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sábado, 12 de janeiro de 2013

O Maior Inimigo do Homem Está Dentro Dele - por Esther Rogessi

Em verdade, costumamos dar importância, centralizar as nossas forças e desejos, por muitas das vezes, no que mais tememos. Alguns sentem verdadeira fobia de adoecer, e assim, se descontrolam, sofrendo e adoecendo mentalmente do que temem sofrer no corpo. Correndo o risco de, assim, ser gerado em si um mal psicossomático. Enchem-se de medicamentos e se automedicam para prevenir um mal do qual, normalmente, não seriam acometidos... A gripe suína é uma realidade, porém não será a minha! Não permitirei que a minha mente me aprisione, que faça terrorismo comigo mesma, nem com os que amo! A Bíblia Sagrada tem receita para todos os temas e nos exorta nesse tocante: “Porque o que eu temia me veio; e o que eu receava aconteceu” (Jó 3.25-26). Parafraseando – e não me venham os teólogos me contradizer, em que, hermeneuticamente, o sentido do versículo seja outro. A Palavra, para mim, é viva eternamente – : os meus medos são ímãs que tendem a atrair para mim o que, em verdade, rejeito; há o que, mesmo inconsciente, não suporta a ideia de passar por privações e pobreza... Há ainda, o que tem, em si, a necessidade de ascender, de obter privilégios, de liderar, de se destacar dos demais etc., desta forma, vivem trabalhando incansavelmente, esquecendo-se de si e da família. Gerou filhos, que em verdade, não os tem, e entregou a mulher para outro, pois, “a busca pelo ouro, por muitas das vezes, nos faz perder tesouros.” A esse respeito, há uma frase muito pertinente de David O. McKay: “Nenhum sucesso vale o sacrifício de um lar.”... O mais importante na vida é sabermos que nada somos se não tivermos a certeza de que existe um Ser Criador e Soberano sobre todos e todas as coisas. Que Nele está a saúde e, nesta, a disposição, a perspicácia, perseverança, força, para as nossas buscas e crescimento em todas as áreas, quer secular ou eclesiástica, desde que dentro da moderação. No tocante ao caráter, sabemos, não poder perder a nossa essência, pois ela é o registro da nossa existência. Se a perdermos, seremos nulos. Passaremos a adquirir o caráter alheio... Somos únicos quanto ao pensar, agir, enfim, SER! Nisto se encontra a beleza da vida. Ao que conhece a Cristo, a única boa mudança que devemos almejar é adquirir o Seu caráter, vale a pena imitá-LO em ações, buscando ser a sua semelhança. Ao que crê – biblicamente falando – não se deixará abalar. Saberá ser fiel no pouco para que, assim, Deus o coloque sobre o muito. O Salmo 23 diz: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.” Mesmo em meio às privações, se tivermos ao Senhor, não seremos abalados. Teremos a certeza, em Cristo, de que as necessidades terrenas são momentâneas, passarão! Só sai das nossas mãos o que não é nosso. Por muitas das vezes, até pensamos ser, porém, o que nos pertence de fato permanecerá conosco... Tudo é uma questão de saber e aprender a enxergar. Pois enxergar é mais que ver!



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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ser Homem Não é Fácil... - por Gio

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Quando falei em “mundo feminista”, recebi muitos contra-argumentos (fico contente de não ter recebido xingamentos, só argumentações) de mulheres que discordavam, sendo que quase todos eles se baseavam em 3 pilares: salto alto, menstruação e arrumação. Em resumo, a mensagem que tentaram me passar foi “Conseguimos esses direitos, porque a vida de mulher é mais difícil. Nós merecemos mais!”. Permitam-me discordar.

Ninguém sabe ao certo a origem do salto alto, mas os primeiros a usar foram homens de baixa estatura, que queriam demonstrar imponência e poder. O salto foi adotado pelas mulheres por vontade própria, para realçar suas formas. Mulher que usa salto, é por vontade própria – ou determinação de uma chefe mulher. Gostamos? Sim, mas isso é consequência, e não causa.

Menstruação, gravidez e derivados são atributos da natureza característicos das mulheres. Elas passam por coisas que não passamos, mas nós também temos desvantagens biológicas (muitas derivadas de vantagens). Mulheres merecem crédito por isso... Mas os homens não? O homem moderno tem que saber lidar com a TPM da mãe, da esposa, da irmã e da filha. O homem moderno faz as vontades da gestante que tem o ritmo de vida diminuído, e acompanha a mãe que está de folga, enquanto ele volta ao batente depois de uma semana – e divide as tarefas de cuidar do bebê.

Quanto à arrumação, faz muito tempo que homem não pode ser desleixado. Homem tem que ter barba feita ou aparada, unhas feitas, ser perfumado, bem arrumado, pontual, inteligente, bom de papo-beijo-cama, sem barriga e de preferência sarado. As exigências aumentaram tanto que o antes tão importante romantismo acabou ficando para escanteio. O homem tem que se arrumar, se preparar, estar perfeito, ser um cavalheiro, e ir buscar a dama – tudo isso em dez minutos. Tudo isso para esperar os 50 minutos restantes da arrumação feminina.


O meu ponto principal – que talvez eu não tenha salientado como deveria – é que as mulheres lutaram não por uma transformação total, mas por uma agregação de direitos. O que se vê em muitos casos não é uma mulher que quis passar da antiga dona-de-casa para a mulher moderna, mas sim uma mulher que quis conquistar direitos novos, evitar os deveres que deveriam vir acompanhando, e ainda manter os direitos que a mulher antiga tinha.

Mulheres lutaram tanto para trabalhar, mais ainda acham irracionalmente que o homem é que tem que pagar as contas; mulheres lutaram pela independência, mas elas mesmas difamam as poucas que tentam tomar a iniciativa nas relações; mulheres lutaram pela igualdade no mercado de trabalho, mas ainda se utilizam de técnicas de sedução para conseguir facilidades; mulheres lutaram tanto para retirar o estigma de “sexo frágil”, mas recorrem a ele sempre que julgam necessário ou oportuno.


Mas o que mais me impressiona é ter que ouvir que, apesar de tudo isso, a vida da mulher não é nada fácil. Ser homem é moleza. Queria ver um homem ficar na pele de uma mulher durante uma semana. Pois bem, eu dou dois... quem sabe três dias para uma mulher ficar na pele de um homem.

Os homens naturalmente têm uma estrutura corporal mais forte, então o trabalho pesado sobra para nós. Trabalho braçal, cansativo, resistência: é nessa hora que o “sexo frágil” é reativado. Nós furamos, carregamos, subimos no telhado, pintamos debaixo do sol. Desculpem o sarcasmo, mas é realmente muito difícil ser uma mulher quando se tem que usar um salto alto para subir na mesa e pular enquanto corremos atrás do rato. E as poucas mulheres que fazem o trabalho pesado não falam que vida de homem é fácil.

O tempo passou, as coisas mudaram, mas ainda temos que ser o suporte emocional da família. A base sólida. A rocha. Devemos ser sensíveis, mas só no sentido de sermos compreensivos e ouvintes. Não podemos sacudir, não podemos estremecer, não podemos chorar. Nosso dever é estar sempre ali, inabaláveis, para que a mulher possa cair e ter onde se apoiar. Instintivamente, é o que toda mulher quer.

Há um concorrente bem forte para a gravidez: o serviço militar. Troque o exame acompanhado do marido pelo exame médico de admissão: digamos que ficar de roupas íntimas no inverno, junto com alguns desconhecidos e na frente de 5 militares e um médico, para falar (e provar o que se falou) sobre doenças pubianas não é uma festa. Troque os 9 meses de cólicas e contrações por 10 meses de reclusão: em vez do apoio da família, tem-se a pressão psicológica e humilhação pelos superiores; em vez do repouso, tem-se trabalho árduo e remuneração baixa; em vez de dores ocasionais, tem-se 12 horas por dia de sacrifício; e nem se pode pedir para o sargento sair no meio da madrugada buscar aquele doce que deu vontade de comer.

A exigência dos homens é virtualmente maior, isso é fato. Mulheres têm mais liberdade para serem, estarem, sentirem e demonstrarem. Homens têm a postura, os atos, o comportamento e todo o resto julgado, tanto por outros homens, quanto pelas mulheres. “Andar na linha” é uma expressão de uso exclusivamente direcionado ao público masculino.


