Creative Commons License


Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




Mostrando postagens com marcador Abundância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abundância. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Abundância

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Duas Gordas na Cabine - por Adir Vieira

Era uma loja também de roupas íntimas.
Ela e a prima precisavam renovar o guarda-roupa nessa área. As calcinhas naquele verão estavam maiores e as tangas na gaveta pediam substituição, além do fato de que não cabiam mais. Os soutiens de tecidos coloridos davam lugar àqueles de cor única de tecido elástico, dos quais tinham mais de dez cada uma.
Os cartazes, aqui e ali na loja, indicavam que aquele tipo de peça não podia ser experimentado. Após a escolha, o jeito era identificar o tamanho e mandar embalar.
Mas... como ela e a prima, depois de um período de férias em extravagância alimentar, podiam acertar seus números, sem provar suas escolhas? Todos os modelos pareciam estar de acordo, mas não restava outra saída a não ser conversar com a vendedora e obter sua permissão.
Espera aqui, vai ali e, por fim, com o consentimento do gerente, foram-lhes mostrada as cabines que deveriam usar. Decidiram-se por uma única cabine. Afinal, uma queria a opinião da outra e vice-versa. A cabine era estreita, sem ventilação e sem cabides e a cada movimento a cortina vedatória abria-se sem anunciar. Tinham estimado erradamente o seu tamanho. Já nessa altura, as duas gordas, como que cimentadas naquele metro quadrado, não podiam sequer tirar as peças com que estavam vestidas, sem esbarrarem-se e taparem completamente o espelho, única coisa grande no local.
Ensaiaram fazê-lo cada uma por vez e num esforço atroz tiravam calça, blusa, calcinha, soutien até que nuas tentavam, num malabarismo, colocar as novas. Nesse vai-e-vem, as bundas, os braços e as coxas das duas se encaixavam prometendo nunca mais se separarem. Por fim, escolheram duas peças cada uma. Já fora da cabine enfrentaram os olhos da vendedora que, disfarçando a voz, perguntou, como de costume:
- Alguma peça serviu?

.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Abundância - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Me senti feliz por ser um pouco abundante. Abundante na ternura, na amizade, na lealdade e, porque não confessar, na carne que enche a panela da minha alma.


Resposta à "Abundância" de Adir Vieira.
.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Abundância - por Adir Vieira

Algumas pessoas são assim, abundantes.
Não é preciso ser letrado, nem ter qualquer especialidade de formação. Não é preciso conhecer quiromancia, astrologia ou outras práticas adivinhatórias para se identificar as “abundantes”.
Basta que usemos de percepção e atenção e, pronto, assinamos embaixo.
É assim a minha amiga. Já nasceu maior que as irmãs. Sempre foi mais fofa, prestes a ser recheada de amor. Cresceu com o sorriso farto, aberto, grande como ela.
Suas roupas fugiam à moda. Seu corpo não permitia segui-la. Fazia questão das vestes enormes, soltas, para que pudesse inflar, sempre, ao sabor da situação.
Pratos pequenos? Vasilhas de tamanho médio? Qual o quê…
Sua predileção era pelos maiores, mais abrangentes, aqueles que pudessem acolher o máximo, sempre o máximo…
E seus sentimentos então? Sempre além da faixa mediana, circundava o volume maior na alegria e na tristeza…
É assim a abundância… Recheios caem pra fora das massas… Cremes pingam pelo chão... Farinhas criam tapetes brancos ao se derramarem…

.