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quinta-feira, 4 de março de 2021

A origem jurídica de Bolsonaro

 




Desde a teoria do “domínio do fato” o Brasil começou a perder sua soberania e democracia gradativamente. Essa teoria possibilitou que a classe dominante, ou seja, os mais ricos, pudessem espraiar o ódio aos pobres e em um partido (PT) em especial, e, ao mesmo tempo, prender as pessoas que retiraram sua exclusividade nos aeroportos e acesso a artigos luxuosos.

Anos atrás, um jovem que participa de um grupo de proprietários de motocicletas da marca Harley-Davidson, manifestou sua indignação em uma plataforma de rede social pelo fato do filho de sua empregada possuir uma Harley-Davidson igual a sua, pois, em sua visão, empregados não deveriam possuir os mesmos bens de consumo e frequentar os mesmos lugares dos patrões e sentenciava seu preconceito com o seguinte bordão: “quem pensa que estou errado é por que é burro ou gosta da turma do José Dirceu!” Abaixo de seu comentário havia muitas palavras de apoio sobre o” lugar de cada um”. Nesse momento a classe dominante, a “elite do atraso” , a serpente fascista do Brasil, chocou seu primeiro ovo.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

CESURA PARA CENSURA - por - KBÇAPOETA




Pode ser meu eu,
Na luz do que sou,
desvelando ser,
revelando ter
Imaginação?

Posso ter meu eu,
Na sombra que fui,
Confessado ser,
Privado de ter
Imaginação?




sexta-feira, 28 de junho de 2019

SOCIOLER - por - KBÇAPOETA




Posso ler-me
Socialmente
Simplesmente
Por me ler

Entender-me
Novamente
Livremente
Livrecer

Desfalado
Se letrado
Se livrado
Livro ler

Sociedade
Sem algoz
Literária
Tem sua voz

Livro meu
Livro teu
Livra voz
Livra nós


Dourados-MS- 2018




domingo, 5 de agosto de 2018

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Tudo está no seu Lugar








Lula na senzala
  Temer na varanda
    Casa grande clama
 Louros da vitória

Na senzala Lula
    Na varanda Temer
       Casa grande: Louros
  Clamam a vitória



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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Slow but live







O tempo fora preciso.

Os Versos, on line, escassos,

Arredios, mas sempre livres.

Os signos?

Imagens

Rodam

Rodam

Rodam…

E…Retornan

Ao retorno

Do retorno.

Eis-me aqui!




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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Ruas de Exu




Estou na rua perdida.

Rua que encontro ao adentrar

O beco escuro depois da encruzilhada.

O povo da rua confabula.

Encostado em um poste

Diante do despacho,

Recebo de bom grado

Champagne et poulet.

Piquenique suburbano.


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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Lembrança furta-cor - por - Kbçapoeta




Conheço diversas cores

Brilhantes e opacas.

Cores amarelas com calor de vermelhas.

Cinzas com gosto de laranjas,

Brancas com cheiro de rosas.

Nesse dia diorama

Sorvi do cálice,

Calado,

O gosto imagético pigmentado.

Desde então

Desconheço

O roxo escuro do olhar.

O breu do esquecimento

Tirou-me a íris da memória.



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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Consonant sounds - por - Kbçapoeta








Melhor

Uma bela palavra,

Molha a boca.

Hibrida.

Água para o sedento.

Mata a sede pela saliva deliciosa de seus dígrafos.

Sopa de fonemas,

Canções consonantais.

Consoantes letras em meu caminho…



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quinta-feira, 27 de abril de 2017

A casa grande persegue Lula e o povo sofre o golpe (BRASIL QUEIMA) - por - Kbçapoeta






        

 Assisto um golpe em curso que não cessará sua sanha por poder e destruição do povo.
       

 CLT, SUS, INSS e o que mais houver com vontade social será devorado pelo monstro 

               Insaciável.               
       
 Atônitos, lenientes, ignorantes e impotentes assistimos o monstro vencer, destruir, devorar e 

Gargalhar.
        
 Globotizados cospem xingamentos e o ódio irradiado por fricção atômica atinge tudo e a 

       Todos.           

         Não há mais pessoas, vejo apenas andrajos entrecortados por gritos de horror e de 


Torpor.