Não somos melhores ou piores – somos apenas diferentes. E temos que respeitar essas diferenças, e parar de forçar a barra para anulá-las (principalmente se for de um lado só). Homens e mulheres são assim: opostos, únicos, mas seres que se necessitam, se completam. E todos nós nascemos dessa união, não é mesmo?
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Desperdício de Energia - por Alba Vieira

Hoje, ao passar por várias academias de ginástica, me ocorreu que o que acontece ali é uma tremenda perda de energia e um comportamento antiecológico generalizado. E, pensando em termos da nova realidade planetária, é um contrassenso tanta gente passar tantas horas queimando energia sem produzir outra coisa que não suor.
Não que eu seja contra exercícios físicos, muito pelo contrário. Mas é que todo o esforço que é feito nesses locais, que faz tanto bem à saúde, bem que podia de quebra trazer benefício a outras pessoas também.
Ao pensar dessa forma, imediatamente me pus a delirar. Imaginei como seria interessante que as pessoas que malham depois do horário de trabalho, fizessem esta atividade, por exemplo, numa frente de trabalho voluntário na construção civil. No fim de algum tempo, elas teriam o imenso prazer de ver antigos desabrigados ocupando moradias construídas com sua participação. Outras, queimariam calorias à beira de um fogão numa cozinha onde seriam preparadas refeições comunitárias. Quem gostasse de se exercitar ao ar livre poderia correr atrás de pimpolhos numa creche para filhos de mães que precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos. E as caminhadas poderiam ser feitas todas as manhãs, acompanhando pessoas da terceira idade que estão jogadas em asilos e passam semanas inteiras sem interagir com ninguém. Parece bem simples, mas sei que é difícil acontecer.
É que nós estamos cada vez mais obsessivos e essas opções são formas mais criativas de usar a energia.
Então, eu temo que continuarei a passar por salas envidraçadas cheia de gente solitária com fones de ouvido, correndo atrás de nada ou não sei do quê, fazendo movimentos repetitivos, sem um mínimo de consciência corporal, aguardando talvez um momento de azaração pra quebrar uma rotina insípida e vazia.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O Ser Mulher - por Esther Rogessi

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Quando ‘O Criador’ fez todas as coisas, desde a porção seca até as muitas águas; dos répteis até as aves; da grama verdejante até as frondosas árvores... Quando tudo se LHE apresentou perfeito, cuidou Ele de criar o que seria mais perfeito do que toda a Sua criação: o homem!
E deu-lhe o comando, o poder, o domínio sobre toda a carne, até mesmo sobre a temível serpente... Porém, viu Deus que, sendo o homem a sua obra mais perfeita, precisaria de alguém que se equiparasse a ele... Assim, ‘por fim’... criou a mulher!
Sabendo O Senhor o potencial da ‘sua criação’... e quão audaz, sagaz, ardilosa, sensitiva, intrépida e reconhecidamente inteligente era ela - foi quem primeiro falou com a serpente, sem temor - cuidou para que esta não estivesse à frente, nem por trás do homem, mas ‘como que à frente’ - a adjutora -, posição de quem está lado a lado.
O machismo faz com que seja propagada a ideia - machista - de que a mulher proveio do homem... Não entendem o sentido metafórico tão peculiar da Palavra. Acaso não é o homem fruto da mulher?... A ordem natural das coisas mudou...? Certamente que não!
Deus fez o homem segundo a sua imagem... faria a mulher segundo a sua resta?
Não é a mulher quem primeiro o carrega no ventre?
Não é o homem nutrido por seu corpo e formado por seu sangue?
Homens se dizem cabeça, e que a mulher é seu pescoço...
O que é uma cabeça sem pescoço...?
Diante dessa falácia machista... apresenta-se uma teoria, não feminista, por defender a determinação divina de ser o homem cabeça, porém de saber ser verdadeira a Palavra quanto ao fato de que Ele não faz acepção de pessoas - que os amantes da hermenêutica não contradigam -, é obvio que o pescoço embeleza a cabeça e lhe dá direção, permite-lhe o movimento... Penso, no entanto, que se o Criador, logo após o término de Sua maravilhosa obra, percebeu que a mesma não estava completa, faltando um ‘vital desfecho’... e, tendo feito o homem cabeça, fez da mulher simplesmente o seu cérebro... Assim, ela, a mulher, não é vista... Não está à frente, nem por trás do homem, mas, contida em cada um deles...
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Natal Se Foi... Um Novo Ano Está Por Vir - por Esther Rogessi

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Mensagens de amor e paz, pensar unânime, escrita inconscientemente copilada, plagiada... Quem se atreve a ‘escrever verdades’ que não às ‘natalinas’...?
Sirvo a um Deus que transforma corações, o Natal não transforma! Por que esperar uma data específica para desejar paz e bem aos amigos...?
Por que não paz aos nossos inimigos?...
Por que se achegar aos vizinhos detestáveis na virada do ano e no dia seguinte virar o rosto, ou falar entre dentes?
Por que presentear aos amigos se a máxima da fraternidade está em amar os nossos inimigos?
Por que alimentar e banquetear quem não tem fome, enquanto que nas esquinas da vida crianças comem lixo e nós nos lixamos!?
Natal é a festa máxima dos LOJISTAS – fazedores de ilusão – para eles VIVA O NATAL!
O que é o Natal senão a bandeira branca enfiada entre exércitos adversários, em campo de batalha...?
Portanto, façamos de cada dia um Natal! Que possamos ter o caráter do ‘Papai do Céu’ presenteando a todos sem fazer acepção...
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dignidade ou Morte - por Esther Rogessi

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Quem busca a verdade, quem obedece à lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã.(Gandhi)
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Aminetu Haidar, mulher, mãe, ativista saharauí, defensora dos Direitos Humanos do seu povo, luta pela libertação do “SAHARA OCIDENTAL”, indo de encontro à violação dos Direitos Humanos pela Espanha e Marrocos. Aminetu Haidar está impedida de voltar ao seu país por ter escrito no formulário de regresso as palavras “SAHARA OCIDENTAL”, tendo o seu passaporte confiscado.

No dia 10 de dezembro, dia Internacional dos Direitos Humanos, foi contado o 25º dia de greve de fome pela ativista que se encontra no aeroporto de Lanzarote. Aminetu recebeu as visitas incentivadoras de eurodeputados do GUE/NGL além de outros influentes, como apoio e forma de pressionar o governo espanhol e marroquino, procurando obter uma solução para que a ativista possa regressar à pátria... Quando entrevistada e frente ao questionamento feito sobre o que seria dos seus filhos caso ela viesse a falecer, Aminetu respondeu: “Eles perderão a mãe, mas, obterão dignidade.”

Há convocação em toda Espanha e países simpatizantes com a causa... com movimentos em prol da volta de Aminetu à pátria. Será lida uma carta redigida por intelectuais ao rei de Espanha, para que o mesmo interceda junto ao rei de Marrocos pela vida de Aminetu. Esta petição tem o apoio de Miguel Portas, entre muitos outros. Pede-se um grito face às graves violações dos “Direitos Humanos” no Saara Ocidental.

Miguel Portas se dirige em carta aberta ao embaixador espanhol em Lisboa usando os termos: “não é razoável o fato de um país que não reconheceu a ocupação do Sahara Ocidental pelo reino de Marrocos, aceitar a imposta estadia de Aminetu Haidar em Lanzerote, lhe oferecendo a condição de refugiada o que está totalmente fora da aceitação da mesma, pois o seu desejo é ser cidadã na sua própria terra”. O escritor português José Saramago, após visitar a ativista saharauí, afirma que sua saúde está cada vez mais debilitada e diz: “se ela morre todos seremos moralmente mais pobres”. Palavras de Saramago em entrevista ao jornal El-País.

CHAMO ATIVISMO A VOZ DOS MANSOS EM MEIO ÀS INJUSTIÇAS!...
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Mahatma Gandhi.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Quando o Silêncio se Transforma no Maior dos Males - por Esther Rogessi

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Lo más atroz de las cosas malas de la gente mala es el silencio de la gente buena.(Gandhi)
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.Há homens que foram eternizados por seus atos. Contínuos ou momentâneos. Homens exteriormente frágeis, porém trazendo em si uma fortaleza ímpar; quase sempre silenciosos, porém dotados de sabedoria - filha do silêncio, da observância, oração e meditação! Enganosamente, alguns confundem o silêncio com fraqueza, porém, o seu poder é incontestável - é uma arma poderosa, precisa e avassaladora. O silente não é mudo, passivo e/ou subjugado, ele é preciso! É verdadeiro; exímio estrategista. O falante se perde na oratória - muitas promessas e pouca ação - aliás, falar não combina com agir. A máxima do poder está na quietude. “A ação de um ato é o clímax decorrente dos preâmbulos silentes.”
O maior dos homens - Jesus Cristo - era comedido nas palavras. No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente (Provérbios 10.19).
A natureza, Sua criação, é exemplo para tantos quantos, silentes, a observam. A luz e o ar, mesmo que tênues e silenciosos, penetram profundo; a vida terrestre é dependente do silencioso e invisível oxigênio. Há poder no silêncio, lembro-me do poder existente nos olhares dos meus pais... que poder de liderança existia neles!... Quem de nós - seus filhos - se atreveria a desobedecê-los?
“O verdadeiro poder está na ação silenciosa de uma determinação!” Deus, o Poder Supremo; Incontestável Existência; Silente e Invisível a ponto de - por muitos - ser desacreditado por assim ser... Silenciosamente rege o mundo, determinado no cumprimento de Suas Leis, faz-se ouvir no momento preciso pelos que as desobedecem.
Ele, o maior pacificador que a história registrou. Por isso é o Príncipe da Paz! “Pacificador não é o ser passivo, submisso, inerte e/ou apático. Porém, é o que usa de todas as armas, geradas através do ‘poder do silêncio’, até o momento máximo, quando, enfim, se faz necessário ser ouvido!” O homem, obra de Seu poder, é gerado em silêncio, até o momento da ação final: o nascimento.
*O termo pacificador no grego literalmente quer dizer: O que promove a paz; fazedores da paz; os que trabalham pela paz; o que é determinado em promover a PAZ. Sabemos, porém, que a concretização desse ideal, por muitas vezes, origina guerras.

