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Eróticos.)




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domingo, 28 de outubro de 2012

Espalhando Alegria... - por Adir Vieira

 
Hoje estou certa de que para proporcionar felicidade é preciso ser feliz.
E quanto bem faz a nós mesmos.
Ontem, vivi um momento assim. Momento de ver olhinhos brilhando, poderosos e realizados.
Já há algum tempo curtindo as férias em minha casa, minha sobrinha tinha um desejo latente de dividir um desses dias na piscina com sua amiga favorita.
Confesso que eu não deveria permitir, pois meu marido, ainda em recuperação, exige todos os meus cuidados. Mas como resistir àquele pedido sincero naquela voz que é só dela?
Apreensiva, por além de tudo ter outra criança sob a minha atenção, aquiesci e foi muito bom.
A vida, até nessas situações, ensina a quem é observador e quer aprender. Impressionante como as crianças arquitetam seus programas de diversão com muita sabedoria. Vendo o dia correr, parecia que ambas tinham planejado cada segundo, pois sem que eu me envolvesse, sabiam tudo o que tinham a fazer e aproveitavam cada segundo como ninguém.
Minha sobrinha, sem que lhe ensinássemos e tão pequena ainda, parecia uma anfitriã escolada, querendo fazer com que a amiga se sentisse a única. Não convocou mais ninguém para as brincadeiras e realmente curtiu o dia.
Crianças que são, vez por outra tive que chamar a atenção para que, um pouco distantes de mim, ficassem sob minha vigilância. E foi assim que durante cerca de doze horas, dividiram aquela amizade que dá sinais de ser para sempre.
Enfim, no início da noite, quando os pais da amiguinha vieram buscá-la, insaciáveis como toda criança, trocaram os olhinhos felizes por olhinhos desapontados.
Eu, daqui, cumpri minha parte, vendo minha casa envolta por uma energia de prazer.
 
Visitem Adir Vieira

 

domingo, 31 de outubro de 2010

Felicidade - por Aaron Caronte Badiz

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O teu olhar no meu olhar,
Uma rosa, a vela acesa,
Tua mão na minha mão,
O teu livro sobre a mesa.
Nossos corpos no sofá:
Outonos. E nossas singelezas.
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segunda-feira, 1 de março de 2010

Felicidade - por Alba Vieira

Brilha o sol com intensidade, logo de manhã,
Convidando toda a gente para viver com afã.
Que alegria será esta que brota no coração
Sempre que ele aparece dissipando a escuridão?

Há quem goste dos dias nublados
Com friozinho que chama o aconchego.
Mas vejam, parece inegável que é a luz
Que mais desperta o nosso desejo.

O sol assanha as pessoas e faz todo mundo sorrir.
Esquenta até mesmo as entranhas aguçando o sentir.
Dá vontade de sair dançando, abraçando quem encontrar,
Pintando os caminhos de sonhos e esperando o luar...
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.Visitem Alba Vieira.........................................
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sentimentos - por vestivermelho

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A felicidade é um sentimento simples; você pode encontrá-la e deixá-la ir embora, por não perceber a sua simplicidade...
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.Comentário em Resposta, de ZzipperR.
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.Visitem vestivermelho
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Felicidade Não se Compra? - por Ninguém Envolvente

Folha de São Paulo: “Em 4 anos, venda de antidepressivos cresce mais de 40%”.

A sociedade está mais triste ou mais insatisfeita?

Independente da resposta feita para a pergunta acima, hoje tem-se uma enorme facilidade de comprar estabilizadores de humor; médicos despreparados tentam “dispensar” o paciente logo, e para que ambos fiquem felizes, é receitado ao paciente um estabilizador de humor à base de lítio ou algum outro metal perigoso.
Comprar tais pílulas da felicidade não basta. É preciso que as pessoas tenham em mente que todo medicamento “camufla” a doença, fazendo a dor ir embora.
Transtornos hormonais são a causa de muitos sintomas relacionados à depressão, é preciso bom senso do paciente e saber discernir o que é parte dele e o que está errado. Tem de conhecer o próprio corpo.
Felicidade momentânea está à venda nas farmácias.
Felicidade fixa, só você pode encontrar a sua.


