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sábado, 31 de maio de 2014

terça-feira, 20 de março de 2012

As Nossas Palavras I - por Ana

Já tentei participar
De Nossas Palavras antes.
Foi um horror sem igual,
Pior que o inferno de Dante.

Agora tento de novo
Pra ver se sai algo que preste.
Se não der certo, desisto,
Antes que o povo me deteste.

Vou começar do início:
Mundo existe rara apenas
Viver coisa maioria
Pessoas
. Lá vai a pena:

O mundo é maior doideira
Com tantos bilhões de pessoas
Se espremendo qual sardinhas.
Não podia sair coisa boa!...

Apenas vemos crescer
O desequilíbrio em tudo.
A maioria nem percebe,
Mas te digo: eu não me iludo!

Isto não vai prestar,
Pois existe sabedoria
Na inteligência do planeta.
Mais do que em nós. Quem diria!

Nos humanos é coisa rara
O bom senso no fazer,
Ter equilíbrio, prevenção...
Provando: não sabem viver.
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domingo, 7 de novembro de 2010

Valores - por eros.ramirez

Pense quanto você paga em um salão de beleza quando faz hidratação e um corte de cabelo. Ou na conta da última vez que foi a uma boate. Ou no valor da “geral” que você deu no seu carro. Agora compare com o preço de uma consulta médica paga por uma das maiores empresas de planos de saúde, R$38,00. O trabalho de um profissional que passou, por baixo, 6 anos na faculdade e mais 2 na especialização, responsável muitas vezes pela diferença entre a vida e a morte, entre qualidade de vida ou deficiência e sofrimento. Isso numa sociedade que valoriza o máximo ganho com o mínimo de esforço, na geração control+V/control+C, onde o contato com amigos (muitas vezes do próprio bairro) é feito no Orkut, Facebook, Twitter, aumentando o isolamento na era do mundo global. Uma sociedade crédula na existência de uma pílula da felicidade, do emagrecimento, do qualquer-coisa-que-eu-quero-mas-não-me-esforço-para-ter, que não come frutas e verduras e toma comprimidos de concentrados de vitaminas. Onde eu Google o que acho/quero que tenho baseado na opinião do meu vizinho, colega de trabalho ou avó e afronto o profissional que passou anos se capacitando para fazer a condução do processo da minha saúde. Confronto seu diagnóstico sem saber que existem mais de 100 sorotipos somente do rinovírus, principal causador do resfriado comum. Não sigo suas orientações, tomo um frasco de vitamina C e em 3 dias ela “cura” minha gripe, que iria curar sozinha nos mesmos 3 dias, mas quem disse que a opinião de vários pesquisadores em saúde de todo o mundo que reproduziram várias vezes o mesmo resultado em ensaios clínicos controlados são mais qualificados do que eu para dizer o que funciona ou não? E sem falar nas peregrinações por vários profissionais, até conseguir alguém para dizer o que quero ouvir. Sem esquecer da nova moda de “Humanização da medicina”. Até onde se pode comprovar sou e sempre fui humano e, a não ser que eu tenha pego no sono em quase todas as minhas aulas eu também não estudei anatomia ou fisiologia venusiana. Se esse é o novo paradigma de saúde para a maioria das pessoas me colocarei à parte disso, oferecendo um cuidado segundo minhas convicções e minha formação profissional. Por favor, não me procure para um check up completo, usar da minha certificação para conseguir uma tomografia de encéfalo por conta da dor de cabeça que apareceu depois de brigar com o namorado ou tomar uma sentada do chefe, muito menos para prescrever um remedinho para emagrecer ou um Centrum. Tenho meus valores e eles são bem mais altos do que está na etiqueta que tentam pregar em mim.
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Visitem eros.ramirez
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segunda-feira, 8 de março de 2010

Servidão - por Camila Oliveira

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A submissão é mais fácil que a rebeldia
Mas a consequência da covardia
Do ato, é a dependência,
Disfarçada de benevolência,
Essa dependência vem mesmo que tardia.

