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domingo, 7 de outubro de 2012

Grilos e Meninos - por Leila Dohoczki


O grilo é um bichinho Simpático,
Morador de grama e mato
Se quiser achá-lo, não encontra
Porque vive disfarçado.

Às vezes parece folha
Às vezes parece galho
E se o encontram
Parece que tem mola no sapato.

Pula alto, vai pra longe
Mas se confia, vem bem perto,
Grilo também tem grilo
Como será esse moleque?

E ficam lá,
Um observando o outro
Até que um se canse.

Sempre é o grilo primeiro
Que num salto some no mato
O menino fica sorrindo
Já pensando em inventar um sapato.

E quando menos esperarmos
Uma idéia dessas de menino
Revoluciona tudo.

E se o grilo pensasse.
Seria bem engraçado,
Se ao invés de cantar no mato
Quisesse imitar o menino
E andasse nos muros em duas patas.

 


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domingo, 20 de março de 2011

Identidade - por Leila Dohoczki

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Sem nexo
Vivo no contexto
Complexo,
Incompleto
Nem sou só alegria
Tampouco apenas sofrimento
Sou também a canção dos ventos.
Ora brisa abrindo cortinas
E por vezes ventania que assovia no telhado.
Levo a pipa para o céu, deslizo nuvens alvas
Sem dizer uma única palavra,
Apenas faço.

Sou causa e sou resultado
Um universo em parágrafos
Todas as palavras existentes
As que sei e as que invento
Pensadas, indefinidas
As escritas, as ditas e as caladas
Esquecidas e lembradas
Todas!Todo o tempo.

E quando me junto em frases
É que tudo faz algum sentido.

Em poema, rimo
Em prosa, converso
O controverso e o aceito
Em conto aconteço
No que fantasio ou vivo
Nem adulta, nem criança
Um livro incompleto que ainda escrevo
Dia a dia, cada página...

Sou meio cônica,
Meio crônica,
De grandes detalhes
Que se estreitam no fim.

Mas quem não é também assim,
Um universo a se revelar?
Onde a noite e o dia acontecem
Despercebidos e silenciosos
Sem que se consiga explicar.
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Festa na Floresta - por Leila Dohoczki

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Para as crianças, um presente diferente.
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(Clique na imagem)
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Beijos a Todos!
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Juízo - por Leila Dohoczki


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O que me importa
Se é perfeita a torta
Se o “in” nega
E o inflamável incendeia
Se a rosa não é rosa
É vermelha
Se a teia está na telha
Ou na aranha
Se nas mesmas entranhas estranhas
Da vida a que me nego
Há os que não amam o que amo
E os que adoram o que eu relego?

Importa a vida que levo...
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Visitem Leila Dohoczki...............................
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domingo, 13 de fevereiro de 2011

(Sem Título) - por Leila Dohoczki

Quando perde a rima o poema que clama
A entrega de corpos e almas,
Perde o sentido em cada frase que declama.
Um “eu te amo” que não ama
Já nem se sabe se é amor ou se é paixão
Um rima amor com posse
o outro com solidão
E o terno poema enamorado
num instante um amontoado
de palavras lindas, sem razão.

É um poema que engana
não vem do coração!

As palavras ficam soltas

Como as folhas velhas de um ipê florido,

Que quando mortas caem ao chão...
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..............Visitem Leila Dohoczki
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domingo, 30 de janeiro de 2011

(Sem Título) - por Leila Dohoczki

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Ouve este canto
Pátria minha, mãe amada
Dos filhos teus em teu louvor?
Não há quem te conheça
E não guarde por ti amor,
Porque guardas no calor do teu abraço
Cada um que te abraçou.

Cantam homens e mulheres
Na lutas diárias da vida
A paz que te faz a glória
A terra que tudo germina.
Toda gente que te engrandece
Na história da tua vida.

E cantam por todo o mundo
Toda tua face de encanto
Generosa mãe gentil,
Tuas verdes matas
O cantar das cachoeiras e cascatas
O sol, no céu azul de anil
Todas as flores, todas as cores
E o canto dos pássaros,
As terras que Gaia elegeu
Princesinha da natureza, linda!
Protegida pelas mãos de Deus.

Ouve este canto, mãe amada
Destes teus filhos varonis
Deixe que ecoe pelos séculos
Essa canção de amor sem fim
Que todos saibam que este canto
É somente pra ti, Pátria amada, BRASIL!
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domingo, 16 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - por Leila Dohoczki

Discutir homossexualidade, em uma sociedade cuja maioria é heterossexual e onde predominam o machismo e o falso moralismo, me parece um tanto quanto desleal. Talvez fosse melhor discutir-se sobre relacionamentos humanos, de uma forma mais generalizada.

