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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Saudade - por Alba Vieira

Sombra que te acompanha,
Aguardando se concretizar
Uma vez mais.
Doendo fino e permanentemente,
Adiando uma nova realização.
Despertando as lembranças vividas e
Enlaçando-te com seu gozo de ilusão.



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domingo, 22 de setembro de 2013

Tempo de Esperar - por Alba Vieira

Tormento de uma espera infindável...
Ruminação, na mente, de inesgotáveis pensamentos.
Atalho que mais parece acréscimo no itinerário.
Norte não existe, é melhor soltar-se ao vento.
Sina triste que acompanha as mudanças.
Irritação por já não ser mais e ainda não ser o novo.
Cata-vento que só gira e na velocidade que deve ter,
Anunciando um outro tempo que ainda não chegou.
O melhor é relaxar, deixar acontecer. É doce a espera para quem confiou...



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sábado, 30 de abril de 2011

União - por Alba Vieira

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Uno útil universal
Novo nutrição nulidade
Ideal interagir independência
Abraçar apaziguar acorrentar
Olhar optar olvidar


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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ciúme - por Alba Vieira

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Camisa de força, cretinice, covardia, crispação, crise, cólera, crime, cobra.
Idiotice, infantilidade, inverossímil, imaturo, irreal, irracional.
Único, utilidade, universal, usurpador, usufruir, urso.
Mancada, malformação, menos-valia, mentalidade, mal, merda.
Engodo, engasgo, estupidez, estardalhaço, escândalo, espetáculo, embriaguez.
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Visitem Alba Vieira
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domingo, 31 de outubro de 2010

Outono - por Alba Vieira

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Ondulam ao vento as folhas que caem.
Úmidas e acastanhadas forram o chão nos quintais.
Tremulam os lençóis nos varais e a água se esvai.
Ouvem-se os lamentos da solidão no cais.
Nada é mais doloroso que um navio indo embora.
Outono é impermanência e a natureza não chora.
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Visitem Alba Vieira
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Felicidade - por Aaron Caronte Badiz

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O teu olhar no meu olhar,
Uma rosa, a vela acesa,
Tua mão na minha mão,
O teu livro sobre a mesa.
Nossos corpos no sofá:
Outonos. E nossas singelezas.
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domingo, 26 de setembro de 2010

Vogais da Paixão - por Daisy

Paixão
Amor ardente
Instinto arrebatador
X........A
Aventura arriscada
Objeto ardiloso

Paixão
Abismo enigmático
Ilusão efêmera
X........E
Adversária experiente
Ocasião enganosa

Paixão
Anseio infindável
Ideia irracional
X........I
Atração imprudente
Opressão insensata

Paixão
Afeto obstinado
Ímpeto ousado
X........O
Ardor ofuscante
Oportunidade obscura

Paixão
Afeição utópica
Impulso ubíquo
X........U
Arrebatamento urgente
Obsessão única
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.Visitem Daisy
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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Carnaval - por Alba Vieira

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Criatividade, cantiga, compasso
Alegoria, avenida, abraço
Reinado, ritmo, remelexo
Negritude, novidade, nau
Alma, abre-alas, amor
Viagem, valor, vaidade
Animação, alegria, aquecimento
Lança-perfume, loucura, liberdade
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Visitem Alba Vieira
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Irmãos - por Alba Vieira

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Imundície indiferença infelicidade incerteza irritação insólito
Ruas rato ronda rosário raquítico ruindade
Menino madrugada maltrapilho maus-tratos mandamentos morte
ALMAS açoite ausência ANSEIOS ALIMENTO AMOR
Odores orgulho ofensa olhos ódio ocaso
Sombra solidão sumiço sofrimento sopro SEMENTE
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.....................................Visitem Alba Vieira
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Livros - por Clarice A.

Letras, números e imagens
Impressas numa folha de papel
Viagem sem volta ao interior
Riqueza do nosso ser
O que ninguém pode nos tirar
Saber sempre tem lugar.
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sábado, 31 de outubro de 2009

Maya - por Alba Vieira

Sorriso gratuito de todos
Olhares voltados em sua direção
Reino encantado, paraíso. Será logro?
Tudo acontece com perfeição...
Engana-se o bobo. Não vê que tudo é pura ilusão.



Visitem Alba Vieira
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Abandonado - por Luiza

Arrasado, arrasto amores
Banido, bastam brigas
Andarilho apaixonado, ausento-me
Náusea, nada norteia
Doente, descubro dissabores
Olhos orvalhados, observo
Noite negra, nublada!
Obsoleto ocaso outonal.
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domingo, 20 de setembro de 2009

Luz da Esperança - por Alba Vieira

Atravessa a luz rasgando as dores...
Luzindo e desfazendo o negror da noite.
Voando, os pássaros anunciam novo dia,
Ornando o céu com os rabiscos de asas em movimento.
Rodopiam com a brisa suas penas que se soltam e
Atapetam o solo as folhas que caíram na tarde anterior.
Desfez-se o véu da fria madrugada em gotículas de orvalho...
Aparecem os primeiros raios de sol e nos corações, novos amores.



