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terça-feira, 10 de junho de 2014

A Cruz - por Poty

Ele sobre a cruz
Pendurando
Pregado
Coroado...
A escorrer sangue

Qual crime fez?!

Ser crucificado
Era a forma de matar um criminoso

Ele, por suas atitudes,
Seus atos,
Suas palavras
E práticas
Foi a julgamento...
O que restou foi a cruz!

A cruz, ato humilhante...
Teria ele que caminhar pelas ruas e subir ao monte para sua própria morte e
Entre os que o condenavam e os que protestavam iria ao seu sacrifício carregando a cruz.

Foi açoitado
Caluniado
Debochado
E assim mesmo carregou a sua cruz

Dependurado ficou –
Esticado pelos pregos, olhando a todos –
Que aos seus pés pregados não souberam o que fazer...
A cruz permaneceu
Quando padeceu
O tiraram da cruz...
A cruz ficou cravada para todo sempre
E a glória de sua morte...
Que a morte vivenciou
E eternizou com sua cruz.
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quarta-feira, 12 de março de 2014

Corpus Christi - por Poty

Há! Santo
Sacro-santo
Doara
Teu
Corpo
Aos abutres
E tornara
Zombaria por causa de tuas atitudes...
... Em lugar chamado sagrado...
E nele foste chicoteado,
Tapeado,
Coroado
E jorrara sangue.

O teu corpo
É a tua morada.
Santa a tua ação,
Tu não vieste em vão!

Marchaste ao calvário
E lá ficaste.

Do teu manto manchado de sangue
Transformara em pão e vinho

Comera/bebera a tua sagrada doação

Tu quiseste desistir, mas continuaste - eles quiseram - e foste à cova dos leões e não voltaste mais!
Segue o teu corpo em adoração!



Visitem Poty
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terça-feira, 4 de março de 2014

Contato com o Sagrado - por Alba Vieira

Como anda a nossa relação com o sagrado? O que consideramos sagrado? Ultimamente tem sido imperioso fazer essa conexão. Porque, na verdade, estamos tão esvaziados daquilo que é transcendente que nem conseguimos alcançar esta dimensão do nosso ser. Quando o homem se rendia à natureza, louvava os deuses e ouvia a sua intuição, contava com recursos muito mais poderosos do que toda esta tecnologia que, hoje, algumas vezes lhe cria mais problemas do que facilita a sua vida. Ouso dizer que precisamos resgatar estes valores, viver o espiritual, o místico, o sagrado. Temos que nos dirigir ao ser de luz que realmente somos. Só assim será possível vencer os medos, derrubar as defesas que tanto nos impedem e desabrochar para viver a tão sonhada paz.



Visitem Alba Vieira
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domingo, 18 de agosto de 2013

QUEM SOFRE O PECADO? - por Kbçapoeta





       O conceito de pecado é interessante. Eu como descendo dos silvícolas, compreendo a dificuldade de meus antepassados em compreenderem esta latina palavra.
       Não é a palavra em si, mas sua amplitude semântica, melhor traduzindo, o conjunto de elementos que compõem esse sentido.
       Hoje, ano de 2013, posso dizer que algo errado e pecado deveriam ser sinônimos. Não é! É muito mais.
       É possível afirmar que pecado é uma ação. Se há uma ação deve haver quem a cometa e quem  sofre seus efeitos.
       Como se chama quem sofre a ação do pecado?


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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Para Manter o Equilíbrio - por Alba Vieira

