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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

As Doutrinas Secretas de Jesus – H. Spencer Lewis - por - Kbçapoeta








       Neste Livro H. Spencer Lewis relata os resultados de sua pesquisa das doutrinas de Jesus Cristo.
      Lewis utiliza excertos da bíblia cristã para embasar suas afirmações sobre os rituais e a forma como Jesus ministrava seus ensinamentos.
      Segundo o livro, Cristo formou uma hierarquia para ter maior abrangência de suas ideias e doutrinas. As pessoas eram classificadas conforme sua instrução e curiosidade para temas abstratos, políticos e metafísicos. As parábolas é o primeiro resultado disso.
      O trabalho do escritor afirma que cada apóstolo do Nazareno tinham sob sua responsabilidade dez pessoas altamente capacitadas na missão de difundir o cristianismo, totalizando em cento e vinte pessoas.
      Cada adepto da doutrina de Cristo tinha um ensinamento diferente, conforme o grau de instrução era possível receber um tipo de discurso e ensinamento. Para as pessoas instruídas havia ciência e cultura, para pessoas mais humildes bastavam parábolas, afinal, as pessoas queriam humildemente estar em paz com Deus e fazerem as coisas certas.
      Esse trabalho é uma sequência de “A vida Mística de Jesus” e, atribui a doutrina Cristã uma continuação da doutrina dos Essênios, que, consequentemente eram os idealizadores da “Fraternidade Branca”.
      O fato de H. Spencer Lewis ter sido em vida imperator da Antiga e Mística Ordem Rosacruz (AMORC) pode deixar uma sombra de descrédito em sua obra, mas, permite um olhar sob outro prisma do notável Jesus Cristo.




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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

DESAGREGAÇÃO - George Parcker-por- Kbçapoeta








     George Parker em “Desagregação” amealhou depoimentos de cidadãos norte americanos que relatam sua experiência com a política norte americana e sua percepção de mundo.
     A cidade de Tampa, costa oeste dos estados unidos foi cenário da real catástrofe da bolha norte americana.
     O resultado de um país que deixou de produzir bem para mergulhar de ponta cabeça no rentismo. O mercado resolveria tudo, afinal os estados unidos é a potência do mundo. O baluarte do capitalismo só não contava com a bolha imobiliária norte americana.
    Depois da crise do Lhemann Brothers  o conservadorismo liderado pelo Tea Party só cresceu, a desagregação era inevitável.
    Devido a uma “esquerdofobia”, qualquer ação governamental que tive tópico ecológico era considerado de esquerda e contra os  norte americanos.
   Concomitante a esse cenário, Dean Price consegue por em prática a Green Circle, empresa que poderá melhorar em muito o mercado de combustíveis dos Estados Unidos e resolvendo o seu passivo ecológico.
   Com tradução de Pedro Maria Soares, são 488 páginas de realidade da terra do Tio Sam.


                                                               
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A Rosa do Povo - por - Kbçapoeta








       Um poeta muito subversivo para sua época chama-se Carlos Drummond de Andrade.
       Drummond fez carreira no funcionalismo público e tinha em Gustavo Capanema um fiel padrinho político.
       Na época em que fora publicado “A rosa do Povo”, poderia alguém interpretar o livro como comunista e subversivo.
       Primeiramente pelo título fazer referência ao símbolo da segunda internacional socialista.
       Drummond tem uma força imagética em seus versos que é possível visualizar o elefante que flutua, os russos em Berlim ou Charles Chaplin voando em um frango gigante sobre todas as fomes.
       Cada vez que releio “A rosa do Povo” algo mágico acontece em minha mente.





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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O falecido Mathias Pascal (Il fu Mattia Pascal) - por - Kbçapoeta










         Quem deseja mudar de nome, cidade e vida com muito dinheiro ?
         Mathias Pascal desejou e conseguiu.
         Cansado de ser desprezado, ter um emprego medíocre, sogra atormentadora, esposa fria e uma vida desinteressante, Pascal decide aproveitar a inexplicável notícia de sua morte.
         Andando a esmo de hotel em hotel como um legítimo burguês errante, resolve alugar um espaço mais familiar.
         Conhece pessoas interessantes, roubam-lhe uma parte considerável de dinheiro, mas, mesmo assim ele gosta da experiência sob o véu do anonimato da sua falsa morte.
         Revê sua antiga morada e percebe que as pessoas que ele abandonara ficaram muito melhor com sua ausência do que o contrário.
         É justo interferir ou não?
         Luigi Pirandello faz de Mathias Pascal o gosto do devaneio das relações humanas.






