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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Alberto Caeiro (Biografia) - Enviada por Ana

Alberto Caeiro (16 de abril de 1889 - 1915) é considerado o mestre dos heterônimos de Fernando Pessoa, apesar da sua pouca instrução.
Foi um poeta ligado à natureza, que despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico, afirmando que pensar obstrui a visão (“pensar é estar doente dos olhos”). Proclama-se assim um anti-metafísico. Afirma que, ao pensar, entramos num mundo complexo e problemático onde tudo é incerto e obscuro. À superfície é fácil reconhecê-lo pela sua objetividade visual, que faz lembrar Cesário Verde, citado muitas vezes nos poemas de Caeiro por seu interesse pela natureza, pelo verso livre e pela linguagem simples e familiar. Apresenta-se como um simples “guardador de rebanhos” que só se importa em ver de forma objetiva e natural a realidade. É um poeta de completa simplicidade, e considera que a sensação é a única realidade.
Fernando Pessoa formulou três princípios do sensacionismo:
- todo objeto é uma sensação nossa;
- toda a arte é a convenção de uma sensação em objeto;
- portanto, toda arte é a convenção de uma sensação numa outra sensação.
E Caeiro foi o heterônimo que melhor interpretou esta tese, pois só lhe interessava vivenciar o mundo que captava pelas sensações, recusando o pensamento metafísico.
Alberto Caeiro duvida da existência de uma alma no ser humano, quando diz: “Creio mais no meu corpo do que na minha alma...”.
Caeiro é um poeta materialista, visto que crê que o mundo exterior é mais certo do que o mundo interior.



Fonte: Wikipédia
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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Aluísio Azevedo (Biografia) - Enviada por Ana

Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo (Sao Luís do Maranhão, 14 de abril de 1857 - Buenos Aires, 21 de janeiro de 1913). Escritor, diplomata, caricaturista e jornalista.
Era filho do português David Gonçalves de Azevedo e de Emília Amália Pinto de Magalhães. Seu pai era viúvo e a mãe era separada do marido, algo que configurava grande escândalo na sociedade da época. Foi irmão do dramaturgo e jornalista Artur Azevedo.
Desde cedo dedicou-se ao desenho através de caricaturas e à pintura. Em 1876 viaja ao Rio de Janeiro, a fim de estudar Belas Artes, obtendo desde então sustento com seus desenhos para jornais.
Com o falecimento do pai em 1879, volta para o Maranhão, onde começa finalmente a escrever. E em 1881, publica “O Mulato”, obra que choca a sociedade pela sua forma crua ao desnudar a questão racial. O autor já era abolicionista convicto.
O sucesso desta habilita-o a voltar para a Capital do Império, onde escreve incessantemente novos romances, contos, crônicas e até peças teatrais.
Sua obra é vista como irregular por diversos críticos, uma vez que oscilava entre o romantismo açucarado, com cunho comercial e direcionado ao grande público, e outras mais elaboradas, pois deixava a sua marca de grande escritor naturalista.
Feito diplomata, em 1895, serve em diversos países, inclusive o Japão. Chega finalmente, em 1910, a Buenos Aires, cidade onde veio a falecer menos de três anos depois.

Importância
Foi o responsável por inaugurar a estética naturalista no Brasil com o romance “O Mulato”.
A influência de Aluísio Azevedo são os escritores naturalistas europeus, entre eles, o mais importante foi Émile Zola. Através dessa ótica naturalista, capta a mediocridade da rotina, os sestros e mesmo as taras do indivíduo, uma opção contrária dos românticos que o precederam.
As características fundamentais do naturalismo, quais sejam influência do meio social e da hereditariedade na formação dos indivíduos, além do fatalismo, estão presentes nas obras de Aluísio de forma veemente. Nele “a natureza humana afigura-se-lhe uma certa selvageria onde os fortes comem os fracos”, afirma o estudioso Alfredo Bosi.
Quando jovem, fazia caricaturas e poesias como colaborador para jornais e revistas do Rio de Janeiro. Seu primeiro romance publicado foi “Uma Lágrima de Mulher”.
Fundador da cadeira número quatro da Academia Brasileira de Letras e crítico social.
O autor não escondia seu inconformismo com a sociedade brasileira e com suas regras.
Durante grande parte de sua vida, Aluísio Azevedo viveu do pouco que ganhava como escritor. Ao entrar para a vida diplomática, desiludido, abandonou a produção literária.

Obras
1880 - Uma Lágrima de Mulher (novela)
1881 - O Mulato (novela)
1882 - Mysterio da Tijuca ou Girândola de Amores (novela)
1882 - Memórias de um Condenado ou Condessa Vésper (novela)
1884 - Casa de Pensão (novela)
1884 - Filomena Borges (novela)
1887 - O Homem (novela)
1890 - O Cortiço (novela)
1890 - O Coruja (novela)
1894 - A Mortalha de Alzira (novela)
1895 - Demônios (contos)
1895 - O Livro de uma Sogra (novela)
1984 - O Japão (publicado a partir de manuscritos encontrados na Academia Brasileira de Letras)
O Bom Negro (crônica)
Os Doidos (peça)
Casa de Orates (peça)
Flor de Lis (peça)
Em Flagrante (peça)
Caboclo (peça)
Um Caso de Adultério (peça)
Venenos que Curam (peça)
República (peça)

Errata
O Esqueleto, apesar de ter saído em suas obras completas, organizadas por Nogueira Jr., não é de autoria de Aluízio Azevedo, mas sim de Olavo Bilac e Pardal Mallet.
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Fonte: Wikipédia
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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Aldous Huxley (Biografia) - Enviada por Ana

Aldous Leonard Huxley (Godalming, 26 de julho de 1894 - Los Angeles, 22 de novembro de 1963) foi um escritor inglês e um dos mais proeminentes membros da família Huxley.
Sua família incluía os mais distintos membros da classe dominante inglesa; uma vasta elite intelectual. Seu avô era Thomas Henry Huxley, um grande biólogo defensor da teoria evolucionista de Charles Darwin, tendo desenvolvido o conceito agnóstico. Sua mãe era irmã da romancista Humphrey Ward, sobrinha de Matthew Arnold, o poeta, e neta de Thomas Arnold, um famoso educador e diretor da Rugby School que acabou se tornando personagem no romance “Tom Brown’s Schooldays”.
Estudou na aristocrática escola de Eton, que foi obrigado a abandonar aos dezesseis anos, devido a uma doença nos olhos que quase o cegou, impedindo-o de cursar medicina. Mais tarde, ele recuperou visão suficiente para se formar com honra pela Universidade de Oxford, mas não o suficiente para servir o exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial. Em Oxford, engajou-se com a literatura pela primeira vez, conhecendo Lytton Strachey e Bertrand Russell, e também se tornou um amigo íntimo de D. H. Lawrence.
Em 1921, lançou “Crome Yellow”, o primeiro de uma série de romances e novelas que combinam diálogos emocionantes e um aparente ceticismo com profundas considerações morais.
Viveu a maior parte dos anos 20 na Itália fascista de Mussolini, o que inspirou parte dos sistemas autoritários retratados em suas obras.
A obra-prima de Huxley, “Admirável Mundo Novo”, foi escrita durante quatro meses no ano de 1931. Os temas nela abordados remontam grande parte de suas preocupações ideológicas como a liberdade individual em detrimento do autoritarismo do Estado.
No ano de 1937 Aldous Huxley mudou-se para Los Angeles e, em 1938, no auge da sua carreira, chegou a Hollywood, como um de seus mais bem remunerados roteiristas. Nessa fase, escreveu romances como “Também o Cisne Morre”, “O Tempo Pode Parar”, “O Macaco e a Essência”.
O cinema, para Huxley, foi uma aventura tão fascinante quanto suas descobertas e experiências com a mescalina, narradas em “As Portas da Percepção”, de 1954; livro que influenciou em muito a cultura hippie que florescia, dando nome, por exemplo, à banda The Doors, pois tais relatos com a droga indígena se assemelham em muito com o LSD que estava em ascensão. Dois anos depois, viúvo, casou-se novamente e publicou “Entre o Céu e o Inferno”.
Em 1959, foi agraciado pela Academia Americana de Artes e Letras com um prêmio por seus romances. Tal premiação era concedida a cada cinco anos e havia sido entregue anteriormente a Ernest Hemingway, Thomas Mann e Theodore Dreiser.
Huxley permaneceu quase cego por toda a sua vida. Sua esposa, Maria Huxley, faleceu em 1955. Um ano mais tarde, Huxley casou-se com Laura Archera. Ele morreu, em 1963, na sua pequena casa de Los Angeles.
Huxley produziu um total de 47 livros ao longo de sua vida. O crítico britânico Anthony Burgess, uma vez, afirmou que Huxley fora o pioneiro do “romance cerebral”. No entanto, outras correntes de críticos classificaram Huxley como um ensaísta, ao invés de romancista, pois suas obras eram conduzidas mais apoiadas sobre suas ideias do que o desenrolar de personagens ou contextos de histórias.

