Creative Commons License


Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




Mostrando postagens com marcador .S. Ribeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador .S. Ribeiro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Cheers!




Alguns anos atrás dava meus primeiros passos na arte da escrita e na experiência da poesia... Alguns anos atrás, frequentar e divulgar minhas invenções no Duelos me deu novos fôlegos... Sumi, não nego. Mas com orgulho e prazer, desejo de coração compartilhar esse momento especial: o lançamento de meu livro. Ainda que muitos dos que me liam ou leem no Duelos não poderão estar aqui em minha cidade à época da festa, agradeço por somente dar alguns instantes de atenção ao meu convite e que por acreditar que acreditar é possível e necessário. Beijos a todos :*






quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Cônjugues - por S. Ribeiro



à outra ele inflama
tudo verte mobiliza
o tédio lhe enche o
dia com espaços até
que se encha com
sabor de fêmea

de mim pouco estima
vista cansada braços
fracos de mim nada
detém ele permanece
engolindo o que nunca
tira do lábio dela
 

Visitem S. Ribeiro


 

sábado, 14 de julho de 2012

(Sem Título) - por S. Ribeiro


O poema fala sobre... Ah, como gostaria que alguém me dissesse que este poema diz, ou quer, ou pretende!
O poema nos espera. Poemas nos esperam. No mais,

O poeta é uma deformidade
Claudia Roquette-Pinto


E este é meu poema:

 
feito humano
finjo ritmos
que só gritam no escrito
só acendem no cantado
nunca me atingem
suplicam

és um escolhido

feito urbano
serpenteio rios vazios
chamo de lixo
o ídolo do extinto

situo meu corpo previsto
indivisível servido

projeto sombras no estio
altero brios
produzidos no frígido
colher do crítico
o que anula o mirado
sob seu próprio cio

até que
sendo cozido entornado
em vazio ainda humano
anuncio

serei obra do desdito



Visitem S. Ribeiro

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Novidade ou Na Falta de um Poema Mais Intenso - por S. Ribeiro

.
Um homem enraizou-se aqui, todo ou as
partes plenas. Seus olhos verdes são inegáveis, a
tarde também; mas há a pressa que
esconde o medo, mal interpretando-o.

O silêncio é uma constante, parece que
esperando minha morte, desidratando meus
fatores e meu homem
de fantasia.
.
.
.....................Visitem S. Ribeiro
.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

(Sem Título) - por S. Ribeiro

Não estou no melhor momento para falar em renascimento, uma vez que meus fins ou o que está parando à minha frente, não concentra a dimensão de tantos outros olhos testemunhas de grandezas mundo afora. Meu sono, apesar de em dificuldade, por uma benção imensa e benevolente se mantém, hoje, sem carros incendiados, sem corpos em caixões simples, ou quem sabe esperando um caixão qualquer num morro de concreto ou numa rocha de lama; neste momento me calo, minha angústia ainda que proferida não caminharia muito longe.

Vendo este tipo de coisa, eu recolho meus problemas à relativização, e tento os guardar em paz num baú que nunca deixo fechado: é o tal do coração, que sevicia o cérebro, e viceversa. Atualmente estou vazio de lágrimas e recheado de tédio, mas sinto que acima de nós há quem aguarde o momento em me oferecer um tijolo para reconstruir e um bloco inteiro de pedra para quem irá renascer, recrescer, re-reproduzir-se e... Alguma fé eu carrego apesar de minha pequenez. Não posso renascer de uma morte falsa. O quase fim é que merece considerações.
.
.
Visitem S. Ribeiro
.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - por S. Ribeiro

.
Shintoni e a todos:
Não cria que aquele texto suscitasse tanto debate... Talvez tenha sido ingênuo eu acreditar que era somente um argumento contra a violência que não se justifica a muitos homossexuais mundo afora... Todos têm o direito, senão dever de se manifestar, e é ótima de certo modo esta discussão, pois põe à tona a verdadeira posição das pessoas, e só desejo boa sorte no caminho de todos para que não haja intolerância nem tristeza, ah, e creio que isso não agrada nem os olhos do cristão nem os do ateu.
.
.
Visitem S. Ribeiro
.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - Artigo Enviado por S. Ribeiro