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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A VIDA MÍSTICA DE JESUS - por - Kbçapoeta




     Escrito em 1929, Harvey Spencer Lewis nos apresenta um Cristo mais humano, mais crível.
     A literatura popular cristã baseia-se praticamente apenas na bíblia oficial e despreza os livros ditos apócrifos.
     Lewis de um modo peculiar desmistifica o Jesus Cristo super-herói, tornando-o mais encantador e admirável.
     Os essênios, a Fraternidade Branca, o Monte Carmelo, a iniciação na cultura e misticismo egípcio foram fundamental na transformação de José em Jesus.
     O livro aborda fatos de menor interesse pelo populacho crente: a infância e adolescência do filho de Maria.
     É costume comum em diversas sociedades o homem adotar um novo nome ao iniciar uma nova etapa na vida, com o Nazareno aconteceu desta forma.
     Jesus, segundo o livro, nascera sob o nome de José por ser o primogênito. Na fase adulta, em concordância com a sua iniciação mística, adotara o nome de Jesus o cristo.
     A formação do jovem José e futuro jesus fora nobre.Tamanha erudição chegou a receber atenção dos intelectuais do templo quando o menino se apresentou para a solenidade que nos dias atuais poderia ser comparada ao B'nai Mitzvá dos judeus.
    As passagens conhecidas de Jesus e descrita com um olhar mais cético e coerente.
    A morte e ressureição de Cristo e descrita com o bom senso que a realidade impõe.
   Segundo a obra, Jesus não teria morrido literalmente,por isso o fato de os romanos não quebrarem suas pernas e retira-lo antes do tempo regulamenmtar em que os romanos retiram os condenados já mortos das cruzes.
    O motivo para tal ação se valeu de uma suspenção da condenação de Jesus a crucificação. Devido essa suspenção o retiraram da cruz antes do tempo sem quebrar as pernas como era de costume.
    Durante a sua recuperação física, Jesus aparecera aos apóstolos quase irreconhecível, como descrito na bíblia. Durante os quarenta dias subsequentes pregou aos seus fiéis seguidores e posteriormente aposentou-se da vida pública.
    Morre e é enterrado no monte Carmelo ,mas, tem seus ossos retirados anos depois por seus irmãos para continuar fomentado o mito da ressureição literal.
    Um livro interessante para quem tem curiosidade sobre esse fenômeno místico que foi e é Jesus Cristo.


         
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PS. Apesar de muitos considerarem os blogs como ecos na internet, eu desejo a quem me ler um feliz 2015



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O Lobo da Estepe (Der Steppenwolf) - por - Kbçapoeta








       



      A inteligência que dissocializa , expõe e exclui.
      Hermann Hesse, na tradução de Ivo Barroso , através de Harry Haller, nos proporciona um olhar apático e cético sobre a vida no início e meio da obra.
     Heller tem quase cinquenta anos, é solitário, culto, sensível e sem posses aparentes, mas, que não lhe impedia ter uma boa vida cotidiana burguesa.
     Um ser solitário, auto-denominado lobo da estepe, um ser desesperado emocionalmente, despreza falsos conhecimentos e eternos ícones.
     Uma mulher, um músico, uma amante para seu desfrute e muita expansão mental. Esses são os ingredientes que Hesse atribuiu a sua personagem para obter um novo-viver, um “tentar outra vez”, enfim, adquirir uma vida superiormente interessante.
    “O lobo da Estepe” é um livro que assemelha-se ao próprio “teatro mágico” de suas páginas, apenas para raros. Só para os loucos.



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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

CASA GRANDE & SENZALA - Gilberto Freire - por - KBÇAPOETA








        Uma obra que deveria ser lida por todo brasileiro desejoso de entender e realmente conhecer o seu país.
        Gilberto Freire nessa obra mostra-nos um Brasil construído nos seu primórdio por sangue índio e o braço do negro com temperos árabes e sob o jugo português.
        A libido nas alturas e saciadas por belas índias nuas e posteriormente renovada nas belas curvas da africana e posteriormente a mulata.
        O Brasil branco com  a casa grande servida por índios “preados” pelos campos ou os cativos tementes a deus.
        Com o lucrativo  mercado negreiro, os olhos e esperma do português descansaram nas “negras minas”, muitas delas tornando-se  senhora de escravos.
         A cozinha, biotipo, afetividade, sexo e todas as consequências sociopolíticas no Brasil estão calcados no índio, negro e europeu.
         A permanência da casa grande e da senzala ainda persiste no Brasil.
         Povo inculto idolatrando os letrados doutores, estes desdenhosos de seu país cuja as classes C,D e E em ascensão lhe causa náuseas e fobias.
         Na terra da casa grande e da senzala, essas que deveriam ser derrubadas,  pouca coisa mudou.