Cronologia de alguns de seus trabalhos mais conhecidos
1920 - Limbo (contos de estreia)
1921 - Crome Yellow (romance)
1923 - Ronda Grotesca (romance)
1926 - Duas ou Três Graças (contos)
1928 - Contraponto (romance)
1932 - Admirável Mundo Novo (romance)
1936 - Sem Olhos em Gaza (romance)
1937 - Despertar do Mundo Novo (ensaios)
1939 - Também o Cisne Morre, romance)
1941 - Eminência Parda (bibliografia romanceada)
1943 - The Art of Seeing (ensaios)
1945 - O Tempo Deve Parar (romance)
1946 - The Perennia Philosophy (ensaios)
1949 - O Macaco e a Essência (romance)
1950 - As Portas da Percepção / Céu e Inferno (ensaios)
1952 - Os Demônios de Loudun
1959 - Regresso ao Admirável Mundo Novo (ensaios)
1962 - Island (romance)
1978 - A Situação Humana (ensaios)



Fonte: Wikipédia
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Alfredo Bosi (Biografia) - Enviada por Ana

Descendente de italianos, Alfredo Bosi é filho de Teresa Meli, salernitana, e Alfredo Bosi. Depois de graduar-se em Letras Neolatinas pela Universidade de São Paulo (USP), em 1960, recebeu uma bolsa para estudar na Itália, onde permaneceu por dois anos, na cidade de Florença.
De volta ao Brasil, tornou-se professor de língua e literatura italiana na USP, cargo que ocupou por 10 anos.
Em 1964, escreveu a tese “A Narrativa de Pirandello”. Seis anos mais tarde, defendeu livre-docência com a tese “Mito e Poesia em Leopardi”.
Embora fosse professor de Literatura Italiana, Bosi sentia-se dividido por causa de seu grande interesse pela literatura brasileira, que o levou a escrever os livros: “Pré-Modernismo” e “História Concisa da Literatura Brasileira”. Em 1972, Bosi decidiu-se pelo ensino de literatura brasileira no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
Foi vice-diretor do IEA (Instituto de Estudos Avançados da USP) de 1987 a 1997, ano em que passou, a partir do mês de dezembro, a ocupar o cargo de diretor. Entre outras atividades no IEA, coordenou o Programa Educação para a Cidadania (1991-96), integrou a comissão coordenadora da Cátedra Simón Bolívar (convênio entre a USP e a Fundação Memorial da América Latina), coordenou a Comissão de Defesa da Universidade Pública (1998) e presidiu a Comissão de Ética da USP (2000-04). Bosi é também editor da revista “Estudos Avançados” desde 1989.
Em 20 de março de 2003, Alfredo Bosi foi eleito para Academia Brasileira de Letras, ocupando, desde então, a cadeira número 12.
Alfredo Bosi é casado com a psicóloga social, escritora e professora do Instituto de Psicologia da USP Ecléa Bosi, com quem tem dois filhos, José Alfredo, professor de Economia, e Viviana Bosi, atual professora do Departamento de Teoria Literária da FFLCH/USP.

Obra
1966 - O Pré-modernismo
1970 - História Concisa da Literatura Brasileira (Historia Concisa de la Literatura Brasileña, México, 1983)
1975 - O Conto Brasileiro Contemporâneo
1977 - As Letras na Primeira República (in O Brasil Republicano)
1977 - O Ser e o Tempo da Poesia
1985 - Reflexões sobre a Arte
1988 - Céu, Inferno
1992 - Dialética da Colonização (Culture Brésilienne: une dialectique de la colonisation, Paris, 2000; Cultura Brasileña: una dilectica de la colonizacion, Salamanca, 2005)
1992 - O Tempo e os Tempos em Tempo e História
1996 - Leitura de Poesia (organização e apresentação)
1999 - Machado de Assis: o enigma do olhar
2002 - Machado de Assis
2002 - Literatura e Resistência
2006 - Brás Cubas em Três Versões

Prêmios
1977 - Melhor Ensaio da Associação Paulista de Críticos de Arte, por “O Ser o Tempo da Poesia”.
1992 - Melhor Ensaio da Associação Paulista de Críticos de Arte, por “Dialética da Colonização”.
1992 - Homem de Ideias, distinção conferida pelo Jornal do Brasil.
1993 - Prêmio Casa Grande e Senzala, por “Dialética da Colonização”.
1993 - Prêmio Jabuti de Melhor Obra de Ciências Humanas.
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Fonte: Wikipédia
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domingo, 1 de dezembro de 2013

Antoine de Saint-Exupéry (Biografia) - Enviada por Ana

Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (29 de julho de 1900, Lyon - 31 de julho de 1944, Mar Mediterrâneo) foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe.
Apaixonado desde a infância pela mecânica, estudou a princípio no colégio jesuíta de Notre-Dame de Saint-Corix, em Mans, de 1909 a 1914. Neste ano da Primeira Guerra Mundial, juntamente com seu irmão François, transfere-se para o colégio dos Maristas, em Friburgo, na Suíça, onde permanece até 1917. Quatro anos mais tarde, em abril de 1921, Antoine inicia o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo, depois de reprovado nos exames para admissão da Escola Naval.
A 17 de junho obtém, em Rabat, para onde fora mandado, o brevê de piloto civil. No ano seguinte, 1922, já é piloto militar brevetado, com o posto de subtenente da reserva. Em 1926, recomendado por amigo, o Abade Sudour, é admitido na Sociedade Latécoère de Aviação, onde começa então sua carreira como piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar, na mesma equipe dos pioneiros Vacher, Mermoz, Guillaumet e outros. Foi por essa época, quando chefiou o posto de Cap Juby, que os mouros lhe deram o codinome de Senhor das Areias.
Faleceu durante uma missão de reconhecimento sobre Grenoble e Annecy. Recentemente, o alemão Horst Rippert assumiu ser o autor dos tiros responsáveis pela queda do avião e disse ter lamentado a morte de Saint-Exupéry. Em 3 de novembro, em homenagem póstuma, recebeu as maiores honras do exército. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa de Marselha. Seu corpo jamais foi encontrado.

Obra
Suas obras são caracterizadas por alguns elementos como a aviação e a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França. Destaca-se “O Pequeno Príncipe”, romance de grande sucesso de Saint-Exupéry. Foi escrito durante o exílio nos Estados Unidos, quando teria feito visitas a Recife.
“O Pequeno Príncipe” pode parecer simples, porém apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que é realmente importante na vida.
O romance mostra uma profunda mudança de valores, e sugere ao leitor o quão equivocados podem ser nossos julgamentos, e como eles podem nos levar à solidão. O livro leva à reflexão sobre a maneira que nos tornamos adultos, entregues às preocupações diárias e esquecidos da criança que fomos e somos.
“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”. – Antoine de Saint-Exupéry

Livros
1926 - O Aviador
1929 - Correio do Sul
1931 - Voo Noturno
1939 - Terra dos Homens
1942 - Piloto de Guerra
1943 - O Pequeno Príncipe
1943/1944 - Lettre à un Otage
Póstumos
1948 - Citadelle
1953 - Lettres de Jeunesse
1953 - Carnets
1955 - Lettres à sa Mère
1982 - Écrits de Guerre
2007 - Manon, Danseuse
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Fonte: Wikipédia
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Aristóteles (Biografia) - Enviada por Ana

Aristóteles nasceu em Estagira, na Calcídica (384 a.C. - 322 a.C.). Filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e criador do pensamento lógico.
Aristóteles figura entre os mais influentes filósofos gregos, ao lado de Sócrates e Platão, que transformaram a filosofia pré-socrática, construindo um dos principais fundamentos da filosofia ocidental. Aristóteles prestou contribuições fundantes em diversas áreas do conhecimento humano, destacando-se: ética, política, física, metafísica, lógica, psicologia, poesia, retórica, zoologia, biologia e história natural.
É considerado, por muitos, o filósofo que mais influenciou o pensamento ocidental, a exemplo das palavras que ele criou e que passaram para quase todas as línguas modernas (atualidade, axioma, categoria, energia, essência, potencial, potência, tópico, virtualidade e muitas outras). Sua influência também pode ser percebida na obra “A Divina Comédia” de Dante Alighieri, já que toda a astronomia dantesca se funda em Aristóteles e seus comentadores.
Foi chamado por Auguste Comte de “o príncipe eterno dos verdadeiros filósofos”, por Platão de “o leitor” (pela avidez com que lia e por se ter cercado dos livros dos poetas, filósofos e homens da ciencia contemporâneos e anteriores) e, pelos pensadores árabes, de o “preceptor da inteligência humana”. Por ter estudado uma variada gama de assuntos, e por ter sido também um discípulo que em muito sentidos ultrapassou o mestre, Platão, é conhecido também como “O Filósofo”.

Obra
A filosofia aristotélica é um sistema, ou seja, a relação e conexão entre as várias áreas pensadas pelo filósofo. Seus escritos versam sobre praticamente todos os ramos do conhecimento de sua época (menos as matemáticas).
Embora sua produção tenha sido excepcional, apenas uma parcela foi conservada.
O conjunto das obras de Aristóteles é conhecido entre os especialistas como corpus aristotelicum.