Procuro um norte que me oriente e conduza.
Como fazer para não desequilibrar com tantas investidas?
A confusão que reina em torno amedronta.
O caos parece lançar suas ramificações para nos englobar.
É preciso manter-se a calma e ser sereno.
É necessário deixar-se guiar pela luz.
Não há que se ter medo das trevas,
Mas os cavaleiros das trevas avançam implacáveis...
Só não atingirão àqueles que os ignorarem.
A energia do amor fortalece e defende.
Faz-se necessário alinhar com as esferas superiores.
Muitas coisas estão em desalinho e cederão.
Aqueles que estiverem em alerta entenderão.
Não se pode deixar nublar pela poeira circundante.
Tudo está escuro, abafado e cheira a enxofre.
Entretanto, voltando-se para dentro o homem encontra a paz.
A sua porção divina, sua luz brilha no seu interior.
Sua força é inimaginável quando se alinha com a luz.
Nada é capaz de atingi-lo nesse estado de consciência.
Saindo da relação espaço-temporal, nosso Ser liberta-se.
É urgente experimentar-se nesse estado de ser,
Soltar as amarras, mergulhar sem reservas no Todo,
Acreditar e reconhecer sua verdadeira natureza.
A invencibilidade vem da consciência do Ser espiritual.
Essa consciência traz o equilíbrio, a paz e conduz à Eternidade.



Visitem Alba Vieira...................................
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domingo, 28 de outubro de 2012

Prática Médica e Espiritualidade? - Enviado por Aaron Caronte Badiz

 


Após a leitura dos textos postados aqui no Duelos Literários por Alba Vieira e eros.ramirez, senti vontade de dividir com todos vocês um artigo que li há algum tempo, que me chamou muito a atenção e do qual gostei muito.
 

“Nas últimas duas décadas, pesquisas científicas rigorosas sobre as relações entre Religiosidade/Espiritualidade e saúde têm sido realizadas e publicadas nas literaturas médica e psicológica. A espiritualidade permanece importante para a vida da maioria absoluta da população mundial e tem-se mostrado que o envolvimento religioso é geralmente relacionado com melhores indicadores de saúde mental e bem-estar.
A ampla maioria dos estudos de boa qualidade, realizados até o momento, aponta que maiores níveis de envolvimento religioso estão associados positivamente a indicadores de bem-estar psicológico, como satisfação com a vida, felicidade, afeto positivo e moral elevado, melhor saúde física e mental. O nível de envolvimento religioso tende a estar inversamente relacionado à depressão, a pensamentos e comportamentos suicidas, ao uso e abuso de álcool e outras drogas. Habitualmente, o impacto positivo do envolvimento religioso na saúde mental é mais intenso entre pessoas sob estresse ou em situações de fragilidade, como idosos, pessoas com deficiências e doenças clínicas. Por outro lado, a Religiosidade/Espiritualidade também pode se associar com piores indicadores de saúde quando há ênfase na punição e na culpa, conflitos religiosos, intolerância ou atitudes passivas diante de problemas.
Infelizmente, o foco das pesquisas em saúde não é, na realidade, sobre a saúde, mas sobre as doenças, sua patogênese e os modos de preveni-las, curá-las ou aliviá-las. Contudo, nos últimos anos tem havido uma tendência crescente de focar aspectos relacionados ao bem-estar, à felicidade e à qualidade de vida.
Dependendo de certos fatores, as pessoas podem não apenas ser capazes de lidar bem com um evento traumático, como violência ou doença grave, mas podem até mesmo vivenciar mudanças positivas em si mesmas, o que tem sido chamado de “crescimento pós-traumático”. Algumas dessas mudanças positivas podem envolver conceitos sobre si mesmo (sentindo-se mais forte e capaz), relacionamentos interpessoais (capaz de amar mais as pessoas de modo mais compassivo) e filosofia de vida (revisar as prioridades na vida e vê-la como algo precioso). Fatores religiosos como coping* religioso positivo e maiores níveis de envolvimento e participação religiosa se associaram com crescimento pós-traumático.
Assim, o crescente reconhecimento de que a Religiosidade/Espiritualidade se mantém como uma dimensão importante da vida das pessoas em todo o mundo, bem como a constatação de que as práticas e as crenças religiosas dos pacientes influenciam o cuidado e a evolução dos problemas de saúde, tem levado a um esforço internacional de integrar a Religiosidade/Espiritualidade na prática médica. A maioria das faculdades de medicina dos Estados Unidos e algumas do Brasil já oferecem algum tipo de treinamento na área. Várias organizações de saúde mundialmente relevantes, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Joint Commission on Accreditation of Health Care Organizations, o American College of Physicians (Estados Unidos) e o Royal College of Psychiatrists (Reino Unido), têm enfatizado a importância de abordar questões de Religiosidade/Espiritualidade na prática clínica.
Deve-se chamar a atenção da comunidade médica brasileira para a importância da Religiosidade/Espiritualidade em nossa prática clínica diária, buscando auxiliar no cumprimento de nossa missão de minorar o sofrimento e contribuir para uma vida mais plena de todos aqueles que nos dão a honra e a responsabilidade de confiarem sua vida aos nossos cuidados.”
 