.
O seguinte artigo de Drauzio Varella foi publicado na sua coluna da “Ilustrada”, da Folha de São Paulo, no sábado, 4 de dezembro. Republico-o por considerá-lo um dos textos mais lúcidos e inteligentes que já li sobre o assunto.
.
.
VIOLÊNCIA CONTRA HOMOSSEXUAIS
.
.
A HOMOSSEXUALIDADE é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.

Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência a mulheres e a homens homossexuais. Apesar de tal constatação, esse comportamento ainda é chamado de antinatural.

Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (leia-se Deus) criou os órgãos sexuais para a procriação; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).

Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?

Se a homossexualidade fosse apenas uma perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.

Em alguma fase da vida de virtualmente todas as espécies de pássaros, ocorrem interações homossexuais que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.

Comportamento homossexual foi documentado em fêmeas e machos de ao menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.

A homossexualidade entre primatas não humanos está fartamente documentada na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no “Journal of Animal Behaviour” um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre os machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.

Masturbação mútua e penetração anal estão no repertório sexual de todos os primatas já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.

Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas.

Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por mero capricho. Quer dizer, num belo dia, pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas, como sou sem-vergonha, prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.

A sexualidade não admite opções, simplesmente se impõe. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.

Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países o fazem com o racismo.

Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e naturalidade.

Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.

Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser nazistas a ponto de pretender impor sua vontade aos mais esclarecidos.

Afinal, caro leitor, a menos que suas noites sejam atormentadas por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu por 30 anos?
.
.
Visitem S. Ribeiro
.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sublimação - por S. Ribeiro

por enquanto sem rumo
vou ficando: um cupim sem asa
iças fenecidas (menos uma cópula)

tudo pede um pouco de razão
exige parte que você pode não ter
quiçá não ser

por isso o cancro dos caules
por isso a pétala que cai
sem causar dor

por isso meus olhos novos
anseiam luz na morte de tudo
durmo e acordo, esfarelo sonhos

no ônibus o que preciso é comum
só a necessidade nos faz irmãos
compartilho a flor que não gritou

o dia passando nem parece enxergar
a mão inteira que busca um pouso
a boca oferecida esperando gosto

por isso a lâmpada queimada por
isso o pé cego mata cogumelos:
assim caio em mim cogumelo pisado

assim recolho as provas de que já
me tocaram, já toquei, pretendo amar.
todo fim me faz assim
.
.
Visitem S. Ribeiro
.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Divisão - por S. Ribeiro

do que é pergunto
pra onde fores que
não aquilo que conheci
quando de fato foste
o que não sei o que era

és daquilo que vai andando
andas aqui por favor
não te afastes mas ao menos
quando fores não me leve
o que pensar

me faça sentir aqui
o pensamento em teu cheiro
que floreia as mentes delas

parte nelas me servi
algo delas ofereço
pra que não vás
e se fores
escorregue
no que fores meu
.
.
Visitem S. Ribeiro.........................
.

domingo, 10 de outubro de 2010

Para E’le - por S. Ribeiro

Querido, tu vieste com a ferrugem. Me forço a escrever, porque assim traço tua lembrança. Mas preciso imediatamente desenhar meu caminho, que de teus braços para a rua, venho tomando imensa consciência de mim mesmo. Enfim, dentro de um palmo de distância, consegui ver a eternidade. O Sempre constrói sentidos razoáveis em mim. Ando desgraçado e mais perto de searas divinas. É uma oportunidade. Não te esqueço visto que teu cheiro reencarna em todo objeto.

