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domingo, 22 de setembro de 2013

Tempo de Esperar - por Alba Vieira

Tormento de uma espera infindável...
Ruminação, na mente, de inesgotáveis pensamentos.
Atalho que mais parece acréscimo no itinerário.
Norte não existe, é melhor soltar-se ao vento.
Sina triste que acompanha as mudanças.
Irritação por já não ser mais e ainda não ser o novo.
Cata-vento que só gira e na velocidade que deve ter,
Anunciando um outro tempo que ainda não chegou.
O melhor é relaxar, deixar acontecer. É doce a espera para quem confiou...



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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Por um Mundo Depois das Nove - por Bruno D’Almeida

Fábio Tanajura acordou tarde naquela manhã. Estafa, estresse, canseira, irritação constante, dois xingamentos ao colega de trabalho e uma falta de ereção com a esposa o levaram a procurar ajuda. Estava doente e recebeu calmantes, daqueles que deixam a pessoa lerda com espasmos escorrendo pelo cantinho da boca, um atestado médico com recomendações de durma bem e estima de melhoras. Depois de vinte anos madrugando para chegar ao trabalho no horário, mais quinze de escola funcionando ao nascer do sol, sentiu a sensação de acordar sem horário determinado. Estava um pouco melhor. Correu para o computador e mandou ver:

Eu odeio acordar cedo. Fico o dia inteiro com sono. De que adiantar cumprir um horário tão chatinho e descumprir o direito augusto de viver bem? Passei minha vida inteira cumprindo com minhas obrigações e descumprindo os objetivos que tracei para mim. Tudo que tenho a fazer é viver como uma máquina de produção de força de trabalho com sentimentos amordaçados? Nada de poesia e de nostalgia, nada de pensar que sou gente e que posso acordar naturalmente? Sinto-me tão depressivo em levantar no horário que acordo antes do despertador só para ter o prazer de desligá-lo.
Os bancos abrem às dez horas. Muitas agências de publicidade começam a funcionar às nove. Os shoppings também abrem às nove. O comércio abre a partir das oito da manhã. Por que diabo as escolas começam a funcionar às sete horas da madrugada? Uma crueldade sem tamanho fazer uma criança ou adolescente acordar às cinco, sair de casa às seis e vegetar sentado na cadeira no horário previsto. Dizem que é pra criar disciplina. Acho que cria muito mais remela nos olhos e bocejos de vitamina de banana com chocolate.
Ao acordar cedo demais, deixamos de contemplar a beleza das coisas. Fazemos tudo no automático. Imaginem milhões de beijos automáticos de bom dia flor do dia sem o menor amor acontecendo neste exato momento em algum lugar do mundo. Muita gente se deprime por causa disso e recorre a coisas esdrúxulas. O cidadão adoece diante do desejo de se libertar das amarras do tempo comportado. Por isso muita gente acaba aderindo a uma seita fabricada em manuais de auto-ajuda, que fazem uma lavagem cerebral e deixam você gritando de manhã cedo coisas do tipo bom dia plantinha, bom dia mundo, bom dia qualquer porcaria. Até a tentativa forçada de libertação para horários tão malucos para acordar semeia a insanidade.
Sou a favor de um mundo que comece depois das nove. As pessoas acordariam às sete, no máximo, e chegariam tranqüilas ao curso de suas vidas. Imagine uma legião de pessoas sorridentes, libertadas de acordar com as galinhas. Imagine tirar as olheiras horrorosas do rosto. Lembre-se que toda olheira é um pé-de-galinha em potencial. Vamos gastar menos dinheiro com cremes.
Por isso estou criando o movimento consciente pelo ócio. Sem pressas de carros, ônibus, metrô e motocicletas, todos os meios de transporte querem acelerar o mundo, mas o máximo que conseguem é uma profusão de engarrafamentos e tudo fica devagar às avessas. O mundo não agüenta a rapidez da velocidade paranóica e simplesmente pára. E causa mais irritação. Por que não assumimos conscientemente que podemos fazer tudo bem e devagar? Pense um pouco sobre isso.

