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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Chuva... Chuva... - por Alba Vieira

Chuva caiu forte,
Lavando os solos e as almas,
Desanuviando as mentes,
Refrescando as multidões.

Chuva, quando cai,
Faz transbordar os rios,
Extravasar as emoções
E aquietar os corações.

Chova chuva...
Caia sempre, limpe,
Lave, deixe fluir a vida
Em gotas abençoadas.
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sábado, 21 de dezembro de 2013

Chove Frio - por Ana

Chove de forma pequena e lenta; chuva que chora; que impede o sol, não permitindo o dia plenamente iluminado; que embaça as cores e as formas de maneira pouca, mas suficiente para determinar um certo distanciamento. Chuva gelada, que pesa no amontoado de suas ralas gotas, mais por perdurar e ser insistente do que por fazer barulho, alardeando sua presença. Chuva quase silenciosa... incômoda para quem sai e triste para quem fica.
Eu gosto de chuva, amo esta refrescante manifestação da natureza, mas sei que hoje muitos cariocas estão, mais do que nunca, desejando o sol para derreter a solidão fria que brota destes pingos que congelam dentro de cada um como estalactites em grutas indefesas.
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sábado, 14 de abril de 2012

(Sem Título) - por Poty


Muita chuva...
Um pouco frio
Bom se deitar,
Se enrolar...
Se abraçar...
Ficar...
Se beijar...
Se enroscar...
Pra fazer crochê
Comer
Assistir TV
Fazer algo de bom...
Deixa assim
Quem sabe
Eu farei algo diferente também.
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Poty – 14/04/2012
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Noite de Chuva - por Ana

Há coisa mais linda
que uma noite de chuva?
Eu sei lá!...
Tô nem aí pra essas coisas românticas!
Quero saber de nada disso!
O que me interessa mesmo
é que não chova no fim-de-semana
que eu quero ir pra balada!
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Inspirado em “Noite de Chuva”, de Raquel Aiuendi.
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domingo, 30 de janeiro de 2011

Pensando a Respeito da Tragédia na Região Serrana - por Alba Vieira

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“Nada como a dor alheia para desviar nossa atenção da responsabilidade com a nossa própria vida.”
- Há alguém que sofre e clama por socorro dentro de nós, da nossa casa, em nosso trabalho ou na vizinhança e nós não ouvimos seu apelo cotidianamente.
- É importante aproveitar a iniciativa de socorrer as vítimas de grandes tragédias para estender esta solidariedade também àqueles que estão perto de nós.
- Atenção para o fato de podermos estar apenas tentando expiar nossa culpa ao darmos os donativos, como quem diz: Agora que já prestei ajuda, qualquer que seja, tenho a permissão de voltar a ser feliz com a minha vida de banalidades, apesar da desgraça alheia tão próxima.
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Visitem Alba Vieira
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Enchentes - por Cacá

O que mais atraiu o homem para a vida em comunidade, fazendo-o deixar de ser nômade caçador foram as terras férteis nos vales dos rios, depois que eles passavam por um processo de cheias e transbordavam. Os primeiros registros históricos nesse sentido vêm do Egito, nos vales alagados do rio Nilo.
Um dia, algum espertinho passava por ali, jogou fora umas sementinhas de frutas que estava comendo e continuou sua caminhada. Algum tempo depois, voltando para procurar mais alimentos, viu que elas haviam germinado e se transformado em plantas viçosas. Cansado de tanto andar para poder comer, resolveu chamar a sua turma para uma reunião e mostrou seu grande feito. Estava criada a agricultura de subsistência. Ali mesmo fincaram barraca. Começaram a domesticar animais e a plantar outras coisas. Vendo que o negócio era mesmo bom, construíram em volta as primeiras casas, daí se transformaram em vilas. Outros nômades, vendo a próspera aglomeração foram chegando, chegando e eis a história das cidades começando a engatinhar.

A natureza continuou suas peripécias maravilhosas para manter o seu equilíbrio, mandando ver com sol, chuva, ventos, frio e as demais coisas das quatro estações, inclusive flores na primavera para enfeitarem os romances que iam surgindo no meio daquela gente toda ali reunida. As enchentes continuaram e de vez em quando alagavam algumas casas mais próximas do leito do rio. Como não havia poder público ainda, nem para resolver nem para atrapalhar, cada um dava seu jeito, arredando mais para diante. Alguns incautos acabavam levando a pior, afinal nem tudo era bem pensado. Assim foi se sucedendo e o homem, tão logo saturava aquele lugar depois que exauria os nutrientes do solo, ia em busca de outros vales férteis.