O Organon, que é a reunião dos escritos lógicos, abre o corpus e é assim composto:
Categorias (análise dos elementos do discurso)
Sobre a Interpretação (análise do juízo e das proposições)
Analíticos (Primeiros e Segundos) (análise do raciocínio formal através do silogismo e da demonstração científica)
Tópicos (análise da argumentação em geral)
Elencos Sofísticos (tido como apêndice dos Tópicos, analisa os argumentos capciosos)

Em seguida, aparecem os estudos sobre a Natureza e o mundo físico.
Física
Sobre o Céu
Sobre a Geração e a Corrupção
Meteorológicos

Segue-se a Parva naturalia, conjunto de investigações sobre temas relacionados.
Da Alma
Da Sensação e o Sensível
Da Memória e Reminiscência
Do Sono e a Vigília
Dos Sonhos
Da Adivinhação pelo Sonho
Da Longevidade e Brevidade da Vida
Da Juventude e Senilidade
Da Respiração
História dos Animais
Das Partes dos Animais
Do Movimento dos Animais
Da Geração dos Animais
Da Origem dos Animais

Após os tratados que versam sobre o mundo físico, temos a obra dedicada à filosofia primeira, isto é, à metafísica. Não se deve necessariamente entender que metafísica signifique uma investigação sobre um plano de realidade fora do mundo físico. Esta é uma interpretação neoplatônica.

À filosofia primeira, seguem-se as obras de filosofia prática, que versam sobre Ética e Política.
Ética a Nicômaco
Ética a Eudemo (atualmente considerada como uma primeira versão da Ética a Nicômaco)
Grande Moral ou Magna Moralia (resumo das concepções éticas de Aristóteles)
Política (a política, para Aristóteles, é o desdobramento natural da ética)

Existem, finalmente, mais duas obras:
Retórica
Poética (desta obra conservam-se apenas os tratados sobre a tragédia e a poesia épica)



Fonte: Wikipédia
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Alberto Moravia (Biografia) - Enviada por Ana

Alberto Moravia, pseudônimo de Alberto Pincherle (Roma, 28 de novembro de 1907 - Roma, 26 de setembro de 1990) foi um escritor e jornalista italiano. O sobrenome Moravia era de sua avó paterna. Seu pai, Carlo Pincherle Moravia, arquiteto e pintor, nasceu em Veneza, numa família hebraica. Sua mãe, Teresa Iginia De Marsanich, era de Ancona.
Quando jovem, Moravia teve tuberculose e passou uma significativa parte de sua adolescência em convalescência, tendo sido prejudicado nos estudos.
Começou escrevendo para a revista 900 onde publicou seu primeiro conto. Escreveu sua primeira novela, “Os Indiferentes”, em 1929. Trabalhou durante muitos anos no jornal Il Corriere della Sera, tendo viajado para a Inglaterra (onde morou dois anos), Estados Unidos, México e China.
Em abril de 1945 casa-se com Elsa Morante. Autor considerado persona non grata pelo regime fascista de Mussolini, é obrigado a trabalhar como roteirista cinematográfico sob outro nome, por causa das leis raciais vigentes. No pós-guerra, volta a trabalhar como escritor e roteirista,conhecendo Pier Paolo Pasolini e também começa a trabalhar como crítico cinematográfico no L’Expresso. Foi também eleito representante da Itália no Parlamento europeu, por uma lista do Partido Comunista Italiano, de 1984 até sua morte.

Obra
Escreveu vários livros que se caracterizavam por uma crítica frontal à sociedade europeia do século XX que ele achava hipócrita, hedonista e acomodatícia. Em seus escritos são recorrentes os temas da sexualidade, existencialismo e alienação do indivíduo. Vários livros seus foram adaptados para o cinema, os mais famosos são O Desprezo, de Jean-Luc Godard e O Conformista, do diretor Bernardo Bertolucci, em 1970. Também escreveu a Virgem Guerreira.
Sabe-se agora, que em 1958 perdeu o Prêmio Nobel de Literatura por causa duma jogada da CIA em plena Guerra Fria. O Prêmio foi, nesse ano, entregue a Boris Pasternak pela obra Doutor Jivago, que foi impressa à última hora e entregue na Academia Sueca pela Central de Inteligência Norte-Americana.

Bibliografia
1927 - La cortigiana stanca1929 - Os Indiferentes
1935 - La Bella Vita
1935 - Le Ambizioni Sbagliate1937 - L’Imbroglio (novelas)
1940 - I Sogni del Pigro1941 - La Mascherata
1943 - L’Amante Infelice1943 - La Cetonia
1944 - Agostino
1944 - L’Epidemia (contos)
1947 - A Romana
1947 - L’Amore Coniugale (contos)
1947 - La Disubbidienza (contos)
1947 - O Conformista
1949 - L’Amore Coniugale
1954 - Il Disprezzo
1954 - Racconti Romani1957 - Duas Mulheres
1959 - Nuovi Racconti Romani
1960 - La Noia
1962 - L’Automa (contos)
1963 - L’Uomo Come Fine (ensaio)
1965 - L’Attenzione
1969 - La Vita è Gioco
1970 - Il Paradiso
1970 - Io e Lui
1972 - A Quale Tribù Appartieni1973 - Un’Altra Vita
1975 - Al Cinema (ensaios)
1976 - Boh
1978 - Una Vita Interiore1980 - Impegno Controvoglia
1983 - La Cosa e Altri Racconti (contos)
1985 - L’Uomo Che Guarda1986 - L’Inverno Nucleare (ensaios e entrevistas)
1990 - La Villa del Venerdì e Altri Racconti


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terça-feira, 5 de março de 2013

Zibia Gasparetto (Biografia) - Enviada por Adir Vieira

Zibia Gasparetto (Campinas, 29 de julho de 1926) é uma escritora espiritualista brasileira que se notabilizou como médium.
De ascendência italiana, casou-se, aos vinte anos de idade, com Aldo Luiz Gasparetto, com que teve quatro filhos, entre os quais o apresentador de televisão Luiz Antonio Gasparetto.
Zibia conta que, em 1950, já mãe de dois filhos, teria acordado certa noite com um formigamento no corpo. Em seguida, teria se levantado, passando a andar pela casa como um homem, falando em alemão, idioma que desconhecia. O marido, surpreendido e assustado, recorreu ao auxílio de uma vizinha que, ao chegar à residência da família, teria feito uma oração capaz de reestabelecer Zíbia. No dia seguinte, Aldo Luiz dirigiu-se a uma livraria, onde adquiriu O Livro dos Espíritos, e juntos teriam começado a estudar a Doutrina Espírita.
Aldo Luiz começou a frequentar as reuniões públicas da Federação Espírita do Estado de São Paulo, mas Zibia não tinha como acompanhá-lo, pois não tinha com quem deixar as crianças. Semanalmente, entretanto, faziam juntos um estudo no lar, período em que a médium diz que principiou a sensação de uma dor forte no braço direito, do cotovelo até a mão, que se mexia de um lado para o outro sem que ela pudesse controlá-lo. Aldo Luiz colocou-lhe um lápis e papel à frente e, tomando-os, Zibia teria começado a escrever rapidamente. Ao longo de alguns anos, uma vez por semana, foi psicografando, desse modo, o seu primeiro romance, O Amor Venceu, assinado pela entidade denominada Lucius.
Quando datilografado e pronto, a médium encaminhou o trabalho a um professor de História da USP, que à época dirigia um grupo de estudos na Federação Espírita. Mas só quinze dias mais tarde veio a resposta, na forma de aviso sobre a escolha da obra para ser publicada pela Editora Lake.
Atualmente, a médium diz escrever pelo computador, quatro vezes por semana, em cada dia uma obra diferente: consciente, declara ouvir uma voz ditando-lhe as palavras do texto.
Apesar de seus livros serem tidos como espíritas, assim como a crença da autora, Zibia faz questão de cobrar valores monetários pela venda de seus exemplares, fazendo-se assim detentora dos direitos de publicação e tornando-se remunerada pelas palavras que lhes são “ditadas”, em total desacordo com a Doutrina Espírita. Cabe aqui esclarecer que a obra ou conteúdo dos livros não são questionados, de maneira alguma, mas os valores ditos espíritas devem ser corrigidos como “espiritualistas”, uma vez que o espiritismo não admite que remunerações ou privilégios monetários sejam recebidos por indivíduos detentores de mediunidade desenvolvida, uma vez que qualquer manifestação mediúnica tem a origem em “afinidade de espíritos”, sendo portanto o médium apenas instrumento ou mesmo agente consciente do fenômeno, mas não detentor do conhecimento explicitado.