Tanajura terminou o texto, leu, releu, tirou os erros de ortografia, releu, lambeu e lambeu a cria, sua jóia rara da humanidade, pegou sua lista de contatos do correio eletrônico e mandou para todo mundo solicitando que fizessem o mesmo. Ainda disse que se todos fizessem isso, em cinco dias o mundo se tornaria um canteiro de felicidade e que qualquer um tinha o dever de cumprir sua missão de um mundo melhor.
Alguns depois responderam que ele deveria parar com a mania de abarrotar suas caixas de mensagens com textos açucarados e utópicos, mas Tanajura nem ligava. Naquele dia, talvez somente naquele dia, ele sentia um misto de alegria comedida e sensação de dever cumprido, assistindo televisão às dez da manhã. Dava risadas sozinho e anotava a receita de creme de frango com brócolis que passava na telinha.


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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Algo Novo e Diferente Pode Acontecer - por Tércio Sthal

 












QUANDO DECIDIMOS E NOS DISPOMOS A FAZER.
(TÉRCIO STHAL)



SEMEAR A BOA SEMENTE


Vamos todos semear a boa semente,
vamos cuidar bem da nossa Terra,
e haveremos de colher flores e frutos,
e, juntos, celebraremos alegremente.

Preparemo-nos e, com fé, empreendamos,
decididos, para atingir o nosso objetivo,
relacionando-nos sem perdermos o foco,
e, sem adiar nossas decisões, construamos.

Ousemos aproximar sonhos e perspectivas,
idéias, histórias de vida, visões e valores,
de cada um dos nossos ideais, e da utopia,
para construir nova história, e darmos vivas.

Se preciso for transcender, transcendamos,
ousemos ultrapassar os limites da lógica racional,
caminhemos para além do óbvio, e invistamos
na construção do novo, mas não do produto final.

 

Visitem Tércio Sthal

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Irmão Gêmeo - por Fatinha

Querido Brógui:

Há alguns meses eu havia feito o propósito de levar você para outro lugar. Hã? Levar você, Querido Brógui, para morar no WordPress. Bem, mudei parcialmente de ideia e, ao invés de levá-lo embora, criei um irmão gêmeo seu. Gêmeo bivitelino, não idêntico. Confesso que fiquei meio com preguiça de aprender a usar todos os recursos que o WordPress oferece, então, não dei muita atenção ao seu irmão (pobrezinho, tão novinho e já largadinho à própria sorte). Você era mais fácil de lidar. Percebeu a sutileza do “era”? Pois bem. Acabo de travar uma batalha para conseguir abrir o Terra Blog, agora cheio de novidades, cheio de guerigueri, cheio de coisa e tal. Uma hora depois, consegui acessar você, coitadinho, perdido, sozinho, nesse cibermundo tão cruel. Suei frio, só de pensar que nunca mais ia lhe ver. Tudo resolvido, dou de cara com o que? Um genérico do WordPress. A opção pelo básico já era. Sendo assim, já que estou sendo obrigada aprender a usar os recursos que são mais ou menos os mesmos, passarei a publicar você e o seu irmão gêmeo. Você fica magoado? Com ciúmes? Fique não. Você continua a ser o primogênito, e isso é uma grande coisa.
A propósito, estou tentando migrar para o blogspot, mas tá difícil. É muito complexa essa coisa de fazer mudança, acho que é por isso que moro na mesma casa desde que nasci...
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Postado, originalmente, em 10/12/08.
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domingo, 24 de outubro de 2010

Mutantis - por Ana

Ver uma estrela cadente
Encontrar um grande amor
Perdoar antes da morte
Na mega sena milhões
Sobreviver a acidente
Nascer em família feliz...

São coisas que vêm pra gente
- A cada um uma sorte -
Mudam tudo num repente
De formas tão diferentes...

Esperança, herança, dor,
Fé, sobrevida, grilhões,
Destino, filho, fuzis...
Bisturis que dão o corte.

Fatos que redefinem
A direção da estrada,
Sentimentos que permitem
Uma outra caminhada.

E a vida, tão mutável,
Não nos deixa acomodar
Naquilo que é bom ou ruim,
Está sempre a conclamar
Os homens p’ra novos sentidos
Que temos que acompanhar.
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domingo, 12 de setembro de 2010

A Criança que Calou o Mundo por 5 Minutos - Enviado por Cacá

.Esse é o tipo de mensagem que a gente tem que implorar para que seja vista
e espalhar pelos quatro cantos do mundo.
.VALE MUITO A PENA.
.Abraços.
Paz e bem.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ver Além pra Viver Bem - por Alba Vieira

Garimpar em todo lugar belezas
É tarefa hercúlea e empolgante.
Nunca para mim foi incerteza
Que o melhor se esconde dos amantes.