Já não posso mais perceber as marcas de um abraço, que’u guardo como um morto que não pode levar riquezas no túmulo. Te quero porque sou jovem e talvez não mereça outra vida além desta, agora cheia de ti. E o vento nada de palavras leva. Ele carrega tuas coisas, nossas costas, ele sequer nos espera. E termino te dizendo: caso não possas me querer como eu te tenho, aloja com respeito minhas lembranças, que hoje conheço o que chamam paixão, e não poderás me visitar em uma prisão como essa.

as pessoas que não pensam não amam. é irrefutável.
(Sylvia Beirute, Dia de Chuva)
.
.
Visitem S. Ribeiro
.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sem Vergonha II - por S. Ribeiro

difícil cantar algo quando
se está de ossos quebrados
eufemismos não viverão por mim

escondem coisas de minha
juventude mal inspirada
desaprumam sentidos que não
deveriam se fundir
ao desígnio divino

chove chove chove
ele está lá fora aqui
leio florbela espanca

então nada eleito vai
chorar pirraças a um plano
mais alto com certeza
do que nós

e permanecem não nos guardando
como se a luz não ligasse mas
que alguém ligue que gosto
mesmo dos cachorros

não nos guardam

inventam concretos
espinhos mudanças sustentam
coroas com tudo que não
corresponde à pressa com
que o mundo constrói
o desejo de um jovem

não nomeio nem indico
quem porque já o sabem
o céu as pedras as árvores
a cama a loucura

espero como um mato
que não se cansa de nascer

não nos guardam
.
.
.Visitem S. Ribeiro
.
.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Um Sentido Nisso Tudo - por S. Ribeiro

longe de governismos e das ânsias
criamos deuses e reis afins de suor e vinho
perdemos anéis e razões
largamos as bocas a quem as queiram
e nada de choro
que corpo grita e solta mitologias de orgias
lonjuras ancientíssimas e profundas
partes de corpo que só o é
invenções de paredes que hoje não as são
e sem nenhuma tristeza colhemos
corpos e revistas e êxtases
como se fôssemos ainda parte dum sacrifício

vem que nem importa mais
de quantos pés precisamos
canta-se como deveriam nossos anos
não espere nem converse
que aqui se ama aqui se paga
cheios de nós mesmos sem esquemas
banhamos num silêncio de olhos
trompetes e guitarras feridas
num mesmo carnaval
.
.
.
Visitem S. Ribeiro
.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Amigos - por S. Ribeiro

O que consterna foram todas aquelas partes que se foram com o Tempo, ou seja, não estão no passado sozinhas. Provavelmente o Tempo, sem perguntas, os sente e descobre enfim que tudo irá mudar. Assim, alguns seres humanos que encheram de alegria a vida, ficaram no passado, sem morte, o que é pior. Crescendo, ninguém me perguntava dos ossos, ou das palavras, que línguas e formas que enfim surgem quando você ressurge em si mesmo. Absolutamente, estavam lá, mas não pararam a meu lado. E um receio teimoso se descobre nesta manhã, se, talvez, quem agora me ouve e segura não passará de cortina ao vento numa casa antiga, testemunha de galhos secos.

Por que isto acontece? Em meus anseios de crisálida não obrigo ninguém a descobrir que a morfose nunca é estática (claro!); quem sente, fica, observa, acaricia, mas não me impede de ir. Como impedir alguém de ir? Obrigar a não ir? Não faz parte de nada a obrigação, de nada digo que, de nada que dá prazer, óbvio. Amizades passaram a se conservar por status ou afinidade ou oportunidade; talvez por existirmos num tempo de pouca empatia e consciência da mudança, tudo que canta fora do ritmo conhecido parece, digamos, ameaçador. Muitos não ligam se sou um cultor da alma, curioso das teorias, das peculiaridades e destrezas estrelares, comportamentais, estranhas; não, creio que ninguém vê isso. Não aceite, respeite. Não condene, compreenda. O mundo não é um só.

...................................