Escrito pelo Dr. Alexander Moreira de Almeida, in “Espiritualidade & Saúde Mental: O desafio de reconhecer e integrar a espiritualidade no cuidado com nossos pacientes.”.

 
__________________________________
*Coping religioso-espiritual (CRE): descreve o modo como os indivíduos utilizam sua fé para lidar com o estresse.


 

sábado, 17 de outubro de 2009

Terremotos, Tufões, Tsunamis Etc. - por Paulo Chinelate

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Todos ficamos estupefatos pelos acontecimentos atuais no campo das calamidades. São eles tufões, vendavais, ciclones, maremotos, furacões, erupções vulcânicas e cataclismas outros.
Ouvimos, por outro lado, que isto sempre aconteceu em todos os tempos. Tomamos conhecimento dos atuais, ao vivo e a cores, por conta dos meios de informação cobertos pela tecnologia moderna. No entanto a história sempre foi registrada de uma forma ou de outra, com atrasos ou não, e não sabemos se a intensidade foi como agora.
Portanto, podemos descartar que fatos idênticos aos de agora mataram igualmente no passado, ou que foram em tamanha intensidade como agora. Claro está que os fósseis encontrados pela paleontologia vêm demonstrar as ocorrências multimilenares dos cataclismas.
Tomemos como exemplo um só dos fenômenos, os tsunamis. Não conhecíamos, até pouco tempo atrás, nos estudos de geografia, ciências e afins, o fenômeno em referência. Ainda que já tenha havido eventos desta natureza, eram de diminuta grandeza nas áreas afetadas.
Então nos vem o questionamento: qual tem sido a causa primária de tais fatos?
É muito cômodo colocarmos culpa no homem pelo descuido no respeito à natureza. Nós, acionando o efeito estufa, podemos, certamente, comprometer as geleiras da Antártica ou do Ártico. Não participamos, no entanto, da ocorrência dos terremotos. A menos que agora estejamos sofrendo efeitos na camada geológica originados das desgraçadas experiências atômicas no passado no atol de Biquíni, o que me parece improvável. O efeito climático “El Niño” pelo superaquecimento das águas do Pacífico não nos parece resultado das queimas de gás em nossas cozinhas.
Então, por qual razão tantas mortes, tantas desgraças ao mesmo tempo?
A uma visão curta e míope, certamente não teríamos como responder. Mas se olharmos a natureza (digam-se aqui as leis naturais da destruição) que nos cerca, poderemos concluir que tudo no universo baila orquestrado sob leis estabelecidas de que não podemos fugir.
Conhecemos, ou nem tanto, as Leis Naturais estabelecidas tais como: relatividade, gravitacional, equilíbrio, ação e reação. Dentre elas existe uma tão pouco estudada, entendida e/ou aceita: A Lei da Destruição.
A árvore centenária da floresta amazônica que caída vira um pasto a bactérias, formigas, fungos e cupins está tão atrelada a esta lei quanto os insetos, animais e nós humanos. Precisamos, necessitamos ser renovados. Se as leis naturais existem para serem cumpridas, quem somos nós para pretender execrá-las?
A renovação, em todos os aspectos da vida material, é necessária. O que não percebemos (e aqui incluo até mesmo os profundamente espiritualizados) é o quão importante também é saber que a vida não termina com a morte física. Aqueles que ainda estão atrelados somente à vida aparente, física, que abram os olhos para ver, ouvidos para ouvir e coloquem todos os sentidos outros para perceberem que atrás do que se manifesta materialmente esconde-se uma vida pungente, a vida espiritual.
Se passarmos a entender o “fenômeno” da morte, qualquer que seja a forma que ela se apresentar, lidaremos com mais respeito com a vida física enquanto ela existir. Devemos também procurar perceber a abrangência que esta existência tem para vivermos a outra, esta sim verdadeira, a vida espiritual.