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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

As Nossas Palavras XXII - por Alba Vieira

A felicidade disse para o sofrimento: quando é que você vai embora para que eu possa finalmente chegar?
Ele deu um passo para trás entre espantado e incrédulo e respondeu que somente gostaria de lembrar-lhe que nada é para sempre.
Mas parece que logo ela, a felicidade, era incapaz de compreender que para estar bem por toda a eternidade basta poder sentir-se feliz enquanto se é capaz de superar o sofrimento.



Visitem Alba Vieira
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ser Feliz, Segundo Jung e Epicuro - por Theodiano Bastos

FELICIDADE. O QUE FAZ UMA PESSOA FELIZ?

É um tema muito caro neste mundo atribulado em que vivemos, em que muitos de nós questiona o objetivo da vida e o que é “ser feliz”. Para Carl Gustav Jung, para se ser feliz, é preciso se ter seis coisas na vida, que são:
1. Boa saúde.
2. Gosto pela beleza nas artes e na natureza.
3. Um razoável padrão de vida.
4. Um trabalho que dê satisfação.
5. Uma religião ou filosofia para enfrentar as vicissitudes da vida.
6. Um casamento feliz.
Mas adverte: “Um homem completo sabe que mesmo seu mais feroz inimigo, não um só, mas um bom número deles, não chega aos pés daquele terrível adversário, ou seja, aquele ‘outro’ que habita em seu seio. Enfim, ‘o inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo’. O animus é a polarização sombria e masculina da mulher. Já a anima é o lado sombrio e feminino do homem.” Daí a necessidade do “Conhece-te a ti mesmo para conheceres os deuses e o universo”, pregado por Sócrates.

Em busca na internet conseguimos conhecer a filosofia de Epicuro. O Epicurismo é o sistema filosófico ensinado por Epicuro de Samos, filósofo ateniense do século IV a.C., e seguido depois por outros filósofos, chamados epicuristas.
Epicuro propunha uma vida de contínuo prazer como chave para a felicidade, esse era o objetivo de seus ensinamentos morais. Para Epicuro, a presença do prazer era sinônimo de ausência de dor, ou de qualquer tipo de aflição: a fome, a abstenção sexual, o aborrecimento etc.
A finalidade da filosofia de Epicuro não era teórica, mas sim bastante prática. Buscava, sobretudo, encontrar o sossego necessário para uma vida feliz e aprazível, na qual os temores perante o destino, os deuses ou a morte estavam definitivamente eliminados. Para isso fundamentava-se em uma teoria do conhecimento empirista, em uma física atomista e em uma ética hedonista.
No antigo mundo da zona Mediterrânea, a filosofia epicurista conquistou grande número de seguidores. Foi uma escola de pensamento muito proeminente por um período de sete séculos depois da morte do fundador. Posteriormente, quase relegou-se ao esquecimento devido ao início da Idade Média, período em que se perderam a maioria dos escritos deste filósofo grego.
A ideia que Epicuro tinha era que para ser feliz o homem necessitava de três coisas: Liberdade, Amizade e Tempo para meditar, isto é, aprender a se proteger de si mesmo. Essa filosofia é o que rege muitas empresas de marketing e propaganda: em vez de venderem o produto elas vendem uma destas três opções associadas ao produto. Na Grécia antiga existia uma cidade na qual, em um muro na frente de um mercado, tinha escrito toda a filosofia da felicidade de Epicuro, procurando conscientizar as pessoas que comprar não as tornaria mais felizes como elas acreditavam.
Uma agência de publicidade, inspirada na filosofia de Epicuro anunciou uma bela mansão com um caríssimo carro estacionado na frente e no rodapé do anúncio: “A felicidade não está incluída”. Certa vez, uma grã-fina carioca pediu que Oscar Niemeyer fizesse uma planta de uma casa “que deixasse a pessoa feliz”, ao que Niemeyer respondeu: “Quem é que vai morar nessa casa?”.