Acima, parte de um post em comemoração de 1 ano de meu blog. Convido todos os talentos do Duelos (blog que me deu um apoiozão!) a marcarem presença em meu espaço e verem o post inteiro. Obrigado a todos!
.
.
.
Visitem S. Ribeiro
.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Menos que Fronteira, Parte Distância - por S. Ribeiro

erramos erramos e esquecemos este exato momento

sonhamos tramamos consideremos os travesseiros que assim sem ousadia não nos tenho

corpo sim porque não inventas algo para que paremos e reivindiquemos aos sábios, momentos

em silêncio denuncio formas de amuleto formas de silêncio verdades no limite

da minha mão solta e suja
manufatura de fronteiras
eis que invoco aos deuses dum plano ou de um morro
que te esqueça no rio fronteiriço de
meus pés

me puxe que temos entre nós somente pelos não cercas eletrificadas
me mostre além de meu país tuas tundras tuas vergonhas teus espelhos
.
.
.
Visitem S. Ribeiro
.
.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Resposta - por S. Ribeiro

entender a estatura de minha vontade te parece algo difícil? bem sente e pare tente perceber que me vou e nada fazes para impedir. que fazer tenho a aprovar isto? mastigar-me induzir-te a tocar-me sorrir para teus olhos sem nome? vou-me e não posso te obrigar a suster-me. agarras-me, sim? é por ser branco feito uma ovelha tonta que não terei teus ensejos negros.
.
.
.
Inspirado em A Ovelha Desgarrada, de pgricardo.
.
.
.Visitem S. Ribeiro
.
.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Recordações - por S. Ribeiro

.
talvez não me interesse lembrar de nada com essa conversa íntima e própria que tenho comigo assim na minha frente olhos nos olhos sem precisar justificar nada

como uma lembrança

a memória um dia falhará assim como é certo que alguns dias serão de choro mas não pondere esqueça esquecer faz parte da lógica do mercado e das belezas empacotadas e dos sonhos do começo do século não se perceba que isto implicaria numa lembrança morna anule-se para o espelho

talvez aí sobre vida
.
.
.
Visitem S. Ribeiro
.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Papillon - por S. Ribeiro

achei-o como se acha um brinquedo velho
estava num lixo de adultos
num quintal que cheirava a limoeiros e maconha.
achei-o e estava de qualquer jeito
diverso, separado, rasgado, frito
embora tenha vindo comigo.
de todo estava sujo e descobri lá pela página duzentos/quatrocentos e poucas, que lhe falta
(até hoje)
uma página
e impossível encontrar esta página assim
como o encontrei
(contava a história antes da morte de Clousiot).
um novo? talvez. ele é único apesar
de antigo e quebrado.
ainda permanece guardado, só o li duas vezes;
ele é que tem o gosto da tarde de um poeta que já foi livre.
foi o que sobrou de mim aqui.



Visitem S. Ribeiro
Henri Charrière
.

sábado, 31 de outubro de 2009

Sorte - por S. Ribeiro

sorte só existe do outro lado da má sorte
e da má sorte queremos tudo menos que tenha sorte
prefiro bênção
destinada solta morna
a sorte
incontrolável sorte somente pelo acaso inexplicável
bênção é conforto silencioso
que a alegria exagera
sorte longe da morte
não é como bênção no leito da sorte



Visitem S. Ribeiro
.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cururupu - por S. Ribeiro

Do nada donde surge
esta impressão sincera,
defino certos caminhos que
não poderei seguir,
visto que desacatei as
autoridades desacatantes
e estou sem prefeito,
sem governador,
sem conselheiro,
sem a Força Nacional,
sem os espelhos;

e sou o próprio nada
donde a impressão
que agora é nada
surge,
e me faço qualquer
aos olhos de qualquer
um:
que me assaltem,
me comam,
me esmaguem.
Eu no Maranhão,
coisa aqui,
eu para ninguém,
eu para o Estado,
para o cão,
para Deus,
eu para o chão.




Visitem Oriebiro
.
.