Os seres humanos são compostos de elementos químicos, que determinam tudo, desde sua aparência, até sua preferência sexual, não sem passar pelas habilidades para artes, Ciências, raciocínio lógico e personalidade. Não confundir personalidade com caráter.

Todos reagem a estímulos olfativos, visuais, do paladar, ao toque, a palavras, a ambientes, a gestos etc. O que mostra que nada mais somos, fisicamente falando, do que intermitentes, incessantes e intensas reações químicas interpretadas pelo cérebro. Partindo deste princípio e considerando que a progesterona e a testosterona reagem melhor entre si, no sentido de gerar novos indivíduos, não significa que reações químicas que não geram outros indivíduos não sejam normais. São tão normais que acontece entre outras espécies também.

É isso que acontece? Por que isso acontece? Não sei. Talvez isso deva ser uma preocupação da ciência e não uma preocupação da sociedade.

A nós cabe a preocupação em sermos produtivos, éticos e a manutenção da união pacífica entre as pessoas. Opções sexuais não incapacitam nenhum indivíduo para o trabalho, nem ao desenvolvimento intelectual e, como qualquer outra pessoa, os homossexuais dispõem de habilidades intelectuais e artísticas, estando sujeitos às mesmas leis que qualquer cidadão. Qualquer relação humana, baseada no respeito, tem valor.

A imoralidade está presente entre heterossexuais, bissexuais, homossexuais e não está, ou pelo menos não deveria estar, associada à opção sexual de ninguém. Duas pessoas do mesmo sexo que se entregam a carícias íntimas sem nenhum pudor em local público são tão imorais quanto um casal hetero fazendo o mesmo. A imoralidade não está na escolha, está no comportamento, na promiscuidade, na associação do sexo mais com o prazer do ato, do que com o prazer do encontro de duas almas.
É preciso considerar que em quatro milhões de anos, não nos cabe mais agir como animais, pelo instinto de perpetuação da espécie, nos entregando à diversificação de parceiros sexuais, nem aos prazeres físicos que duram alguns instantes. Podemos e queremos nos entregar a relações duradouras e prazeres maiores que os identificados pelo córtex cerebral...

Creio em Deus e em sua infinita sabedoria. Tudo criado por Ele é perfeito. A imperfeição está na forma como vemos, utilizamos e interagimos com a criação.
Qual de nós seria nomeado juiz da humanidade, se não somos capazes de julgar nem nossos próprios atos? Lembremo-nos que nem tudo que é ético é moral e nem tudo que é moral é ético; precisamos nos valer do bom senso, do respeito à individualidade. Isso é ser fraterno, é reconhecer que somos todos irmãos em Cristo e que só o Pai julga, absolve ou condena cada um de nós por nossos próprios atos. Não enxergar no semelhante um irmão contraria o segundo mandamento (Marcos 12,28-34) e nos faz desobedientes aos olhos de Deus.

Não defendo a imoralidade, nem a banalização do sexo, nem a promiscuidade, mas sim o direito de “ser” de cada um, com o livre-arbítrio que nos foi dado por Deus, com a consciência do que somos e com a “razão” que nos faz percorrer os caminhos, porque isso nos faz humanos.

Defendo o cumprimento da legislação do meu país por todos os cidadãos, a igualdade de direitos e deveres, mas não a desmoralização da família e a disseminação de conceitos errôneos sobre liberdade e direito, que se dá por estereótipos femininos ou masculinos vulgares que incentivam a promiscuidade e a banalização das relações humanas. Entenda-se por família a entidade responsável pela transmissão de valores, pelos cuidados, pelo amor e pela educação, lembrando-se que a palavra família é muito mais ligada à espiritualidade do que à herança genética - já que muitas crianças vivem em laços familiares distantes dos ventres que as geraram -, portanto, à convivência com pessoas que lhes deem amor e cuidados, em ambientes em que se sintam protegidas e que podem despertar-lhes o sentimento de família.

O “ser” é simplesmente, naturalmente. Não precisa de razões, nem de explicações, nem de estereótipos, porque o “ser” é íntimo, é na alma, independente de aprovação ou reprovação de quem quer que seja, portanto o melhor caminho não é excluir ninguém, mas viabilizar a convivência pacífica e justa de todos com base no respeito e na igualdade.