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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Terna Lembrança - por Adir Vieira


Hoje é um dia realmente especial. Dia de Nossa Senhora Aparecida.
Era a santa de devoção do meu pai e com ele aprendi, fervoroso que era, a dedicar também a ela meus pedidos e agradecimentos ao longo da vida. Hoje, rezando aos seus pés e agradecendo a ela a minha vida, vejo a figura de meu pai, crédulo por demais. Vejo-o sentado na cama, com o pequeno quadro em que sua imagem foi emoldurada em mãos, rezando a cada manhã e impedindo-nos de entrar no quarto enquanto estivesse em oração. Lembro que quando comentávamos sobre qualquer dificuldade, ele dizia de pronto que ia pedir a nosso favor a Nossa Senhora Aparecida.
Vejo hoje, sobretudo, a importância do seu gesto, tão desconexo na sua candura, com aquele homem grande e forte. Gesto de determinação de valores morais e sentimentais, tão ausentes nos adultos de hoje. Sinto, em sua grandeza, a real importância da família no que diz respeito à formação das crianças e às sementes de amor e reverência às suas crenças que, por certo, carregarão para o resto da vida nos momentos cruciais.
Fico feliz, imensamente feliz, por essa lembrança terna e eternamente presente, do meu pai.



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sábado, 5 de setembro de 2009

A Viagem Durante o Sono - por Adir Vieira

Hoje acordei indolente como só.
Não sei o que me deu, talvez a quantidade de doces que eu comi na véspera tenha feito com que acordasse quase de duas em duas horas para ir ao banheiro.
Embora automaticamente voltasse a dormir, acho que o sono não foi reparador. Também, com tantas interrompidas...
Acho que essa noite minha alma não pode viajar sossegada pelos caminhos de flores que, habitualmente, está acostumada a percorrer.
Aliás, essa é uma questão polêmica quando a coloco em discussão com os amigos.
Alguns creem verdadeiramente nessa possibilidade, mas outros, quase na mesma proporção, acham que eu estou surtando quando nisso falo.
Não importa a qualidade cultural do amigo, nem tampouco se é cético ou não, mas percebo que todos abominam o fato de durante a noite nossa alma ter a condição de deixar o corpo e viajar de encontro a vidas já vividas.
Confesso que eu mesma, durante grande parte de minha vida, ficava arrepiada só de ouvir o assunto, mas hoje, com tantas experiências, não vejo outra razão para explicar a calma na manhã seguinte à noite que quase não nos deixou dormir com um problema “cabeludo”.
Como explicar nossa mudança de humor diante de uma situação complicada, logo ao acordarmos?
Como explicar aquela sensação de perfeito bem-estar, sem ter motivo aparente, se quando deitamos a cabeça latejava de tanta preocupação?
Com certeza, não foi só o fato de termos descansado...
Não sei não, mas acredito firmemente nessa viagem e sei que, lá, “alguém” nos auxilia...



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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Confiteor - por Kbçapoeta

Não sou ateu por falta de competência
De todas as formas procurei
Uma falha, argumento forte
Ou uma descoberta da ciência
Que provasse que você não existe.
Estudei
Todas as letras,
Todas as línguas,
Todas as crenças.
O resultado era o mesmo:
Nada.
O caminho ainda não sei qual é.
Talvez não exista.
Mas as coisas insignificantes do dia a dia
Maravilhas do cotidiano
Que não posso explicar,
Simplesmente acontecem,
Mostram-me sua existência.
No sexto sentido,
Na porta da percepção,
Na expansão mental,
Coincidências
Que os mais espiritualizados
Juram não existir.
Mesmo a contragosto admito:
Não sou ateu por falta de competência.