Gandhi usou as armas do silêncio, não da indolência. Agiu, usou a palavra no momento oportuno, se fez sacrifício vivo - em forma de jejuns e orações - por muitas vezes sofreu prisões, lutou pelos direitos dos hindus, pregou a não violência como arma poderosa, organizou uma greve em 1922 pela queda de impostos, causa nobre e meios nobres de lutar, porém o povo se levantou em fúria e depredou patrimônios públicos, Gandhi se confessa ‘culpado’ e é preso. Em 1930 viaja a Londres, Inglaterra, para negociar a independência da Índia, em vão. Em 1947, a Índia se torna independente. E o fanatismo dos hindus e mulçumanos os levarou a uma batalha sangrenta, resultando em milhares de cadáveres pelas ruas. Os mulçumanos reivindicam um Estado independente, o Paquistão.
Em busca pela paz, Gandhi aceita a divisão da Índia, com o fim de evitar mais derramamento de sangue entre hindus e mulçumanos, e atrai para si o ódio dos nacionalistas hindus. Usa suas armas silenciosas: o jejum e a oração. Consegue o que nenhum político conseguira. Porém, aos trinta dias do mês de janeiro do ano de 1948, aos 78 anos de idade, é assassinado por um hindu.
A causa é pacífica - a injustiça social, em suas múltiplas formas, é oriunda da ganância e do abuso de poder; toda a forma de maus-tratos aos seres vivos quer sejam homens, animais e/ou a natureza -, os meios são pacíficos, a reação opositora é que conduz o homem à guerra.
Certa vez, falei que Jesus foi o maior político da história. E logo alguém fez à pergunta esperada:
– Por que político?
Respondi-lhe:
– Porque o seu compromisso maior foi com a vida – do Seu próximo – e com a verdade. Esses são os requisitos para a formação do caráter de um verdadeiro líder.

Lembrei-me de uma frase célebre:
“Minha devoção à verdade empurrou-me para a política; e posso dizer, sem a mínima hesitação, e também com toda a humildade que não entendem nada de religião aqueles que afirmam que ela nada tem a ver com a política.” (Gandhi)
O pacificador é um político em potencial. Os que ora se nos apresentam são degenerações da boa raiz: politicagens de politiqueiros, jamais políticos e ainda menos política.
“Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra.” (Mt 5.4) “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.” (Mt 5.9)
Mansos são todos quantos lutam pela paz! De outra forma, nenhumas terras teriam por herdade nenhum legado, nem mesmo a “liberdade” – os maus, os roubadores, certamente não abririam mão delas. Este fazedor de paz, o pacificador, deve ser ativo, é preciso fazer algo. Não sejamos apenas pacifistas, mantenedores da paz, porém pacificadores, fazedores da paz.
O pacificador tem por pátria o mundo.
O amor é a sua máxima. E o seu próximo nem sempre é o mais próximo, porém é todo aquele do qual se tem conhecimento em injustiça; sua causa é toda a que foge ao amor e ao respeito, intencionando a promoção da paz. Todas as nações, todos os povos são de sua total responsabilidade.
Assim, como o senhor de um lar o é de fato e a ninguém deve satisfação quanto ao andamento desse - desde que comungue com as leis e estatutos vigentes, abrindo exceção quanto a toda ação marginalizada, mesmo que dentro do espaço declarado e legalmente seu - desta mesma forma o ‘pacificador’ tem direito de denunciar todas as ações más dos homens maus, quer seja onde for. Com o intuito de fazer o bem e promover a paz, sem que com isso seja taxado de antiético!

O SILÊNCIO DOS HOMENS BONS É MAIS ATROZ DO QUE TODO O MAL QUE OS HOMENS MAUS POSSAM COMETER! (Gandhi)

É segundo a verdade ora expressa através desse pensamento Gandhista, porém coerente com a verdade bíblica: “Abre a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham em desolação.” (Pv 31:8) Que me pronuncio no tocante aos horrores existentes em nações longínquas, tais quais China (com sua matança de meninas) e a Índia, do pacificador Gandhi, onde a mulher é tratada como um ser inferior em pleno século XXI. Onde impera o aborto seletivo. Fetos do sexo feminino são selecionados e condenados à morte. E quando chegam a nascer são mortas por afogamento produzido conscientemente pelos próprios pais... Assista ao filme e/ou vídeo Matruboomi.
As fotos e/ou vídeos são deveras chocantes, chegam a agredir a nossa paz interior; a ferir nossas retinas, porém são chaves para o despertar de que nem tudo são flores e/ou amores. Há injustiças, horrores, ultrajes e abominações à espera da denúncia dos “bons” estruturadores e pacificadores através das letras...
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O MAIS HORRENDO DE TODOS OS CRIMES: A PEDOFILIA A MAIOR AGRESSÃO AO INOCENTE E AO INDEFESO!
A criança é a esperança mundial para dias melhores.
“Instrui às crianças e não será preciso punir os homens.” (Pitágoras)
É fato que toda transgressão atrai uma punição. É lei divina, universal e natural, visto que a própria natureza reage diante da usurpação e/ou degradação aos seus limites, em uma demonstração clara e precisa de que as leis existem para que as obedeçamos, do contrário, não serão leis. Estas são implacáveis em sua justiça. Não fazem acepção e os que a elas não se moldarem estarão fora-da-lei e nessa condição marginalizados.
Na nossa nação, Brasil, há quase que impunidade sobre crimes, que estarrecem-nos. A horrenda PEDOFILIA é um deles. Sabemos que recentemente um dito JUIZ - não de futebol, porém, executor das leis -, pedófilo, recebeu por sentença, a aposentadoria - quantos trabalham toda a vida honestamente, sem que possa usufruir desse direito? - para que pudesse aplicar mais tempo à prática do mal?...
Quantos homens bons estão a praticar o maior dos males, mais atroz do que os praticados pelos homens maus... O SILÊNCIO!!! (Paráfrase da frase de Gandhi).

Sejamos pacificadores e não espectadores. Promovamos a paz!
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Mahatma Gandhi.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Teoria Literária e Questionamentos sobre o Indriso - por Esther Rogessi

Essa variante surgiu devido ao apreço e requinte existente no soneto. Surgiu no século XX, na Espanha, criado por Isidro Iturat, espanhol de Villanueva i la Geltrú, nascido em 1973. Isidro pensou em uma nova forma de soneto e este novo formato caiu ao gosto de vários autores, espalhando-se na Europa.
Em verdade diz o seu criador: “O indriso é uma imagem que a minha cabeça criou de forma espontânea. Às vezes, faço o exercício de visualizar a estrutura dos poemas mentalmente. O indriso surgiu em um momento em que meditava sobre o soneto e em um determinado instante, vi as estrofes da figura clássica se condensando desde o padrão (4-4-3-3) para o (3-3-1-1)”.
Hoje, radicado em São Paulo /Brasil, desde 2005, Isidro leciona literatura espanhola e se dedica à arte da escrita.


Curiosidade
A origem da nomenclatura: sendo o indriso uma variante do soneto, o qual, alguns atribuem a criação a Jacopo Lentini, aconteceu um fato curioso na vida de Isidro: uma garota, contando os seus três anos de idade, esforçando-se em chamá-lo pelo nome, sem conseguir, insistia em dar-lhe o nome de Indriso. Isto chamou a atenção daquele que viria ser o criador da variante do soneto: “o indriso”.

Podemos encontrar no site Indrisos.com a primeira coletânea do autor, “El Manantial”, inteiramente disponível online. Há exemplares em outros idiomas além do espanhol. Inclusive tupiniquês.
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Exemplos (3-3-1-1)

Luna Menguante
................(Isidro Iturat)

El sentauro se asoma por la ventana
Y La mujer dormida está hablando em suemos
Llora y rie porque um centauro la rapta

Cabalga em su sueño la mujer dormida,
Cabalga em su sueño y es cabalgada
Em La selva, nadie la oye cuando chilla

Llora y ríe como nunca em vigília

El centauro la mira por la ventana



Quem Me Dera... Poder Ser Eu!................................(Esther Rogessi)

A lágrima que não chorei,
e o grito que não fiz ouvir,
em mim tranca se fez...

Verdades que não falei,
E, o amor que não vivi...
Assim, minh’alma mutilei.

Quereres que só eu quis...

Eu poderia ter sido feliz!


Indriso publicado como destaque no livro “Versos Inéditos”, jul./09.
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Isidro usa de transparência ao afirmar e defender a tese de que a sua criação inovadora é definida pela estruturação, à qual ele impõe os limites que se seguem, segundo as suas palavras: “O único limite no indriso está na associação dos dois tercetos e das duas estrofes de verso único duplicados, pois é isso o que o define. Em relação a outras particularidades textuais (medida nos versos, rima, temática, estilo, associações de vários indrisos etc.) o autor tem total liberdade criativa.” Palavras de Isidro Iturat quando em entrevista à Revista SAMIZDAT.
Em outra entrevista à Revista Los Argonautas.net, Espanha, mar./09, o escritor e poeta nos esclarece as limitações de tal estruturação e diz: “O indriso é um poema estruturado em (3-3-1-1), que admite qualquer tipo de rima e medida (métrica), nos seus versos.”
Ou seja: sua estrutura é livre quanto a rima e métrica, porém, se não estiver estruturado dentro da forma (3-3-1-1), não será o indriso criado por Isidro Iturat.

As inúmeras variações que se nos apresentam são de outros autores. Os estudos por eles feitos ao longo dos anos deram origens a novas formas de estruturações, geradas do indriso original.
O escritor diz ter conhecido formas e esquemas, tais quais podemos ver a seguir: 3-3-2, 3-3-3-1-1, 4-4-1-1 etc. Autores diversos têm chamado a essas novas formas de indrisos. No entanto, diz Isidro não achar pertinente assumi-los como tais, pois mesmo que sejam oriundos do esquema 3-3-1-1, ficam longe do original. Isto, no tocante ao ritmo, visual e arquétipo. Exorta a todos quantos estiverem usando as novas estruturações a procurarem “outras denominações e/ou nomenclaturas, para se referirem a elas...”
“Devemos considerar o fato de que, assumindo-os, poderíamos cair em uma ILIMITAÇÃO, o que tornaria a sua definição sem sentido” - afirma o escritor. Por outro lado, a escritora uruguaia Teresa Marcialetti apresentou a Isidro uma proposta, a qual o escritor viu de forma diferente, achando coerência em seus estudos. Ela investigou as possibilidades de combinações do 3 e do 1 duplicados. Por sua vez, Isidro, com a devida permissão, também estudou o assunto. Contrariamente a todos os outros esquemas por ele vistos, achou grande afinidade entre o 3-3-1-1 e outras variantes mostradas a seguir, considerando as formas em que os dois tercetos e as estrofes de verso único podem se relacionar.

