças e classes,
Pombas-giras, hare-krishnas,
Rabinos e kamikazes.
Desde meus quatorze anos
Na vida não tenho paz…
A morte me traz de tudo,
Me atentam até animais.
Pedi então, aos meus pais,
Um quarto só para mim,
Pra poder me proteger
Do assédio dos zumbis.
Dividir quarto não dava
Com meus outros seis irmãos,
Eles não gostam de mortos
E eu tinha uma solução:
Um exorcista famoso
Foi cliente lá da loja,
Usei seus restos mortais
Para afastar essa corja
Dos limites deste quarto,
Colocando, diariamente,
Um pouco do pó do santo
Nos umbrais e no batente.
E por causa disso, então,
Neste quarto são barrados;
Mas ficam do lado de fora
Berrando, os alucinados!
E todos os dias acordo
Em meio à maior zoeira:
Um vai convidando o outro
E assim cerrando as fileiras.
Eles são tão criativos
E também organizados,
Pra cada dia da semana
Têm um programa montado:
Às quintas, há possessão,
Às sextas, não posso comer,
Aos sábados, ladainha,
Domingos, karaokê,
Às segundas, vejam só,
Me jogam pelas janelas,
Às terças, total desespero!,
Dia de bater panelas.
Dolorosas são as quartas:
Resolvem arrastar correntes…
Nos dias de feriados
Danam a ranger os dentes.
Não agüento mais sofrer…
Eles são tão insistentes!
Pelas cinzas de minha avó
Já jurei, solenemente,
Nunca mais quebrar vasinho,
Nunca mais chutar jazigo,
Nunca mais roubar defunto,
Nunca mais puxar umbigo.
Não fazia de maldade
Ir zoar no cemitério,
Trazer sempre souvenir
Quando ia ao necrotério.
Peço a Deus pra me livrar,
Acho que eu meio mereço…
No quarto, com dedos nervosos
Giro as contas do meu terço
Pedindo pra eles sumirem…
Parece um tormento eterno!
Não agüento este sexto sentido!
Vão pros quintos dos infernos!
Onde me afasto do mundo;
Tomando tantos remédios,
Buscando um dormir profundo
Que me isole dos meus sonhos,
Também dos meus pesadelos,
Pois uns não se concretizam,
Com os outros arranco os cabelos.
Então vou ficando careca
De tanto esquentar a cabeça.
Vou te contar o motivo:
Vejo fantasmas à beça.
Isso é culpa do meu pai,
Tão burro, tão esquisito,
Foi abrir uma funerária
Na própria casa, o maldito!
Já criança convivia
Com ele a cuidar das pessoas:
Lavava, vestia, arrumava,
E eu ajudava… na boa.
Então eu cresci assim,
Achando isso tudo normal,
Mas um dia eu descobri
O horror sobrenatural.
Como efeito funesto
Desta minha intimidade,
Os fantasmas dos clientes
Criaram dificuldades:
Começaram os petelecos,
Os gritos, os empurrões,
Os sustos a toda hora,
Pedidos e palavrões.
Almas pra todos os gostos,
Todas as raças e classes,
Pombas-giras, hare-krishnas,
Rabinos e kamikazes.
Desde meus quatorze anos
Na vida não tenho paz…
A morte me traz de tudo,
Me atentam até animais.
Pedi então, aos meus pais,
Um quarto só para mim,
Pra poder me proteger
Do assédio dos zumbis.
Dividir quarto não dava
Com meus outros seis irmãos,
Eles não gostam de mortos
E eu tinha uma solução:
Um exorcista famoso
Foi cliente lá da loja,
Usei seus restos mortais
Para afastar essa corja
Dos limites deste quarto,
Colocando, diariamente,
Um pouco do pó do santo
Nos umbrais e no batente.
E por causa disso, então,
Neste quarto são barrados;
Mas ficam do lado de fora
Berrando, os alucinados!
E todos os dias acordo
Em meio à maior zoeira:
Um vai convidando o outro
E assim cerrando as fileiras.
Eles são tão criativos
E também organizados,
Pra cada dia da semana
Têm um programa montado:
Às quintas, há possessão,
Às sextas, não posso comer,
Aos sábados, ladainha,
Domingos, karaokê,
Às segundas, vejam só,
Me jogam pelas janelas,
Às terças, total desespero!,
Dia de bater panelas.
Dolorosas são as quartas:
Resolvem arrastar correntes…
Nos dias de feriados
Danam a ranger os dentes.
Não agüento mais sofrer…
Eles são tão insistentes!
Pelas cinzas de minha avó
Já jurei, solenemente,
Nunca mais quebrar vasinho,
Nunca mais chutar jazigo,
Nunca mais roubar defunto,
Nunca mais puxar umbigo.
Não fazia de maldade
Ir zoar no cemitério,
Trazer sempre souvenir
Quando ia ao necrotério.
Peço a Deus pra me livrar,
Acho que eu meio mereço…
No quarto, com dedos nervosos
Giro as contas do meu terço
Pedindo pra eles sumirem…
Parece um tormento eterno!
Não agüento este sexto sentido!
Vão pros quintos dos infernos!
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
O Quarto - por Poty
O quarto é a essência de momento eternizante…
Uns dizem que é sagrado,
Outros dizem que é profano.
Uns dizem que é sagrado,
Outros dizem que é profano.
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