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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Um copo d'água - Por Kbçapoeta






O que vem a ser um poeta?
Será aquele que cala a fala,
Que a pena diz
Apenas
Ser normal?
Muitos pratos quebrados.
Poemas gravados,
Todos correndo riscos.
Riscos poéticos.
Frases inteiras riscando
O mar da língua,
Rios polissêmicos
Sob chuva de signos vazios.
Gota a gota
O poeta escreve com caneta d'água.


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quinta-feira, 2 de março de 2017

LIVRE A GIRAR - por- Kbçapoeta








Esqueço chaves,

Relógio,

Tempo ,

Ofensas,

Tristezas

E carteiras.

Certo dia,

Eu, de tão distraído

Perdi um amor.

Um tempo esquecido,

Interno de uma gaveta qualquer.

Depósito lotado,

Guarda-chuvas solitários.

Um desses atrevidos

Desvencilhou-se dessa opressão.

Guiado pelo vento

Girava em diagonal

Sob uma azulada manhã.

Céu leve de outono.




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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

PARRAS POÉTICAS - por - Kbçapoeta










Como folhas do outono,

Um visgo de poesia

Desapega-se da pena.

Frases florescem em mim,

Ecos secretos segredando

Pétala por pétala

Mémorias passadas, vindouras.

Parras sobre um corpo estranho,

Eclodindo em miásmas sem fim.

Palavras que profiro.




                                                                                      Visitem Kbçapoeta






sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Seguindo -por- Kbçapoeta






Traço meus planos

Perco meu anos

Tantos encantos

Deixei nos cantos



                                                    
                                                  Visitem Kbçapoeta


                                                  

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Tecnologia da letra






       A tecnologia pode ser entendida como a aplicação do conhecimento do homem para a resolução de um problema ou dificuldade. Independe da época ou situação cultural em que ele esteja inserido.
      Quando certa tecnologia é descoberta e divulgada para os demais, acarreta em mudanças irreversíveis na sociedade, e, o tempo em que ela não existia torna-se um marco ultrapassado, enfim, cria-se um novo paradigma.
      Um exemplo de tecnologia que ampliou as possibilidades foi a invenção da tipografia por Johannes Gensfleish Zur Laden Zum Gutemberg.
      A tecnologia desenvolvida por Gutemberg mudara para sempre a forma como os homens relacionavam-se com a informação e o conhecimento. Através de Gutemberg, os livros, manuscritos, possuídos por poucos, disseminaram-se em proporção  nunca antes imaginada, o que contribuiu muito para o desenvolvimento da moderna economia baseada no conhecimento.
      Concomitantemente com a proliferação do conhecimento, que antes calcava-se na oralidade para ser transmitido, o invento de Gutemberg fez o homem valorizar mais a imagem que o som, em outras palavras, o homem “auditivo” tornou-se “imagético”, por que o conhecimento que era oral passou a ser adquirido pelas imagens fornecidas pela letra da palavra impressa.
      Marshal Mc Luham em seu livro A galáxia de Gutemberg já apontava na década de 60 as mudanças que a tipografia causara no homem. O fato de o livro impresso ser produzido em grande escala, atingindo um número maior de leitores, fez o ser humano direcionar seu foco de entendimento, especializar-se em apenas um segmento do conhecimento, fato inimaginado antes da invenção da prensa.
      Os homens “multifuncionais” da renascença, como Leonardo da Vinci e outros, não se desenvolverão na era pós Gutemberg. O homem especialista é o que imperou e continua até nossos dias.
      O fato de a palavra impressa ter mudado o modo de o homem perceber e produzir conhecimento também fora o responsável por criar inventos em proporções que ultrapassam, em muito, os inventos criados antes da era gutemberguiana.
      Se por um lado a tecnologia da prensa fizera o homem produzir inventos em escala geométrica, por outro, fez esse mesmo homem isolar-se no que chamamos de aldeia global. O homem “gutembergueano” isola-se em sua especialização, dialoga apenas com seus pares, dificilmente expande seus conhecimentos devido ao individualismo trazido pelo livro impresso.
      Antes da invenção da prensa, a leitura era feita em voz alta e na maioria das vezes era uma ação coletiva, após a chegada do livro impresso, ocorreu o contrário, e, até os dias de hoje, as imagens das letras impressas no livro fazem o homem isolar-se para obtenção de conhecimento e, com isso, alterar sua interação social.
      A tecnologia contribui em muito com o desenvolvimento do homem, mas seus efeitos isolacionistas podem ser observados. É possível afirmar que as contribuições foram mais positivas que negativas na atual sociedade em que a imagem adquiriu mais importância que o som. Sociedade “gutemberguiana”.