Isidro acha adequado considerar uma nova terminologia baseada nos conceitos de sístole e diástole, entendendo a transição de 3 para 1 como um movimento de contração do discurso e a transição de 1 para 3 como um movimento de expansão:
3-3-1-1: indriso ou indriso em sístole
1-1-3-3: indriso em diástole
3-1-3-1: indriso de duas sístoles
1-3-1-3: indriso de duas diástoles
3-1-1-3: indriso em sístole interna
1-3-3-1: indriso em diástole interna

Como vemos a seguir existem inúmeras possibilidades de estruturação: 3-3-2-2; 2-2-1-1; 3-3-1-1... Podemos denominá-las indrisos?



O Laço (3-3-2-2)..................(Esther Rogessi)

O amor é um grande laço...
Lindo como o jasmim...
Em minha volta o teu braço,

Não te separas de mim...
O caminho contigo faço,
Apegamo-nos enfim...

Não é de fita esse laço...
Estás contido em mim!

Dele não se desvencilha,
Não se tem como fugir...
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Publicado como destaque no livro “Versos Inéditos”, jul./09.
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Retalhos (3-3-1-1)
Trago em minh’alma múltiplo sofrer,
Chegando assim, a ser, tornei-me nulo ser.
Exausto viver, quero não mais querer!...

Nulo existir, enfim: Quem vive em mim?
Quero sem ter, tenho o que não quero.
Quereres adquiridos sou um ser induzido!

Tecido de carne e sangue, robô sensitivo!

Sentindo e sofrendo, por não agir, morrendo!
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.Fontes de pesquisa: Google; Revista SAMIZDAT e
Revista Los Argonautas.net, Espanha, mar./09.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Quando o Cão Vale Mais que a Criança! - por Esther Rogessi

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Ao publicar uma matéria sobre os maus-tratos à criança, colocando uma foto da triste realidade da fome, oriunda do descaso, não só concernente às forças governamentais, porém de cada um de nós, cidadãos do mundo, pessoas reagiram se expressando verbalmente, por vezes denotando indignação pelo sofrimento exposto de forma clara através da foto que, por si só, falava da realidade da subvida na qual se encontram tantos outros. Diante desse quadro triste e cruel, porém verdadeiro, realista, disse alguém, simplesmente, não ter palavras; outros, ser a matéria, forte e comovente; ainda houve quem falasse ser o texto lindo, porém muito duro! Pasmei, no entanto, quando li outro comentário a respeito, dizendo: “quem quer olhar?...”

“Para o escritor, cada texto, é a criança que ele pariu! Esta, jamais estará pronta. A cada olhar seu, se sentirá propenso a acariciá-la, mudando algo, tentando melhorar!”

Assim, meditando sobre o texto e as opiniões diversas, através da observância cheguei a conclusões mais tristes e mais fortes que a realidade da fome. Infelizmente, a maioria de nós costuma fugir do que julgamos nos maltratar... ferir a nossa visão! Há um dito popular que diz: “O que os olhos não veem o coração não sente!” Não podemos esquecer, jamais, que ao agirmos desta forma estaremos entregando seres humanos, nossos irmãos, à dura sorte, ao lixo e/ou à morte! Se podemos fazer o bem e não o fazemos, estaremos a errar. As grandes conquistas se originaram das ações. A princípio pequenas, e estas conduziram homens e mulheres à execução das que se tornaram revolucionárias. Através das quais, hoje, usufruímos sem percebermo-nos do custo delas.
Para que haja mudanças é preciso, antes de tudo, da conscientização de um povo. Jamais exerceremos cidadania nos esquivando da triste realidade reinante na nação e no mundo. Aos que dizem, diante do triste quadro, não ter palavras, eu digo: ajam! Há casos em que as palavras são dispensadas, o melhor discurso é gerado através da ação!

A imagem mexe conosco! É forte! A fome é forte! O leite derramado na pia do abastado é forte! É forte o fato de o mendigo catar do lixo para comer; é forte a imagem da criança esquelética e ávida pelas migalhas do pão sujo no meio da rua... é forte!

Quantos tratam animais como se fossem bebês? Carregando-os orgulhosamente em seus braços, vestindo-os com roupas confeccionadas por lojas especializadas, fazendo-os frequentar semanalmente o salão de beleza... Porém fecham as portas dos seus carros, levantam os vidros para não serem incomodados pelas crianças que catam moedas para que possam sobreviver ao descaso de todos nós... Não queremos ver, saber, não nos interessa! Esta não é a nossa realidade, não são nossos filhos, nem parentes e menos ainda o nosso cão! “Ah!... Estão acostumados!” “Os pais os forçam...” “São trombadinhas!” “Se ajudarmos estaremos cooperando com a ociosidade dos pais.” - Afirmamos e ainda achamos quem concorde! E, assim, seguimos procurando alívio para a nossa consciência, justificando o nosso descaso diante dos famigerados. Levamos para o nosso lar o cão abandonado e faminto (amo os animais, tenho gato e cachorro, alimento-os e zelo pelo bem-estar próprio de cada raça, porém não me deixarei confundir, não perderei a devida consciência de que são cães e não crianças) e deixamos ao relento, entregues aos múltiplos abusos, os pequeninos seres humanos...
Aproxima-se o “Dia da Criança” e muitos de nós ficaremos comovidos com algumas delas na rua, orfanatos e lhes daremos alimento, roupas e alguns brinquedos, que não mais servem para os nossos filhos, alguns serão novos. Afinal, será dia 12 de Outubro, a mesma mágica que nos inclinou à prática do bem nesta data funcionará congelando todos os pequeninos, para que assim suportem a fome. Voltaremos às vésperas do Natal... OH! OH! OH! OH!




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Alzheimer - por Ninguém Envolvente

Brvee decsirção sbroe o Alzihmeer: é uma doneça do cérbero que atfea a meómira, capaacdide de racoiciíno e couanicmção.
Escervo praa aleartr que um cébrero bem trneaido pdoe eivtar o Alzihmeer. Eustdos msoatrm que pesosas que leêm mias e exetcaum jgoos de psasa-tepmo têm a mneor chacne de faicr doetne.
É prescio não dexiar que o seu cébrero enrferuje. Fçaa cosais dierfeents, se vtisa de olohs fechoads e expreimnete viarar seu carpdáio diráio.
Conomfre evnelhmeceos a nsosa móemira se evsai ntaulramnete e praa prolgonar sua sanaidde metnal, coecme com aots que paeecrm irriósrios, cmoo, faezr palvraas curazads, sudkou ou xaredz.
Vcoê só pdôe ler etse tetxo, poqrue seu cérbero não lê cdaa lerta sepaardmaente, mas a plaarva cmoo um tdoo, dedse que a úlmita e a priirmea ltera estajem no luagr crreoto, etãno persrvee essa mavalhria que é seu cbréero.
Etsa foi uma perstaãço de seçrivo do Bolg “Não se elnvvoa”.

Praa ler mias sorbe a denoça de Alzhimeer, clquie auqi.


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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Novo Acordo Ortográfico - por Pedro Silva

Ao contrário do que muitos saberão, a discussão para um acordo ortográfico que unificasse a vertente idiomática dos vários países de língua oficial portuguesa é assaz antiga. Um longo caminho percorrido que, ao que parece, terá agora obtido o consenso. Vejamos como tal foi possível.


O Acordo
Apesar de todo o mediatismo que a crise económica tem tido, a par da profusão de notícias que igualmente abordam as mais diversas competições desportivas, a cultura tem sido, recentemente, também alvo do interesse da comunicação social. Na realidade, não se trata do lançamento de mais um best-seller nem tampouco o outorgar do Prémio Nobel da Literatura. Curiosamente, todo o alarido surge em redor de um Tratado Internacional. Estranho? Nem por isso. Trata-se do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e, efectivamente, irá afectar directamente o quotidiano de mais de 200 milhões de pessoas – mais ou menos o universo de falantes desta maravilhosa língua que une países em todo o globo.
Como poucas vezes acontece, este novo acordo teve o condão de despertar interesse dos mais diversos quadrantes, desde a política à vida universitária, assim como desde o comum cidadão ao intelectual. Para alguns está em causa a preservação da tradição linguística, ao passo que, do lado de lá da barricada, encontram-se os que defendem de forma acérrima que, para evitar que o português se torne uma língua defunta é crucial que se modernize.
Mas concentremo-nos nos pontos principais, de modo a que possamos tirar as nossas próprias ilações. Basicamente, este Acordo Ortográfico pode ser definido como um tratado que tem em vista a unificação da língua falada, e escrita, nos diversos países onde o português é o idioma oficial, a saber: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste (neste caso, apenas em 2004, após ter obtido a independência).
A assinatura deste acordo teve lugar em Lisboa, a 16 de Dezembro de 1990, numa reunião alargada que teve a presença dos países acima citados, excepto o caso de Timor pelas razões políticas conhecidas de todos.
Estava em causa, primordialmente, a unificação das duas grandes vertentes da língua portuguesa, no caso em concreto aquela utilizada por Portugal e pelos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e a outra existente no Brasil. A ideia era uma aproximação ao que Espanha e a América Hispânica haviam feito, isto é, tornar possível a existência de uma só escrita unificada.
No primeiro estudo ao assunto, datado de 1990, de uma lista de 110 mil palavras, apenas 1,6% seriam alteradas em Portugal e PALOP, sendo que no Brasil tal percentagem baixava para apenas 0,5. Porém, mais recentemente, em 2008, uma análise mais alargada, no caso em concreto a 135 mil palavras, efectuada pelo “Instituto de Linguística Teórica e Computacional de Lisboa”, já se falava em 4% de alterações no global.
Como se vê, pese embora a participação activa de linguistas, académicos, jornalistas, tradutores, escritores ou professores, entre tantos outros, não existe consenso quanto a este tratado da língua portuguesa, havendo quem aponte várias falhas e alguma ambiguidade na feitura do próprio texto do acordo.


