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Mostrando postagens com marcador Mote. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mote do Gio I - por Gio

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Mote
Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante



Com o carro em movimento
Aperto o play, o rádio eu ligo
Ouço o hit do momento
Regravação de som antigo

Aula nova, quem prepara
É um professor estreante
Eu conheço esse cara!
Ele me deu aula antes

Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante

Tiro a manhã de folga
Para ver algo de novo
Passeio, nada me empolga
Mesmo ali é o mesmo povo

Chego em um bar diferente
Pra me sentir renovado
Peço um chá-mate quente
É o que estou acostumado...

Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante

Divórcio, fim da união
Procuro livrar-me da dor
Os motivos da separação
São charmes no meu novo amor

Os charmes então viram brigas
Vira stress o compromisso
No meio de tantas intrigas
É, acho que eu já vi isso

Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante

No fim da minha caminhada
Dos meus mesmos erros iguais
Tenho a alma rebocada
Para um lugar com mais paz

A vida me tira as cores
Despeço-me sem nem um oi
No enterro, as mesmas flores
De quando meu pai se foi
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Visitem Gio
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mote do Gio I - por Ana

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Mote
Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante



Não renovo meu currículo,
Ando sempre, ando em círculos,
Não consigo ir adiante,
Déjà vu em cada instante.
Vou vender o meu triciclo...
É apenas mais um ciclo?
Me tornei um ambulante
Nesse mundo roda-gigante.

Mesmo querendo ir em frente
Ando sempre, ando em círculos.
Só como cachorro-quente,
Déjà vu em cada instante.
Como disse meu ex-gerente:
“É apenas mais um ciclo.”.
Como viver tão descontente
Nesse mundo roda-gigante?

Acho que vou desistir:
Ando sempre, ando em círculos...
Não tenho o que digerir...
Déjà vu em cada instante.
Da vida vou me despedir:
É apenas mais um ciclo...
Não vou mais me divertir
Nesse mundo roda-gigante.

Pronto! Não tenho mais vínculos,
Ando sempre, ando em círculos...
Tô num estado agonizante,
Déjà vu em cada instante.
Mantenho a dor ou reciclo?
É apenas mais um ciclo.
Eu só queria um calmante
Nesse mundo roda-gigante.

Não aguento mais purgatório!
Ando sempre, ando em círculos...
Só penso no meu velório!
Déjà vu em cada instante.
Deliro... Anjos no oratório...
É apenas mais um ciclo:
Minha alma num grande empório
Nesse mundo roda-gigante.

Ninguém ouviu minha prece:
Ando sempre, ando em círculos...
Aqui, nunca nada acontece.
Déjà vu em cada instante.
Este marasmo aborrece...
É apenas mais um ciclo?!
Arrependimento entontece
Nesse mundo roda-gigante.

Me mandaram renascer.
Ando sempre, ando em círculos...
Mamadeira, fralda, crescer...
Déjà vu em cada instante!
Ser criança, adolescer...
É apenas mais um ciclo.
Vou trabalhar pra sobreviver
Nesse mundo roda-gigante.

Me tornei um ambulante...
Ando sempre, ando em círculos.
Vou vender o meu triciclo...
Déjà vu em cada instante!!!
Não consigo ir adiante...
É apenas mais um ciclo?!!!!
Não renovo meu currículo
Nesse mundo roda-gigante...
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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mote do Gio I - por Gio

Eu ando muito descontente
Com essa vida estagnada
Onde é que anda toda a gente?
Atualizo o chat, e nada!

Para tudo, gente culta!
Ou melhor: não para nada...
Essa parada é um insulto
Para quem gosta da “parada”

Pode ser só coincidência
Mas vou tomando providência
Pra não declararmos falência

Então, proponho um desafio
“Letra a letra, fio a fio”?
Não, esse é o mote do Gio!