Não queremos teatro
Não queremos manifestações
Queremos resolvido nosso trato
Devolvidas nossas orações.
Eles nos dão barulho, queremos canções
Deixaram-nos fartos
Iremos embora sem emoções.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Consciência - por Alba Vieira

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Sou independente por natureza.
Nunca suportei que me dissessem por onde devia ir.
A não ser a percepção do erro que, inevitavelmente, corrige a minha rota.
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.Visitem Alba Vieira..............
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Vamos Ler, Lendo... - por Adir Vieira

Descobri que não sei ler
Sendo a letrada que sou,
Pois se não vejo o que quero,
logo abandono o autor.
Nesse mister tenho perdido
as melhores coisas, senhor...
pois se só o que penso eu digo
não encontro outro autor.
Sei que já acumulo
estrofes e mais estrofes,
mas sempre tem alguém doido
para ensinar a algum bofe.
Se eu me nego a ler,
com os olhos e ouvidos atentos,
por certo que vou perder,
viagens que valem pelas letras...
Tenho que me concentrar,
olhar com o coração quieto,
por certo que vou gostar e achar
o que busco e tenho no peito.
A própria escolha do tema,
já mostra que vamos de encontro
aos anseios mais prementes
na descoberta de autores.
Assim se dá com os blogs,
só pelo título do post
julgamos se é bom ou ruim ler,
e com isso com certeza,
deixamos de olhar e ver.
Vamos ser mais complacentes
com aqueles que aqui estão,
todos, nas entrelinhas,
deixam parte do seu ser,
por isso é bom olhar e ver.



Visitem Adir Vieira
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domingo, 22 de novembro de 2009

Consciência - por Alba Vieira

Estou só nesta masmorra.
Tudo é cinza, frio e sem vida.
Não encontro nada que me toque.
Minha emoção está congelada.
Espero o fluir das horas até a libertação.
Meu corpo cheio de vida reage e sofre.
Impossível negar a vida, unicamente porque assim deve ser.
Tento, desesperadamente, escapar dessa opressão.
Meus ouvidos tapam e zunem para não ouvir.
Meu corpo se arma e não permite a circulação de energia.
Preciso me proteger de mim mesma.
É necessário paralisar as reações.
Nesse momento, elas me são prejudiciais.
Devo boiar no lago como folha seca caída.
Levada pela brisa, eu vou certamente para um lugar melhor.
Prevejo as mudanças.
Nessa manhã, enquanto vinha para a prisão,
Soprava um vento de transformação.
Estou amparada pelos seres de luz.

Não posso me identificar com a escória.
Macieiras só podem oferecer maçãs...



Visitem Alba Vieira
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domingo, 15 de novembro de 2009

Cura - por Alba Vieira

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Curar é entrar em sintonia com aquele que sofre, compreendendo-o, decifrando os sinais e integrando as mensagens de sua doença para que possa continuar evoluindo, entretanto, estando apto a dispensar a dor.



Visitem Alba Vieira
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domingo, 11 de outubro de 2009

Ampliação de Consciência - por Alba Vieira

Quando meu olhar escapa de mim, existe uma chance de acalmar minha aflição. É que por paradoxal que possa parecer, o que me aflige no que observo, nada mais é do que um reflexo de mim naquilo que me cerca. Assim, para que a miséria, a fome, a degradação da condição humana, a dor, a doença, o desequilíbrio, o caos e tudo que me provoca incômodo, não tenham mais esse efeito devastador, é necessário me colocar como mero observador, alcançar o caráter balsâmico do distanciamento. É preciso discernir bem, através da vivência e da conscientização o real sentido do egoísmo, da compaixão, da indiferença e da capacidade de observar mantendo-se distanciado (misturando-se, mas guardando a individualidade e integrando-se ao todo com a consciência de que tudo tem um sentido e segue seu curso na roda da existência).



Visitem Alba Vieira
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Humildade - por Passa-Tempo

Não me considero um comum narcisista,
Sou apenas o alguém que tem plena consciência da beleza que possuo.
E o cultivo da minha vaidade
Faz de minha aparência seu fruto.

Sei que não sou perfeito,
Mas também não estou tão longe disto;
Não sou melhor que ninguém,
Sou inferior a muitos,
Só não descobri quem.

Me considero muito humilde,
Quando muitos têm medo de mostrar suas vergonhas,
Tenho coragem de exibir meu orgulho,
E quando vêm me detonar,
Faço com que engulam suas peçonhas.