Isso eu acho que acabou se transformando num costume; mais pela necessidade e falta de outros recursos tecnológicos do que por insensatez. Também há que se levar em conta que naqueles tempos havia muito pouca gente no mundo e espaço não faltava. Nem rios, nem lagos, nem terras férteis. As águas, depois que o homem aprendeu a encaná-las e a fazer reservatórios, deveriam ter ensinado ao homem que ele não mais precisava construir tão próximo desses locais, pois enquanto elas não secarem de vez e a natureza continuar buscando seu equilíbrio, vai haver chuvas abundantes e as enchentes vão tomar proporções cada vez mais catastróficas... No entanto, hoje, se olharmos para a maior parte das cidades do mundo inteiro, veremos que elas estão às margens de um rio, ou melhor, elas agora engoliram os rios, que ficaram prisioneiros em seus leitos canalizados, oprimidos pelo concreto para dar lugar a mais e mais pessoas, casas, ruas e automóveis.

É verdade que nesse meio tempo a desigualdade sócio-econômica foi se acirrando e os mais pobres ficaram sem muita opção de locais para morar. Quem tem mais posses afastou-se das margens, encanou e levou a água para lugares mais altos e com a desvalorização ou o desprezo pelas áreas ribeirinhas, é quase natural que estas camadas de populações fossem se alojar por ali e ficar à mercê do rio que tudo arrasta quando a chuva é torrencial. Ou então procurarem as encostas mais altas, sem, entretanto disporem de um serviço de engenharia que os auxilie na montagem segura de suas residências que desabam como papel, já que as chuvas caem lá em primeiro lugar.
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“DO RIO QUE TUDO ARRASTA SE DIZ VIOLENTO. MAS SE DIZEM VIOLENTAS
AS MARGENS QUE O OPRIMEM.” (B. Brecht)
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Visitem Cacá
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro - por Alba Vieira

O que dizer sobre o acontecido, quando as imagens falam por si mesmas? A única resposta é o silêncio. A dor e a noite silenciam as vozes que gostariam de gritar seu desespero diante de tão súbita e aterradora ocorrência.
Na verdade, foi um desastre anunciado há muito tempo, embora sua proporção tenha sido uma grande surpresa que ainda por cima ocorreu durante a madrugada.
Todos nós, moradores do Rio de Janeiro ou não, estamos muito abalados e o povo brasileiro tão solidário nessas catástrofes acorre imediatamente com ajuda e solidariedade.
Mas o tempo vai passar, as chuvas irão cessar, a terra vai secar, assim como o pranto, e tudo será reconstruído, não se sabe quando, até as vidas dos atingidos pela calamidade.
Tudo passará. Nada fica para sempre. Nem a felicidade nem a dor. Tudo é um ciclo que se repete e repete sempre. É a vida.
E algo tão grandioso, nos faz pensar que o momento presente precisa ser mais valorizado em toda a sua magnitude. Precisamos ficar mais atentos para o que fazemos a cada dia de nossas vidas, o quanto aproveitamos cada momento de paz, o quanto declaramos do amor que sentimos e o quanto ainda somos capazes de fazer sofrer por nossas bobagens, intransigências, orgulho e desrespeito cotidianos justamente àqueles que nos são mais próximos, para que não precisemos ser despertados em consciência por uma desgraça desta monta, capaz de nos fazer corrigir o passo na vida.
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Visitem Alba Vieira
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Por Compaixão ao Rio de Janeiro - por Vera Celms