Este texto está no blog Oficina de Idéias.
Theodiano Bastos é escritor, autor dos livros: O Triunfo das Idéias, A Procura do Destino e coletâneas
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Voltou o Contador - por Adir Vieira

Descobri que sou um tanto neurótica com meus mimos.
Percebi isso com relação ao contador de visitas.
Confesso que desde o momento em que notei o seu sumiço, o dia não foi mais o mesmo.
Essa noite foi difícil conciliar o sono e deixar de pensar no problema. E olha que já o havia substituído por três, só para testar o melhor.
Não adiantou. Sabe aquela birra de querer o escolhido, só porque deixou de existir?
Pois foi assim. Não queria admitir sua ausência por falhas técnicas no site. Nenhuma explicação me valia. Troquei meu drama com minhas amigas blogueiras, mas nada me tirava do pensamento a falta que ele, o contador, me fazia.
Sei lá a que horas consegui dormir, talvez para parar de pensar.
Não preciso dizer que levantei, hoje, duas horas antes do normal.
Qual foi minha primeira providência após os cuidados de higiene?
Corri para o PC e eis que uma grande surpresa me aguardava. Ao entrar no blog, lá estava ele sorrindo para mim, no lugar de sempre.
Felizmente!



Visitem Adir Vieira
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Felizes - por Leo Santos

Existem poemas felizes,
não que vertam da felicidade;
felizes, à medida que logram
narrativa fiel da enfermidade.

Expressão nítida dos gemidos
de uma alma moribunda;
emergem, pois, com as mãos repletas,
de presas de águas profundas.

Na ventura a poesia dorme,
guardiã fiel, contudo, sem ameaça;
só desperta na estação da desdita
e grita as dores que o agente passa…

O calhamaço em desarranjo,
de tudo o que tenho feito;
denúncia de sua insônia,
jamais a encontro no leito.

Mágico e dorido ofício,
dos que põem mel na dor que têm;
existem enfim, poemas felizes,
pelo menos, para os que os leem…



Visitem Leo Santos
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domingo, 19 de julho de 2009

As Lojas de R$ 1,99 - por Adir Vieira

Ainda não descobri minha atração por camelôs e por lojas de artigos diversos a preço baratíssimo.
Confesso que até já tentei, por várias vezes, prestar atenção nessa “tara”, descobrir a razão exata de tal preferência, mas sempre me perco em explicações óbvias que não me rotulem de brega ou maluca.
Hoje tive a grata surpresa de encontrar, totalmente por acaso, uma bem próxima de minha residência.
Acho que os céus clamaram por isso a meu favor, pois foi mesmo por acaso que a encontrei. Vejam que a rua por onde eu teria que passar estava fechada para obras da Prefeitura e eu tive que tomar outro acesso – esse bendito caminho que me levaria à loja de R$ 1,99.
Tão extasiada fiquei que me detive na porta por uns cinco minutos. Não sei o que a recepcionista pensou ao meu olhar ali, apatetada, como se estivesse diante da Torre Eiffel.
Ela não entende que o grande “barato” é investigar, como um colecionador, as miudezas e se surpreender com o preço baixo, agrupar na cesta muitas e muitas delas e, ao chegar em casa, espalhá-las em cima de uma mesa somente para apreciar a diversidade de cores e as miniaturas.
Sei que grande parte desses produtos são descartáveis, mas a graça está nessa possibilidade. Se duram uma semana, o custo não foi alto e a reposição torna, de novo, a casa nova.
Já na porta, como a convidar à entrada, grandes amarrados de fitas coloridas, em tecido imitando cetim, formavam arranjos delicados propiciados por seus diferentes tamanhos.
No lado oposto, uma prateleira de porta-retratos de todas as larguras, exibia fotos em preto e branco de crianças fazendo graça. O que me chamou a atenção foi a forma como estavam dispostos, parecendo uma história em quadrinhos, devido à sequência de atitudes. A primeira criança, com as mãos esticadas, jogava uma bola, no seguinte, a outra com os braços levantados parecia buscar a bola no ar e assim seguiam as outras imagens.
Bolas, bolas e mais bolas enfeitavam um dos lados de uma parede e exibiam com maestria um arco tão chamativo que o mais experiente decorador de festas infantis talvez não soubesse compor.
E a cesta no meio da loja abrigando bonecas de todas as qualidades? Essa, então, parecia mais uma cama grande, acolchoada, onde, sem se misturar, as bonecas carecas e as cabeludas se harmonizavam, vestidas ou não, e todas pareciam fazer parte da mesma família. Percebi que a forma do rosto era a mesma em todas.
Continuei deliciando minha alma com tanta coisa pequena e colorida. De repente, meus olhos descobriram lá no fundo de um dos cestos expositores, talvez colocado ali por alguém desistente da compra, um desses pequenos relógios de mesa. Sempre acho relógios, onde quer que eu vá.
Com uns dez centímetros de altura, na cor rosa com os ponteiros pretos, era mais chamativo do que um rubi. Tinha tudo que os relógios de mesa de tamanho normal têm. Os pés torneados, virados para fora, campainhas redondas com aquele botãozinho na parte superior, visor com os ponteiros e números indicativos das horas e minutos perfeitamente desenhados, era uma verdadeira jóia.
Não pensei duas vezes – arrebatei-o do cesto com vigor, tomei-o como meu e dirigi-me ao caixa. Paguei por essa raridade apenas R$ 5,99.
Quando saí, a recepcionista ainda ali estava, na porta, a convidar os que saíam a um retorno.
Olhou-me mais uma vez e pude sentir que não entendia minha fisionomia feliz.
Não me importei. Abracei minha preciosidade e rumei para casa realizada.