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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Curvando-me - por Alba Vieira

Parece inútil a espera
Sei que não é
É que devo aprender a aceitar
Resguardar-me da devastação que o orgulho provoca
Devo curvar-me ainda uma vez
Rir do que me tornei e parecia não ser capaz de atingir
Em meio à estranheza
É que me reconheço ainda mais
A inutilidade só existe para os que não enxergam
Permito-me a expansão por mais que as paredes se espessem
Garanto a minha elevação apesar daquilo que me oprime
Tento buscar sentido no que me parece desprovido de qualquer finalidade

Estou acima porque vivo em espírito.



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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Meu São José, Meu Fetiche - por Jorge Queiroz da Silva

Minha fé se mantém irredutível até hoje e sempre se fortalece com as minhas visitas ao Templo de São José, na rua Primeiro de Março, no Rio de Janeiro, local onde pude sentir sua presença bem de perto, quase que fisicamente.
Em todas as turbulências de minha vida, era no silêncio daquela Basílica que eu encontrava a concentração devida e as respostas a todas as perguntas que eu fazia ao meu Santo conselheiro.
Foram nos diversos momentos de busca de uma nova carreira profissional que eu encontrei a segurança, nas tomadas de decisões e nos caminhos por onde seguir.
Sei, com bastante certeza, que ocupei tanto o meu protetor que ele acabou por me colocar bem junto dele, ali bem em frente ao Fórum, onde permaneci por mais de doze anos trabalhando num grupo cimenteiro.
Ali mesmo tive a oportunidade de confirmar, mais uma vez, a sua proteção e a certeza de que eu estava, verdadeiramente, sob seu manto e seu cajado.
Num determinado dia, em que fui convidado para almoçar com amigos de profissão num restaurante bem em frente à Igreja, estava eu me dirigindo para o restaurante quando fiz menção de atravessar a Rua Primeiro de Março e, não sei por que motivo, ao invés de atravessar, eu dei um passo para trás, o suficiente para que um carro de aluguel esbarrasse em mim e, em seguida, me jogasse para cima do seu teto, onde vivi segundos de incerteza.
Enquanto eu viajava no ar e pensava sobre o que seria de mim, em frações de segundos, pude sentir que pousava, de pé, na ponta da calçada.
Do outro lado da rua um senhor, mero expectador do fato, em aplausos gritava:
- Bravo! Bravo! Parece até um dublê de cinema!
Eu, muito assustado, ainda contemplei o táxi, que seguia em ziguezague a uns setenta quilômetros pela Avenida.
Passei a me observar, percorrendo rapidamente as mãos por todo o corpo, e senti que tinha sido apenas um grande susto, apesar de minha roupa estar amarelada do lado esquerdo, revelando a cor da tinta do carro nela impregnada. Apenas um pequeno corte no pulso, que nem sangrava e só ardia, provocado pela pulseira do meu relógio, me incomodava e firmava o que havia ocorrido.
Agradecido ao bom São José, não deixei de comparecer ao almoço combinado. Estive no restaurante com toda fé e galhardia e quando indagaram sobre as manchas na minha roupa, expliquei, prontamente, que eram do carro que havia me atropelado.
Com aquele fato verídico, eu somente posso crer numa coisa nesta vida: assim como temos o dia certo para nascer, também temos o nosso dia certo para morrer. Mas ainda posso afirmar que quem tem padrinho não morre pagão!



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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Como Traduzo o Credo - por Alba Vieira

