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sábado, 20 de outubro de 2012

Se Fosse Mais Simples, Seria Melhor... Ou, Pelo Menos, Seria. - por Alba Vieira

 

Recentemente, assisti, no programa Ana Maria Braga, a uma reportagem sobre uma advogada que abriu uma ONG para cuidar de 290 cachorros que recolheu pelas ruas durante alguns anos, em Saquarema, Rio de Janeiro.
O que vi me fez pensar e lamentei, profundamente, que pessoas interessadas em ajudar a cuidar de crianças que andam pelas ruas e se expõem a virar mais vítimas na estatística dos viciados em drogas, não tivessem mais facilidade, como acontece em relação à adoção de animais.
Não que seja fácil cuidar de 290 cães ou que a advogada que fez isso não tenha esbarrado em inúmeras dificuldades ao longo do caminho. Mas, quando se trata de gente, em especial crianças, a burocracia, as exigências, os obstáculos, retiram toda a paciência e minam toda a energia de quem só quer ajudar, tornando um projeto de vida quase sempre inviável.
Por que se espera sempre o pior do ser humano? Não que o homem não seja capaz de qualquer coisa, que por vezes nem ele mesmo imagina, mas ao cercar de tantos cuidados o processo de pegar alguém pra tomar conta e oferecer amor, vendo possíveis monstros sanguinários, abusadores, sádicos, pervertidos e degredados em todos que se propõem à adoção ou a administrar uma ONG para cuidar de pessoas sem lar, certamente evitamos o que poderia ser legitimar o perigo de oferecer a eles algo pior e então, os deixamos na pior, no lugar onde já se encontram desabrigados, maltratados, abusados, sujeitos às drogas e à morte. Antigamente, era bem mais fácil manifestar o amor ao próximo!
Mas, o que mais me impressionou na reportagem foi o tratamento dado aos cachorros pela amorosa advogada e seus apenas 4 funcionários que manifestam o amor e o respeito pelos animais; conhecendo, a responsável pela ONG, cada um deles pelo nome, dando o amor de dona a cada um em especial e todos passeando pelas ruas de Saquarema com todos eles soltos, correndo, acompanhados pela advogada em sua bicicleta e pelos funcionários em motos, todos como numa brincadeira, com grande alegria e entusiasmo, acompanhados de perto pela população de Saquarema que já se acostumou e apóia o projeto. Tudo isso, sem perigo, sem violência, sem complicação.
Brincadeira! Isso é que é coisa séria!

 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (IV) - por Vera Celms

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VAMOS PARAR O ESTUPRO CORRETIVO DE LÉSBICAS NA ÁFRICA DO SUL - URGENTE

Caros amigos:

“O estupro corretivo”, a prática cruel de estuprar lésbicas para “curar” sua homossexualidade, está se tornando uma crise na África do Sul. Porém, ativistas corajosas estão apelando ao mundo para por fim a estes crimes monstruosos. O governo sul-africano finalmente está respondendo - vamos apoiá-las.
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Millicent Gaika foi atada, estrangulada, torturada e estuprada durante 5 horas por um homem que dizia estar “curando-a” do lesbianismo. Por pouco não sobrevive.
Infelizmente, Millicent não é a única, este crime horrendo é recorrente na África do Sul, onde lésbicas vivem aterrorizadas com ameaças de ataques. O mais triste é que jamais alguém foi condenado por “estupro corretivo”.

De forma surpreendente, desde um abrigo secreto na Cidade do Cabo, algumas ativistas corajosas estão arriscando as suas vidas para garantir que o caso da Millicent sirva para suscitar mudanças. O apelo lançado ao Ministério da Justiça teve forte repercussão, ultrapassando 140.000 assinaturas e forçando-o a responder ao caso em televisão nacional. Porém, o Ministro ainda não respondeu às demandas por ações concretas.

Vamos expor este horror em todos os cantos do mundo - se um grande número de pessoas aderir, conseguiremos amplificar e escalar esta campanha, levando-a diretamente ao Presidente Zuma, autoridade máxima na garantia dos direitos constitucionais. Vamos exigir de Zuma e do Ministro da Justiça que condenem publicamente o “estupro corretivo”, criminalizando crimes de homofobia e garantindo a implementação imediata de educação pública e proteção para os sobreviventes.
Assine a petição agora e compartilhe - nós a entregaremos ao governo da África do Sul com os nossos parceiros na Cidade do Cabo.