Visitem Adir Vieira
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domingo, 12 de julho de 2009

Will Durant e a Felicidade - Citado por Penélope Charmosa

Felicidade é a plena expansão dos instintos - e isso confunde-se com mocidade. Para a maioria dos homens, é o único período da vida em que realmente vivemos; depois dos quarenta anos tudo são reminiscências, cinzas do que já foi chama. A tragédia da vida está em que só nos vem a sabedoria quando a mocidade se afasta.
A saúde está na ação e portanto a saúde enfeita a mocidade. Ocupar-se sem parar é o segredo da graça e metade do segredo do contentamento. Não peças aos deuses riquezas - e sim coisas para fazer.
Na Utopia, disse Thoreau, cada criatura construirá a sua própria casa - e o canto brotará espontâneo do coração do homem, como brota do pássaro que constrói o ninho. Mas se não podemos construir a nossa casa, podemos, pelo menos, andar, pular, saltar, correr - velho é quem apenas assiste a isso. Brinquemos é tão bom como rezemos - e de resultados mais seguros. Por isso a mocidade tem muita razão em preferir os campos desportivos às salas de aula - e em colocar o futebol acima da filosofia.



In “Filosofia da Vida”.
Henry Thoreau

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Momento Mágico - por vestivermelho e ZzipperR