Mostra o que é a vida do homem, qual a sua trajetória na experiência de vida material. É preciso crer firmemente em determinados princípios para passar bem por esta vida. Mostra que o homem, assim como Cristo, foi concebido pelo poder da luz (do Espírito Santo), nasceu da Virgem Maria, da mãe terrena e há de padecer porque para evoluir terá que passar por provas que ele mesmo escolheu ou ajudou a escolher para si na hora de descer à Terra. Na hora da dor o homem precisa aceitar a morte, a aniquilação, se entregar à dor até o fim, quando morre e desce à mansão dos mortos, o reino de Hades, que é a forma de aprofundar, de entender o sentido da prova e só então ressuscitar, voltar renovado tendo aprendido e estando apto agora, a julgar os vivos e os mortos, ou seja, não mais será preciso passar pela experiência, já tendo alcançado a iluminação, vivendo em estado de beatitude, escapando da roda de morte/renascimento. No final resume tudo dizendo no que é preciso acreditar: no Espírito Santo (a luz, a parte espiritual, o Absoluto), a Santa Igreja Católica (representa uma religião qualquer que é simplesmente um sistema de crenças, uma forma como cada um vive a sua espiritualidade), a comunhão dos santos (mostra a natureza ilimitada da mente que acontece no estado de meditação), a remissão dos pecados (o valor de aprender com a experiência apagando o pecado e a culpa), a ressurreição da carne (a reencarnação) e a vida eterna (a sobrevivência da consciência à morte).



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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Como Traduzo o Pai Nosso - por Alba Vieira

Essa oração nos lembra que para vivermos plenamente a vida material e tirarmos dela o que de valor ela possui, que é a experiência, é preciso estar imbuído da certeza de que estamos numa experiência corpórea, de vida material, mas somos seres espirituais, eternos. Somos centelha do Absoluto. Daí que pedimos que Ele que está no céu venha a nós e também o reino dos céus venha a nós. Isso quer dizer reconhecer a nossa espiritualidade. Se é isso o que fazemos, então temos a aceitação (aceitar que seja feita a vontade de Deus assim na terra como no céu, aceitar as leis naturais). Assim, sabemos que temos que viver o momento presente e não a nostalgia do passado ou a angústia do futuro (o pão nosso de cada dia nos dai hoje). Pedimos que perdoe os nossos pecados assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido. Com isso propõe um olhar de relatividade, trocando de lugar com o semelhante para que possa avaliá-lo e perdoá-lo. Fazendo isto, exercitando assim, poderemos esperar que também nossas atitudes sejam dessa forma julgadas por Deus. Perdoar aos outros e a nós próprios, valorizando que o importante é o aprendizado. Virão sempre as escolhas. Se escolhemos bem, acertamos e então mostramos que já sabemos aquilo. Se escolhemos mal, erramos e, caso reconheçamos o erro, também estaremos aprendendo, nos perdoando por ter errado e evoluindo. Pedimos que não nos deixe cair em tentação que é enxergar o mundo material sem considerar que somos seres de luz. O material por si só pode representar o mal, porém se vivido com consciência de que é apenas um campo de experiência para que se manifeste o espiritual, poderá representar o bem. Esta oração é um lembrete para ter a consciência do mundo espiritual durante toda a nossa existência, o que nos mantém no aqui e agora, aumentando o nosso poder pessoal. Também nos incita a exercitar o perdão e nos capacita a escapar das tentações, nos livrando do mal. E quando dizemos “seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu”, esperamos aceitar, ter fé, nos entregar ao destino e ao mesmo tempo exercer o nosso livre-arbítrio, aceitando aquilo que não pode ser mudado, mudando o que é possível mudar e tendo a capacidade de discernir entre as duas situações.



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terça-feira, 16 de junho de 2009

Como Traduzo a Ave Maria - por Alba Vieira

Vejo, nessa oração, o reconhecimento de nossa parte divina, imortal, o contato com o absoluto. Isso é feito através de uma figura feminina, como a forma mais fácil de desenvolver a espiritualidade ao contactar sua porção feminina, o lado receptivo. Ao abrigar em seu ventre Jesus, filho de Deus, ela une em si o mortal e o imortal, o contato do homem com Deus. Por isto ela está cheia de graça e o Senhor está com ela, ela é bendita entre as mulheres (quando fazemos a religação com nossa parte divina). Jesus veio salvar os homens do mundo da polaridade. Rogamos à Santa Maria que rogue ao Senhor por nós, os pecadores (o pecado é entrar no mundo das polaridades, da relatividade, sair do absoluto), agora e na hora da nossa morte. A morte representa voltar ao domínio do Absoluto, se reconciliar com Deus, voltar à fonte.