Viver bem é uma questão de escolha.
Por vezes parece armadilha de Sísifo...
Melhor é sentir-se protegido numa bolha,
Tentar e repetir, sempre com um sorriso.

Porque o que difere nos que têm sucesso,
É a disposição para vencer
Fazendo de cada tropeço ou retrocesso
Um desafio para não esmorecer.

Estar atento aos acontecimentos,
Percebendo onde errou ou acertou,
Sendo capaz de mudar a rota, a qualquer momento,
É a condição para ser um vencedor.

E, na verdade, vencer é vivenciar
Cada momento em sua plenitude!
Usufruir do belo e aproveitar...
A vida só melhora com mudança de atitude!
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Visitem Alba Vieira
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Libertando-me - por Duanny

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O que é que estava acontecendo, de verdade? Por que nunca ninguém me disse os terríveis erros que eu estava cometendo? Por que nunca ninguém me proibiu nada?!

Naquela tarde acordei, tonta, devagar, e extremamente desnorteada. Fazia um tempo já que eu não tinha noção de meu próprio corpo, de meus atos ou de meus pensamentos, todos eles já estavam domados por você, cruelmente por você e, é claro, você nem se importava; na verdade você nem imagina como me destruiu.

Acho que foi naquela tarde a primeira vez que chorei, por ver o monstro que eu havia me tornado, tudo isso por amar você, e você me dizia “tudo bem amor, esses comprimidos vão deixar você dormir melhor”. E eu sempre acreditei em você, cínico.

Enquanto você ficava aí me olhando com cara de gozação, eu me perdia em meio a constrangimentos e humilhações. Enquanto você me olhava como se eu fossa a única e diz “tá tudo bem amor, isso passa”, eu me sentia uma prostituta drogada, recém-expulsada de sua própria alma. A troco de que me fala?!.

Tomei coragem. Eu precisava de coragem, senão até quando tudo aquilo iria se repetir? Levantei, te olhei no fundo nos olhos e disse:

- Vai se ferrar!!!

Talvez essa tenha sido a melhor coisa que eu já fiz na vida. Depois me lembro de ter saído daquele bordel com cheiro de perfume barato e deixado para trás um amor, lágrimas e uma prostituta dopada.

E tenho orgulho de dizer que também deixei pra atrás aquilo me mais me assombrava, aquilo que mais me corroía, me constrangia e me fazia sofrer, deixei para trás o pior vício da minha vida: você.
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Visitem Duanny
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Mundo é das Mulheres! - por Gio

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Desde que o mundo foi controlado pelos homens, as mulheres vêm tentando conquistar seu direito à igualdade. Desde o primeiro “8 de março”, onde trabalhadoras femininas lutaram por direitos e foram mortas em uma câmara de gás, as lutas se intensificaram. Desde que surgiu o feminismo, a igualdade de direito entre homens e mulheres tem sido uma disputa travada a ferro e fogo. Elas só não se deram conta de que agora quem está em desvantagem somos nós.

Como assim? “Que absurdo”? Pensem bem. Vamos começar exatamente de onde eu parei – o feminismo. Feminismo é ponto de vista, luta por ideais, prova de bravura; machismo é ignorância, prepotência, prova de retardo mental. Isso é só um exemplo de como as coisas estão, e aqui eu sigo com outro exemplo básico:

Imaginem a cena. No meio da rua, uma mulher dá um tapa na cara de um homem. Pergunta: quem vocês acham que é culpado, o homem ou a mulher? O homem, é óbvio... “Certamente ele fez por merecer”. Agora, imaginem a situação contrária: o homem bate na mulher – quem é o culpado? Culpado... ninguém vai pensar em culpado. Todos estão muito ocupados xingando o brutamontes que abusou da força contra uma mulher indefesa.

Se um homem trai, ele é cafajeste; se a mulher trai, “o cara deve ter merecido”. Mulheres podem se abraçar, deitar no colo de amigas, e fazer o que quiserem; os homens já são vistos com maus olhos. Mulheres podem fazer coisas de homens sem se complicar; se um homem faz coisas tipicamente femininas, se vê numa bela enrascada. Falando nisso, o homossexualismo feminino é mais bem aceito (e bem menos repudiado) que o masculino.