No palco da vida atuamos em nossos papéis diários, num texto cotidiano onde tudo muda a todo o momento. No texto que a vida escreve com a habilidade de um mestre, nos reserva surpresas boas e más, porém um dia Deus reservou uma inesquecível para mim e para a Abelhinha.
A arte é mágica e nós somos dois palhaços atuando com amor, assim a nossa força do amor atraiu um momento mágico, reservando as pessoas certas para nosso espetáculo.
A Abelhinha chegou voando com um convite na mão, pedindo que fizéssemos uma festa surpresa para umas crianças no dia das crianças. Como somos palhaços, aceitamos imediatamente, porém pediam que fôssemos vestidos de palhaços.
No dia do espetáculo eu vesti palhaço e a Abelhinha vestiu palhacinha com uma maquiagem maravilhosa, pois não sabíamos quem eram as crianças e fomos de coração aberto para o palco que aquele dia a vida nos reservou.
Nossas mochilas estavam carregadas com pirulitos e os bonecos para divertir as crianças e ensiná-las a viajar no mundo da magia com o carinho e a habilidade que a arte proporciona.
Colocamos tudo dentro do carro e seguimos para o local definido apenas com o endereço. Não sabíamos mais nada, éramos dois palhaços lançados à sorte no palco da vida pela arte.
Chegando ao lugar indicado, tremi, pois era uma casa beneficente de crianças especiais. Um desafio para grandes atores, o momento de mostrar que sabemos atuar, e para isso tivemos que entrar no mundo deles, sair do nosso mundo materialista, individualista e mergulhar no amor, no carinho e na atenção de crianças brilhantes.
Olhei para a Abelhinha, aquela linda palhacinha, toquei com a minha mão em seu rosto, demos um beijo de palhaços e eu falei:
- A hora é essa! O show vai começar!
Facilitamos o máximo possível para que as crianças participassem do espetáculo e começamos a pintar o rosto das crianças, os meninos com bolinhas coloridas e as meninas com flores brilhantes e lindas. Cada rosto maquiado saía daquele mundo e voava na arte, transformando-se em verdadeiro artista. Porém um garoto deficiente visual se aproximou da abelhinha e falou:
- Eu quero ser palhaço também.
- Então você será um lindo palhacinho. Ela fez uma maquiagem maravilhosa nele e eu sentia que alguma coisa especial estava para acontecer.
A Abelhinha lhes ensinava a fazer arte com bexigas, fazendo cachorrinhos, capacetes, corações e pássaros. Elas chegavam a gritar de felicidade enchendo as bexigas coloridas. Quase chorei vendo a atenção e o amor deles pelos que não tinham possibilidades de chegar até as bexigas. Eles compartilhavam a alegria e a felicidade, levando bexigas para os outros e chegou a hora da história com os bonecos.
Eles participaram ajudando a montar o palco e, depois de tudo montado, um deles veio até mim e falou:
- Palhaço! Deixa-me ser um boneco?
Olhei e vi que ele era um deficiente visual, não enxergava nada.
- Deixo! Mas vou te ensinar. Preste atenção! Segura essa madeira. Você vai manusear o boneco na história, segura com a mão esquerda no canto do palco para você controlar a distância. Você vai ser o personagem principal e se eu falar: O menino está saindo da casa, você volta com ele para o palco. Certo?
- Certo!
A Abelhinha participava de cada movimento do garoto, desde a preparação até no ato da cena. Falando para ele assim:
- Quando o palhaço começar a contar a história, você manuseia o boneco como você imaginar que é a cena.
A história era ouvida com atenção, pareciam vivê-la, estar dentro da história e o garoto manuseava a marionete como se fosse ele, como se estivesse enxergando e durante o transcorrer da história não saiu com o boneco uma vez do palco, parecia viver naquele espaço há anos.
O espetáculo terminou e eles fizeram questão de guardar os bonecos com cuidado e atenção, como se estivessem guardando algo precioso, que invadiu seus corações e suas lembranças para sempre. Após terminarem, o garoto deficiente visual me abraçou e falou:
- Palhaço! Como é o nome do boneco da história? Você não falou o nome dele nenhuma vez, apenas falava que ele colecionava folhas.
- Ele não tem nome. Pode ser qualquer um, até você.
- Eu queria que ele tivesse um nome.
- Certo! Então você coloca um nome nele.
- Eu queria que ele tivesse o meu nome.
- Vamos colocar um nome nele. Qual é o seu nome?
- Jesus.
- De hoje em diante, o colecionador de folhas se chamará Jesus.
Agora vamos nos despedir estourando bexigas, que é para dar sorte e a gente voltar aqui mais vezes.
Todos começaram a estourar bexigas numa gritaria de felicidade inexplicável, com seus rostos maquiados, numa cena teatral, sem ensaios e numa atuação perfeita que o espetáculo da vida proporcionou.
Antes de ir embora falei:
- Agora vocês também são atores e podem fazer seus próprios espetáculos, basta deixar a imaginação fluir e a história sairá junto, proporcionando o espetáculo perfeito.
- Vamos, Abelhinha! Chegou a hora de voar, pois hoje a alma está mais leve e pura, carregada de carinho e amor puro.
O palhacinho se despediu tocando o meu rosto, como se estivesse desenhando em um papel, depois tocou o rosto da Abelhinha, sorriu e se despediu.
Saímos daquele lar deixando os atores atuando no palco, e nós éramos apenas telespectadores da vida que acabaram de assistir a um grande e excelente espetáculo, levando como bagagem experiência, ensinamentos e lição de vida, provando que a felicidade está além do que imaginamos.
Obrigado arte! Por mais esse momento mágico.
Um beijo de palhaços.