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sábado, 9 de maio de 2009

A Vida Continua... - por Ana

Dizem que a vida tem fim
E é nisso que eu acredito.
Minha família é de ateus,
Nada de Buda ou de Cristo.

Trabalho, estudo, namoro,
Vejo muita televisão,
Converso com meus amigos,
Vou aos jogos do Fogão!

Pra que eu vou querer mais?
Isso está de bom tamanho.
Mané alma, espírito, céu!
Estou feliz com o que ganho

A cada dia nesta vida,
Não preciso esperar
Recompensas no futuro,
Anjos pra me alegrar.

Mas eis que atravesso a rua
Vem um carro e pum! pá!
Acabou a minha vida
Ali, naquele lugar...

Qual não é minha surpresa?!
Estou num local diferente...
Que diabos é tudo isso?
E ainda tá cheio de gente...

De repente eu me vejo
De uma forma esquisita
Meio translúcida, leve,
Me sinto mais é visita

Numa energia branda
Que levita sossegada...
É mesmo! Isso sou eu...
Parece até que sou fada...

Então penso em minha mãe
E logo estou junto a ela
Que chora a minha morte
Deitada na cama dela.

Eu chego bem de pertinho
E digo, com a alma nua:
- “Pensamos errado, mamãe...
Olha, a vida continua...”
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Poesia cujos título e primeiro verso foram utilizados para a versão coletiva A Vida Continua... - As Nossas Poesias XIII.
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quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Vida Continua... - As Nossas Poesias XIII

Dizem que a vida tem fim
(Não é nisso que eu acredito),
Dizem que é feita de ciclos
Com príncipio, meio e fim.

Pois nisso eu acredito
E estou contente no meio
Do ciclo da maturidade,
E te digo, sem receio:

Para uns isto é velhice
Para outros, terceira idade...
Como chamam não importa...
“É o mesmo que estar morta”.

Dou os sinceros pêsames
Para os que pensam assim,
Para mim isto é um bônus,
Pois vários ciclos vivi.

E sei que depois daqui
Minha sina é igual à tua:
Vamos pra outros lugares,
Pois a vida continua!



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Terreiro de Pajé - por Kbçapoeta

Histórias de causar arrepio.
O índio bravio
Nessa sessão.
Copos, joguetes, enfeites,
Dois ramalhetes e
Um cavaleiro de gesso.
Ela recebe o guerreiro
Traz alvoroço ao terreiro
Pai de santo vira Pajé.
Charuto e cachimbo da paz.
Em dois rituais:
Dois filhos varões
De um mesmo pai.




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sábado, 18 de abril de 2009

Jesus Cristo Breve Cairá... - por Vagner Heleno

junto com cristo volta o seu negativo
a mesma chance imodesta do crime
é a testa virgem de completo perdão

o filho do homem é uma arma potente
ao nascer ou poente, flagela sem par
porém dum inocente deslize o faz vingador
e seu sangue colhido em terra será drenado

nesses dois caminhos tão unos trilhará
o filho do breu ou do lume, da casta ou da besta
na testa o insumo do ódio, o suco do consumo
o soco estampado, a metralhadora apontada

creio relutante seu incline criativo
do que mais criador seu pai lhe concedeu
sua dor e tortura foram incompreendidos
furtados, logrados e ainda assim, vendidos
a fé na sua lança fatal é tão maior que seu vestígio

o duplipensar crístico é íntimo demais
são duas sortes em um só fascínio
judas é a chave, a sua escolha…
perdoarás o “falso amigo”?



mundo tolo e contradito,
tão firme de suas perícias
porém tão fraco e fácil
é opulento e homicida
cai no conto do vigário
tão frágil quanto imbecil
tem orgulho e vaidade em demasia
cria fantasmas, cria vazios espasmos
e até as fantasias para irrealizar
tem gula, preguiça e avareza

continuem assim… e continuem
“Senhor, tende piedade de nós…”
mas, poxa, tá difícil desde então
mais fácil virá cristo em “cramunhão”
pois espelho o é de seus fiéis
e que bela reflexão…
somos cheios de vícios
e nos deitamos por vínculo à mundanização



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