A África do Sul, chamada de Nação Arco-íris, é reverenciada globalmente pelos seus esforços pós-apartheid contra a discriminação. Ela foi o primeiro país a proteger constitucionalmente cidadãos da discriminação baseada na sexualidade. Porém, a Cidade do Cabo não é a única, a ONG local Luleki Sizwe registrou mais de um “estupro corretivo” por dia e o predomínio da impunidade.

O “estupro corretivo” é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas podem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato horrendo não é classificado como crime de discriminação na África do Sul. As vítimas geralmente são mulheres homossexuais negras, pobres e profundamente marginalizadas. Até mesmo o estupro grupal e o assassinato da Eudy Simelane, heroína nacional e estrela da seleção feminina de futebol da África do Sul em 2008, não mudou a situação. Na semana passada, o Ministro Radebe insistiu que o motivo de crime é irrelevante em casos de “estupro corretivo”.

A África do Sul é a capital do estupro do mundo. Uma menina nascida na África do Sul tem mais chances de ser estuprada do que de aprender a ler. Surpreendentemente, um quarto das meninas sul-africanas são estupradas antes de completarem 16 anos. Este problema tem muitas raízes: machismo (62% dos meninos com mais de 11 anos acreditam que forçar alguém a fazer sexo não é um ato de violência), pobreza, ocupações massificadas, desemprego, homens marginalizados, indiferença da comunidade e - mais do que tudo - os poucos casos que são corajosamente denunciados às autoridades, acabam no descaso da polícia e a impunidade.

Isto é uma catástrofe humana. Mas a Luleki Sizwe e parceiros do Change.org abriram uma fresta na janela da esperança para reagir. Se o mundo todo aderir agora, nós conseguiremos justiça para a Millicent e um compromisso nacional para combater o “estupro corretivo”.

Acabar com a cultura do estupro requer uma liderança ousada e ações direcionadas, para assim trazer mudanças para a África do Sul e todo o continente. O Presidente Zuma é um Zulu tradicional, ele mesmo foi ao tribunal acusado de estupro. Porém, ele também criticou a prisão de um casal gay no Malawi no ano passado, e após forte pressão nacional e internacional, a África do Sul finalmente aprovou uma resolução da ONU que se opõe a assassinatos extrajudiciais relacionados à orientação sexual.

Se um grande número de nós participarmos neste chamado por justiça, nós poderemos convencer Zuma a se engajar, levando adiante ações governamentais cruciais e iniciando um debate nacional que poderá influenciar a atitude pública em relação ao estupro e homofobia na África do Sul.
Assine agora e depois divulgue.

Em casos como o da Millicent, é fácil perder a esperança. Mas quando cidadãos se unem em uma única voz, nós podemos ter sucesso em mudar práticas e normas injustas, porém aceitas pela sociedade. No ano passado, em Uganda, nós tivemos sucesso em conseguir uma onda massiva de pressão popular sobre o governo, obrigando-o a engavetar uma proposta de lei que iria condenar à morte gays da Uganda. Foi a pressão global em solidariedade a ativistas nacionais corajosos que pressionaram os líderes da África do Sul a lidarem com a crise da AIDS que estava tomando o país. Vamos nos unir agora e defender um mundo onde cada ser humano poderá viver livre do medo do abuso e violência.
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Com esperança e determinação,

Alice, Ricken, Maria Paz, David e toda a equipe da Avaaz.
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Visitem Vera Celms
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Mãos à Obra - por Alba Vieira

