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domingo, 4 de março de 2012

Só Por Hoje - por eros.ramirez

O despertador me acorda e ao levantar o dia não parece promissor - como ontem, e o dia anterior... No chuveiro tento extrair alguma força vital da vibração das moléculas de água para ajudar na minha entropia. Meu mantra, ou mania, mas usualmente ajuda e sigo o dia. Que às vezes é ruim, às vezes é bom, e geralmente fica na média. E quando o despertador me acorda de novo tenho uma grande sensação de dejà vu, e é porque realmente já vi e vivi. Algumas vezes também pensei em desitir. Só sempre espero que hoje seja melhor que ontem.

Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz
 ...
Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu não vou me destruir
Posso até ficar triste se eu quiser
É só por hoje, ao menos isso eu aprendi
                                           Renato Russo 
                                                          Ouça no volume máximo
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.Legião Urbana

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Perigo e Redenção - por Alba Vieira

Quando o poder se instala
Em mentes insanas ou mesquinhas,
Tudo é posto a perder,
É jardim tomado por ervas daninhas...

Que prazer pode existir
Em ver tudo desmoronar
E ainda, com gosto, contribuir
Para a saúde de todos deteriorar?

Como pode um diretor de hospital
Comportar-se como comandante de tropa?
Será que o infeliz nem desconfia
Que agindo assim vira motivo de troça?

Enquanto isso, nós, os funcionários,
Mentes criativas e livres, vamos aguardar,
Tentando não naufragar nesses mares temerários,
Certos de que, como tudo na vida, ele também passará.

Virá logo um dia claro,
A paz e a alegria vão retornar.
Porque, nessa dança da vida,
Depois de ir ao fundo, a ordem é de novo se elevar...



....................................................Visitem Alba Vieira
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Esperança - por Marília Abduani

Um fiapo de luz
atravessa a cortina
e entra,
sorrateiramente,até onde eu estou.
Toca, toca, levemente,
ilumina todo o espaço.
E eu fico assim, cintilante,
até que rompa o instante
e eu a carregue em meus braços.


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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Creia... - por madruga

os dias podem parecer iguais
mas lá vem um que é de bonança
alegrias sonhos e esperança
coisas que não esquecerás mais



Comentário em Abandonada, de Alba Vieira.
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Visitem madruga
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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Nos Trilhos da Esperança- por Alba Vieira

Lá vai o trem todo dia,
Carrega vidas que insistem em viver...
Leva ao trabalho que rende tão pouco,
Leva quem procura trabalho pra fazer.
Trem descendo, trem subindo,
Trem repleto de sofreguidão.
Trem teimoso e o desalento
Estampado em cada estação.
São mulheres, maltrapilhos, meninos pedindo pão.
Homens fortes, ignorantes; outros com alguma instrução.
Muitos sonham olhando a paisagem...
Outros deixam escorrer só indignação
Por esta vida de desencantos na lida
Sem oportunidade de um futuro são.
Vagões apinhados descem nas manhãs.
Outros entupidos de gente, à noite sobem.
No vaivém de vidas sofridas, exauridas,
Que, contudo, ainda com fios de esperança tecem.
Tecem projetos, se seguram nos vagões.
Tecem memórias, guardam suas tristezas e desilusões.
Tecem a história de vidas de superação.
Tecem a certeza de que dias melhores virão.



Visitem Alba Vieira
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terça-feira, 30 de junho de 2009

A Vida Continua... - por Maelo

Trague o passado sombrio e solte à fumaça na atmosfera que balança as ondas. Respire fundo o ar de um novo dia e encare-o como uma oportunidade de construir um futuro brilhante. Justo. Ético. Sustentável.



Visitem Maelo
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terça-feira, 9 de junho de 2009

Augusto dos Anjos e “A Esperança” - Citado por Penélope Charmosa

A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença.
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.

Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?

Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a Crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro - avança!

E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da Morte a me bradar; descansa!
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

As Nossas Palavras XIII - por Clarice A.