Obras publicadas
1960 - O Amor Venceu - O amor verdadeiro supera todos os desafios.
1968 - O Morro das Ilusões - A vida valoriza a verdade, destruindo as ilusões.
1969 - Bate-papo com o Além - Crônicas pelo espírito de Silveira Sampaio.
1974 - Entre o Amor e a Guerra - O amor entre um soldado francês e uma alemã durante a Segunda Guerra Mundial.
1984 - O Matuto - Um caipira analfabeto herda uma fortuna e vence todos os que pretendiam ludibriá-lo.
1985 - Esmeralda - Uma deslumbrante cigana aprende a amar.
1985 - O Mundo em que eu Vivo - O espírito de Silveira Sampaio relata a vida em outras dimensões.
1986 - Pedaços do Cotidiano - Contos ditados por vários espíritos.
1986 - Laços Eternos - Uma história de amor, ciúme e redenção.
1988 - O Fio do Destino - O espírito de Lucius relata as suas vidas passadas.
1988 - Voltas que a Vida Dá - Contos ditados por vários autores.
1989 - Espinhos do Tempo - Uma fazenda, um fazendeiro cruel, uma mulher apaixonada pelo cunhado.
1992 - Quando a Vida Escolhe - Mostrando que a vida tem o poder de escolher o que é melhor para cada um.
1993 - Somos Todos Inocentes - A história de um rapaz preso por um crime que não cometeu.
1995 - Pelas Portas do Coração - Juliana ensina-nos a sermos responsáveis pela própria vida.
1996 - A Verdade de Cada Um - Mostra o quanto se erra quando se pretende julgar os outros.
1996 - Sem Medo de Viver - Uma lição de vida, inspirando-nos a vontade de viver melhor.
1997 - Conversando Contigo! - Coletânea de crônicas publicadas na revista Contigo!, é o único livro de autoria da própria Zibia.
1997 - Pare de Sofrer - O espírito de Silveira Sampaio ensina a evoluirmos pela inteligência, com menos sofrimento.
1998 - O Advogado de Deus - A advocacia pode ser exercida com justiça e dignidade.
1999 - Quando Chega a Hora - A amizade e o companheirismo de três crianças.
2000 - Ninguém é de Ninguém - Ensina a superar os desacertos do ciúme.
2001 - Quando é Preciso Voltar - Fugir dos problemas apenas transfere o momento de enfrentá-los.
2002 - Tudo tem seu Preço - Cada um poderá obter o que quiser, se pagar o preço.
2003 - Tudo Valeu a Pena - Quando de vencem os desafios, descobre-se que tudo aconteceu para o melhor.
2004 - Um Amor de Verdade - Quando, mesmo amando, cada um continua sendo si mesmo.
2005 - Nada é por Acaso - Uma mãe estéril, um menino indesejado, uma ligação de puro e profundo amor.
2006 - O Amanhã a Deus Pertence - Marcelo acreditava amar, mas descobriu que apego não é amor.
2007 - O Repórter do Outro Mundo - O espírito de Silveira Sampaio traz surpreendentes e divertidas notícias do mundo espiritual.
2007 - Onde Está Teresa? - Teresa saiu para viajar com sua amiga e nunca chegou ao seu destino. O que teria acontecido? A vida interfere a favor das relações familiares.
2008 - Vencendo o Passado
2008 - Eles Continuam entre Nós
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Fonte: Wikipédia
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Enviado por Adir Vieira
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Antoniel Campos (Biografia) - Enviada por Ana

Nascido em Pau dos Ferros, RN, em 1967, Antoniel Campos mora em Natal, é poeta e engenheiro civil.
Publicou: “Crepes e Cendais”, 1998, “De cada poro um poema”, 2003 e “A esfera”, 2005.
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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ana Hatherly (Biografia) - Enviada por Ana

Ana Hatherly (Porto, 1929) é uma poetisa, ensaísta, investigadora, tradutora, professora universitária e artista plástica portuguesa.
Membro destacado do grupo da Poesia Experimental Portuguesa nos anos 60 e 70, tem uma extensa bibliografia poética e ensaística. Dedicou-se também à investigação e divulgação da literatura portuguesa do período barroco tendo fundado as revistas Claro-Escuro e Incidências. Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica de Lisboa, doutorou-se em Estudos Hispânicos do Século de Ouro na Universidade da Califórnia em Berkeley. Professora Catedrática da Faculdade de Ciencias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa onde fundou o Instituto de Estudos Portugueses. Membro da Direção da Associação Portuguesa de Escritores nos anos 70, foi também membro fundador e depois Presidente do PEN Clube Português e Presidente do Committee for Translations and Linguistic Rights do PEN Internacional.
Em 1978 foi agraciada pela Academia Brasileira de Filologia do Rio de Janeiro com a medalha Oskar Nobiling por serviços distintos no campo da literatura. Em 1998 obteve o Grande Prêmio de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores; em 1999 o Prêmio de Poesia do P.E.N. Clube Português; em 2003 o Prêmio de Poesia Evelyne Encelot, na França, e o Prêmio Hannibal Lucic, na Croácia.
Paralelamente tem uma carreira como artista plástica, iniciada nos anos 60, com um extenso número de exposições individuais e coletivas em Portugal e no Estrangeiro. Obras suas estão incluídas nos principais Museus de Arte Contemporânea portugueses e em coleções privadas nacionais e estrangeiras.
Diplomada em técnicas cinematográficas pela International London Film School, nos anos 70 foi docente na Escola de Cinema do Conservatório Nacional, e no AR.CO (Centro de Arte e Comunicação Visual), em Lisboa. Existem cópias dos seus filmes no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e no Arquivo da Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.

Bibliografia

Poesia
1958 - Um Ritmo Perdido
1959 - As Aparências
1960 - A Dama e o Cavaleiro
1965 - Sigma
1967 - Estruturas Poéticas: operação 2
1968 - Eros Frenético
1969 - 39 Tisanas
1970 - Anagramático
1973 - 63 Tisanas: (40-102)
1980 - Poesia: 1958-1978
1982 - Ana Viva e Plurilida, in Joyciana
1983 - O Cisne Intacto
1988 - A Cidade das Palavras
1994 - Volúpsia
1997 - 351 Tisanas
1999 - Rilkeana (Prêmio de Poesia do PEN Clube Português)
2001 - Um Calculador de Improbabilidades
2003 - O Pavão Negro (Prêmio de Consagração da Associação Portuguesa de Críticos Literários)
2003 - Itinerários
2005 - Fibrilações
2005 - A Idade da Escrita e Outros Poemas (antologia)
2006 - 463 Tisanas
2007 - A Neo-Penélope

Prosa
1963 - O Mestre
1967 - No Restaurante, in Antologia do Conto Fantástico Português
1977 - Crônicas, Anacrônicas Quase-tisanas e outras Neo-prosas
1979 - O Tato, in Poética dos Cinco Sentidos
1983 - Anacrusa: 68 sonhos (sonhos da autora comentados por vários autores)
1999 - Elles: um epistolado (com Alberto Pimenta)
2004 - O Neo-Ali Babá, in Mea Libra - Revista do Centro Cultural do Alto Minho, nº 14

Ensaio e Edições Críticas1962 - Nove Incursões
1979 - O Espaço Crítico: do simbolismo à vanguarda
1983 - A Experiência do Prodígio: bases teóricas e antologia de textos-visuais portugueses dos séculos XVII e XVIII
1989 - Defesa e Condenação da Manice
1990 - Poemas em Língua de Preto dos Séculos XVII e XVIII
1991 - Elogio da Pintura de Luís Nunes Tinoco
1991 - A Preciosa de Sóror Maria do Céu
1991 - Lampadário de Cristal de Frei Jerónimo Baía
1991 - O Desafio Venturoso de António Barbosa Bacelar
1992 - Triunfo do Rosário: repartido em cinco autos de Sóror Maria do Céu
1995 - A Casa das Musas: uma releitura crítica da tradição
1997 - O Ladrão Cristalino: aspectos do imaginário barroco (Prêmio de Ensaio da Sociedade Portuguesa de Autores, 1998)
2002 - Frutas do Brasil Numa Nova e Ascetica Monarchia, consagrada à Santíssima Senhora do Rosario de António do Rosário
2003 - Poesia Incurável: aspectos da sensibilidade barroca
2004 - Interfaces do Olhar: uma antologia crítica / uma antologia poética
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Fonte: Wikipédia
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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Alexis Carrel (Biografia) - Enviada por Ana

Alexis Carrel (Lyon, 28 de junho de 1873 - Paris, 5 de novembro de 1944) foi um biologista francês. Estudou medicina na faculdade de Lyon e graduou-se em 1900. Depois emigrou para os Estados Unidos em 1904, onde permaneceu até 1938, data em que regressou à Europa.
Como não existiam anti-coagulantes nas transfusões sanguíneas na época, só eram possíveis mediante a ligação dos vasos do receptor aos do doador. Por essa técnica apresentada, que desenvolveu, e que permitiu as transfusões sanguíneas, Alexis Carrel recebeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1912.
Inicialmente ateu, converteu-se ao catolicismo após uma viagem a Lourdes em que testemunhou uma cura milagrosa. Foi membro da Pontifícia Academia das Ciências.
Em 1935, publicou “O Homem, Esse Desconhecido”, que foi traduzido e reeditado, transformando-se num grande sucesso mundial até a década de 50. Na obra, o leitor moderno encontra traços de eugenismo, incluindo a defesa da eutanásia de criminosos incuráveis e perigosos. Alguns trechos misóginos ou místicos podem igualmente chocar o leitor moderno desprevenido do contexto da época.
Sob o regime da França de Vichy criou a Fondation Française pour l’Etude des Problèmes Humains.
A cratera Carrel, no Mar da Tranquilidade da Lua, homenageia-o.