A chuva castigava aquela terra.
Começara no meio da tarde,
E não parou mais,
Começo da madrugada,
Parte da população dormia,
Parte vigiava preocupada,
De tanto que a chuva castigava,
Lá pelas 3 da matina,
Não dormia João nem Cristina,
As janelas altas não deixavam impressão,
De repente um barulhão,
Vinha lá de fora com certeza,
Era som de coisa caindo,
Que não parava de cair,
E quando João abriu a porta,
Não havia mais nada lá fora,
Não havia jardim, não havia portão,
Não havia rua, nem pontilhão,
Não havia vizinho,
Nem comércio
Nem pra onde fugir,
Era só ruína que se avistava,
Tudo em torno submerso,
Carro, telhado, colchão,
Deu tempo de Cristina dar a mão a João,
E tentar, sob a chuva que não parava,
No meio da escuridão,
Seguir a trilha dos desesperados,
Os poucos que ali estavam
Eram todos fugitivos da desolação,
Da água que derrubava a encosta,
Em turbilhão,
Agora era um “Deus nos acuda”
Era um “salve-se quem e se puder”
Era um não ter mais nada,
Era um contínuo deixar pra trás,
Eram seres humanos, todos na mesma situação
E o País assistindo pela televisão,
Atordoado,
Com desejo profundo de ajudar,
De cada um tirar um de lá,
De oferecer distância segura,
Afinal, todos os assistentes
E os sobreviventes,
Todos em pura comoção,
Com um sentimento único, comum,
A fé...
Deus, por todo esse povo,
pedimos compaixão...
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(Chuvas de JANEIRO 2011)
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Visitem Vera Celms
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O Encapotado - por Vera Celms

Céu de chumbo,
Um amanhecer com o peso do mundo...
Cena de terror bravio,
Uns poucos pássaros apressados entrecortavam o espaço,
Como que tomados de surpresa,
Antecipando o regresso...
As folhas das árvores precipitavam a tempestade,
E o céu rugia a fumaça de um dragão,
Quem andava pelas ruas sabia do que fugir,
Quem não tinha urgência optava por não sair,
Passos rápidos, medo, assombro,
O tempo foi avançando e a ventania aumentando,
Papéis saíam do chão como pipas no ar...
A poeira já formava uma máscara no ar,
E as pessoas protegiam os olhos e a boca daquela névoa...
Só que aquela situação estava durando demais...
Se alongava pelo tempo,
O relógio ia deixando o dia pra trás...
Meia hora, uma hora, hora e meia,
Meio dia... e a chuva que não caía...
O povo, já aflito,
Evitava as ruas,
Todos olhavam pela janela,
Aquela loucura da natureza,
Era como se a qualquer momento do céu abrissem as comportas,
E o tempo foi correndo... passando e passando,
E o vento incessante tudo desarrumava,
A natureza já descabelada,
Vazias e sujas as calçadas,
As ruas, as casas ameaçadas,
Todo mundo apavorado,
Menos o encapotado,
Que andava pela rua com cara de turista apaixonado,
Olhando o céu, o alto dos prédios admirado,
Como quem estivesse vendo um monumento,
Sem se preocupar com o vento,
Seu capote negro voava,
E o homem tranquilo caminhava,
Com as mãos nos bolsos, no próprio eixo girava,
Com um sorriso infantil, quase delirante,
Estranho esse ser andante...
De repente, um raio e um trovão...
E o homem que andava solto foi dragado por um tufão,
No instante seguinte, o sol abriu e o pesadelo passou,
De todos que assistiram àquilo, ninguém acreditou...
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.Visitem Vera Celms...................................
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Poema Molhado - por Leo Santos

Quis escrever um poema na chuva,
óbvio, rasgou-se o papel;
Enquanto memorizava escorreguei,
e então, o palavrão, o fel;
Lá estavam inúteis versos no chão,
manchados pela poluição.

Além da intenção tolhida,
por momentos deteve-me a ida;
Poças ilhavam-me, mas uma silhueta esguia
precedeu-me, mostrando a saída…

Uma vez que de veio genuíno,
há quem veja poesia num palavrão;
Prefiro, contudo, o ramo na brisa,
que a fragmentar-se no furacão.

Foi tolice querer escrever na chuva,
é claro que não poderia;
Aliás, nem era necessário,
bastava ler o soneto que ela escrevia…

Disseram que ela traz coisas do ar,
pode ser: É amplo o que encerra.
Molhava sensual, as vestes naturais,
insinuando os seios da terra…
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Visitem Leo Santos
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Hoje Choveu - por Violeta