Hora de escolher um tema
Temo, escolho com cautela
Estará em todo poema
Todo moteiro que duela

Resumo, vou ser sucinto -
Dito as regras desse jogo.
Cidadão, aperte o cinto -
Agora o circo pega fogo:

“Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante”



Visitem Gio
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segunda-feira, 23 de março de 2009

Guerreiro da Luz - por Alba Vieira

Mote
Guerreiro da luz segue teu caminho
Onde trevas houver faze teu ninho


Guerreiro da luz segue teu caminho,
Onde trevas houver faze teu ninho,
Que homem do bem consegue ajudar
A toda pessoa por onde passar,
Pois todo brilho que na aura está
A quem chegue perto irá confortar.

Transmuta a dor em paz no coração,
Socorre os aflitos por compaixão,
Traze alegrias, és passarinho.
Cuida, acolhe quem está sozinho.
Guerreiro da luz segue teu caminho,
Onde trevas houver faze teu ninho.

És o bálsamo para o sofredor,
Tuas palavras só dizem do amor,
Cessa conflitos, leva harmonia,
Com flores perfuma tua trilha.
Guerreiro da luz segue teu caminho,
Onde trevas houver faze teu ninho.
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domingo, 22 de março de 2009

Saudade é o Bagaço do Amor - por Alba Vieira

Mote
Saudade é o bagaço do amor,
É só o que resta depois da paixão.


Bebemos néctar nos tempos de ardor,
Nada é pra sempre, fica ilusão,
É tanto enlevo, nem dá pra sentir
Que cedo ou tarde tudo vai ruir.
Notamos, um dia, acomodação,
Já é o começo da desilusão,
Saudade é o bagaço do amor,
É só o que resta depois da paixão.

Vem nostalgia de tanto esplendor,
A mente nos diz: quase tudo passou.
Sofremos, tentamos nos recuperar,
Porém, neste caso, não é pra tentar,
Melhor é aprender a dura lição:
Desapego nas coisas do coração.
Saudade é o bagaço do amor,
É só o que resta depois da paixão.
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quarta-feira, 11 de março de 2009

Cavaleiro das Nuvens - por Moita

Mote
Cavaleiro das nuvens me apresento,
dia e noite ao sabor do vento norte.


Não garanto saber aonde estou.
O meu rumo é o vento que imprime.
Minha meta é aquela que reprime
a certeza de saber pra onde vou.
Meu destino, eu não sei onde ficou,
e se passei por aqui foi pura sorte,
se duvidas, te mostro o passaporte
e visível, lerás no documento;
cavaleiro das nuvens, me apresento,
dia e noite ao sabor do vento norte.
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Cavaleiro das Nuvens - por Moita

Mote
Cavaleiro das nuvens me apresento,
dia e noite ao sabor do vento norte.


Não garanto saber aonde estou.
O meu rumo é o vento que imprime.
Minha meta é aquela que reprime
a certeza de saber pra onde vou.
Meu destino, eu não sei onde ficou,
e se passei por aqui foi pura sorte,
rebanhando a vida e não a morte,
cavalgando, contorno o desalento.
Cavaleiro das nuvens me apresento,
dia e noite ao sabor do vento norte.



Moita pegou este mote no blog de Antoniel Campos, Poros e Cendais,
que, por sua vez, pegou no blog de Márcia Maia, Tábua de Marés.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mote de Raquel Aiuendi - por Ana

Mote
Já que são duelos,
letra a letra fio a fio.


Vou ter que seguir o Moita?
Ai, ai, ai… ficou difícil…
Sempre com oito sílabas?
Me parece impossível…
Já que são duelos, [porém,]
Eu encaro, fazer o quê?
Vou tentando, bem devagar,
Para a métrica manter.
Ui… Isso é que é desafio!
Letra a letra, fio a fio.

Esta não é minha praia,
Sabe bem quem me conhece,
Vou jogar isto no lixo,
Tá feio! Ninguém merece!
Já que são duelos, [Raquel,]
Aqui estou novamente,
Mas agora eu me ferro,
Não há ninguém que aguente!
Isto só dá calafrio…
Letra a letra, fio a fio.