Obras
1935 - O Homem, Esse Desconhecido
1944 - La Prière
1950 - Réflexions sur la conduite de la vie (póstumo)
1959 - Voyage à Lourdes (póstumo)



Fonte: Wikipédia
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Albert Einstein (Biografia) - Enviada por Ana

Einstein nasceu na região alemã de Württemberg, na cidade de Ulm, numa família judaica. Em 1852, o avô materno de Einstein, Julius Koch, estabelece-se como comerciante de cereais em Bad Cannstatt, nos arredores de Estugarda. Os pais de Einstein, Hermann Einstein e Pauline Koch, casam-se em 1876. Hermann, que era comerciante, muda-se de Bad Buchau para a cidade de Ulm, onde passou a viver com a esposa. É em Ulm que, em 1879, nasce Einstein.
Em 21 de junho de 1880, a família Einstein muda-se para Munique. Em 1885, Hermann Einstein e seu irmão Jacob, que era engenheiro, dinâmico e empreendedor funda uma empresa de material eléctrico, a J. Einstein & Cie. Os dois irmãos estão convencidos de que este setor em pleno crescimento oferece melhor rentabilidade do que o tradicional negócio de penas de colchão.Tal empreendimento foi possível graças aos recursos financeiros do pai de Pauline.
Em 1881 nasce Maria Einstein (Maja). Einstein teria sempre uma relação muito íntima com a irmã. Einstein e Maja recebem uma educação não religiosa. Em casa não se come casher, a família não frequenta a sinagoga. O pai considera os ritos judeus como superstições antiquadas. Na casa dos Einstein imperava o espírito não dogmático. Com três anos, Einstein tinha ainda dificuldades de fala, o que preocupou os pais; apesar disso, revelou-se um aluno brilhante. A juventude de Einstein é solitária. As outras crianças chamam-lhe Bruder Langweil (irmão tédio) e Biedermann (mesquinho). Aos cinco anos de idade, Einstein, que era canhoto, recebe instrução de uma uma professora em casa. Sua instrução termina quando Einstein, aborrecido, arremesa uma cadeira sobre sua professora. Nesta altura, o seu pai mostra-lhe uma bússola de bolso; Einstein apercebeu-se de que algo fazia flutuar a agulha no espaço e descreveu mais tarde a “impressão profunda e duradoura” desta experiência. Aos seis anos de idade, Einstein tem aulas de violino, que a princípio não lhe agradam, terminando por abandoná-las. Mas ao longo da sua vida tocar violino, e em particular as sonatas de Mozart, torna-se uma das suas atividades preferidas.
Em 1885, Einstein começa a frequentar uma escola primária Volksschule, escola católica em Munique (uma cidade fortemente conservadora que sempre permaneceu maioritariamente católica, apesar das simpatias iniciais por Lutero, bem cedo combatidas pelos jesuítas). Os pais de Einstein, por não serem judeus praticantes, não se importaram que o filho frequentasse inclusive a catequese, o que agradou bastante a Einstein. Curiosamente Einstein desenvolve sozinho uma fervente fé judaica e passa a cumprir os rituais judeus incluindo o Shabat e a comida kosher. Einstein era aluno seguro e persistente, no entanto um pouco lento na resolução de problemas. Suas notas estavam entre as melhores da classe, e seu boletim era brilhante, segundo sua mãe Pauline. Durante esses anos obteve as mais altas notas em latim e em matemática.
Uma lenda amplamente divulgada diz que Einstein teria sido reprovado em matemática quando era estudante, entretanto quando lhe mostraram um recorte de jornal com esta questão, Einstein riu: “Nunca fui reprovado em matemática”, retrucou. “Antes dos quinze anos, já dominava cálculo diferencial e integral.”
Aos dez anos, Albert conhece Max Talmud, um jovem estudante de medicina que costuma jantar com a família Einstein. Max foi uma influência importantíssima na vida de Albert porque o introduziu, apesar da sua tenra idade, à leitura de importantes obras científicas e filosóficas, como por exemplo Os Elementos de Euclides ou a Crítica da Razão Pura de Kant. Em consequência dos seus estudos sobre ciência, Einstein abandona completamente a fé judaica aos 12 anos.
Einstein estudou cálculo diferencial e integral dos doze (idade em que ganhou de seu tio um livrinho de geometria euclidiana) aos dezesseis anos de idade. Mais tarde frequentou o Luitpold Gymnasium (equivalente à escola secundária) em Munique até aos quinze anos. Este período para Einstein foi de intensa religiosidade, motivada pela escola. O seu pai pretendia que Einstein estudasse engenharia elétrica, mas este incompatibilizou-se com as autoridades e o regime escolar. Descreveria mais tarde como o pensamento criativo e a aprendizagem eram perdidos com a utilização de aprendizagem por memorização.
Entretanto, os negócios do pai de Einstein começam a correr pior do que se esperava. Em 1894 Hermann Einstein muda-se com a família para Itália, primeiro para Milão e, alguns meses mais tarde, para Pavia. Ele tencionava abrir ali um novo negócio no sector eléctrico com o dinheiro de que dispunha, uma ideia que acabaria por levá-lo à falência.
O jovem Albert Einstein (com 15 anos) permanece em Munique por mais uns meses ao cuidado de familiares, a fim de terminar o ano letivo. Einstein porém fica deprimido por sentir-se só e parte para junto de sua família na Itália. Einstein escreveu neste período o seu primeiro trabalho científico: “A Investigação do Estado do Éter em Campos Magnéticos”.
Em 1895, decide entrar na universidade antes de terminar o ensino secundário. Fez exames de admissão à Universidade Federal Suíça em Zurique, mas é reprovado na parte de humanidades dos exames. Einstein descreveu que foi nesse mesmo ano, aos 16 anos, que realizou a sua primeira experiência mental, visualizando uma viagem lado a lado com um feixe de luz. Foi então enviado para a cidade de Aarau no cantão suíço de Argóvia para terminar a escola secundária, onde estudou a teoria eletromagnética de Maxwell. Em 1896 recebe o seu diploma e renuncia à cidadania alemã com o intuito de assim evitar o serviço militar alemão.
Pede então a naturalização suíça, que receberia em 1901. Pagou os vinte francos suíços que o seu passaporte custou (uma quantia considerável) com as suas próprias poupanças. Nunca deixaria de ser cidadão suíço, mesmo depois de receber a cidadania americana. Nas inúmeras viagens que faria no futuro, Einstein usaria quase sempre o seu passaporte suíço.
Cursou o ensino superior na Suíça, onde mais tarde foi docente. Concluiu a graduação em Física em 1900. Também em 1900, conheceu Michele Besso, que o apresentou às obras de Ernst Mach. No ano seguinte, publicou um artigo sobre forças capilares no Annalen der Physik, uma das mais prestigiadas publicações científicas em Física.
Em 1903 casou-se com Mileva Marić, sem a presença dos pais da noiva. Albert e Mileva tiveram três filhos. A primeira, presume-se que tenha morrido ainda bebê ou que tenha sido dada para adoção, o do meio tornou-se um importante professor de hidráulica na Universidade da Califórnia e o mais jovem, formado em Música e Literatura, morreu num hospital psiquiátrico suíço.
Obteve o doutorado em 1905. No mesmo ano escreveu quatro artigos fundamentais para a Física moderna, afirmando-se, por esta razão, que 1905 foi o annus mirabilis para Einstein.
Em 1914, pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial, Einstein instalou-se em Berlim onde foi nomeado diretor do Instituto Kaiser Wilhelm Gesellschaft de Física e professor da Universidade de Berlim, tornando-se, novamente, cidadão alemão no mesmo ano.
Em 1915, Einstein apresentou uma série de conferências onde apresentou a sua teoria da relatividade geral. A teoria serviu de base para o estudo da cosmologia e deu aos cientistas ferramentas para entenderem características do universo que só foram descobertas bem depois da morte de Einstein.
O seu pacifismo e a sua origem judaica tornaram-no impopular entre os nacionalistas alemães. Depois de se ter tornado mundialmente famoso, o ódio dos nacionalistas tornou-se ainda mais forte.
Em 1919, Einstein divorcia-se de Mileva e casa-se com a sua prima divorciada Elsa.
Em 1920, durante uma de suas aulas em Berlim, há um incidente com manifestações anti-semitas, o que levou Einstein a deter-se com mais atenção aos factos que então ocorriam na Alemanha.
Em 1921, Einstein acompanha uma delegação sionista à Palestina. Ele propõe para a Palestina um Estado baseado no modelo suíço, onde muçulmanos e judeus poderiam viver lado a lado em paz. Sendo um físico famoso, Einstein participa numa campanha de angariação de fundos para a Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele apoia o plano de uma universidade onde judeus de todo o mundo possam estudar sem serem vítimas de discriminação.
Ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1921 pela explicação do efeito fotoelétrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. Einstein não participou da cerimônia de entrega do prêmio, pois encontrava-se no Japão. Ao longo de sua vida, Einstein visitaria diversos países, incluindo alguns da América Latina.
Em 1933, Adolf Hitler chega ao poder na Alemanha. Einstein, judeu, encontra-se agora em perigo. É avisado por amigos de que há planos para o seu assassinato e é aconselhado a fugir. Einstein renuncia mais uma vez à cidadania alemã. Neste mesmo ano Einstein parte para os Estados Unidos da América, o seu novo lar. Nunca voltaria a viver na Europa. Tornou-se cidadão americano em 1940.
Em 1941 tem início o Projeto Manhattan (o desenvolvimento da bomba atômica). No início, Einstein foi a favor da construção da bomba atômica para derrotar Adolf Hitler, mas depois da guerra fez pressão a favor do desarmamento nuclear e de um governo mundial.
Em 1945, Einstein reforma-se da carreira universitária.
Einstein considerava-se um socialista. Num artigo de 1949, descreveu a “fase predatória do desenvolvimento humano”, exemplificada pelo anarquismo capitalista da sociedade, como uma origem de mal a ser ultrapassada. Não concordava com os regimes totalitários de inspiração socialista. Pelo fato de defender os direitos civis e por suas ideias socialistas, Einstein chamou a atenção do FBI, que o investigou sob a acusação de pertencer ao Partido Comunista.
Einstein era religioso, no entanto não professava a fé judaica. Do ponto de vista religioso, era próximo do deísmo de Baruch Spinoza: acreditava que Deus se revelava através da harmonia das leis da natureza e rejeitava o Deus pessoal que intervém na História. Era também crente no total determinismo do universo e excluía a possibilidade do livre arbítrio dos seres humanos. Para Einstein “o Homem é livre de fazer o que quer, mas não é livre de querer o que quer”, o que significa que o Homem age sempre de forma compulsiva, sem uma verdadeira liberdade, todos os seus atos sendo determinados pelas leis da natureza.
Em sua obra Como Vejo o Mundo, no tema religiosidade, Einstein procura enfatizar seu ponto de vista do mundo e suas concepções em temas fundamentais à formação do homem, tais como o sentido da vida, o lugar do dinheiro, o fundamento da moral e a liberdade individual. O Estado, a educação, o senso de responsabilidade social, a guerra e a paz, o respeito às minorias, o trabalho, a produção e a distribuição de riquezas, o desarmamento, a convivência pacífica entre as nações são alguns dos temas que ele trata, entre outros.
Em 1952, David Ben-Gurion, então primeiro-ministro de Israel, convida Albert Einstein para o cargo de presidente do estado de Israel. Einstein agradece mas recusa, alegando que não está à altura do cargo.
Morreu em 18 de Abril de 1955, aos 76 anos, em consequência de um aneurisma. O seu corpo foi cremado, mas seu cérebro foi doado ao cientista Thomas Harvey, patologista do Hospital de Princeton.