A frase dizia qualquer coisa como: “manda-me uma palavra”… Só uma. Uma. Às vezes necessito de qualquer coisa… uma espécie de inspiração e, muitas vezes, quanto mais pequena… melhor. É nas coisas ínfimas e simples que encontramos aquilo que nos altera, no sentido de vivermos um pouco mais a dita “efémera felicidade” que todos buscamos. Por isso, uma palavra. Uma só palavra pode ser sinónimo de nada, mas pode também ser sinónimo de tudo. Lembro-me sempre da passagem de uma carta que Frida Kahlo escreveu ao seu amigo de longa data Alejandro Arias, na qual dizia qualquer coisa como “escreve-me, nem que seja só uma palavra, mas escreve-me. Assim saberei que enquanto escrevias aquela palavra pensavas em mim…” Frida era brilhante. Um gigante brilhante, mas assustado. Assustado com uma coisa que se chama esquecimento... Uma palavra. Uma só. O poder do seu significado. Lápis, mar, manta, colher, entardecer, arrepio, pedra, cheiro … não importa se é um verbo, um adjectivo ou um substantivo, é uma palavra e as palavras transportam-nos. Leio: “chuva” e de repente já não estou aqui… não. Fui transportada pelo significado e estou no meio de um sítio mágico, numa cidade que adoro. Chove. (Eu amo a chuva, mas…) Chove muito. Refugio-me num espaço que me assombra com a sua intensa magia… estou na Casa Batlló. Logo nas primeiras salas não deixo de me encantar com uma das minhas filhas que tenta brincar com todas as formas das paredes e das portas… são rampas, são montes, são florestas e ela rapidamente compõe um conto infantil. Na verdade, ela também já não está ali, já está num outro lugar onde a magia dos talhes tomou conta da sua fértil imaginação de criança. Uma palavra. Às vezes basta uma palavra.
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Foto: “A Popcorn na casa Batlló”, de Violeta
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Visitem Violeta
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domingo, 20 de setembro de 2009

Chuva - por vestivermelho

Cai a chuva e nós ficamos parados
olhando ela cair
em forma de gotas de amor
Suave ao mesmo tempo como nossos beijos
Deixando o nosso amor cada vez mais forte
Que bom te amar na chuva...



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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Gotas e Penas - por Poty

Gotas caem...
Vai, gota, molha meu coração!

Penas voam...
Dão asas à imaginação,
Fustiga a pousar em minhas mãos
Sublimes plumas com sua leveza vão ao ar.



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domingo, 30 de agosto de 2009

Um Dia de Chuva... - por Duanny

Você, por acaso, já reparou como os dias de chuva são deprimentes?! Não, não é porque esses dias te inspiram um automático tédio, ou porque o céu nublado e aquele vento frio te fazem lembrar de coisas tristes ou no que você poderia estar fazendo se estivesse um sol daqueles.
Talvez seja porque a chuva seja como uma descarga de emoções, um furinho no barco da alma, o ralo dos sentimentos reprimidos... Sim, porque não? Quem nunca ouviu a expressão “Por mais que a chuva venha, sempre vem o céu azul” (ou algo parecido)? Ué... talvez porque depois de descarregar certas emoções, deixar vazar inconveniências da alma ou mandar ralo abaixo os sentimentos atormentados, vem o céu azul, como se você se sentisse leve, aliviado, por ter “descarregado”.
É como se a chuva de fato nos lavasse por inteiro, levando para os bueiros, para as ruas, de forma escancarada, tudo o que não desejamos de forma alguma, que nos negamos sentir ou acreditar.
Pessoas como eu acham a chuva deprimente. Pra mim, deixar certas emoções ou sentimentos vazarem estupidamente é como tirar uma parte de minha personalidade; sei que são inconvenientemente indesejavéis, mas fazem parte do meu ser, da minha opinião, do meu caráter. Mas há pessoas que simplesmente adoram a chuva, o vento frio perfeito pra filme e pipoca, o barulhinho da chuva pra dormir... Talvez a vida para essas pessoas seja de fato mais fácil, estão acostumadas a mudanças (ou não?), podem se livrar do que as incomoda e seguir seu caminho, como se nada houvesse sido jogado bueiro abaixo(?!). Acho que a resposta seria óbvia demais, não?!
Apesar de se livrar de tudo deliberadamente - ou deprimidamente (porque de qualquer forma você se livra) -, a bainha da sua calça vai continuar molhada, como se dissesse “certos sofrimentos, dores ou amarguras são essenciais para você entender o verdadeiro valor da vida”.
Por mais que você tente pular as poças, correr para se abrigar, aquela bainha vai continuar ali, molhada, te lembrando do esquecido, fazendo você sentir o que já se foi, mas não há com o que se preocupar, é só mais um dia de chuva.
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Visitem Duanny
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Chuva - por Gio

O produto de um pensativo início de madrugada...