É manhã. Num bairro do subúrbio carioca, da janela do ônibus, indo para mais um dia de trabalho, ela vê a cena: crianças dormindo agrupadas sob a marquise, drogadas, sujas, maltrapilhas, expressão máxima do descaso e abandono dos governantes com sua própria gente. A maneira que se deitam encostados uns aos outros (segundo a percepção dela, olhar capaz de captar sutilezas) forma a figura de um cata-vento. Estranho cata-vento de crianças sofridas, sem infância.
Ela é médica. Em sua lida cuida, trata, cura, conforta, orienta, escuta. Importa-se com seu semelhante, verdadeiramente. Como outras pessoas de sensibilidade, sofre e indigna-se ao ver tal cena.
Crianças, apenas crianças, a quem são negadas as mínimas condições de uma vida digna. O pior: quantos de nós já não passaram pela sensação de medo ou intimidação ao ver aproximarem-se estas crianças maltrapilhas, achando que uma delas pode ter consigo uma arma que nos ferirá de morte, levando-nos a temer pela nossa vida?
A terrível constatação: tememos as nossas crianças!
Estes grupos aumentam dia a dia, cada vez mais menores perambulam pelas ruas, uma arma mortal desenvolvendo-se nas sociedades doentes.
A pergunta: o que se pode esperar de quem da vida só conhece o pior? De quem nasceu, cresceu (os que crescem, porque muitos morrem ainda crianças) e só viveu abandono e miséria? A escola é a rua e o aprendizado é de pequenos delitos que levarão a delitos maiores. Há exceções? Certamente, mas estamos falando da regra.
Como resolver? É caso de urgência e não dá para protelar.
O que fazem homens e mulheres eleitos pelo povo e responsáveis pelo destino da nação? As crianças não são nosso patrimônio?
O país vive uma crise muito séria. Educação formal e gratuita de baixíssima qualidade, falta tudo: moradia, saneamento, serviços médicos etc., e sobra tudo: violência, drogas, prostituição infantil e mais e mais...
Os políticos, argh, os políticos. Bem vestidos, falantes, usuários do que há de mais novo em termos de impressionar e manipular pessoas. Quando discursam nem parece que vivemos no mesmo país. Vivem no seu mundo de conchavos e falcatruas, protegendo-se mutuamente (macaco, olha o teu rabo), em infindáveis comissões e reuniões criadas para discutir problemas. Projetos e mais projetos. As ideias? De matar jerico de inveja.
Alguns pedem que os esqueçam, outros que esqueçam sua bibliografia, os cínicos assumidos dizem que estão se lixando para a opinião pública. Serão reeleitos, manipulam com maestria a propaganda a seu favor.
Não há dia em que não haja uma manchete sobre escândalos e desvios de dinheiro em todos os níveis.
Tributação altíssima, sem benefícios em troca (quer dizer, benefícios para a sociedade), para os pobres apenas migalhas. Já para os políticos...
Voltemos às crianças. O que se pode fazer não é impossível e nem faraônico. Pensemos junto com a médica citada no início: uma moradia modesta mas protetora, roupas limpas, alimentação, escola, uma família formada por laços de sangue ou de amor. É querer muito? Quando o poder público olhará por elas?
Em alguns ainda existe a esperança (não dizem que é a última que morre?) de que os políticos comprometidos com seu povo sejam maioria e mudem esse panorama. E que, da janela do ônibus indo para mais um dia de trabalho, a médica, eu, você possamos ver as crianças como deve ser, não mais formando um triste cata-vento e sim com seus cata-ventos coloridos nas mãos girando na brisa suave do dia ou quando agitado por elas em suas brincadeiras infantis. Esse dia há de chegar. Deus é pai.



Inspirado em Cata-vento de Meninos, de Alba Vieira.
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quinta-feira, 26 de março de 2009

Cura - por Moita

Quando a vida pregar insegurança
e não tiveres uma luz, uma saída.
A viela mais estreita e mais comprida
pode ser a paz da esperança.

Essa busca que vem desde criança
e a cada dia, te ancora em nova espera.
Que no inverno, desejas primavera.
Desejas o desejo e não alcança.

Ficas fora de ti, cometa asneiras
e não tenhas receio de besteiras.
Esqueças o arrependimento e o pudor.

Relaxas esse teu corpo vacilante.
Conforta-te num chamego inebriante
e te entregues aos braços do amor.
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domingo, 22 de março de 2009

Paulo Freire e a Esperança – Citado por Penélope Charmosa

Pensar que a esperança sozinha transforma o mundo e atuar movido por tal ingenuidade é um modo excelente de tombar na desesperança, no pessimismo, no fatalismo. Mas, prescindir da esperança na luta para melhorar o mundo, como se a luta se pudesse reduzir a atos calculados apenas, à pura cientificidade, é frívola ilusão. [...] É por isso que não há esperança na pura espera, nem tampouco se alcança o que se espera na espera pura, que vira, assim, espera vã.
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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Esperança

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em comentários, que nós postaremos.
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sábado, 20 de dezembro de 2008

Qual é a Sua Esperança? - por Ana

Dizem sempre por aí:
quem espera sempre alcança.
Justifica a inação
e é o princípio da esperança.

Neste mundo de ai, meu Deus,
esperar não é custoso:
agrada muito ao tranqüilo
e também ao preguiçoso.

Mas, ao agir desta maneira,
só sobra o que a vida trança
àquele que passa a vida
convivendo com a esperança.

Esperança de que melhore,
esperança de que mude,
esperança de que resolva…
Esperança que ilude.

Porque enquanto eu espero
com base no que pode ser
deixo de agir prontamente
e fazer acontecer.

Mas… se o meu esperar
tem por base a constatação
de que o destino define
a melhor ocasião

então esperar faz sentido,
não ajo feito criança
que, por ser pequena ainda,
nem tenta e nem alcança.

Qual é o seu esperar?
Qual é a sua esperança?
É a que deixa passar
ou a que na vida lança

sementes do que é possível
esperando pela bonança
que permita virem os frutos
suculentos da esperança?

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Redescoberta - por Raquel Aiuendi

“E ‘o tempo não pára’, portanto como voltar?”
Houve o tempo que no dicionário da vida achei a palavra ESPERANÇA e, simbolicamente, cheguei a experimentar tal sentimento; mas ter que criar e recriar símbolos, arquétipos, estereótipos, para brincar de ser feliz, parece-me bastante anormal quando exercitado a vida toda, principalmente na maturidade, tal catarse.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Esperança - por Alba Vieira

Sobrevôo os destroços de um mundo que,
imagem e conseqüência do que somos,
agride e inferniza os dias
dos que ainda sentem agitar dentro de si
lembranças boas
soterradas na lama
de um presente inglório
de viver, compulsivamente,
o irrelevante.

Busco sementes portadoras do novo paradigma...
Garimpo, em meio à alienação,
seres que guardam,
no recôndito de sua mais profunda gruta existencial,
a compreensão inequívoca
de pertencer ao todo,
ser ligado em teia
a tudo que é material ou imaterial.

Eles existem,
se insinuam,
quase desabrocham
e esperam por nós
para recuperar o planeta
e o próprio homem.

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