Precedentes
Por mais incrível que tal facto possa parecer podemos remontar a génese deste novo acordo ortográfico a um período temporalmente tão longínquo quanto o início do século XX, mais concretamente o ano de 1911 quando, seguindo-se à implantação da República no nosso país, se fez grandes mudanças a todos os níveis, incluindo a parte escrita. A partir desse momento, a ortografia nacional mudou radicalmente, deixando-se para trás a redacção de palavras como lyrio, Thomar ou ortographia para passarmos a lírio, Tomar e ortografia. Deste modo, libertava-se a grafia da sua íntima ligação que tinha por base os étimos latino e grego. A esta remodelação chamou-se “Reforma Ortográfica de 1911”.
Por seu turno o Brasil prosseguiu utilizando a escrita antiga, o que levou, nos anos seguintes, a tentativas – sempre frustradas – de entendimento entre a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras, no tocante a uma reunificação linguística. Após a impossibilidade de um acordo em 1931, o ano de 1940 marca uma primeira decisão em Portugal, a que veio a suceder-se, no Brasil algo similar três anos depois. Como tal, Portugal ratificou o “Acordo Ortográfico de 1945”. Porém, no país-irmão tal não sucede tendo em conta o chumbo que o Congresso Nacional Brasileiro deu ao diploma, optando ao invés pelo “Formulário Ortográfico de 1943”.
Porém, e como a desunião linguística prosseguia, novas tentativas tiveram lugar, tal como o acordo alcançado em 1971 (Brasil) e 1973 (Portugal), no qual se suprimiram os acentos gráficos responsáveis por uma elevada percentagem das diferenças linguísticas (por exemplo, a palavra somente perdia o acento que envergara até então).
Mas a ambição não havia sido satisfeita na sua plenitude e ocorreram duas novas tentativas, que falharam redondamente. A de 1975 não teve seguimento devido à convulsão política e social relacionado com o período do pós-25 de Abril de 1974, ao passo que a proposta de 1986 foi rejeitada por elementos dos dois países devido à supressão de acentuação gráficas nas palavras esdrúxulas.Por aqui podemos facilmente perceber as dificuldades inerentes a qualquer mudança na ortografia da língua portuguesa, pelo que a consequência foi a manutenção das múltiplas diferenças. Apenas em 1988, o “Anteprojecto de Bases da Ortografia Unificada da Língua Portuguesa” pareceu dar novo alento ao processo de unificação e, de certo modo, foi a antecâmara do acordo que teve lugar dois anos depois.
Reunidos na Academia das Ciências de Lisboa, entre 6 e 12 de Outubro de 1990, estiveram os vários países falantes do português, chegando-se a um acordo há muito ansiado. Uma cláusula em particular, do texto final, levantava porém algumas dúvidas. No artigo 3º previa-se a entrada do novo acordo ortográfico a 1 de Janeiro de 1994. No entanto, o facto de apenas três países o terem ratificado – no caso, Portugal (1991), Brasil (1995) e Cabo Verde – tal intenção foi novamente adiada.
Oito anos após o acordo, nova reunião, desta feita na cidade da Praia (Cabo Verde), de onde surgiu um “Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”, o qual prescindia de uma data concreta para a sua entrada em vigor. No entanto, e apesar desta crucial alteração, apenas três países o ratificaram – exactamente os mesmos que o haviam feito anteriormente.
Quiçá provocado pelo arrastamento deste processo negocial, o próximo encontro, que teve lugar em Julho de 2004, terminou com uma nova indicação: desta vez seria necessária apenas a ratificação de três membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para que o acordo fosse uma realidade. Num texto conhecido como “Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa”, de realçar ainda a adesão de Timor-Leste.
Estava aberto o caminho para que as mudanças ortográficas se efectivassem. E é aqui que se reacende a polémica, havendo quem defendesse que tal era incorrecto, pois a obrigatoriedade, de todos os países signatários o ratificarem, era total, ao passo que outra visão teórica acreditava que o acordo não possuía nenhuma incorrecção na sua feitura.
Ora, atendendo que o Brasil o ratifica logo em Outubro de 2004, secundado por Cabo Verde em Abril de 2005 e São Tomé e Príncipe a 17 de Novembro de 2006, pensar-se-ia que não tardaria até que a sua aplicação sucedesse. Porém, de forma unânime entendeu-se que não faria sentido avançar-se para algo envolvendo a língua portuguesa sem a ratificação de Portugal.
Como tal, a 16 de Maio de 2008, a Assembleia da República nacional ratificou este “Segundo Protocolo Modificativo”, possibilitando então um consenso mais generalizado (refira-se que também Angola dava, ao mesmo tempo, os primeiros passos no sentido de prepara-se para a entrada em vigor no novo acordo). O tal passo final para a entrada em vigor do tratado acontece a 15 de Novembro de 1008, após uma reunião com a presença dos chefes de estado e do governo dos PALOP.
Logo em Março de 2009, a Academia Brasileira de Letras publicou o “Vocabulário da Língua Portuguesa” (VOLP), com 381 mil entradas, algo considerado fundamental enquanto texto explicativo. Em Portugal, enquanto se aguarda por igual fonte de informação a publicar, provavelmente, pela Academia das Ciências de Lisboa, algumas editoras vão dando à estampa pequenas obras de pesquisa relativamente a este novo acordo ortográfico.


As alterações mais importantes
Apesar das 21 bases ortográficas que constam do texto do acordo, existem algumas que, pela sua frequência de utilização, se tornam mais relevantes para o dia-a-dia de todos nós. Vejamos então algumas dessas mudanças que surgirão com o novo acordo.
Em primeiro lugar, o alfabeto passa de 23 para 26 letras, incluindo W, K e Y (ainda que de uso restringido a abreviaturas e palavras de origem estrangeira e seus derivados). Em segundo lugar, os meses do ano e os pontos cardeais passam a ser redigidos em letras minúsculas. Para além disso, poder-se-á usar maiúsculas ou minúsculas nos títulos de livros, excepto na primeira palavra que terá de ser escrita obrigatoriamente com letra maiúscula. O mesmo sucede nas expressões de tratamento, nos nomes de sítios públicos (como “praça da república”) e nos nomes de disciplinas científicas.
Em quarto lugar, e apesar da distinção entre ch e x, mantém-se a diferença nas palavras que a tradição consignou, como champô e xampô. Outro aspecto relevante é a supressão do trema, excepto em nomes próprios e seus derivados. Entre as excepções mais importantes encontram-se palavras que mantêm dupla grafia (como caráter e carácter) ou dupla acentuação (económico/econômico). Um sétimo aspecto a ressalvar é a supressão de acentos gráficos em palavras como pára ou pêlo. Já no Brasil, termos como abençoo ou ideia deixam se ser acentuados.
No que diz respeito à hifenização, as mudanças também são notórias. Este mantém-se nas seguintes situações: nos compostos, locuções e encadeamentos vocabulares, assim como quando o segundo elemento da frase começa por H, quando tem a mesma primeira letra ou quando o falso prefixo termina com M e o segundo elemento começa por M ou N. Alguns exemplos são: anti-higiénico, hiper-resistente ou circum-navegação. O hífen é ainda suprimido em expressões como hei-de ou hás-de, dado que neste caso ali a preposição funciona como mero elemento de ligação ao infinitivo com que se forma a perífrase verbal. Por último, o hífen desaparece quanto o pseudo-prefixo termina em vogal R ou S, em que dobra a consoante. Exemplo: antirreligioso.
Em suma, algumas mudanças serão: óptimo que passa a ótimo; Egipto tornado em Egito e fim-de-semana transformado em fim de semana. Porém, facto/fato e génio/gênio continuaram a ter dupla grafia.