Obra científica1905 - Movimento Browniano
1905 - Efeito Fotoelétrico
1905 - Teoria Especial da Relatividade
1916 - Teoria Geral da Relatividade
1926 - Investigações sobre a Teoria do Movimento Browniano
1938 - Evolução da Física

Obra literária
1922/1934 - Como Vejo o Mundo
1930 - Sobre o Sionismo
1934 - A Minha Filosofia
1946 - Notas Autobiográficas
1950 - Meus Últimos Anos
1934/1950 - Escritos da Maturidade
.Immanuel Kant
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Fonte: Wikipédia
Wolfgang Amadeus Mozart.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Albert Camus (Biografia) - Enviada por Ana

Albert Camus (Mondovi, 7 de novembro de 1913 - Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) foi um escritor e filósofo nascido na Argélia. Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor.
Filho de um francês e de uma descendente espanhola, cedo Camus já conhece o gosto amargo da morte. Seu pai morreu em 1914 na batalha do Marne durante Primeira Guerra Mundial. Sua mãe então foi obrigada a mudar para a cidade de Argel, para a casa de sua avó materna, no famoso bairro operário de Belcourt onde, anos mais tarde, durante a guerra de descolonização da Argélia houve um massacre de árabes.
O período de sua infância, apesar de extremamente pobre, é marcada por uma felicidade ligada à natureza, que ele narra nao só em o “Avesso e o Direito”, mas também em toda a sua obra. Na casa, moravam, além do próprio Camus, seu irmão (que era um pouco mais velho), sua mãe, sua avó e um tio, um pouco surdo e tanoeiro. Profissão esta que Camus seguiria se não fosse pelo apoio de um professor da escola primária M. Germain, que viu naquele pequeno pied-noir um futuro promissor. Sua família, no começo, não via com bons olhos o fato de Albert Camus seguir para a escola secundária. Fazendo parte de uma família pobre, o próprio Camus diz que no começo foi difícil para ele essa decisão, pois ele sabia que a família precisava da renda do seu trabalho, que ele deveria ter uma profissão cedo, e que trouxesse frutos, como a profissão de seu tio. No fundo, Camus também gostava do ambiente da oficina onde seu tio trabalhava. Há um conto escrito por ele que tem como cenário a oficina e no qual a camaradagem entre os trabalhadores é exaltada.
Sua mãe trabalhava lavando roupa para fora para ajudar no sustento da casa. E durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Foi neste ponto que um outro professor foi fundamental para que o ganhador do prêmio Nobel de 1957 seguisse estudando e se graduasse em filosofia: Jean Grenier. Ambos os professores ganham livros dedicados a eles. Jean Grenier, por exemplo, tem “O Homem Revoltado” dedicado a ele.
A tese de doutoramento de Albert Camus, assim como a de Hannah Arendt, foi sobre Santo Agostinho.
Mas, neste momento, o absurdo da existência se manifestou mais uma vez na vida de Camus. Após completar o doutoramento e estar apto a lecionar, sua saúde lhe impediu de se tornar um professor. Uma forte crise de tuberculose se abateu sobre ele nesta época. Ele era tuberculoso havia já algum tempo. Esta doença lhe deu a real dimensão da possibilidade cotidiana de morrer, o que é fundamental no desenvolvimento de sua obra filosófico-literária. A tuberculose também o impediu de continuar a praticar um esporte que tanto amava e lhe ensinou tanto: Camus era o goleiro da seleção universitária. Conta-se que um bom goleiro. E seu amor para com o futebol seguiu-o durante toda a vida. E uma das coisas que mais o impressionou quando da sua visita ao Brasil em 1949 foi o amor do brasileiro pelo futebol. Conta-se que uma das primeiras coisas que Albert Camus fez ao pisar no Brasil foi pedir para que o levassem para assistir a uma partida de futebol. Um pedido bastante incomum para um palestrante.
Sob estas diretrizes, não é sem sentido que sua obra (filosófica e literária) tenha o absurdo como estandarte. Grosso modo, seus livros testemunham as angústias de seu tempo e os dilemas e conflitos já observados por escritores que o precederam, tais como Franz Kafka e Dostoiévski. Esta proximidade entre Camus e estes dois autores evidencia uma cadeia que se estende até os dias atuais, indica a fonte de um movimento heterogêneo - abrange arte, teatro, literatura, filosofia -, que por conveniência poderemos identificar como a estética do absurdo. Alguns ilustres filiados a este movimento cujo foco é o absurdo são eles: Samuel Beckett e Eugène Ionesco.
Camus mudou-se para a França em 1939, pouco antes da invasão alemã. Mudou-se principalmente devido às polêmicas com as autoridades francesas na Argélia. Ele havia publicado uma série de ensaios sobre o tratamento que os árabes recebiam por parte dos franceses na Argélia, pois os árabes não eram considerados cidadãos franceses e, portanto, eram subjugados a um governo no qual nem ao menos podiam votar. Crianças árabes morriam de fome, não tinham atendimento médico. Camus nessa época também fazia parte do Partido Comunista, do qual se desvinculou pouco tempo depois. Sua esposa e filhos permaneceram na Argélia e, devido à guerra, nem Camus pôde voltar à Argélia, nem sua esposa e filhos puderam ir para a França. Ele ficou em Paris durante o começo da ocupação nazista, trabalhando em um jornal. Devido à censura e à vigilância constante dos nazistas, a maior parte dos jornalistas franceses mudou-se para a região da França de Vichy. Camus começou, então, a participar do Núcleo de Resistência à ocupação chamada Combat, tornando-se um dos editores do jornal de mesmo nome.
Seu primeiro livro, “O Avesso e o Direito”, assim como “Bodas em Tipasa”, foram publicados quando ele ainda residia na Argélia. Mas durante o tempo da ocupação, além de trabalhar em jornais e editar o jornal clandestino, Camus se dedicou a outra de suas paixões: o Teatro. Ele já havia participado de um grupo de teatro ligado ao partido comunista quando ainda morava na Argélia e, ao sair do partido comunista, montado um outro grupo que apresentava peças clássicas de teatro aos trabalhadores.
Conhece Sartre em 1942 e tornam-se bons amigos no tempo de pós-guerra. Conheceram-se devido ao livro “O Estrangeiro” sobre o qual Sartre escreveu elogiosamente, dizendo que o autor seria uma pessoa que ele gostaria de conhecer. Um dia, em uma festa em que os dois estavam, Camus se apresentou a Sartre dizendo-se o autor do livro. A amizade durou até 1952, quando a publicação de “O Homem Revoltado” provocou um desentendimento público entre Sartre e Camus.
Camus morreu em 1960, vítima de um acidente de automóvel. Em sua maleta estava o manuscrito de “O Primeiro Homem”, um romance autobiográfico. Por uma ironia do destino, nas notas ao texto ele escreve que aquele romance deveria terminar inacabado. Ao receber a notícia da morte de seu filho, Catherine Hélène Camus apenas pôde dizer: “Jovem demais.” Coincidentemente, ela também morre no mesmo ano que seu filho: 1960.
Uma curiosidade sobre o acidente de automóvel: Camus não deveria ter feito a viagem para Paris de carro junto com os Gallimard (Michel, Janine e a filha deles, Anne). Ele iria fazer esta viagem com o poeta René Char, de trem. Mas, por insistência de Michel, ele resolve ir de carro com eles. Char também foi convidado, mas não quis lotar o carro, além de já haver comprado sua passagem (Camus também já tinha seu bilhete de trem comprado). No acidente de automóvel, o Facel-Véga de Michel se espatifou em uma árvore. Apenas Camus morreu na hora. Michel, seu editor, morreu no hospital cinco dias depois. O relógio do painel do carro parou no instante do acidente: 13:55h.