Independente do que diz a ciência, nem eu, nem você que está lendo este texto agora, nem a sociedade como um todo, nem mesmo as religiões mudam o fato de que todo ser humano busca a felicidade no prazer em realizar, em construir seus sonhos e se imortalizar no amor. Se existem diferenças, é no âmago da essência humana que estão as similaridades. Tudo depende dessa percepção, que uns têm e outros não.
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sábado, 15 de janeiro de 2011

O Palhaço - por Leila Dohoczki

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A graça que alcança
A alma da criança
Da trombada inusitada
Do palhaço desastrado
É magia sempre afinada
Com a inocência da infância.

No sorriso largo pintado
Do anjo colorido disfarce
Convite de felicidade solene
Sem escolher convidado.

Das cores que se pinta
Também pinta o coração
São tantas cores que derrama
Lindas cores de emoção.

Ah, palhaço...
Coisa linda tua missão!
Põe em cores a vida
De quem te vê o coração.

És eterno na lembrança
Da criança que nem vistes crescer.
Lembrarei de ti, enquanto viver.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Prioridade - por Leila Dohoczki

Ao norte da vida
Na linha que finda as horas
Já não haverá auroras
Nem a glória de existir.
Só o sul atrás de si
Contando a história
Que de olhos fechados se ignora
Dias tristes, se foi feliz...
No horizonte,
Uma única certeza:
A morte.

A sorte não faz destino
É um desatino viver assim
Levado pelo vento das horas
Como folha seca pelo jardim.

E se a foice da noite nos espera
Que sejam as horas mais belas
Desse entardecer, o agora.

Destruamos as bússolas!
Não marquemos as horas!
Não olhemos para o fim!

Encantemo-nos com as estrelas
Com as flores do jardim...

Quem vive encantado, não morre
Quem deixa felicidade, não tem fim.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Semente - por Leila Dohoczki


Há na semente
Somente o que se é
Acaso de um alpiste
Nasce um jacarandá?

A vida latente que aguarda
sob a terra, as horas marcadas
sobre ela crescerá,
E sobre ela será tombada.

E qual delas não tem importância
Se cada qual a seu tempo
nasce, cresce, morre e se eterniza
no baú da sua herança?

Em que semente não há razões para existir?

Semente...

Início ou recomeço?
Desconheço!
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Visitem Leila Dohoczki.........

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domingo, 12 de dezembro de 2010

(Sem Título) - por Leila Dohoczki

Neste mundo de letras e sonhos
Toma forma o desejo insano
Das almas libertas que voam
Tal qual borboletas,
De todas as cores
Dos pensamentos,
De todos os amores,
Incansavelmente,
Sem em nenhum momento desistir de voar...

Há de ser eterno esse desejo
Visto que em cada palavra
Põem-se livre almas e corações,
E uma vez libertos,
Voam alto, muito além de si mesmos.

E nesse desafio constante
Nessa busca de paragens mais altas
Voamos todos juntos
No Duelos Literários.

*******************

É isso! Duelos é onde juntos voamos cada vez mais alto!

Abraços.
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................Visitem Leila Dohoczki
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Aniversário - por Leila Dohoczki

Tantas são as palavras
Que mal me cabem no pensamento
Do bem tamanho que quero
Dos que me têm tanto apreço.

Não há abraço caloroso
Nem beijo nas mãos que o valha
Essa falta de palavras que expresse
A alegria da amizade e a gratidão
Que tua pessoa merece.

E nessa poesia simples,
De quem lhe tem tanto carinho,
Coloco meu coração
Embrulhado em cada versinho
Feito para o seu aniversário.

Parabéns a ti Shintoni!

Parabéns DUELOS LITERÁRIOS!
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...........Visitem Leila Dohoczki
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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ciúme - por Leila Dohoczki

A faca cravada
Fincada na carne
Do corpo inerte
Que verte o sangue
Que de vermelho tinge
A mão que antes
Acariciava a pele
Com ternura e leve
Num instante breve
Pôs fim a vida
O ciúme finda
A loucura, a vida
E a lágrima caída
No último instante de dor
Na face do medo
Nos olhos fechados
Futuro que a faca ceifou.

Na honra do homem
A marca negra da morte.

Dor e arrependimento
E o mesmo instrumento
Corta-lhe os pulsos
E a vida se esvai...

Aconchegado no frio corpo
Vai morrendo aos poucos
Despedindo-se da amada
Em sangue banhada
Última visão registrada
Quando seus olhos cerraram.

Não há mais honra,
Nem glória em possuir
Não há mais juras, nem loucuras
Não há mais dois
Não há nenhum.
Onde antes eram um.