Prós e Contras
Tendo em conta as duas visões opostas, quanto ao acordo, conheçamos os seus principais argumentos. Aqueles que defendem a nova ortografia acreditam piamente que esta unificação de 98% do léxico é essencial para evitar a deriva actual. Crêem ainda na diminuição de custos das edições em ambos os países que agora se tornam unívocas. Procuram, com o acordo, evitar a fragmentação de um idioma que na realidade é comum, a par de uma aproximação da oralidade à escrita e, consequentemente, à necessária evolução da língua.
Para além disso deixa de haver necessidade de textos duplicados nos documentos oficiais. Julga-se que um aumento de circulação de livros poderá ser uma realidade, tal como a utilização de um vocabulário técnico-científico comum, o que permitirá maiores parcerias entre institutos académicos e científicos em geral.
A juntar a todos estes argumentos, os defensores da aplicação do novo acordo informam a necessidade, para organizações internacionais onde o português é língua de trabalho, de uma uniformidade da grafia, ao passo que Portugal e Brasil poderão dar, em conjunto, um novo impulso à difusão da língua portuguesa a nível mundial e, obviamente, ao seu fortalecimento junto dos PALOP.
Em suma, acreditam que esta modernização era, acima de tudo, uma inevitabilidade, tal como sucedeu com outras línguas, como a espanhola, a francesa ou mesmo o árabe.
Já no tocante aos que estão contra a aplicação do novo acordo ortográfico, apoiam-se nos seguintes fundamentos: antes de mais, a proposta, nos seus moldes actuais, é insuficiente para atingir os seus reais propósitos, atendendo ao grande número de excepções à regra. Defendem tratar-se de uma evolução contranatura da língua. Frisam ainda da não necessidade de tal facto pois, ao longo dos anos, o entendimento linguístico entre Portugal e Brasil havia sido perfeito. Na vertente económica, frisam que os custos a suportar serão tremendos, incluindo a confecção de novos dicionários, gramáticas e livros escolares, para além da forçosa reaprendizagem da nova grafia por milhões de pessoas e do necessário reajustamento dos livros das editoras. Apontam ainda que o inglês, apesar de não ser unificado, continua a ser a língua internacional usada prioritariamente.


Ponto da situação
Em termos gerais, o novo acordo ortográfico já se encontra em vigor em países como Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, pelo facto de terem sido signatários do tratado. No Brasil, inclusivamente, pretende-se que os livros didácticos de 2010 contenham todas as mudanças ortográficas estipuladas, com uma adaptação plena, no máximo, até 2012. Órgãos de comunicação social como a “Folha de São Paulo” ou “O Estado de São Paulo” já se encontram totalmente adaptados à nova grafia.
Já em Portugal, a polémica continua. Apesar de prevista a entrada em vigor do novo acordo para finais de 2007, só em Maio de 2008 o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva se empenhou na prossecução do estipulado, ratificando, então, o protocolo a 21 de Julho de 2008, e prevendo a adaptação, em Portugal, ao novo acordo num prazo de seis anos.
Apesar das divergências, entre as quais destacaríamos a petição online intitulada “Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa contra o Acordo Ortográfico” – a qual obteve enorme adesão – o certo é que alguns órgãos de comunicação social já se encontram a utilizar a nova grafia, no caso o jornal desportivo “Record”, o diário regional conimbricense “Despertar” e o matutino “Correio da Manhã” (neste último caso, porém, de forma gradual).
Recentemente, o Ministro de Cultura, José António Pinto Ribeiro, desejou que a aplicação do acordo fosse uma realidade, em termos oficiais (assim como em todos os meios de comunicação social) já a partir de 1 de Janeiro de 2010, sendo que nas escolas tal sucederá após o ano lectivo de 2010-2011.Apesar de faltar, ainda, a edição de um Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, entre Portugal e Brasil – o que deverá ocorrer antes do final do presente ano – o certo é que já poucos terão dúvidas quanto à inevitabilidade, a curto prazo, destas mudanças linguísticas.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O Negro - por Ninguém Envolvente

Por três séculos o Brasil fez uso da mão de obra de escravos negros.
Três séculos de humilhação, castigo, indiferença e dor.

2008 e os negros ainda convivem com preconceito, ganham menos, não têm as mesmas chances que uma pessoa caucasiana tem e são muito mais marginalizados que qualquer outra pessoa não negra.
Com a modernização dos tempos nota-se a diminuição deste preconceito, que está longe de ser o ideal.
A lavagem cerebral feita na cabeça do negro foi tão absurda que logo quando alguns negros tiveram sua liberdade, eles passavam a se vestir igual aos seus ex-senhores e ter também seus próprios escravos. O negro não sabia o que fazer e como agir após ter sua liberdade, porque na época ele não tinha em quem se espelhar para recomeçar sua nova vida.
O complexo de “TRABALHO DE NEGRO” existe ainda hoje no Brasil, com um péssimo efeito sobre a produtividade do trabalho. Serviços mais humildes que requerem menos tempo de estudo ainda são vistos como algo embaraçoso para um branco fazer.
O que é uma vergonha, pois segundo a nossa Constituição: somos e temos direitos iguais.


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sábado, 12 de setembro de 2009

Comentar é uma Arte! - por Esther Rogessi

Logo após a postagem: O Sexismo em Todas as Eras (crônica), Cabul (poema minimalista) e Harriet Logan e as Pipas da Liberdade (artigo), tenho recebido e-mails e comentários em minha página, nos diversos sites para os quais escrevo, de pessoas constrangidas e escandalizadas com os maus-tratos sofridos por nós, mulheres, desde os tempos mais remotos até hoje. Não devemos esquecer que não só as mulheres são alvo de barbáries, porém as crianças e idosos – os considerados da terceira idade. Vale salientar que o ser dominante e agressor nem sempre é do sexo masculino. Porém, voltando à questão da “Tríplice Síndrome do Subjugo Macho x Fêmea” e comentários subsequentes:


Sexismo em Todas as Eras (crônica)

LUANA, no blog de Esther Rogessi.
“Nunca fui fanática por novela, mas, ontem, fiquei horrorizada com cenas de ‘Caminho para as Índias’. As mulheres de lá não passam de um vaso, meu Deus, como tem culturas que ainda nos veem como lixo!...”

DARCI BORGES, em 7 setembro 2009, às 22:06h.
“Esther, muito bom e oportuno o seu artigo! Qualquer injustiça que seja praticada contra quem quer que seja deve ser denunciada, sim! Parabéns, mulheres do mundo todo!... Parabéns, Esther!
Beijos!...”

J. AURÉLIO LUZ, em 7 setembro 2009, às 22:49h.
“Estou com o Darci: façamos com que a opressão seja banida, em todas as suas modalidades. Parabéns pela pertinência de seu texto. Abraço do j.a.”

MÔNICA, 1 dia atrás.
“Oi Esther!
Oportuníssimo o seu texto!
(...que o homem evolua, e que possamos fazer parte deste crescimento a partir da mais simples de nossas ações, para que todas as ‘burkhas’ sejam banidas de vez do planeta!).
Excelente semana pra vc!”


Cabul (Poema minimalista) Homenagem ao meu amigo Cabul

NANDA, 07 setembro 2009, às 14:31.
“Esther,
Fiquei muito sensibilizada ontem quando li os poemas do Homero e hoje congratulo-me com esta homenagem inspirada justamente nesse desejo universal de paz, liberdade e igualdade.
Beijinhos na alma
Nanda”

07 setembro 2009, às 11:10.
“Olá Esther.
Permita-me que me solidarize como seu poema.
Só não entendo o verso ‘planem pipas’. Pipas de quê?
Abraço”

ESTHER ROGESSI, 07 setembro 2009, às 11:52.“Olá, Poeta... Pipas - na minha região: papagaios - brincadeira de criança ou de homens-crianças... - que, colorindo os céus, denotam inocência e liberdade... Ao contrário dos ‘besouros-de-aço’: expressão metafórica - de minha autoria - sobre os projéteis de guerra, cessadores da alegria, ícones do luto! Com certeza sabes do filme de Khalid Hosseini ‘O Caçador de Pipas’, pois não?
Um abraço com esclarecimento...”

DARCI BORGES, 22 horas atrás.
“Oi, Esther, bom dia!
Fico feliz vendo uma mulher defendendo seus direitos! Melhor seria se não precisasse tanta luta por algo que deveria ser tão natural. Por que não uma campanha tipo ‘mulher vota em mulher’? Elas poderiam votar novas leis e revisar as antigas feitas tão ao gosto e conveniência dos homens, não? Mulheres, negros, trabalhadores, bem que poderiam fazer uma grande maioria no Congresso, você não acha? Será que um dia chegaremos lá, desapeando do poder os representantes das fiesps da vida, dos banqueiros, dos latifundiários, da mídia porcalhona que temos?... Vou morrer tendo esperança...
Beijos, amiga!...”

ESTHER ROGESSI, em resposta a Darci Verso & Prosa, 17 horas atrás.“Darci, meu amigo... Como você mesmo diz e de forma acertada, deveriam ser naturais o respeito e o reconhecimento à mulher, antes de tudo, como ser humano que é.
Mais ainda por ser, dentre os homens, geratriz, inclusive de um dos seus inimigos: ‘o próprio homem’, pois a minha defesa é quanto à injustiça e à discriminação em todos os sentidos, além das barbáries por nós sofridas...
Sabemos que isto vem de tempos longínquos. A história nos mostra nomes célebres com Verdadeira aversão às mulheres. Dentre eles, Aristóteles (384-322a.C.) que proferiu a maldita frase: ‘uma mulher é mulher em virtude de certa falta de qualidades’; Erasmo de Roterdã, por sua vez, contribuiu com uma frase misogênica, que deveria ser banida da história, pois maldisse ele: ‘A mulher é reconhecidamente um animal, inepto e estúpido, porém agradável e gracioso’ (na época, um ser inepto, por ser-lhes castrado o direito de ser operante; estúpido, por ser-lhes ensinado - por eles, os homens da época - que não poderíamos sequer, ouvir-lhes ou sermos instruídas, para que, assim, pudéssemos mostrar o nosso potencial intelectivo; animal, igual ao homem, cientificamente, comprovadamente... Pois, sabemos ser o homem um ‘Animal racional’ (de forma generalizada)...).
Porém desejo, munida de imparcialidade, pois quando escrevo não tomo partido, mas primo por transparência e verdade, dizer que há um ponto relevante...
Jamais daria certo uma campanha em que o slogan fosse: ‘mulher vota em mulher’. Sabes por quê? Porque, infelizmente, muitas delas se acomodaram e são satisfeitas em serem bonecas de luxo ou de pano... E mais ainda: o sexismo acontece, também, entre elas! Muitas outorgam total direito aos homens, se achando e aceitando de bom gosto suas posições de seres inferiores. Estas têm preguiça de pensar por si próprias, negando-se a fazer valer a tese: Penso, logo existo!
Chego à verdade conclusiva de que: competência não tem sexo... Isso amedronta os sexistas.
Um grande abraço.”