Estudos sobre o autor
BARRETTO, Vicente. Camus: vida e obra. [s.l.]: José Álvaro, 1970.
GONZÁLEZ, Horacio. Albert Camus: a libertinagem do sol. São Paulo: Brasiliense, 2002.
GUIMARÃES, Carlos E. As dimensões do homem. Rio de Janeiro: Paz e Terra: 1971.
PINTO, Manuel da Costa. Albert Camus: um elogio do ensaio. São Paulo: Ateliê Editorial, 1998.

Bibliografia
Révolte dans les Asturies
O Avesso e o Direito
Núpcias
O Estrangeiro
O Mito de Sísifo
Le Malentendu
Lettres à un Ami Allemand

Calígula
A Peste
O Estado de Sítio
Actuelles I
Actuelles II
O Homem Revoltado
L'été
Requiem pour Une Nonne

A Queda
O Exílio e o Reino
Os Discursos da Suécia (publicado juntamente com “O Avesso e o Direito”)
Os Possessos
Resistance, Rebellion, and Death
A Morte Feliz
O Primeiro Homem
Jean-Paul Sartre
Fiódor M. Dostoiévski
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Fonte: Wikipédia
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Agatha Christie (Biografia) - Enviada por Ana

Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de setembro de 1890 — Wallingford, 12 de janeiro de 1976), nascida Agatha Mary Clarissa Miller e mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica, autora de mais de oitenta livros e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Seus livros são os mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de William Shakespeare. É conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros títulos.
Os seus livros venderam mais de um bilhão de cópias em inglês, além de outro bilhão, em línguas estrangeiras. Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.
Casou-se pela primeira vez em 1914, com o Coronel Archibald Christie, piloto do Corpo Real de Aviadores. O casal teve uma filha, Rosalind, e divorciou-se em 1928.
Em sua autobiografia, Agatha descreve o crescente distanciamento entre ela e o marido após a compra de uma casa no campo, quando ele se tornou afeito ao golfe, dedicando a maior parte dos seus fins-de-semana ao desporto. Mas a crise sobreveio quando, após a morte da sua mãe, Agatha precisou assumir a organização da propriedade da família, Ashfield, em Torquay. Ela e o marido combinaram que iriam fechar a sua casa, e ela passaria o verão em Ashfield com a filha Rosalind, enquanto Archibald Christie, que trabalhava em Londres, passaria a pernoitar no seu Clube, na cidade. Com a missão concluída, a família reencontrar-se-ia para uma viagem à Itália.
Agatha passou cerca de três meses separando, sozinha, os documentos e objetos antigos da família, decidindo o que seria doado, jogado fora, distribuído entre os parentes – tarefa que, combinada com o seu sofrimento pela morte da mãe, a mergulhou numa profunda depressão. Na data combinada, Archibald Christie chegou e disse que não desejava mais viajar; por fim, acabou por confessar que, durante a sua temporada sozinho em Londres, se envolvera com outra mulher (Nancy Neele) e queria o divórcio para se poderem casar.
Esses eventos levaram ao colapso nervoso, que culminou com o famoso desaparecimento da escritora.
Em dezembro de 1926, o carro de Agatha foi encontrado abandonado, com as portas abertas, à beira de um lago, sem nenhum bilhete ou indício de seu paradeiro. Foram feitas buscas intensas, sem sucesso; falou-se de rapto, suicídio e assassinato; o marido infiel virou suspeito. No entanto, depois de 12 dias, o empregado de um hotel na cidade de Harrogate contactou a polícia, informando que uma hóspede do hotel parecia-se muito com as fotos divulgadas da escritora desaparecida. Chegando ao local, os investigadores constataram que tratava-se de fato de Agatha Christie, que se havia registado no hotel sob o nome de Theresa Neele (o mesmo apelido da amante do seu marido).
A despeito das diversas teorias aventadas sobre o episódio – inclusive a acusação de que se tratara de um golpe publicitário – a autora jamais entrou em detalhes sobre o acontecido; a declaração oficial foi de que ela tinha sofrido um colapso nervoso, que provocara uma crise de amnésia temporária.
Embora em seus livros autobiográficos não haja quase nenhuma informação sobre o epísódio de seu desaparecimento, acredita-se que, em O Retrato, publicado sob o nome de Mary Westmacott, Agatha conte muito da sua história através da personagem Celia, que pensa em suicídio após ser abandonada pelo marido.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Agatha trabalhou em um hospital e em uma farmácia, funções que influenciaram seu trabalho: muitos dos assassinatos em seus livros foram cometidos com o uso de veneno.
Em 1930, casou-se com o arqueólogo Sir Max Mallowan. Mallowan era 14 anos mais jovem que a escritora, e suas viagens juntos contribuíram com material para vários de seus romances situados no Oriente Médio. O casamento duraria até a morte da escritora.
Em 1971 ela recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico.
Agatha Christie morreu aos 85 anos de idade, de causas naturais, em sua residência. Ela está enterrada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, em Cholsey, Oxon.
A única filha da autora, Rosalind Hicks, morreu em 28 de outubro de 2004, também com 85 anos, de causas naturais. Os direitos sobre sua obra pertencem agora a seu neto, Mathew Prichard.

A autora e sua obraAgatha começou a escrever sob influência da sua mãe, que a incentivou a criar um conto, para passar o tempo, enquanto Agatha, entediada, se recuperava de uma forte constipação que a deixara de cama. Ela chegou a duvidar da sua capacidade, mas conseguiu. Continuou a escrever, encorajada por Eden Phillpotts, um teatrólogo amigo da família. Quando já era famosa, disse que, durante muitos anos, se divertiu escrevendo histórias melancólicas, em que a maioria dos personagens morria.
“Dentro de alguns anos, só quero ser lembrada como uma boa escritora de casos policiais.” - Disse ela. E é assim que Agatha Christie permanece na memória de seus fiéis leitores em todo o mundo. Passou a infância e a adolescência num ambiente quase recluso, pois sua mãe se encarregou de dar-lhe formação cultural, proibindo-a de frequentar escolas públicas. Tinha trinta anos quando conseguiu publicar seu livro de estréia, O Misterioso Caso de Styles.
Agatha Christie criou dois tipos inesquecíveis: o detetive belga Hercule Poirot, com suas prodigiosas “celulazinhas cinzentas no cérebro”, e Miss Marple, uma solteirona simpática, observadora sagaz e tão cerebral quanto o detetive belga. Antes de morrer cuidou também de preparar a morte de Miss Marple; e voltou à mansão Styles, cenário de seu primeiro livro, para encerrar a carreira de Poirot em Cai o pano.
Agatha Christie morreu de causas naturais, deixando inconsoláveis milhões de leitores fiéis, e uma fortuna calculada em 20 milhões de dólares.

Romances e contos
1920 - O Misterioso Caso de Styles
1922 - O Inimigo Secreto
1923 - Assassinato no Campo de Golfe
1924 - O Homem do Terno Marrom
1924 - Poirot Investiga
1925 - O Segredo de Chimneys
1926 - O Assassinato de Roger Ackroyd
1927 - Os Quatro Grandes
1928 - O Mistério do Trem Azul
1929 - Sócios no Crime
1929 - O Mistério dos Sete Relógios
1930 - Assassinato na Casa do Pastor
1930 - O Misterioso Sr. Quin
1930 - O Cadáver Atrás do Biombo
1931 - Um Furo Jornalístico
1931 - A Morte do Almirante
1931 - O Mistério de Sittaford
1932 - A Casa do Penhasco
1933 - O Cão da Morte
1933 - Treze à Mesa
1933 - Os Treze Enigmas
1934 - Assassinato no Expresso do Oriente
1934 - O Detetive Parker Pyne
1934 - O Mistério de Listerdale
1934 - Por que Não Pediram à Evans?
1935 - Tragédia em Três Atos
1935 - Morte nas Nuvens
1936 - Os Crimes ABC
1936 - Morte na Mesopotâmia
1936 - Cartas na Mesa
1937 - Assassinato no Beco
1937 - Morte no Nilo
1937 - Poirot Perde uma Cliente
1938 - Encontro com a Morte
1938 - O Natal de Poirot
1939 - O Caso dos Dez Negrinhos
1939 - É Fácil Matar
1939 - O Misterio da Regata e Outras Histórias
1940 - Cipreste Triste
1940 - Uma Dose Mortal
1941 - Morte na Praia
1941 - M ou N?
1942 - Um Corpo na Biblioteca
1942 - A Mão Misteriosa
1943 - Os Cinco Porquinhos
1944 - Hora Zero
1945 - Um Brinde de Cianureto
1945 - E no Final a Morte
1946 - A Mansão Hollow
1947 - Os Trabalhos de Hércules
1948 - Seguindo a Correnteza
1948 - Testemunha de Acusação
1949 - A Casa Torta
1950 - Os Três Ratos Cegos e Outras Histórias
1950 - Convite para um Homicídio
1951 - Aventura em Bagdá
1952 - Um Passe de Mágica
1952 - A Morte da Sra. McGinty
1953 - Cem Gramas de Centeio
1953 - Depois do Funeral
1954 - Um Destino Ignorado
1955 - Morte na Rua Hickory
1956 - A Extravagância do Morto
1957 - A Testemunha Ocular do Crime
1958 - Punição para a Inocência
1959 - Um Gato Entre os Pombos
1960 - A Aventura do Pudim de Natal
1961 - O Cavalo Amarelo
1962 - A Maldição do Espelho
1963 - Os Relógios
1964 - Mistério no Caribe
1965 - O Caso do Hotel Bertram
1966 - A Terceira Moça
1967 - Noite Sem Fim
1968 - Um Pressentimento Funesto
1969 - A Noite das Bruxas
1970 - Passageiro para Frankfurt
1971 - Nêmesis
1971 - A Mina de Ouro
1972 - Memória de Elefante
1973 - Portal do Destino
1974 - Os Primeiros Casos de Poirot
1975 - Cai o Pano
1976 - Um Crime Adormecido
2008 - Poirot Sempre Espera e Outras Histórias
2008 - A Teia da Aranha