Já que a chuva cai, me cai tão bem
Como a água vaza, mente vazia
Como a chuva rasa, que rasga o ar
Sempre procurando algum lugar

Já que o tempo cai, cai na rotina
Já que o tempo vai, sem vaidade
O tempo que arrasa, e tira as asas
De um sonho que voou alto demais

Quando a noite cai, o desespero
Cai como uma luva, leve brisa
E quando a noite vem, o vendaval
Leva tudo sem olhar pra trás

E sempre nessas horas, é que eu me lembro
Da chuva onde a gente se encontrou
Garoa à beira-mar, tão inocente, tão sincera
E essa tempestade se tornou
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Visitem Gio
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domingo, 24 de maio de 2009

Chuva em Salvador - por Bruno D’Almeida

As chuvas estão muito fortes, alagando tudo e deixando a cidade num inferno. Moro numa região alta e tenho procurado não sair muito daqui. Houve um caso muito triste de uma mãe com uma criança que, ao andarem pela rua alagada, foram sugadas por um bueiro adentrando na rede de esgoto da cidade. Muitas mortes, muitos desabamentos, muita revolta, muita dor e desesperança. Espero que isso tenha fim. Nessas situações, depois da tempestade, vem a contagem dos mortos e feridos.



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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Chuva - por Alba Vieira

Chove fininho. A paisagem fica nublada pela cortina delicada desta água que não cessa de cair do céu. Assim começou este ano para nós, brasileiros. Chuva fina aqui, chuva pesada acolá.
Como este fato será percebido por cada um de nós? E como afetará nossos sentimentos?
A água simboliza emoções. Água infiltra, segue seu curso, sem se deixar deter. Água fertiliza. Água é veículo para matéria e energia. Fazendo as devidas correlações na Medicina Chinesa, na Astrologia, na Psicologia, teremos uma ampla rede de conexões, com possibilidades as mais variadas para este ano.
Para mim, esta chuva fina pede aconchego, cama quentinha, companhia certa deitada ao lado, profundidade e reflexão.
A emoção fica exacerbada com suas consequências fáceis e difíceis.
Chuva também me faz olhar para fora, para a realidade de onde vivo e ter compaixão pelos que não têm um teto, uma coberta ou sequer uma roupa ou sapatos para se protegerem da umidade. Ao mesmo tempo me faz pensar na alegria dos que vivem em terras áridas, quando a chuva chega para refrescar o corpo e a alma, fazendo-os dançar alegremente no chão duro, agora molhado e macio, com a promessa de colheita e sustento da vida.
E a chuva faz deslizar, faz com que tudo venha abaixo. Se cai continuamente, molha o rosto, retirando a maquiagem, encharcando os cabelos que então tornam o rosto tão natural como após o banho ou depois do amor. Aliás, não há nada tão sedutor para um casal de namorados como ver o outro molhado de chuva, despido inteiramente dos disfarces habituais, de cara limpa. Pena que faz também deslizamentos de terra com desabamentos de prédios, grande destruição e dor. Entretanto, no final, a mesma água limpará o que sobrou, ajudando a desfazer os estragos, refazendo tetos, paredes e a vida dos desabrigados.
Parece que este ano será de muitas águas: muitas emoções, muita renovação, o eterno fluir da vida. Que seja uma água bendita que desça dos céus, encharcando nossos corpos, limpando nossas auras, nos abençoando e fazendo seres melhores.



Visitem Alba Vieira
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sábado, 14 de março de 2009

La Lluvia Pasará - por Yuri

A chuva molhará nossos pés e nos sentiremos iguais outra vez.
Depois, amanhã, assim que sair um sol mais ou menos e um tempo nublado e por outro lado limpo e plano, e no outro dia aquele sol de engano, nos sentiremos iguais de novo.
Mas por que sempre suas vontades e desejos sempre me afastam de você(?)!
Odeio falsidade! Como odeio que sempre os infiéis digam que nunca o fará.
Mas o que dói mais é saber que sinto uma grande dor por dentro.
Tomara que deixes de ser hoje o que me ofende...
Agora só há que seguir. Quero muito e desejo que sejas feliz. Mas quando olhar o sol se lembrará de mim.
Mais uma vez cair, levantar mais forte e tudo sempre muda outra vez.
Dos bons momentos nunca esquecerei e creio que seja melhor te recordar assim... Mesmo que caiam lágrimas e eu grite, chore e sangre por dentro, momentos bons vivi ao seu lado. E tínhamos algo real.
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