O que há é a faca
Jogada entre corpos que já se amou...
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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Borboleta - por Leila Dohoczki

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Quem dera poder dizer
As cores que tenho em minhas asas.

Não posso!
Neste instante, no pequeno espaço que existo,
Posso apenas dizer sobre o que penso e sinto.
Não posso dizer que sou alegre ou que sou triste.
Sou apenas a metamorfose.

E quando um dia
Este casulo eu abandonar
Poderei dizer das cores da minha asa.
Que não sejam escuras demais,
Para que não destoem das cores da vida,
Mas que tenham toda a beleza, as nuances,
E as dimensões das grandes transformações,
Para que eu possa voar bem alto
Muito além das impressões
que meu semblante possa causar.

Nesse momento, serei borboleta,
pousada numa flor violeta,
Esperando minha hora chegar.

E quando minhas asas caírem e enfim terminar minha história,
Que aqueles, cujos jardins visitei, não me prestem honra, nem glória...

Deixem-me apenas borboleta.
Para sempre em suas lembranças.
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..................Visitem Leila Dohoczki.
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domingo, 14 de novembro de 2010

O Nada - por Leila Dohoczki

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Parece que sempre estive assim
Em meio ao nada e ao vazio.

Não me ocorrem dúvidas ou medos
Há até um certo desprezo pelo fato
Pelo ato de existir e mais nada.
Como a escuridão,
Sou toda ausência.

Há muito já não me encontro.
E tão tranquila estou,
Tão conformada com minha penitência,
Que fecho os olhos e mergulho
No mais profundo escuro que há em mim e adormeço...
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..............................................Visitem Leila Dohoczki
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domingo, 31 de outubro de 2010

Folhas Secas - Outono - por Leila Dohoczki

Tantas foram as folhas
Que o vento levou
Amareladas, velhas
Consumidas pelo tempo
Que da árvore só resta tronco
E galhos secos erguidos ao céu.

Não há tristeza na paisagem
Ainda que pareça desolador
A árvore antes frondosa
Que mal abriga agora
As próprias raízes.

Até o passarinho se mudou.

Mas, há uma beleza tão grande
Nas folhas que se agitam ao vento no chão,
Arrumando-as e desarrumando-as
Mas todas elas alimentam a terra
De onde a árvore tem fincadas suas raízes,
Que não encontro outro nome que não seja
Beleza da perfeição.

Aqueles galhos erguidos ao céu
Não sei se em súplica ou em agradecimento
Brotarão novas folhas, flores e frutos
Se tornaram símbolo augusto de renovação.

Como eu, ela espera, pacientemente o final de cada estação...
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Visitem Leila Dohoczki........................
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Amores da Minha Vida - por Leila Dohoczki

Nas manhãs que se sucedem
Primaveras vem e vão
Deixam flores nas calçadas
Galhos oferecem a floração
Assim também sou
Feito a primavera...

Nas minhas manhãs
Nem me lembro das manhãs de outono.
Sei que elas virão,
Mas não temo que roube o espaço
Ou que fique mais tempo.

Sou capaz de compreender
Que as flores nascem
No verão, no outono e no inverno
Nascem o ano inteiro...
As flores não nascem por mim
Eu é que existo por elas,
Pelas vermelhas, lilás e amarelas
Por tudo que renasce em mim
E nunca termina.

Em mim, toda manhã nascem
Flores lindas de amor
Sou uma campina florida...

Se sou primavera,
As flores mais belas, meus filhos...

Amores da minha vida!
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domingo, 19 de setembro de 2010

Recado - por Leila Dohoczki

É muito legal ter o Duelos a todo vapor de novo.
Lembra das minhas poesias infantis? Virou um livro que foi lançado na bienal, pela Editora Livro Pronto.
Se fosse a força e o incentivo dos amigos não teria acontecido....
Valeu! Bom retorno e mãos à obra!

Abraços,
Leila Dohoczki
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.Visitem Leila Dohoczki
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segunda-feira, 8 de março de 2010

Um Abraço - por Leila Dohoczki

O abraço é um laço
Que se faz com os braços
Que enfeita o carinho
Embrulhado com sorrisos
Estampado na alma.

Um abraço acalma,
Abranda e dissipa tempestades
Desfaz mal entendido
E mata saudades
Há tanta força
Num abraço apertado...

Abraço amigo
De namorado
De mãe e pai
Amigo do amigo
Do vizinho
Do filho
Abraços
Abraços
Abraços.
Tem coisa melhor?

Por isso eu penso:
Abraço é quase um nó!
Quem abraça, nunca está só
E fica sempre entre laços.

Quer saber?
Pra você, um abraço!
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