Zip... Zip... Zip... ZziperR e vestivermelho
VruummmmmmmmZuummmmmmmmm
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Machado de Assis e a Quimera da Felicidade - Citado por Penélope Charmosa

(...) do alto de uma montanha, inclinei os olhos a uma das vertentes, e contemplei, durante um tempo largo, ao longe, através de um nevoeiro, uma coisa única. Imagina tu, leitor, uma redução dos séculos, e um desfilar de todos eles, as raças todas, todas as paixões, o tumulto dos impérios, a guerra dos apetites e dos ódios, a destruição recíproca dos seres e das coisas. Tal era o espetáculo, acerbo e curioso espetáculo. A história do homem e da terra tinha assim uma intensidade que não lhe podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos. Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago. Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim - flagelos e delícias - desde essa coisa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura - nada menos que a quimera da felicidade -, ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão.



In “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.
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domingo, 14 de junho de 2009

Domingo sem Segunda-feira - por Alba Vieira

É um dia colorido que convida
A viver de tudo um pouco de bom
É liberdade, vontade de fazer visita,
De ir à praia, tomar chopp, ver televisão,
De conversar, ler, ir ao teatro,
De rir, fazer esporte e amar de montão.
Às vezes estudar, preparar trabalho atrasado,
Mas essas coisas, restos da semana, isso é nada bom.

Hoje o domingo é bem diferente.
Faço o que dá vontade, sem pressão,
Sem a pressa, pra que o dia não se acabe logo,
Sem aquele sentimento de fim de tarde no Leblon.
É que estou de férias no trabalho,
Livre como um passarinho e sem tensão,
Voo pelos bons momentos de minha vida hoje,
Amanhã acordo tarde, fico em casa, não é segunda-feira não.



Visitem Alba Vieira
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

A Felicidade - por Duanny

Muitos pensam que só merece a Felicidade quem acorda todos os dias disposto a conquistá-la, outros preferem simplesmente esperar que a Felicidade venha até elas, o que fica difícil, porque depois de tanto tempo esperando, tanto tempo sofrendo, a chegada dela pode ser um grande choque, e muitas pessoas se contentam em deixar a Felicidade ir embora.
Outras pessoas acordam todos dias e saem em busca da felicidade, como se fosse um grande prêmio, e o caminho até ela seja o maior desafio de todas a sua vida, e quando a encontram se deixam levar pelo desapontamento, pois para alguns uma vida cheia de obstáculos a serem vencidos e problemas para serem resolvidos parece muito melhor do que ser feliz; elas preferem brigas, discordar e intrigar a quem queira somente ser feliz.
Talvez as pessoas devessem parar de esperar a hora certa para serem felizes... o tempo não espera ninguém. Então a gente devia não esperar perder ou ganhar 5 quilos, ter filhos, ser promovido no trabalho, esperar chegar sexta-feira ou segunda de manhã, pagar todas as dívidas, morrer ou nascer de novo... não há hora para ser feliz, a não ser agora.
Porque não ser Feliz agora? Para ser feliz não é necessário fazer coisas erradas ou sacrificar algo, você só tem que ser você mesmo e viver a vida intensamente, como se cada dia fosse o último, mas não podemos generalizar, ter uma vida assim não é cometer loucuras, mas impedir que seus filhos cometam essas loucuras; não é jogar tudo para o alto e dizer “agora sim eu sou feliz”, mas é saber administrar os erros e compreender a quem te compreende.
Então, não importa a sua idade ou a sua profissão, o importante é VOCÊ ser feliz.



Visitem Duanny
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sexta-feira, 27 de março de 2009

