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quarta-feira, 5 de março de 2014

Perceba-me... - por DAS

Você sabe o limite da sua força interior? O limite da sua capacidade de perceber o que se passa ao seu redor? Ver e sentir, não com os olhos ou a pele, mas com o coração?
Às vezes não dá...
Ou é impossível, ou não é suficiente, ou custa tanto que não vale nem o esforço. É quando parece que nada mais faz sentido.
Tudo começa pela manhã, ao acordar. Você pensa em sua vida, que é o peso que você carrega.
Seus problemas ocupam seus pensamentos, desde o acordar até quando volta pra cama. Povoam seus sonhos... Sonhos? Pesadelos.
Problemas esses, você pode até admitir, pra qualquer outra pessoa são pequenos, mas e daí? São seus problemas, então é tudo o que importa.
Você não tem amigos, ou pelo menos não consegue enxergar nenhum. Você não se sente amiga de ninguém, só da solidão.
Ela parece ser a única a entendê-la e por isso prefere sua presença à de qualquer pessoa.
A alegria das pessoas incomoda você. Como o mundo ousa continuar quando você se sente tão mínima, tão miseravelmente infeliz?
Sorrir? Quando consegue esboçar um, pequeno, acanhado... ridículo(!), as pessoas parecem riem de você quando correspondem.
Você é pessimista! Nada é certo, nada está bom, nada é bonito... Nada! Não! Nunca!
Você chora. Muito. Quando lembra como é sua vida, quando percebe que não tem uma companhia pra segurar sua mão, pra dizer que te ama, pra te ouvir, se comover com tuas desgraças, com tua infelicidade.
Está no meio de sua família, amigos... mas é como se estivesse só, no mundo; ninguém consegue te perceber, parece que não fazem esforço pra isso. Não ligam pra essa dor latente que quer partir seu coração ao meio.
Sente que a luz dentro de si começa a ficar fraquinha, se apagando. A esperança vai caindo junto de cada lágrima que rola em seu rosto.
Então algo acontece.
É um pensamento novo apenas, mas seu significado te deixa estranhamente eufórica.
“Como acabar com tanto sofrimento, infelicidades, solidão, desamor?
Afinal, quem vai sentir falta de alguém tão negativo? Alguém que, de tão infeliz, afasta todos de perto? Alguém que se tornou indesejável, já que ninguém suporta tanto baixo astral? Vampiros da alegria, não é como chamam?”
Dúvidas? “Nenhuma! Você não consegue aguentar mais um dia sequer!”
Pode ser em qualquer dia! Qualquer hora!
Agora!

...

Mas aí, você pára...
“Covarde!”
Você tem dúvidas, sim! Elas é que impedem você de ir em frente e, embora não estejam tão claras agora, você sabe que, no fundo... talvez, existam outras soluções.
Outras formas... menos drásticas.




Visitem DAS
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Alternativa

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em "comentários", que nós postaremos.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Alternativa - por Adir Vieira

Sinto que hoje não tenho alternativa. É pegar ou largar. E quanto de mal isso me faz. Não sei como cheguei a esse ponto, parece que tudo caminhou lentamente, sem que eu pudesse assim perceber, mas o fato é que agora a questão é definitiva e imutável.
Ou me modifico ou continuarei a me envergonhar de não respeitar meus limites, meus próprios desejos.
Acho que é sempre assim.
Chega um momento crucial em nossas vidas, onde você, unicamente você, ditará os caminhos.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Alternativas - por Raquel Aiuendi

Os movimentos naquela época eram a busca de soluções e pretextos para a repressão e a repressão era a causa dos movimentos... mais tarde tudo viria a fazer parte de uma mesma engrenagem. Foi assim que, quando criança, cri; depois, enquanto a menina ainda lutava para crer, questionei; em seguida quando “ganhava”’ o mundo, cri no ceticismo e... enfim, o mundo me engoliu: sobre a crença, o questionamento e o ceticismo... preciso de todos e evito me aliar a qualquer deles.
A vida havia passado com explosões e calmarias “às quais dedico momentos de devoto” saudosismo. A maturidade não tem fórmulas massificadas (mas, muitas vezes nos massifica) e, em mim, sinto que chega para abertura de portas e janelas de minha casa, para fincar um mastro e erigir minha bandeira, para definir, dar acabamento e depois desasteá-la oportunamente.
(...)
Sempre senti repulsa por rituais muito determinados em seus simbolismos, com característica doutrinária. (...) Seria certo eu querer prender o movimento da história, minha e de outras tantas pessoas? Hoje, a repulsa repousa em meu ser e depois se recicla: sou mais afeita a esses rituais libertários, mas não me tolha ao templo, pois minha efervescência espiritual rompe tais limites.
A família já não era suficiente como fonte de pesquisa, resolvi que viajaria e isso passou a ser uma questão de sobrevivência. Ia, sempre que dava, a algum lugar (...) o que desconhecia ainda aos olhos nus era a “Divina Comédia” e vista naqueles dias era tão real como relatada por Dante: seria tudo um resumo do mundo, da humanidade? Não, ainda não, mas sempre aprenderia alguma coisa.
Existe uma força em mim e me faz tão bem senti-la transitar em mim. Existe o que não é mais morto e a ressurreição é um fenômeno que faço presente dia-a-dia. Acordar é nascer, pois sei que saio de meu próprio “in” a cada vez que acontece o dormir. Sei que dentro há o que negar e que jamais ignorei.
Colher flores é um ato, portanto o terceiro. Amar é um ato, ao seu próximo um resultado de inumeráveis exercícios de sacrifício (superação, na verdade). Tentar entender para amar, talvez seja um erro original e comum. Amar é, na realidade, vários atos. Ser significa aceitar, aceitar não é um ato que exige dinâmica evolutiva, mas também pode ser.
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domingo, 25 de janeiro de 2009

Escapismo - por Dalberto Gomes

Quando a realidade
Com seus tentáculos
Tenta me alcançar,
Pulo para fantasia
Ponho-me a poetar.

Covardia?
Não,
É um mero jogo
cintura.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Alternativa - por Kbçapoeta

Antes de mais nada gostaria de explicar:
Não há certo ou errado!
Tudo não passa de um mosaico
com imagens mil.
A razão me cobra coerência.
Mas logo hoje em que o juízo abre falência?
Nunca mais serei sensato,
acordar cedo bater o ponto no escritório.
Tolices
Agora eu quero é o nada.
ser como um galho seco que flutua em um rio caudaloso,
sem destino mas com o seu fim certo:
Apodrecer.
Assim é a vida
E até que me prove o contrário…




Abraço a todos do “Duelos”
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