Teatro1930 - Black Coffee (Adaptada para o formato de romance por Charles Osborne, publicado em 1997.)
1931 - Chimneys (Adaptação para o teatro de seu romance The Secret of Chimneys, de 1925.)
1937 - Akhnaton (A ação se passa no Egito Antigo, na época do faraó Akhenaton ou Amenófis IV, sua esposa Nefertiti e seu sucessor, Tutancâmon. Publicada em 1973.)
193? - A Daughter’s a Daughter (Escrita no final da década. Adaptada em 1952 para o formato de romance, que foi publicado sob o pseudônimo de Mary Westmacott.)
1943 - O Caso dos Dez Negrinhos (Adaptação para o teatro de seu romance Ten Little Niggers/And Then There Were None, de 1939.)
1945 - Encontro com a Morte (Adaptação para o teatro de seu romance do mesmo nome, de 1938.)
1946 - Murder on the Nile/Hidden Horizon (Adaptação para o teatro de seu romance “Morte no Nilo”, de 1937.)
1951 - O Refúgio (Adaptação para o teatro de seu romance do mesmo nome, de 1947.)
1952 - A Ratoeira (Não se baseia em nenhuma outra obra anterior. Apresentada ininterruptamente desde 1952 em palcos londrinos.)
1953 - Testemunha da Acusação (Baseada no conto constante do volume Witness for the Prosecution and Other Stories, de 1948.)
1954 - Spider’s Web (Não se baseia em nenhuma obra anterior. Adaptada para o formato de romance por Charles Osborne, publicado em 2000.)
1956 - A Hora H (Adaptação para o teatro de seu romance Towards Zero, de 1944. Escrita com Gerald Verner.)
1958 - Veredito (não se baseia em nenhuma outra obra anterior)
1958 - Um Hóspede Inesperado (Adaptada para o formato de romance por Charles Osborne, publicado em 1999.)
1960 - Retorno ao Assassinato
1962 - Rule of Three (Três peças de um ato cada: Afternoon at the Seaside, The Rats e The Patient.)
1972 - Fiddler’s Three (Originalmente escrita com o título de Fiddler’s Five, não chegou a ser publicada.)

Material não publicadoNeve no Deserto (novela romântica)
O Pateta de Greenshore (romance policial, com Hercule Poirot, expandido para a novela “A Extravagância do Morto”)
Chamada Pessoal (novela de rádio em tom sobrenatural, introduzindo o Inspetor Narracott - o “British National Sound Archive” (Arquivo Sonoro Britânico) dispõe de uma gravação)
Manteiga num Prato de Alta Posição (novela de rádio de suspense policial, adaptado de The Woman and the Kenite)
O Portão Verde (sobrenatural)
A Noiva de Guerra (novela romântica/sobrenatural)
O Caso da Bola do Cão (conto, com Poirot, expandido para o romance Dumb Witness e relacionado com o conto: “Como Cresce o Teu Jardim?”)
A Mulher e o Kenite (horror)
Mais Forte que a Morte (sobrenatural)
Sendo Voluntário Demais (novela romântica)
A Última Sessão de Espiritismo (peça de teatro)
Alguém à Janela (peça de teatro policial, adaptada do conto The Dead Harlequin)

Adaptações para o cinema
A obra de Agatha Christie foi sempre bem-vinda ao cinema. Ao longo dos últimos 78 anos, Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence, Mr. Quin, Parker Pyne, e muitos outros personagens têm sido retratados em inúmeras ocasiões:
1928 - Die Abenteuer G.m.b.H. (“O Adversário Secreto”)
1928 - The Passing of Sr. Quinn
1931 - Alibi
1931 - Café Preto
1934 - A Morte do Senhor Edgware
1937 - Amor de um Estrangeiro
1945 - Os Dez Negrinhos
1947 - Love from a Stranger1957 - Witness for the Prosecution
1960 - The Spider’s Web
1962 - Crime, Disse Ela (Baseado em 4.50 from Paddington)
1963 - Murder at the Gallop (Baseado em “Depois do Funeral”)
1964 - Murder Most Foul (Baseado em Mrs. McGinty’s Dead)
1964 - Ahoy, Assassinio! (Um filme original não baseado em nenhum dos livros, embora utilize alguns elementos do livro “Um Passe de Mágica”)
1966 - 10 Pequenos Indianos
1966 - Os Assassinios do Alfabeto (Baseado em “Os Crimes ABC”)
1972 - Noite Infinita
1974 - Crime no Expresso do Oriente
1975 - O Caso dos Dez Negrinhos
1978 - Morte no Nilo
1980 - Espelho Quebrado
1982 - Morte ao Sol
1984 - Ordeal by Innocence1988 - Um Encontro com a Morte
1989 - O Caso dos Dez Negrinhos



Fonte: Wikipédia
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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Biografias

Hoje está sendo inaugurada a categoria Biografias, na qual vocês poderão encontrar os principais aspectos das vidas dos autores que são citados aqui.
Se alguém quiser colaborar com a biografia de algum autor preferido, é só enviar o texto para shintoni@terra.com.br.
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Adelmar Tavares (Biografia) - Enviada por Ana

Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti (Recife, 16 de fevereiro de 1888 - Rio de Janeiro, 20 de junho de 1963) era filho de Francisco Tavares da Silva Cavalcanti e de Maria Cândida Tavares.
Ainda como estudante de Direito pela Faculdade de Direito do Recife manifestou interesse pela imprensa colaborando como redator no “Jornal Pequeno”. Formou-se no ano de 1909. No ano seguinte mudou-se para o Rio de Janeiro, que na época era a capital do Brasil, onde veio a ocupar importantes cargos, como os de professor de Direito Penal na Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro, de promotor público adjunto (1910), de curador de resíduos e testamentos (1918), de curador de órfãos (1918 a 1940), de advogado do Banco do Brasil (1925 a 1930), de desembargador da Corte de Apelação do Distrito Federal (1940) e finalmente o de presidente do Tribunal de Justiça (1948 a 1950).
Participou da Sociedade Brasileira de Criminologia, do Instituto dos Advogados, da Academia de Belas Artes. Escreveu obras jurídicas, entre elas: “A História do Fideicomisso”, “Do Homicídio Eutanásico ou Suplicado”, “Do Direito Criminal”, “O Desajustamento do Delinquente à Profissão”.
Mesmo exercendo a magistratura, Adelmar Tavares sempre colaborou com a imprensa, tornando-se conhecido em todo o país por suas trovas. É considerado, até hoje, aquele que mais se dedicou a esse gênero poético no Brasil. Suas trovas sempre mereceram referência na história literária brasileira. Sua obra poética caracteriza-se pelo romantismo, lirismo e sensibilidade. Os temas mais comuns estão relacionados à saudade e à vida simples junto à natureza.
Foi membro e patrono da Academia Brasileira de Trovas. Era considerado o Príncipe dos Trovadores Brasileiros. Recebeu, em 4 de setembro de 1926, a posse da Cadeira nº 11 da Academia Brasileira de Letras pelas mãos do acadêmico Laudelino Freire, chegando a exercer a presidência desta Academia em 1948.

Obras
1907 - Descantes (trovas)
1910 - Trovas e Trovadores (conferência)
1912 - Luz dos Meus Olhos, Myriam (poesia)
1921 - A Poesia das Violas (poesia)
1925 - Noite Cheia de Estrelas (poesia)
1926 - A Linda Mentira (prosa)
1929 - Poesias
1931 - Trovas
1932 - O Caminho Enluarado (poesia)
1934 - A Luz do Altar (poesia)
1946 - Poesias Escolhidas
1958 - Poesias Completas



Fonte: Wikipédia
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