Mulheres às vezes recebem menos, mas sempre se aposentam mais cedo. Mulheres entram de graça de 80% dos lugares, e pagam menos nos outros 20%. Mulheres têm prioridade em filas, atendimento e salvamento (ou você já ouviu alguém gritar “Homens e crianças primeiro”?). A licença-maternidade é de longe maior que a licença-paternidade: não amamentamos, mas trocamos fraldas, damos banho e queremos ver a criança tanto quanto as mães. No momento que derem cota para as mulheres nas universidades, eu troco de planeta.

Admito, por muito tempo a vida era muito injusta com elas. Mulheres não podiam trabalhar, estudar, escrever ou mesmo se manifestar. A maioria dos gênios da humanidade é homem, porque as mulheres não tinham liberdade de expressão, e nem acesso ao conhecimento. Só que agora as coisas mudaram, e nem isso adiantou para que a reclamação parasse. Na verdade, essa história de “mundo machista” serve como desculpa e chantagem para conseguir facilidades (lembra do “jeitinho”?). Homens, em pleno século XXI, temos que admitir: o mundo é feminista.
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Visitem Gio
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Refazendo - por Duanny

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Malas em cima da cama, guarda-roupas e gavetas vazias abertas, eu me encontrava aflita, agitada, presunçosa, queria sair dali, fugir o mais depressa possível, não queria mais motivos, mas eu já tinha minhas razões.

Parei, olhei ao meu redor, sentei naquela poltrona de vinil, e chorei, sim chorei. Chorei como nunca tinha feito há muito tempo, pra mim você era mesmo uma página virada, arrancada da minha vida, mas será que retirei toda aquela página, ou simplesmente deixei um pedaço insignificante lá, esquecido, solitário?

Minha vida iria se tornar um caos depois de tudo aquilo? Você iria mesmo cumprir suas ameaças? Ou será que você continua ali guardado e fui eu quem arrancou a página errada?

Decidi não querer ouvir aquelas respostas, seriam amargas, ou fatais demais para meu ego, ou até mesmo significantes para meu orgulho, já ferido por tudo aquilo.

A última coisa de que me lembro daquela noite quente, estrelada e invejavelmente acompanhada, era de uma janela grande, robusta, aberta, deixando todos aqueles pensamentos indevidos entrarem e vindo em minha direção, descendo goela abaixo, e depois você entrava por aquela porta e, cinicamente, vinha em minha direção.

Tarde demais, acho que finalmente a última gota daquela bebida barata fez efeito.
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.Continua...
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.Visitem Duanny
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Chutando o Balde - por Adir Vieira


Sei que às vezes bate uma vontade louca de extrapolar. Ignorar prazos, horários, programações, mas é muito difícil levar essa irreverência à frente, quando durante toda a vida fomos basicamente treinados para seguir o mundo, de acordo com o mundo.
Talvez tenha sido isso o que me levou a pensar em como essas situações, na vida, não são tão raras.
Tenho assistido, à minha volta, a casos e mais casos em que essa extrapolação se dá de uma hora para outra, sem avisos sequer.
A nós custa crer que aquele ser perfeitinho, completamente dentro dos parâmetros traçados pela família e pela sociedade, tenha se tornado, num piscar de olhos, aquela pessoa irreverente e absolutamente sem compromisso com o mundo.
Não sei se é a mudança de comportamento dentro do mesmo corpo ou se é a própria forma de se comportar que causa estranheza, mas o que sei é que essa nova performance assusta.
Às vezes penso que o ser humano sempre viverá em busca do que ainda não foi ou não fez e pode ser normalíssimo viver o não vivido, mesmo em formas radicais. Vai depender do almejado, se for estranho ou não.
Tive prova disso assistindo a uma entrevista na TV que mostrava uma anciã, sem cara nem jeito de anciã, aos setenta e nove anos, exibindo um corpo sarado e totalmente tatuado, gabando-se de que passava as madrugadas nas baladas e ainda viajava na garupa de motos dos rapazes adolescentes, seus colegas de “festa”. A despeito de sua grande alegria e exuberante vitalidade, ainda assim, por não ser comum, causa estranheza.
Essa mesma senhora, como a explicar-nos sua mudança comportamental, fazia questão de mostrar fotos dos tempos de jovem, de sua época de casamento, enfim, de vários momentos de sua vida certinha anterior e a todos nós pareceu estar mil vezes melhor agora, diante de toda a sua transformação.
Com meus pensamentos vagando em busca do que a modificou, acerto em cheio na minha hipótese: a busca do vigor físico, a busca da alegria de ser jovem, a busca da felicidade sem compromissos, a busca do viver por viver.
Graças a Deus, ainda existem pessoas que, não dando asas a preconceitos baratos, conseguem se realizar, mesmo que seja lá no “finzinho”.