Ah! Se eu não me amasse tanto assim,
A humildade não seria minha qualidade,
Eu não teria a beleza a qualquer idade;
E como a beleza está nos olhos de quem vê,
Eu sei o que vejo:
A beleza constante e presente em meu amado espelho.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Enfim “Caiu a Ficha” - por Adir Vieira

Parece que hoje “caiu a ficha”.
Sempre notei em mim uma certa impaciência para viver as chamadas “coisas tristes”. Sempre me gabei de só “colocar a mão onde alcançava”, para fugir dos desconfortos. Pensava assim: manter sob controle os momentos bons. Ledo engano!
Tenho, nos últimos tempos, notado em mim uma certa impaciência quanto aos núcleos mais próximos de mim que, porventura, possam me fazer sofrer. Incluem-se aí as pessoas mais velhas que, segundo as “leis da vida” partiriam mais rápido, aqueles entes familiares que estão, pela idade, mais passíveis de doenças, aquelas pessoas que são mais carentes financeiramente etc.
Tentei analisar essa minha impaciência que se traduz em não querer ouvir nem falar de problemas, sejam de que espécie forem e foquei todos eles no grupo que pudesse de mim depender de alguma forma.
De repente “caiu a ficha”. Quem eu penso que sou, achando que posso manter vida sob controle?
Quem eu penso que sou, achando que estou aqui para viver somente as melhores coisas?
Que tal se eu amadurecesse um pouco e enfrentasse a vida de frente?



Visitem Adir Vieira
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

As Nossas Palavras XXII - por Lélia

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Demorar para tomar consciência das coisas, para mim parece ser somente uma forma de se prender a sofrimento desnecessário, que às vezes dura uma eternidade. A felicidade não está em não enxergar aquilo que está errado, mas em ir, passo a passo, caminhando, de forma segura, em direção à verdade.
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Nó - por Alba Vieira

Não sei como acontece e porque,
Às vezes, tudo se complica e escurece.
E desanda, empelota e apodrece,
Deixando marcas difíceis de esquecer.

E o que mais causa espécie é o absurdo
De não se encontrar o responsável,
Embora pareça que somente o imponderável
Responde por esses ossos duros de roer...

A convivência pode ser algo extenuante,
Se não se atenta para o óbvio a aprender:
Que na relação com seu amante, na verdade,
Você se encontra cara a cara é com você.



Visitem Alba Vieira
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

As Nossas Palavras XXI - por Lélia

As pessoas que se vão, jamais voltam; como uma flecha perdida que não se encontra nunca mais no meio da floresta ou uma palavra dita que é lançada ao vento. Estas três coisas têm em comum o fato de terem sido afastadas de nós para sempre. Mesmo que as pessoas que se ausentaram retornem, não serão as mesmas, nunca. Por isso, quando estou com alguém que vale a pena, aproveito a oportunidade, sabendo que a pessoa naquele momento é única, irrepetível, assim como eu.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Acróstico-A - por Gio

Genocídio pelos hospitais
Relatando o que se omitiu.
Impossível a qualquer um que sai
Pensar que é festa, feito réveillon:
Estamos rumando para uma pandemia



Visitem Gio
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sábado, 1 de agosto de 2009

Curral Eleitoral - por Alba Vieira

Estrada longa, de medo e desilusão
O desespero dá forças pra seguir
Buscando o sustento longe do terreirão
Deixando um pedaço de vida ali.

Seguem cansados, quase a desmaiar
Lutam com a fome que tenta impedir
Que deixem para trás aquele lugar
Única possibilidade de subsistir.

Cães magros acompanham a tropa.
Trôpega, na guerra contra a miséria
Essa gente tem coragem e procura a resposta
Pro abandono em que deixaram essa terra.

Tantos deixados ao acaso da sorte,
Dos pingos que às vezes caem do céu...
Políticos precisam e mantém a morte
Assegurando um novo mandato de fel.

Porque com esse povo ignorante,
Massa comandada que é deixada ao léu,
Os homens do poder se garantem
Quando os enganam só com um tantinho de mel.

A única saída é a consciência
Que só aflora se existe Educação.
Mas por aqui só temos a experiência
De ver o nosso povo mantido na escuridão.



Visitem Alba Vieira
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Clarice Lispector: “A Lucidez Perigosa” - Citada por Alba Vieira

Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
Assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.

Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
– já me aconteceu antes.

Pois sei que
– em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade –
essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.