Quanta angústia! Quanta dor se vê durante todo o tempo! Tão perto de nós! Que magnitude de destruição!
As imagens são aterradoras. O susto e quase tudo veio abaixo! Parece a carta da Torre do tarô!
As mortes, o desamparo, os ferimentos, a fome, a solidão, o abandono, os órfãos, os idosos, os deficientes, os traumatizados física e emocionalmente.
Tão perto e ao mesmo tempo tão distantes de nós, das nossas mãos para acudi-los, dos nossos olhos para lhes transmitir força, das nossas palavras de consolo, da nossa força de trabalho para lhes garantir teto, água e comida, roupas, um mínimo de condições básicas para continuarem, apesar de tantas perdas.
Muitos de nós, ou porque moram nas áreas afetadas, têm parentes por lá, fazem parte das forças de socorro público ou se dispuseram e conseguiram ir para lá ajudar, talvez não sintam essa angústia. Eles estão lidando diretamente com a desgraça e o mínimo que puderem fazer lhes traz um sentimento positivo de vitória diante do sofrimento, embora também se cansem e se fragilizem no contato com a tristeza e a dor e precisem ser substituídos por outros sujeitos compassivos, pelo menos aqueles que, exatamente por estarem ajudando na linha de frente, consigam renovar suas energias e se mantenham muito bem, uma vez que não funcionam apenas no corpo, na matéria e sim guiados pelo espírito.
Mas há aqueles de nós que têm compaixão e estão longe, assistindo pelos noticiários na tv e pelos jornais ao desenrolar dos acontecimentos. São pessoas do Rio e de outros estados do Brasil ou mesmo de outros pontos do mundo, que como já aconteceu em outras catástrofes, se mobilizam, trazem os afetados no seu pensamento durante todo o tempo e manifestam a sua compaixão e vontade de ajudar através do envio de donativos por variadas vias, torcendo para que cheguem aos desabrigados e sejam distribuídos com equanimidade. Mas, dar dos bens que possuímos, seja muito ou pouco de acordo com nossas posses e apegos, não satisfaz nessas horas. A vontade é poder estar lá, agindo ou algumas vezes apenas compartilhando a dor e apoiando os que necessitam.
Seria bom que em virtude da magnitude da catástrofe, parte dos atingidos pudesse ser trazida aqui para a cidade do Rio de Janeiro e colocada em abrigos que possibilitariam àqueles que moram e trabalham aqui e não podem se deslocar para a região serrana, prestar o auxílio que desejam, dentro das suas habilidades, aptidão e áreas de atuação profissional.
É preciso considerar que esse apoio não pode ir esmorecendo com o passar dos dias, como acontece naturalmente após a primeira mobilização, até porque o número de mortos computados deve crescer, mas, nas próximas semanas, o que se espera é o aparecimento das doenças infecciosas na população sobrevivente, o que demandará ainda mais cuidado e ajuda de todos nós.
Que essa corrente de solidariedade possa sempre se expandir, porque os tempos são de certeza de estarmos todos no mesmo barco.
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Visitem Alba Vieira
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domingo, 26 de setembro de 2010

Audioteca Sal e Luz

A Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros).
Mas o que seria isto?
São livros que alcançam cegos e deficientes visuais (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada), de forma totalmente gratuita.
Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3.
E agora, você está se perguntando: o que eu tenho a ver com isso?
É simples. Nos ajude divulgando.
Se você conhece algum cego ou deficiente visual, fale do nosso trabalho. DIVULGUE!

Para ter acesso ao nosso acervo, basta se associar na nossa sede, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125- Centro - RJ. Não precisa ser morador do Rio de Janeiro.
A outra opção foi uma alternativa que se criou, face à dificuldade de locomoção dos deficientes na nossa cidade. Eles podem solicitar o livro pelo telefone, escolhendo o título pelo site, e enviaremos gratuitamente pelos Correios.
A nossa maior preocupação reside no fato que, apesar do governo estar ajudando imensamente, é preciso apresentar resultados. Precisamos atingir um número significativo de associados, que realmente contemple o trabalho, senão ele irá se extinguir e os deficientes não poderão desfrutar da magia da leitura.

Só quem tem o prazer na leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem os livros...

Ajudem-nos, DIVULGUEM!