Eu só vou fazer mais uma,
Minha cabeça vai dar nó
Se ficar mais muito tempo
Nesta tortura de dar dó.
Já que são duelos, [tá bom,]
Sigo até o fim leal
À proposta que foi feita,
Ao seu mote inicial.
Ufa! Acabou o trio!
Letra a letra, fio a fio.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mote do Moita - por Ana

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Mote
Deus apesar de ofendido
não se vinga de ninguém



O mundo anda perdido,
repleto de maus bocados…
Releve os seus amados,
Deus, apesar de ofendido.
A cura já vem lá vindo:
o amor e a paz também
nos atos dos homens de bem.
O esperar é custoso,
mas Seu agir é bondoso,
não se vinga de ninguém.
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Mote de Raquel Aiuendi - por Moita

Mote
Já que são duelos,
letra a letra fio a fio.


Vou afiar os cutelos
para entrar preparado.
Mote não metrificado
dificulta esses duelos.
Vamos mudá-lo nos prelos
pra seguir no desafio,
sugiro um mote macio
que traga versos mais belos.
Como já que são duelos,
letra a letra fio a fio.

A métrica é só um reparo
importante de uma vez.
“Já que são duelos” tem seis
sílabas num caso bem raro.
“Letra a letra fio a fio”, reparo;
tem dez sílabas a arrepio.
Mesmo assim eu desconfio
que faremos novos elos.
Como já que são duelos,
letra a letra fio a fio.

De fato é um reparo à toa
que eu nem devia fazer.
O que está pra acontecer
é juntarmos numa boa.
Fosse quem fosse a pessoa
nesse caudaloso rio,
sentindo esse calafrio
de combates tão singelos
Como já que são duelos
Letra a letra fio a fio.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mote do Moita - por Raquel Aiuendi

.
Mote
Deus apesar de ofendido
não se vinga de ninguém



O ser humano está invadido
Por sentimentos tão fugazes
Atos de tormento e violência
Nações que não fazem as pazes
Ferindo nas crianças a inocência
Deus apesar de ofendido
não se vinga de ninguém
No humano tem investido
Pra profusão do bem

O ser humano está invadido
De vaidade, egoísmo, aparência
Esquece que é constituído
De outra parte: a própria essência
Esvazia seu eu, seu interior
E o enche de muita dor
Deus apesar de ofendido
não se vinga de ninguém
Ao humano tem assistido
No caminho do bem.

O ser humano está invadido
Por tantos transtornos
Em tantos ardis tem caído
Fundo do poço, sem retorno
Sem esperança, amor, sem
Nada, sabe muito bem:
Deus apesar de ofendido
não se vinga de ninguém.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Desafio - por Raquel Aiuendi

Mote
Já que são duelos,
letra a letra, fio a fio


Já que são duelos,
duelos fararemos
através de desafios
nem mais, nem menos
letra a letra, fio a fio
desatino seu terreno.

Já que são duelos,
por que não sermos
dueladores amigos
diferenças só termos
letra a letra, fio a fio
no desafio contigo.

Já que são duelos,
por que não duelar
unindo ou não elos
sempre a rimar
letra a letra, fio a fio
venço você no desafio.

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Mote do Moita - por Moita

.
Mote
Deus apesar de ofendido
não se vinga de ninguém



Ele é pai compadecido,
amparo dos desgraçados,
Perdoa os nossos pecados,
Deus apesar de ofendido.
Meu pensar mal entendido
não me pode causar bem.
Stou certo disso, porém
confio num Deus bondoso.
Por ser ele um pai piedoso
não se vinga de ninguém.





Este mote tem 103 anos
e foi dado a um poeta Potiguar, chamado Moisés Sesiom.
Gostaria de vê-lo desenvolvido por outros poetas na Moita ou no Duelos.
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