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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Amor à primeira lida



     Contava sete anos quando me deparei com ela. Empatia recíproca, entre tantos garotos que lhe fizeram a corte, tinha eu grande chance de ser seu escolhido.
     Era a escola o principal cenário de nossos encontros. Diariamente eram-me reveladas algumas particularidades de sua personalidade, seus meandros e possibilidades. Eram inúmeros.
     Bibliotecas, bancas de revistas, Chico Buarque, Oswaldo Montenegro, Domingos de Oliveria, Glauber Rocha, Aldoux Huxley, George Orwel, Karl Marx e muitos outros que conheci através de seu intermédio fizeram-me ficar mais apaixonado por ela.
     Como saber se era correspondido? Como saber se estava à altura de suas expectativas?
     Como não tinha certeza se teria sucesso ao me declarar para ela, resolvi investir em meu intelecto e conhecimento de mundo. Acreditava que se tivesse leitura e viagem suficiente, conseguiria conquistar seu amor e devotamento.
     Passava o tempo, livros e autores. Cada nova obra que conhecia era um motivo para aumentar minha estima por ela e a incerteza do seu sentimento por mim. Ela era gentil, dócil, amiga, meiga e envolvente. E amor? Ainda não havia resposta.
     Muitas vezes pensara em declarar-lhe minhas intenções e acabar com essa dúvida.
     Em meus devaneios apaixonados, ela tomava a iniciativa e confessava-me que sempre me amou , que o fato de eu lhe admirar já era prova suficiente de amor e de uma união que seria para sempre feliz. Ah, imaginava com tanta concretude que por um átimo essa cena me parecia realíssima.
     Quando atingi a maioridade de meus sentimentos e impulso, entendi que chegara a hora de ser franco, sincero, sem temer a possível rejeição. Ela sabia de meu caráter, minha boa índole e não iria se ofender se lhe expusesse meus recônditos sentimentos.
     Com voz melíflua, em um fim de tarde com o rosto contra a luz segredei-lhe anos de paixão, devotamento e ardoroso amor apaixonado.
     Contei-lhe os inúmeros livros que lera, discos que ouvira, peças teatrais que assistira, debates culturais que participara no afã de estar à sua altura, cultural e sentimentalmente ,e assim, confessar todas as sentimentalidades de enamorado, que fora cativado por ela, enfim, contei-lhe que a amava.

     Ela, como resposta, dissera que o amor sempre esteve entre nós. O amor sempre estará entre cada vírgula e reticências de nossas efêmeras vidas. Assim tornei-me amante da palavra.




                                                                        
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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

EMPOETAR - por Kbçapoeta

                                  




                                    Sendo um poeta acanhado
                                    Desmuniciado de reconhecedura
                                    Nunca vislumbrei os meninos do prado
                                    Minha pena despida de candura

                                    Com os anos que tenho encaretado
                                    Comunicado de envelhadura
                                    Recebo inspiração a longo prazo
                                    Uma pena para poética criatura

                                    Os grilhões que arrasto do passado
                                    Vestem-se de estranhas escrituras
                                    Escrivinhando me comprazo

                                    Sendo apenas poesia que matura




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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

ESTAÇÃO INSULAR - por - Kbçapoeta





Onde tem calor,
Palavras que arrepiam,
Que deixa meu sentimento à flor da pele?

Onde está o ardor,
Gesto sutil de carinho
Capaz de me fazer suspirar?

Onde está?
Quem possui?
Acredito estar perdido em uma estação.
Estação insular.



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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

VOCÊ NÃO SABE?- por-Kbçapoeta








Os poetas têm poder

De encontrar na confusão uma razão.

Não é novidade

Quando sentem-se só na multidão

E estando insulado

Ficar povoado o coração.

Como colcha de retalhos

Cerzidos, remendados

Os seus versos falarão.

Amores do passado

No futuro aguardado

No presente: solidão.

Os minutos incontáveis

Dias variáveis

Na poesia estarão.



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