Atenciosamente,
Christiane Blume
Audioteca Sal e Luz
Rua Primeiro de Março, 125 / 7º Andar - Centro - RJ. CEP 20010-000
Fone: (21) 2233-8007
Horário de atendimento: 08 às 16 horas
Acesse a Audioteca Sal e Luz
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A Audioteca não precisa de dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO!!!
Então conto com a ajuda de vocês: repassem!
Eles enviam para as pessoas de graça, sem nenhum custo.
É um belo trabalho!
Quem puder fazer com que a Audioteca chegue à mídia, por favor fique à vontade.
É tudo do que eles precisam.
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domingo, 19 de setembro de 2010

Festa do Dia das Crianças - INCa

Vamos ajudar que é coisa séria. Vou passar para todos, quem sabe alguém conheça um baixinho que queira fazer uma outra criança feliz?
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Pacientes infantis terão festa com o tema Princesas e Heróis

INCAvoluntário pede doação de fantasias para todas as idades

Este ano, a festa do Dia das Crianças, para os pacientes infantis, terá como tema Princesas e Heróis.
A ideia é vestir a caráter todas as crianças que participarão do evento,
sendo as meninas de princesas e os meninos, de heróis.
Ao todo são 250 crianças.

Por isso, o INCAvoluntário pede que as pessoas doem fantasias infantis, de todos os tamanhos,
pois a festa é para crianças desde recém-nascidas até 18 anos incompletos.
A festa será no dia 5 de outubro.

As doações devem ser entregues nos núcleos do INCAvoluntário nas unidades assistenciais ou
na Central de Doações, localizada na Rua Washington Luís, 35 / Sala 171 - Rio de Janeiro.

Angélica Nasser
INCAvoluntário
Instituto Nacional de Câncer

Entrar no grupo:
Voluntários_Amigos
Envie seu email, informando desejar participar.
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Por favor, repassem aos amigos que tem filhos/netos que possam doar este tipo de roupa.
É uma festa que deve trazer uma imensa alegria às crianças.
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sábado, 31 de outubro de 2009

Crianças Infelizes/Felizes - por Dan

“A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.”
(Oscar Wilde)

“As lágrimas dos velhos são tão terríveis como as das crianças são naturais.”
(Honoré de Balzac)
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Caminhando pelas ruas da cidade de São Paulo, Pedro observa os grandes prédios, os monumentos, os cartazes, as propagandas nas lojas e sozinho sente a falta de amor. Carrega nas costas o peso do abandono. Sempre esteve sozinho e continua sozinho. Esmola, rouba, vê nas vitrines o doce que nunca comeu...
- Papai, me dá um nó na garganta ver essas crianças pedindo esmolas e fazendo malabarismo nos faróis.
- Ah, Dudu, não liga! Nós estamos bem e temos uma família.
- Para Matheus! Até pouco tempo eu estava que nem eles; sem ninguém, sem família.
- Matheus, quem é o seu melhor amigo?
- O Dudu, tia Selma.
- Você já imaginou que o Dudu podia estar neste farol, pedindo esmola?
- O quê?
- É, Matheus, você se esqueceu que eu sou adotado? Tive sorte de ir para o abrigo. Lá é um lugar triste, mas cuidaram de mim. Depois tive mais sorte de ser adotado pelos meus pais. E se não tivesse acontecido nada disso eu estaria na rua e, pior ainda, apanhando do homem enrugado.
- Dudu, nunca pensei nisso! Às vezes esqueço que você é adotado!
- Sabe, Matheus, o Pato, meu amigo, foi menino de rua. Ele ficava mendigando nos faróis e até roubou. No abrigo era o protetor das crianças menores. É uma alma boa, que não teve a mesma sorte que você.
- Puxa! Desculpe mesmo, Dudu! Sou um estabanado. Falo as coisas sem pensar!
- Está bom, Matheus, também não precisa se matar por causa disso. Só pense melhor nas coisas antes de dizê-las. Combinado?
- Combinado, tio Pedro. Posso ajudar essas crianças em alguma coisa?
- É, papai, como um ex-menor abandonado, também gostaria! Será que podíamos ajudá-los, mendigando junto com eles?
- Mendigar, Dudu, isso não é ajudar! É necessário estudar e achar alguma coisa para fazer.
- Ih, pai, é tão difícil!!!!!
- Nada na vida é fácil, meu filho.
- Dudu, vamos formar um esquadrão “Antimenor Abandonado”.
- Boa, Matheus, grande idéia!!!
- Calma lá, vocês dois. Primeiro estudem o problema e vejam como podem ajudar. Não façam nada sem pensar bem e sem falar comigo com a mamãe e com os pais do Matheus.
- Tá bom, papai!
(...)
- E seu irmão diz que você precisa estudar mais!
- Não é estudo, papai! Estou pesquisando sobre os menores de rua.
- Ora filho, não deixa de ser um estudo! Você ficou muito interessado.
- É, pai, aprendi muitas coisas. Só não achei uma forma de ajudar.
- Dudu, é assim mesmo! Primeiro a gente aprende. Depois descobre formas de ajudar.
- Mas me diga, o que você aprendeu?
- Pai, você não ia ver o jogo?
- O filho da gente é mais importante que o jogo! Vim te buscar para você assistir comigo. Mas já que está tão compenetrado no seu trabalho, vamos conversar sobre ele.
- Você é meu papai do coração. Nunca me deixa só!
- Me diz o que você aprendeu?
- Bom, primeiro as crianças de rua estão em situação de risco social e psicológico, quase todos foram vítimas de maus tratos ou de abandono. Por trás de um menor de rua sempre tem um adulto. Li sobre alguns casos de crianças que foram encontradas em companhias de homens ou mulheres que estavam bêbedos, diziam serem seus pais e os espancavam. Pensei no homem enrugado. Li também que em épocas de festas, como no Natal, as crianças que pedem em farol, apanham mais, pois seus pais ou responsáveis acham que devem ganhar mais dinheiro.
- É um absurdo, não?
- Todas as crianças querem a mesma coisa, uma família. Assim como eu queria.
- Essas coisas são muito tristes!
- Li também sobre a Chacina da Candelária, eu e o Matheus não acreditamos, achamos um falta de amor às crianças.
- É, Dudu, essas injustiças acontecem no mundo todo, mas existem pessoas que se propõe a ajudar, no Rio de Janeiro mesmo foi formado o Projeto URUÊ e existem outros projetos nas favelas, em São Paulo também e nós vamos achar uma forma de você e o Matheus ajudarem.
- Legal, pai, liguei para a Celinha e para a Elisa e elas também vão ajudar...
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(Extraído do novo livro do DUDU, ainda inacabado e sem nome... eu vou com calma.)
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“As crianças têm mais necessidade de modelos do que de críticas.”
(Joseph Joubert)