Nota de Alba Vieira
Destaquei este texto da Clarice como demonstração do quanto ela sempre foi antenada, dizendo coisas que alcançava através de suas vivências e que hoje muitos podem ter acesso através dos textos de metafísica.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Na Terra dos Sonhos - por Alba Vieira

Um dia estava eu andando por uma estrada deserta quando me dei conta de que estava cansada de prosseguir minha vida como vinha fazendo até então.
É que já estava farta de trilhar caminhos conhecidos, sempre o mesmo previsível desenrolar dos fatos, as mesmas pessoas a passarem por mim, as tarefas iguais a desempenhar, a criatividade como meta a ser alcançada depois.
Depois de quê? Será que haverá depois para quem se perde no agora? É possível esperar indefinidamente para ser o que se pensa que é sem correr o risco de ir amofinando, amarelando, desaparecendo do mesmo jeito que essa esperança vã que é o destino dos tontos que se aferram à realidade esquálida e sem sumo do cotidiano?
Estar ali, só, como há muito tempo não me acontecia, me deu ensejo a marcar um encontro com essa eu que tinha o costume de postergar o que era importante. Queria há tempos dizer a ela umas verdades. Quem sabe poderia compreender que tanta responsabilidade, tanta necessidade de segurança não combinava definitivamente com alegria de viver, espontaneidade e deslumbramento. E mais, teria que saber, sua rigidez quadradinha só atrapalhava às outras: ousadas, confiantes, autênticas, que habitavam o mesmo corpo.
Ela me ouviu, eu acho. É que, inexplicavelmente, senti um sopro diferente dentro de mim. A coluna endireitou, o peito se abriu, as juntas se soltaram, estava mais leve e, ao mesmo tempo, tinha ficado mais dona de mim. E brilhava, sentia uma corrente passar por mim e meu coração expandido numa alegria sem motivo. Sorria um sorriso puro, pra ninguém, continuava só, andando na mesma estrada.
Caminhava um passo após outro, em frente sempre, no mesmo ritmo, num estado de tal alheamento que aos poucos percebi que subia na diagonal, tornando-me cada vez mais leve, fora de mim.
Fechei os olhos e me deixei ir por um momento, que me pareceu infinito em seu significado, mergulhando numa realidade que não havia antes experimentado.
Eu era todas e nenhuma. Era unicamente luz. Vibrava o que sabia ser amor, estava preenchida, ligada a tudo, eu era tudo, nada pensava, estava no vácuo. E pela primeira vez eu era.



Visitem Alba Vieira
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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Solteira Inveterada por Água Abaixo - por Alba Vieira

Sonho com vagas longas que calmamente chegam e vão outra vez, num movimento cadenciado de renovação. Há, ainda, no meu sonho, um caminhão, daqueles com escadinhas na parte traseira, onde os moleques se penduram para pegar carona de bicicleta, que entra nas águas verde-claras e é seguido alegremente por uma pessoa conhecida minha, a mais sonhadora e fora da realidade que eu já vi. Os dois, caminhão e mulher, entram nas águas. Essa visão me diz algo que ainda não consegui captar totalmente. Entretanto, sei que essa imagem vai me acompanhar por todo esse dia. Não apenas o quadro, mas, sobretudo, o significado mais profundo, o que me faz sentir ao trazê-lo à mente. É uma sensação de conforto, de alívio, de impulso, de amplidão, de fim de filme quando então está tudo bem. Percebo que simboliza aceitar o destino, caminhar em direção à felicidade sem as amarras, os impedimentos que sempre tentam justificar a nossa habitual recusa em evoluir. Assim eu sei que é chegado o momento de ir mais rápido, de crescer e dar frutos nessa existência. Sei que, finalmente, me rendi aos desígnios do destino. Agora, braços dados, casamento ideal,seguem juntos livre-arbítrio e predestinação. Não como dois namorados imaturos que se batem continuamente para, em seguida, trocarem beijos apaixonados de quem pensa que acertou; mas como adultos que caminham de forma segura e integrada, sabendo que o papel que ambos desempenham não é desvinculado um do outro, não se expressam isoladamente, fazem parte de um todo indivisível, absoluto. Essa fusão que não diminui as partes, que expandem num nível além da visão dos sentidos: é o sentido da própria vida, é o poder real que todos almejam.
Como expresso nesse sonho, estou casada, por destino e escolha consciente, demorada, eu bem sei, mas certa. E experimento, agora, um poder bem maior do que sempre tive. Não o poder de andar solta, de ter iniciativas e concretizá-las sozinha, trilhando o caminho que bem escolhesse. Mas o poder de compartilhar que só traz expansão, novas possibilidades e ampliação da área de atuação. E ainda, a maior recompensa: a paz, o tao do amor.
A imagem é bem clara: ir de encontro a algo mais amplo, ao aceitar-se a carona que a Vida nos propõe.
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Visitem Alba Vieira
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