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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Harriet Logan e as Pipas da Liberdade - por Esther Rogessi

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Harriet Logan... Um exemplo de mulher!
Espírito guerreiro, protegido por uma armadura aparentemente frágil – corpo feminino. De origem inglesa. Uma cidadã do céu!

Os confrontos entre o Taliban e as tropas nacionais e internacionais, os maus-tratos sofridos por seu povo e a submissão imposta às suas mulheres levaram a fotógrafa inglesa a infiltrar-se dentre elas, as mulheres de Cabul.

Disfarçada sob a burkha – vestimenta que encobre totalmente o corpo, deixando a mulher irreconhecível – , sob ela levava sua máquina fotográfica e assim entrava nos lares para entrevistar as mulheres... Desta forma se tornou possível mostrar ao mundo os horrores que o povo deste país sofreu – em particular suas mulheres –, durante o Regime Taliban, que se estendeu de setembro de 1996 a outubro de 2001.

Harriet Logan aceitou o convite da London Sunday Times Magazine, em dezembro de 1997, para colher imagens das mulheres afegãs, subjugadas pelo dito regime, há quinze meses.

Juntamente com um fotógrafo e intérprete, no trajeto de seis horas do Paquistão a Cabul, simplesmente por não ter coberto devidamente o corpo e ter deixado à mostra uma mecha de cabelo, os seus acompanhantes foram duramente espancados.

Os afegãos eram proibidos, dentre outras coisas, de rir em público, ouvir música ou empinar pipas e aos homens, era-lhes proibido cortar a barba. Às mulheres, além de se esconderem sob a burkha, não podiam estudar, trabalhar ou mesmo usar produtos de beleza.

Harriet colheu dezenas de depoimentos de mulheres – profissionais competentes – que foram obrigadas a abdicar de seus ofícios. Algumas delas, após os depoimentos, não mais foram encontradas. Entre tantos testemunhos de opressão, foram colhidos os de meninas que, impedidas de estudar, carregavam sob suas vestes livros e cadernos para estudarem com as corajosas mestras que se escondiam em seus lares e os transformava em salas de aulas... Tanto quanto em salas clandestinas de uma ONG de costura, cujas profissionais tinham sido presas por exercerem a profissão.

Harriet voltou a Cabul, após a partida do Taliban. Queria constatar a realidade atual. Não mais haveria subjugados...

Viu muitos aparelhos de TV, música no ar, risos, gargalhadas... E muitas pipas voando livremente. Porém as mulheres afegãs continuavam usando suas burkhas.

O Taliban se fora, porém, em cada homem, continuava o espírito opressor!
Alegaram que não estavam acostumados a ver suas mulheres com os corpos desnudos.

Resta-nos a alegria de sorrir, vendo o colorido das pipas no céu...



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domingo, 30 de agosto de 2009

Fora, Racismo Camuflado! - por Esther Rogessi

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Belo é sonhar, acordado ou dormindo...
Terrível é ter pesadelo e fazer da vida um... Vivê-lo!
Como somos pequenos... Esquecemos o que ontem sonhamos,
E do que sonhamos há anos lembramos...
Sonhamos de forma clara, com pessoas e lugares desconhecidos,
Situações enigmáticas, mistérios jamais resolvidos.
Os nossos sonhos podem ser... A consequência dos nossos atos,
Desejos contidos, revelados no enigmático...
Ou o que há de vir, realidade futurista...
Ou ainda a deformação do caráter,
Através de um pensamento sombrio, enegrecido pelo mal...
Mesmo que sejamos brancos, caráter não tem cor!...
O pensamento do homem nem sempre é bom.
Porém o chocolate, branco ou negro, bom sempre será!

(O racismo camuflado só vindo de um perfil deformado, continua sendo crime!)


Nota: Este artigo é resposta a um infeliz pensamento racista, grosseiro e vil quanto à mulher negra, publicado de forma camuflada em um site. E ainda vem o tal sujeito se dizer filho de mãe negra e que vibrou com a vitória de Barack Obama, e que ainda admira o Rev. Martin Luther King, porém tem tesão pelas branquinhas, mas não descarta umas negrinhas vizinhas dele, para tocar “algo que não é música!”
Estudiosos dizem que Adolf Hitler, por parte de sua avó (Karla), tinha em suas veias sangue judeu. Foi isto que o levou a dizimar quase doze milhões deles, causando o maior genocídio da história?



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sábado, 15 de agosto de 2009

Não Desvieis os Vossos Olhos - por Esther Rogessi

Muitas das vezes nos chocamos com textos, fatos e fotos que surgem à nossa frente. Saiba que a tela mais horrível de se ver é a que Deus assiste a cada segundo, sem desviar os seus olhos!... Como orar pelo que desconhecemos? Interceder verdadeiramente por algo que nos negamos a enxergar? Oração é a junção do orar e agir. Não desviemos a nossa atenção sobre fatos, que por mais que nos pareçam cruéis, são reais. Queremos privar os nossos olhos e corações de ver e conhecer a dura realidade que a vida oferece a muitos - no caso ora em questão, a pedofilia - e que, infelizmente a sociedade, o sistema fingem se importar, algumas das vezes... Porém, se a preocupação e o desejo de exterminar o mal existissem de fato, haveria determinação e competência no gerar e executar leis que fossem de encontro aos abusos e práticas pervertidas, tal qual, a “pedofilia”. Muitos não fazem ideia da tamanha crueldade existente no ato. A pedofilia é uma máquina de moer carne inocente e fraca! No início do mês, tivemos no nosso estado - Pernambuco - um caso de “abuso sexual” a um menor, no qual o padre Josean Dantas Rolim, 51 anos, foi flagrado e preso, no terminal integrado de passageiros do Recife, beijando um garoto de 14 anos de idade. O mesmo relatou que, por estar vestindo uma camisa de um time do qual o padre disse ser torcedor, o referido padre aproximou-se pedindo para tirar uma foto com o garoto. Em seguida, mandou que o garoto o acompanhasse ao banheiro – pensei que ele estivesse armado, disse o adolescente em depoimento à delegada Lúcia de Fátima Oliveira. O referido e dito religioso, em seu depoimento, confessou ter mostrado o seu genital ao menino, vindo, a seguir, beijar o garoto. O mais revoltante é que as autoridades eclesiásticas defenderam o dito cujo e, por defesa, foi alegado, por seu advogado, ser o mesmo portador de “problemas psicológicos”, não podendo responder pelos seus atos; assim sendo, foi transferido na noite do domingo para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP) em Itamaracá. Segundo os oficiais de plantão, o dito padre é de Petrópolis – Rio de Janeiro – e se encontra no Recife a passeio. Para o clero, Perversão moral se transvestiu de loucura... Com direito a imunização.



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Tim Kretschmer, o Atirador - por Ninguém Envolvente

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Todo o meu ódio não pode ser medido
Eu não serei afogado por seus atos incosequentes.
Agora você pode tentar me puxar para baixo
Me jogar no chão. Eu verei você gritando.
Porque você está tentando fazer graça comigo?
Você acha isso engraçado?
Que porra é essa que você acha que está fazendo comigo?
Eu quero te matar e te violentar da mesma maneira que você me violentou
Eu puxarei o gatilho
E você já era, já era, já era

.(Trecho da música “Thoughtless” da banda Korn,
que seria sobre um garoto que é sacaneado durante o período escolar e um dia se revolta.)
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Tim Kretschmer vítima ou vilão? Depende. Até que ponto pode-se suportar uma vida vazia e humilhações que vêm de todas as partes e de até mesmo pessoas que você admira?
Não é fácil lidar com o assombro de achar que não se sabe como viver e Tim estava assim, não sabia o motivo de estar aqui se a vida dele não era uma coisa que ele pudesse achar digna e ficou farto. Farto da felicidade alheia, farto de ser infeliz e farto deste sistema humano infeliz e hipócrita.
Mas teria ele o direito de romper a felicidade que os outros tinham? Porque Tim não canalizou seu ódio em algo produtivo como a música ou um esporte? Porque Tim não arrumou uma namorada para entender o que era amar e, por tabela, ser feliz? Ele pensou que não seria capaz.
A vida toda disseram que ele era um lixo e ele passou a se sentir como tal, ele foi vítima de uma sociedade que exclui pessoas intimistas, inteligentes e melhores que elas mesmas. Tim possuia um grande potencial e os outros sabiam, mas ninguém o deixava perceber o quanto ele era importante.
Nem todas as pessoas sabem lidar com a pressão de ser quem é.
Agora ele não passa de um NADA que matou mais de 15 pobres vidinhas felizes e nem sequer teve a chance de poder dizer o que ele sentia e o porquê tamanho ódio. O fato é que ele matou e está morto e nada vai mudar isto.
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(Post publicado, originalmente, em 14/03/2009.)
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Nem Sempre Inteligência e Competência Andam Juntas - por Esther Rogessi