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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

De Braços Abertos - por Duanny

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Parece que minha vida vai mudar, acabei de ouvir as últimas notícias e, em um ato quase que automático, fechei meus olhos e comecei a rezar, lágrimas de felicidade caíram estupidamente em meu rosto, quase que inconvenientes.

Com os braços bem abertos, sob a luz do sol, bem-vindo ao meu mundo, vou-te mostrar tudo, não sei se estou preparada para ser quem tenho quer ser. Vou tomar fôlego, vou trazê-lo pra junto de mim, paralisamos deslumbrados, criamos vida.

Vou te apresentar ao amor, te mostrar como é realmente aqui, escondidos de todo o resto do universo, longe de um mundo envenenado pela soberania dos céticos que não acreditam em nós. Sim, em nós.

Vamos ser imortalizados por versos ridiculamente clichês, vamos ser apenas eu e você nesse mundo protegido de tudo e de todos, nesse meu mundo. De braços bem abertos sob a luz do sol, você vai ver o que é ser feliz.

Se eu tivesse apenas um desejo, somente um pedido, eu torceria pra que ele não fosse como eu. Espero que ela compreenda que pode ter esta vida, e segurá-la pela mão e apresentá-la ao mundo, com os braços bem abertos...



Visitem Duanny
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Formate Sua Vida - por Ninguém Envolvente

ESTÁ SEM RUMO? FORMATE JÁ!


Passo a passo

Comece pressionando a teclar Enter para tudo de bom que deseja que aconteça de hoje em diante, feito isto pressione as teclas Ctrl C nas coisas que acha bom ter na sua nova vida logo em seguida, pressione as teclas Ctrl V.
Delete coisas do passado e aperte a tecla CAPS para dar ênfase em seu novo momento de felicidade. Pressione a tecla F5 para atualizar seus novos sentimentos e feitos que acrescentou recentemente em sua nova e esperada vida.
Esqueceu de algo importante, como desejar ao seu próximo tudo aquilo que está tentando fazer agora para você mesmo, então, por favor, pressione as teclas Ctrl Z e inclua seus entes queridos no seu novo formato de vida.
Se você errou alguma parte do processo para o recomeço de sua felicidade, ainda tem tempo de voltar atrás e fazer novamente e bem feito, pressione a tecla Esc.
Enter em esperanças, amores, amigos, prosperidade.
Delete sua inveja, seu orgulho ferido e sua prepotência.
Se você acha que ainda falta algo que não encontrou para estar feliz, pressione as teclas Ctrl F e então busque incessantemente.
Feito tudo isto, desejo agora que você aproveite sua nova vida recém-estabilizada e vá por em prática tudo o que acabou de aprender, pressionando duas simples teclinhas: Alt F4.

TENHA UMA BOA VIDA.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Canto em Tom Maior - por Daisy

Meu canto inicial era visceral.
Brotava de um canto escuro de minha mente,
Escuro e triste.
Era um canto desafinado, sem ritmo.
Harmonia pesada e complexa.
Um canto que estava engasgado,
Que precisava se fazer presente,
Gritar, colocar para fora
Toda aquela melancolia e solidão.
Em tom menor!
Meu canto não me encantava,
Nem a ninguém, suponho.
Meu canto cansado que se cale!

Meu canto vem se modulando,
Mostrando uma harmonia leve e simples.
Vem se afinando aos poucos.
Parece que flui com um ritmo suave.
Quero meu canto soante, cantante.
Que me encante e a quem o ouça.
Em tom maior!