“Nenhum livro para crianças deve ser escrito para crianças.”
(Fernando Pessoa)
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Visitem Dan
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Vivenciamos o que Queremos Passar Adiante? - por DAS

Falamos sempre sobre que achamos certo ou errado, o que é feio ou bonito, bom ou ruim, justo ou injusto, legal ou chato...
Algumas pessoas concordam com nossas opiniões e outras não, mas será que vivenciamos o que queremos passar adiante? A gente ama ou tem todo esse amor de que falamos dentro de nós? Somos realmente capazes de perdoar? Quando pedimos perdão... é mesmo de coração?

É muito fácil julgar - e rápido também! - a opinião de outras pessoas, apontar o dedo pra um erro que não é nosso, ver a solução para problemas que não enfrentamos... dizer não chore, isso vai passar, quando nem sabemos a dimensão da dor daquele que sofre...
Pra quem está “de fora” a solução pra quase todos os problemas está bem ali, na cara! Como é que aquela pessoa ainda está passando por isso? Ela gosta de sofrer, gosta de chamar atenção pra si?... Olha lá, é tão fácil!

Isso, até passarmos por algo parecido e percebermos o quão difícil é! Mas até chegarmos a reconhecer nosso erro, já julgamos, já condenamos, já excluímos, já negamos a ajuda que poderíamos ter dado e talvez até amenizado o sofrimento do outro.

Bem, agora pense: se não fez pelo outro, é justo que façam por você?

É claro que sim! Devemos dar a mão a quem pede ajuda, a quem sofre, a quem necessita...

Mas e sua consciência, como fica?
Se você disser que merece... Bem, aquele que lhe pediu anteriormente, também achava que merecia...
E aí?



Visitem DAS
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sexta-feira, 3 de abril de 2009

O Salva-vidas II - por Thiago Benício

“(...) Estávamos em oito carros descendo a serra, rumo à baixada para aquele fim de semana de sol. Em todos os carros havia uma família. Nós combinamos que seria o fim de semana mais inesquecível de nossas vidas e que nada poderia nos atrapalhar. Essa afirmação foi errônea...