Manhã do dia 05 de agosto - que para alguns superticiosos, é mês de desgosto -, com muito gosto recebo os exemplares do tão esperado projeto literário - creio, não só por mim -, que, de projeto passou a obra de fato, intitulado: “Versos Inéditos”. Com a Revisão de Texto, Ilustração e Edição Eletrônica de Ana da Cruz.
Nesse livro, além do seu rico conteúdo, está expressa de forma inteligente a competência - sim, pois, nem sempre o competente tem a inteligência de executar o proposto - da amada Ana da Cruz, que não só vem nos instruir e elevar o nosso conhecimento literário através dessa obra, mas, também, através da exemplificação dos textos usados, que ora compõem e expõem a poética de todos quantos foram selecionados para tal feito. Proporcionando a cada um de nós, aos nossos amigos e familiares a oportunidade de conhecer; ser integrado mais profundamente na capacitação criadora e intelectiva de todos nesse universo de interagilização poética. Aproveito também essa rica oportunidade para parabenizar a todos que fazem parte dessa obra pioneira no mundo “Literário Virtual”, tendo por precursor o portal literário “Mural dos Escritores”, na pessoa de Ana da Cruz.
Premiados e destacados, estão de parabéns. Li e reli a obra de cada um e me maravilhei com o potencial dos colegas, amantes dessa bela arte.
Meus agradecimentos à direção do “Mural dos Escritores”, aos senhores que formaram a banca julgadora, a cada um que implícita ou explicitamente contribuiu para essa realização.
Fica o exemplo para os editores de antologias que, infelizmente, não são tão creditadas no mundo literário...



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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ser Feliz, Segundo Jung e Epicuro - por Theodiano Bastos

FELICIDADE. O QUE FAZ UMA PESSOA FELIZ?

É um tema muito caro neste mundo atribulado em que vivemos, em que muitos de nós questiona o objetivo da vida e o que é “ser feliz”. Para Carl Gustav Jung, para se ser feliz, é preciso se ter seis coisas na vida, que são:
1. Boa saúde.
2. Gosto pela beleza nas artes e na natureza.
3. Um razoável padrão de vida.
4. Um trabalho que dê satisfação.
5. Uma religião ou filosofia para enfrentar as vicissitudes da vida.
6. Um casamento feliz.
Mas adverte: “Um homem completo sabe que mesmo seu mais feroz inimigo, não um só, mas um bom número deles, não chega aos pés daquele terrível adversário, ou seja, aquele ‘outro’ que habita em seu seio. Enfim, ‘o inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo’. O animus é a polarização sombria e masculina da mulher. Já a anima é o lado sombrio e feminino do homem.” Daí a necessidade do “Conhece-te a ti mesmo para conheceres os deuses e o universo”, pregado por Sócrates.

Em busca na internet conseguimos conhecer a filosofia de Epicuro. O Epicurismo é o sistema filosófico ensinado por Epicuro de Samos, filósofo ateniense do século IV a.C., e seguido depois por outros filósofos, chamados epicuristas.
Epicuro propunha uma vida de contínuo prazer como chave para a felicidade, esse era o objetivo de seus ensinamentos morais. Para Epicuro, a presença do prazer era sinônimo de ausência de dor, ou de qualquer tipo de aflição: a fome, a abstenção sexual, o aborrecimento etc.
A finalidade da filosofia de Epicuro não era teórica, mas sim bastante prática. Buscava, sobretudo, encontrar o sossego necessário para uma vida feliz e aprazível, na qual os temores perante o destino, os deuses ou a morte estavam definitivamente eliminados. Para isso fundamentava-se em uma teoria do conhecimento empirista, em uma física atomista e em uma ética hedonista.
No antigo mundo da zona Mediterrânea, a filosofia epicurista conquistou grande número de seguidores. Foi uma escola de pensamento muito proeminente por um período de sete séculos depois da morte do fundador. Posteriormente, quase relegou-se ao esquecimento devido ao início da Idade Média, período em que se perderam a maioria dos escritos deste filósofo grego.
A ideia que Epicuro tinha era que para ser feliz o homem necessitava de três coisas: Liberdade, Amizade e Tempo para meditar, isto é, aprender a se proteger de si mesmo. Essa filosofia é o que rege muitas empresas de marketing e propaganda: em vez de venderem o produto elas vendem uma destas três opções associadas ao produto. Na Grécia antiga existia uma cidade na qual, em um muro na frente de um mercado, tinha escrito toda a filosofia da felicidade de Epicuro, procurando conscientizar as pessoas que comprar não as tornaria mais felizes como elas acreditavam.
Uma agência de publicidade, inspirada na filosofia de Epicuro anunciou uma bela mansão com um caríssimo carro estacionado na frente e no rodapé do anúncio: “A felicidade não está incluída”. Certa vez, uma grã-fina carioca pediu que Oscar Niemeyer fizesse uma planta de uma casa “que deixasse a pessoa feliz”, ao que Niemeyer respondeu: “Quem é que vai morar nessa casa?”.




Este texto está no blog Oficina de Idéias.
Theodiano Bastos é escritor, autor dos livros: O Triunfo das Idéias, A Procura do Destino e coletâneas
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sábado, 8 de agosto de 2009

Assembleia Geral Constituinte Exclusiva - por Theodiano Bastos

Com o apoio interessado do presidente, anda no Congresso a cata de assinaturas para uma proposta de emenda constitucional propondo a Constituinte exclusiva, para 2011, portanto depois das eleições para presidente, senadores, deputados federais e estaduais, informa Villas-Bôas Corrêa em seu artigo intitulado “Lula acerta uma na mosca” (Jornal do Brasil 20/06/09).
A Nova Carta Magna seria submetida a um referendo e a Assembleia Constituinte seria dissolvida e seus membros proibidos de concorrer a cargos eletivos nas eleições seguintes, único jeito de se implantar o Parlamentarismo e aprovação das reformas imprescindíveis, como as políticas, fiscal, tributária, trabalhista e sindical, o que propiciará a execução de projeto ambicioso de “engenharia social” no Brasil, preservando-se do Estado Democrático de Direito. É um desafio neste mundo conturbado e preso à síndrome do medo, mas necessárias e desejadas a fim de se conseguir as mudanças profundas que deem outro rumo ao Brasil, no interesse das maiorias sempre marginalizadas e excluídas.
A “Constituição Cidadã” de 1988, foi elaborada para vigorar num regime parlamentarista e mesmo assim seu texto foi aproveitado para o presidencialismo. Pouco se fala em seu texto de deveres, mas está recheada de direitos. O então presidente José Sarney comentou: “esta Constituição deixará o Brasil ingovernável”. E a Constituição de 1988 virou uma colcha de retalhos com dezenas de PEC - Projetos de Emenda Constitucional - aprovadas para que o Brasil se tornasse governável. Os mesmos parlamentares que a redigiram candidataram-se no pleito seguinte de 1989 e 60% deles não se reelegeram e o Senhor Constituinte, Deputado Ulysses Guimarães, ficou em sétimo lugar como candidato a Presidente da República.

O Brasil já teve oito textos constitucionais, incluindo-se os de 1967 e 1969 do Regime Militar, mas nunca teve uma genuína Assembleia Nacional Constituinte, diz Mauro Santayna em seu artigo no Jornal do Brasil de 26/06/09.
“A primeira, de 1823, que o imperador dissolveria, fora escolhida entre as reduzidas elites rurais e os comerciantes das cidades portuárias. A Constituição de 1824, outorgada pelo imperador, ainda que se identificasse como liberal, determinava que só podiam ser cidadãos e eleitores os que tivessem determinados níveis de renda por ano. Os pobres, que viviam do trabalho manual, não se faziam representar, e continuaram não se fazendo representar depois da Proclamação da República, que acabou com o voto censitário, mas manteve fora da cidadania as mulheres e os analfabetos. O Congresso Constituinte, convocado por Deodoro, não mudou a natureza social da classe dirigente. Os republicanos eram republicanos, mas nem tanto: a maioria dos escolhidos provinha das mesmas oligarquias que sustentavam o Império. Além disso, as eleições posteriores, a bico de pena, só ratificavam o poder dos senhores do campo, que dominavam o sistema, associados aos comerciantes e industriais. Como sustentáculos dessa ordem de domínio agiam, de um lado, os militares e, do outro, os advogados. Associadas, a espada e a lei mantiveram o regime. Os parlamentares eram quase todos bacharéis, e, em número bem menor, médicos e engenheiros.”
A Revolução de 30 foi necessária, mas a situação internacional não permitiu que a plataforma democrática da Aliança Liberal se cumprisse na Carta de 1934, pervertida pelo corporativismo de inspiração italiana. Da Constituição totalitária redigida por Francisco Campos, em 1937, não há o que comentar. A Assembleia Constituinte de 1945 se reuniu sob a remanescente influência do Estado Novo, e manteve a hegemonia do poder central. Depois da Constituição de 1946, perdemos a oportunidade de convocar assembleia originária e exclusiva, a fim de elaborar a Carta de 1988. Antes tivemos as Constituições impostas pelo Regime Militar. “Recorrer à soberania do povo, com uma Assembleia Constituinte exclusiva, que se dissolva depois de cumprida a tarefa, é a nossa única esperança a fim de retornar ao início da vida republicana, e fundar, finalmente, a República necessária. O nosso futuro continua no passado.”, conclui Mauro Santayana.



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Autor dos livros “A Procura do Destino”, “O Triunfo das Idéias” e de Coletâneas publicadas pela UFES.
É fundador e presidente do CEPA/ES - Círculo de Estudo, Pensamento e Ação (Blog do CEPA).
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