Visitem Daisy
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Que Vê... - por Dan

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Um olho cheio de cores.
O que vê uma criança?
O mundo cheio de mentiras, gente sem imaginação.
Um mundo agitado às vezes paralisado de tanta maldade.
O que vê o olho colorido da criança?
Vê só morte ou destruição? Ou vê coisa melhor?
Consegue perceber que deve participar de uma Revolução?
Revolução não das antigas, mas uma de recriação. Mudar o mundo.
O que vê os olhos coloridos de uma Criança?
Vê a Revolução Colorida de todos nós.
Novos tempos, nova vida. Caminhar em frente e evolucionar.
Parar de estagnação. Mudar completamente e amar.
Mundo em ebulição. Realidade fantástica, quase uma ficção.
Ver e aprender. Ler e observar. Conquistar seu espaço e transformar.
Os olhos coloridos de uma criança...
Transfigurar
Elaborar
Ser Mutante
Metamorfosear

Metamorfosear é nossa essência.



Resposta a O Mundo Gira e..., de Gio.
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Visitem Dan
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Mundo Gira e... - por Gio

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...mudamos. Mudamos nossa aparência, nossas roupas, nosso corte de cabelo. Mudamos nosso quarto, mudamos de quarto. Mudamos os móveis de lugar... mudamos de casa.

Mudamos por dentro também. Fazemos novas escolhas, determinamos novas metas. Mudamos nossas preferências, nossos ideais. Nossa noção de certo e errado também muda com o tempo. Mudam nossos valores, nossos conceitos. Mudam nossas vidas.

Mudamos porque achamos que chegou a hora. Ser do jeito que se é não traz resultados. Os outros mudaram, melhor se adequar. Dizem que é certo mudar. Dizem que é errado. Estou confuso. Mudei, porque estou confuso. Mudei, fiquei confuso.

O mundo muda. As outras pessoas mudam - é a lei do Livre-arbítrio. Só não devemos esquecer que as nossas mudanças interferem, e muito, na vida dos outros. Contrariamos nossos valores antigos, pois os achamos ultrapassados hoje. Nos contradizemos.

Nem sempre mudar é bom. A necessidade do ser humano em se descobrir faz com que as pessoas tomem rumos estranhos, difíceis, errados. Fazemos coisas que iremos nos arrepender depois. Isto é, quanto damos o braço a torcer para nós mesmos.

Mudar nos faz evoluir. Crescemos. Aprendemos com nossos erros e com os caminhos errados que tomamos. Quebramos a cara, até tomar o rumo certo. Erramos de propósito, por não saber o que fazer. Aprendemos cedo demais, aprendemos tarde demais. É a vida!

E no fim, com toda essa mudança, não podemos perder algo muito importante - a nossa identidade. Cansamos de nós mesmos, e às vezes esquecemos que é isso que nos dá alguma individualidade no meio do caos, da mesmice. É fácil mudar... difícil é encarar o resultado depois.



Visitem Gio
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domingo, 16 de agosto de 2009

Uma Voz Mais Alta que Causou Torpor - por Adir Vieira

Sua mudança de humor
fingindo estar afetado,
só provoca mais horror
em meus sentimentos velados.

Não entendo como pode,
alguém tendo tudo o que quer
ainda se dizer roubado
dos afetos da mulher.

Às vezes até me arrependo
de tanta canja que dei,
pois se é para reclamar
que fique sem ter ninguém...

Mudar da docilidade
para um gesto tão duro,
não faz parte das coisas
que escolhi pelo mundo.

Ando meio preocupada,
por saber que não aturo,
de um homem só quero flores,
jamais algo que importune.

Me conheço por demais,
sei que vai perder meu amor,
se ele não se retratar rapidinho
e com ardor.

Minha história tão romântica
não pode ficar mesclada,
mesmo com interferências
que não aceitei, por hora...

Não importa minha idade,
minha história já vivida,
se não é pra ser como quero,
não aceito, vivo sozinha.

O que mais prezo é o romance,
o doce ar que respiro,
a calma, o envolvimento,
os carinhos e os devaneios.

Mesmo que tenha sido
a primeira vez, chocou,
ainda estou meio lerda,
em meio ao horror que me causou.

E olhe que foi só
uma voz mais alta, nervosa,
que não estou acostumada,
mas convém botar limites,
senão tudo vira desordem.

Com o meu sofrimento,
espero que ele repense
que, comigo,
só afeto e doces versos,
o resto dê pra quem aceite.

E não adianta dizerem
que sou infantil,
imatura,
comigo é assim mesmo,
se quiser, que jamais mude!