Onde Está a Felicidade - por Jair Antônio Pauletto

Na televisão, um comercial, insistentemente tentando promover um filme, diz que a “felicidade está sob sol da Toscana”. Além de chato, isto me lembrou o tempo em que eu vivia me queixando que não era feliz, que a felicidade era algo impossível.
Quando era criança a felicidade vinha embrulhada em um papel colorido, mas pouco tempo depois os brinquedos deixaram de fazer efeito, pois comecei a desejar embrulhos que meus pais não podiam comprar. Apesar disso, a vida era boa, obviamente que concluí isso somente quando os brinquedos já não me despertaram mais interesse algum. No início da adolescência, tudo que precisava para ser feliz podia ser encontrado na pequena loja ao lado da praça. Nossa! Aquela loja tinha tudo para fazer alguém feliz: vendia tênis, revistas, relógios, eletrônicos, camisetas e qualquer outra coisa que estivesse na moda.
Mais tarde, a danada da felicidade mudou-se para as festas, baladas, namorada, conclusão dos estudos, independência financeira, enfim, estava sempre um passo à frente. Também passou pela ilusão de ganhar na loteria, de comprar um carro novo, de ficar famoso por um talento qualquer. No entanto, sempre que a felicidade parecia estar ao meu alcance, ela dava um jeito de mudar-se para alguma outra coisa que eu precisava alcançar. Assim, passei a acreditar que “só seria feliz no dia em que...”.
Felizmente, após muito tempo e muita pancada na cabeça, descobri que estava me impondo condições para ser feliz, e que cada uma dessas condições se tornava uma promessa para mim mesmo ou desculpas para a insatisfação. Aliás, promessas e desculpas são armadilhas perfeitas para adiarmos a ação, para jogar tudo para o futuro e continuar na ilusão de encontrar a felicidade lá adiante. Isto me fez perceber que estamos aqui para aprender com a vida sobre nós e não para ensinar à vida o que queremos. Então, compreendi que a felicidade se conquista através do desenvolvimento da consciência e que, após alcançarmos determinado patamar, ela nos introduz ao fluido amoroso da vida. Essas leis da vida são fundamentais para nos conectarmos com a sintonia da felicidade.
Mas, afinal, o que é essa felicidade que tantos almejamos? Será que todos podem alcançá-la? Se não soubermos o que ela é, dificilmente saberemos o que fazer, até mesmo, porque, ser bem-sucedido parece não dar garantia alguma, pois a maioria das pessoas consideradas pela sociedade como bem-sucedidas admitem não serem felizes.
A felicidade não pode ser adquirida, perdida ou dada, uma vez que não se pode tê-la, apenas senti-la. Todos nós possuímos uma seta interna que nos indica o verdadeiro caminho para alcançá-la, mas para isso precisamos ter a sensibilidade de sentir e compreender a linguagem da vida. Encontraremos a resposta para todos os questionamentos se tivermos coragem de seguir as sinalizações interiores e melhorarmos a percepção sobre o sentir.
O filósofo Epicuro pregava que a felicidade advém das coisas simples; Confúcio disse que “A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros”. Para Nietzsche: “Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade”. E, por sua vez, Thomas Hardy nos diz que: “A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos”. No entanto, individualmente compreendemos a felicidade conforme o grau de desenvolvimento, o entendimento que temos das leis da vida e a maneira de senti-la.
Portanto, a felicidade não pode ser encontrada no shopping, naquela loja ao lado da praça, como eu pensava, ou na ilusão do “se...”. É preciso entrar na vibração amorosa para que esta atraia o que for melhor para nossas vidas, que isso nos levará à felicidade. Ser feliz é perceber o que é a vida, reconhecer as maravilhas que a natureza nos disponibiliza e enxergar a grandeza de ser humano. Porém, assim mesmo os problemas, a tristeza e a raiva não deixarão de existir, mas quando alcançarmos esse estágio de consciência, esses momentos serão acolhidos com serenidade; o que nos ajudará a perceber as lições preciosas que esses “aborrecimentos da vida” contêm.
Na minha longa jornada, essas foram algumas premissas que me ajudaram a superar bloqueios e falsas percepções, que me impediam de entrar em contato com o meu íntimo e seguir as setas indicativas para a felicidade. O grande segredo foi ter acreditado que todos os recursos e respostas, indispensáveis para alcançar a felicidade, podiam ser encontrados no próprio interior.
É natural resistirmos a tudo com que não estamos familiarizados, mas pelo menos espero que meus erros evitem que caias nas mesmas e infrutíferas ilusões e que consideres a possibilidade de explorar profundamente o imenso e surpreendente território que habita o seu ser; certamente encontrarás o porquê de ser, a felicidade, um bem precioso possível a todos. Nunca fui a Toscana, mas assim mesmo tenho certeza que não é preciso ir até lá para encontrar a felicidade. Boa semana.


Visitem Jair Antônio Pauletto
Friedrich Nietzsche

quarta-feira, 25 de março de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Felicidade

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Felicidade - por Adir Vieira

Feliz de quem pode na vida
Estar onde e com quem quiser
Longe ou perto
Insisto e persisto
Conseguir esse ideal
Idealizo a pessoa
Dela faço objetivo
Aceito planos e feitos
De modo que eu sempre tenha
Essa tal felicidade!
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