Visitem Alba Vieira
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Acróstico III - por Gio

Incrível como o homem atual
Negando o seu senso ceticista
De não crer mais no imaterial
Esquece o que há em sua vista
Pondo toda a sua fé em ídolos.
Estes, que nem sempre são de barro
Não têm na sua forma algo restrito -
Desde uma ideia a um cigarro,
Ênfase aqui: o nosso é um grito.
Na ânsia de livrar-se dos problemas
Costuma jogá-los à própria sorte
Inútil, ainda escravo, diz seu lema:
Aqui eu brado “Independência ou Morte”!




........Visitem Gio
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sábado, 22 de agosto de 2009

Prognóstico - por Ana

Acho que tu tá pancada, rapaz!
Bateu biela... Tá quase incapaz...
Cê precisava de um pouco de paz,
Descansar pra ver se se refaz...
Eu temo pelo seu futuro, devo lhe dizer...
Fico assistindo você enlouquecer...
Gio, esse troço tu tem que reverter:
Há quantos versos tu não para de gemer?
Isso é tão triste da gente assistir...
Jovem assim e quase a sucumbir,
Levado por delírios que teima em impingir,
Mente paranóica: Samurai a perseguir.
Não ligue pras vozes em sua cabeça, não:
Ouvindo essas malditas, se dê um beliscão,
Procure evitar a hospitalização,
Que aqui no Brasil é eletrocussão.
Reze pra todos os santos que puder...
Se precisar e se lhe aprouver,
Tamos aqui pro que der e vier,
Uma força, uma conversa, um qualquer...
Você tem me atentado (não que eu me esqueça),
Xiita doido. Mas sem que eu me enobreça,
Zelo por ti, antes que o pior te aconteça...



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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

As Nossas Palavras XIX - por Gio

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ACRÓSTICO II


Trabalhar de um jeito lucrativo
Rendendo mais do que ser empresário
A fim de manter o processo produtivo,
Filhos, desde cedo, devemos ensinar
Iniciando-os nesse mundo ordinário.
Cinquenta anos pra se aposentar?
Até parece que esperarei...
Não é preciso nesse mundo cão
Tão torto que o mais cretino é rei
E roubar não é problema: é solução.
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Visitem Gio
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Acróstico-A - por Gio

Genocídio pelos hospitais
Relatando o que se omitiu.
Impossível a qualquer um que sai
Pensar que é festa, feito réveillon:
Estamos rumando para uma pandemia



Visitem Gio
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sábado, 15 de agosto de 2009

Prá Gio II - por Ana

Como Gio pediu arrego (é verdade!)
Ao final do último verso amigável,
Proponho desafio novo (que maldade!)
Ao qual ele pode responder: “Desagradável...”:
Como criamos também coisas independentes,
Imagino que as possamos aproveitar,
Deixando as agressões noutras vertentes.
Assim é modo novo de duelar.
Declaro, desta forma, minha intenção,
Enquanto plagio seu acróstico, pós-rendição.



Inspirado em As Nossas Palavras XVI: Acróstico I, de Gio.
Referência a Aos Guerreiros, o Descanso!, de Gio.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

As Nossas Palavras XVI - por Gio

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ACRÓSTICO I


Chances, todos nós iremos ter -
A diferença é quais delas enxergamos:
Prêmios virão, depois de certo esforço,
A quem muito lutou para chegar ali.
Consequências podem ser boas ou ruins,
Isso depende somente dos seus atos:
Douradas flores para os homens de bem;
Amargos castigos a quem semeia a maldade.
Digo: fácil é fugir através de uma navalha,
Escabroso mesmo é peitar a vida!
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Visitem Gio
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Acróstico de Meio de Ano - por Gio

Vitrola: “Vira Virou”
Irmãos ‘inda inesquecíveis
Vozes, verdadeiros veludos
Alegram a alma aos audíveis

Celebro cada clima, contente
Habito histerias há horas
Entrego-me envolto em estórias
Geradas, geridas gentilmente
Amores, afagos almejo
Relaxo, rio, represento
Alerta, à toa, ainda atento
Ministrando muito molejo

Abono as atrapalhações:
Sono, seresta, sermões!

Fadiga-me ficar falando
É energia, então, emergindo
Roncos renuncio rindo
Impossível imobilidade
Abraço a atividade
Sim, sigo sempre sonhando!





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Kleiton Ramil
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