Visitem Adir Vieira
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Alquimia de um Verso - por Kbçapoeta

O verso abriu a porta da percepção
Não foi capaz de avisar o momento
Quando dei por mim, não era mais o mesmo
E sim, alguém que eu seria se não fosse o que eu era.
E o que eu era?
Alguém que não sou mais,
Desconfio que nunca o fui.
A memória costuma trair com o passar dos anos,
Estudamos, observamos, e nunca saberemos o suficiente.
A maturidade do aprender vem com estudo e tempo.
Transcorre o tempo, e cada vez esqueço mais.



Visitem Kbçapoeta
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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sobre Coisas Fantásticas - por Pryscilla Mattos

Ontem estava pensando no futuro, não no que quero ser ou ter daqui a 10 anos e sim em como será a vida dos meus filhos. Será que não vai ter carrinhos de rolimã, brincadeiras de casinha, pique-pega, pique-esconde, pique-bandeirinha, nem piquenique? Eu não vejo as crianças do meu condomínio falando do monstro do banheiro da escola, e sim trocando “chiaters” de jogos on-line e, na maioria das vezes, isso nem é feito com todo mundo sentado na calçada e sim por telefone.
Não vejo mais as crianças chamando os avós de senhor ou senhora. Nessa nova ordem que se forma, é difícil ver algum jovenzinho tratando com carinho e educação até mesmo os pais. Isso não é nenhum hormônio na comida, é uma nova tendência: a do individualismo acima de tudo. Alguns pais têm aquela brilhante ideia, dar tudo o que não tiveram quando crianças: roupas, brinquedos, pequenos luxos... mas acabam esquecendo de passar adiante aquilo que lhes foi abundante na infância: carinho, limites, atenção, tempo.
Tempo! Isso talvez seja o mais complicado. Como uma mãe moderna faz para sair do trabalho e resolver uma briguinha de escola? Se ela não for a Mulher Maravilha, esse tipo de coisa fica em segundo plano. Outra situação: birra acompanhada da clássica frase “Eu quero!”, se gasta muito mais tempo tentando explicar porque não do que passando no caixa e efetuando a compra, por isso, na maioria dos casos, os pais optam pela segunda alternativa.As próprias crianças também não têm tempo como tínhamos há poucos anos atrás. São pequenos executivos com horários apertados, sendo treinados para um mercado de trabalho competitivo. Escolas em tempo integral! Computador e televisão para preencher os horários sem cursinhos...
Com essa fórmula, o resultado não poderia ser diferente. É batata! As crianças de hoje se tornaram monstrinhos consumistas e individualistas.
Fico sim saudosa dos meus anos de “pestinha”, em que eu subia nas árvores e ficava a tarde toda na rua sem nenhuma preocupação. Ninguém morria por não ter celular e brincávamos na rua sem medo nenhum de sequestros relâmpagos. Era raro sair para ver um filme no cinema e comer fast foods, mesmo por que tinha sessão da tarde e as mães faziam pipoca. Íamos sempre a parques, ao zoológico, brincar com os primos e todo mundo se divertia. Ninguém tinha Orkut, mas não perdíamos o contato com os amigos.

Depois de todas essas divagações, fiquei pensando nos pestinhas adoráveis que virão, imaginando como serão meus filhos... Não quero que sejam pequenos gênios, ou que saibam falar quatro idiomas, nem que estejam preparados para o vestibular com 13 anos de idade. Eu quero ter filhos felizes. Também quero aproveitar a infância deles, jogar ludo e adedanha, almoçar junto, acompanhar a realização das lições, ouvir as novidades da escola e tudo o mais. Na verdade eu nem sei se vou ter filhos, mas se tiver, não quero ensinar apenas a competir, quero ensinar como dividir, respeitar o próximo e, acima de tudo, amar o mundo que existe fora deste universo interior do próprio eu.
Companheirismo, solidariedade, altruísmo, amor, respeito, carinho e outra porção de palavras simplesmente maravilhosas não podem sair do dicionário. Cabe a nós não deixar o que elas representam morrer e passar tudo isso para nossa prole.

Sei que só tenho 21 anos, mas há 12 anos atrás infância ainda era “infância”! Beijo na boca, era um absurdo antes dos 11 anos, agora tem meninas de 10 anos sentindo a dor do parto!!!...
Vamos voltar todos à infância!!!




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