A Imigrantes estava vazia e os oito carros enfileirados a curtir tal paisagem serrana. Comunicávamos ao telefone quando havia necessidade de parar ou coisa assim. O dia ensolarado contribuía para a harmonia que sentíamos até então... Após o último túnel - aquele longo, de, no mínimo, 3 km - o tempo já se mostrava cinza. O vento frio e serra pouco visível, parecendo mostrar um tom de desconforto, a ponto de desorientar nossa harmonia, sentida antes de tais fatores. Parecia ser um sinal...

Eis que, olhando para trás, minha mulher não enxerga o último carro - éramos o sétimo.

- Bem, o carro de trás não está aqui!! - Acentuou minha esposa ao fato. Estávamos tão próximos há pouco, e naquele momento o último carro havia parado.

O telefone toca, eu atendo:
- Alô!
- Alô!
- Oi! Vocês pararam?!
- Estamos sendo assaltados por uma leva de motoqueiros mal-encarados. Parece que são durões. Pelo amor de Deus, nos ajude!

Comuniquei no exato momento todos os outros amigos dos carros da frente. Era o momento de ajudar um amigo em perigo!
Logo saí em cavalo-de-pau e todos os outros fizeram o mesmo. Era o primeiro da frota dos carros-amigos, como um líder de batalha, que guia seus soldados para derrotar os inimigos. Ao retornar, nos deparamos com a situação: cinco motos, cada uma com duas pessoas, a rodear o carro-amigo número 8. Estacionei meu carro e todos os outros fizeram o mesmo, Desci e, juntamente com meus amigos, partimos em busca de justiça e salvar o carro número 8, que estava em apuros. Cada um, com sua habilidade, rendeu facilmente cada um dos malfeitores. Nosso amigo, do carro número 3, era delegado e guardava algumas algemas em seu porta-malas. Sim, foi o que fizemos, algemamos os bad-moto-boys no guardirreio e chamamos as viaturas locais para colocar um basta nos cafajestes! E como num passe de mágica, o céu se abriu, mostrando o Sol radiante, como deveria ser. Até a natureza reconheceu a justiça feita...”
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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Menino de Rua - por Alba Vieira

Jogado ao léu
Dormindo sob o céu
Carapinha cor de mel
Olhado como réu
Se faz um escarcéu
Gritando qual pinel
Deixando escorrer o fel

Lá vai ele pelos becos
Escorrega entre os passantes
Suplicando por comida
Nada rouba, apenas pede

Pede que o olhem
Que saibam da sua dor
Resolvam seu desamparo
Ofereçam-lhe algum amor
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Solidariedade

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Semeadura - por Raquel Aiuendi

O mundo é o quintal
De irmãos em comunhão
Andar caminhos
Para aparar espinhos
Que a mata virgem
Cultiva durante anos
Sem medo ou vertigem
Dos sentimentos de hermanos
Pelos milhares de cantos
Do planeta é o trabalho
Dos nômades em plantão
Pelo sim e pelo não
E o que mais?:
No plantio da Paz.
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Ame o Próximo Como a Ti Mesmo - por Vagner Heleno

aos que sofrem, aos que precisam de nós

há uma forma de confissão
a predileta dos mártires
dos que estendem a mão

sem padre, sem repetido jargão
que é o arrependimento do fraco
que é o mais fácil para a razão

hoje e sempre,
há sempre muita dor por aí
e são chances de ficar em paz
a verdadeira luz de quem faz
é estar presente lá, ou aqui

há quem deseje a luz e a pureza
a quem quer que esteja aí
faça, façamos algo pelo amor
pelo amor de deus, faça
façamos algo por itajaí
pelas viúvas de blumenau
pelos órfãos de lá

nem fome, nem frio irão lhes faltar
falta é o aperto de mão, o abraço
carecem de nós, olhos de deus
de um afago de irmão, de um alento

nem lama, sem casa, não lhes faltam chorar
lhes falta um sorriso que os abrigue
um bocado de humanidade e de calor
alguma refeição pra alma, não o pão

um carinho sem olhar a documentação
sem imposto, nem olerite,
sem o crédito cartão, sem frescuras
eles só querem o que todos querem
aquilo tão sonhado, lido e repetido
pouco feito, mas muito teorizado
aquela ajuda, aquele abraço
aquela tal de boa-ação

“eu vou, por que não?”
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