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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Sonho - Émile Zola - por - Kbçapoeta


      “O sonho” de Emile Zola é o típico “romance de senhoras”, jargão utilizado no meio tipográfico da década de quarenta.
        Mil novecentos e quarenta é o ano da edição do referido livro, editora brasileira, série coleção das senhorinhas.
        Em uma edição que tem seu preço de capa o valor de dois mil réis, que mostra sua temporalidade, também é possível perceber as mudanças nítidas na ortografia brasileira até o acordo ortográfico de 2011.
        O romance apresenta uma menina de rua, muito comum em 1860, desmaiando na porta de um casal de bordadores estéreis.
        Na idade entre quinze e dezesseis anos, no limite da idade casadoira, ela desejava um homem rico e bonito. Apenas isso.
        A mãe da menina, mulher bem conservada, até mesmo confundida como irmã mais velha da filha adotiva, sabia da impossibilidade da realização do sonho da menina. Naquela época os pais da noiva deveriam ter um dote para poder casar suas filhas com alguém de posses. Não era o caso de Angélica. Esse é o seu nome.
        Momentos de sofrimentos, desmaios e fraquezas inexplicáveis, sonhos quase realizados e muita emoção açucarada compõem o livro de Zola. Obra que não terei saudade.





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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Maze Runner - por Juliana


Aproveitando que o filme teve sua estreia ontem, vou falar um pouco de Maze Runner, de James Dashner. Ela é composta por sua trilogia principal (Correr ou Morrer, Prova de Fogo e Cura Mortal), um livro contando como tudo começou (Ordem de Extermínio) e Arquivos: informações secretas. Vou me ater à trilogia principal aqui.

Eu estava com Correr ou Morrer guardado para ler há muito tempo, mas quando descobri que o filme sairia este ano, ele passou para o topo da minha lista de leituras e não me arrependo de ter feito isto. Este é um daqueles livros que, quando você começa, não quer mais parar. Você fica preso naquela distopia, querendo saber o que aconteceu e porque o mundo está tão errado.

Adolescentes lutando para sobreviver. Ok! Eu acabei de descrever todos os livros infanto-juvenis de ação. Mas isto me leva a refletir sobre a visão distorcida da adolescência que esses autores têm. Ou pior: o que aconteceu com eles nesse período de suas vidas.
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A série começa com Thomas chegando num elevador de metal à Clareira, lembrando apenas o seu nome. E ao chegar lá conhece os clareanos, todos garotos, que não estão em melhor situação. Só o que eles sabem é que todo mês chega um novo garoto e que todas as noites as portas do labirinto fecham (É! Eles estão no meio de um labirinto.) e de manhãs elas abrem. Mas tudo muda quando no dia seguinte à chegada de Thomas surge uma garota trazendo uma mensagem surpreendente e, como consta na sinopse, Thomas vai descobrir que seu papel é muito importante naquele mistério todo. (Ok! Protagonista descobrindo que é o chosen one. Nenhuma novidade aí). E os adolescente saem e enfrentam perigos mortais (por que não?) em busca da saída.
A história é bem divertida e deixa o leitor numa apreensão enorme. Tudo acontece muito rápido e não é para menos que o primeiro livro se chama Correr ou Morrer. O livro tem muita ação e a imersão é tão grande, que você vai pensar que nem precisa ir à academia. Você se sente lá e fica numa enorme expectativa querendo saber o que está acontecendo. Como nenhum deles lembra do seu passado, você se sente tão perdido quanto eles e se pega pensando que eles devem ter feito muito mais do que não arrumar a cama para ter indo parar lá.
Você passa por páginas e páginas e não descobre muita coisa que ajude a solucionar o que está ocorrendo. Mas a história é construída de tal forma, que mesmo você querendo soluções, isso não é o mais importante. A falta de informação deixa o leitor muito perto do personagem e isso aumenta muito a identificação. Durante os momentos mais tensos, você liga seu instinto de sobrevivência junto com o Thomas e nos momentos que ele tenta entender o que está acontecendo, também.
As sequências não facilitam nenhum um pouco a vida deles. Os perigos aumentam e eles continuam correndo. Você recebe algumas respostas que, honestamente, não são lá essas coisas; mas você se preocupa tanto em correr de um lado por outro, que até releva. Isso não chega a prejudicar muito o livro, porque acho que o mais importante não é o fim e sim a jornada.
Só não dá pra passar batido pelos graves erros de edição: em alguns você para, olha, olha de novo e só depois que você consegue seguir. Porém a ação e a narrativa conseguem compensar esses erros da edição. 

Agora só falta conferir se o filme foi bem adaptado. Claro que eu, como fã de Harry Potter, A Bússola de Ouro, Percy Jackson e outros, não estou muito confiante. Mas vai que dá certo...
 
Visitem Juliana
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Terra Nostra, de Carlos Fuentes - por Luis Eduardo





A do Benedito Ruy Barbosa é melhor.

Carlos Fuentes é frequentemente colocado em um altar ao lado de Mario Vargas Llosa e Gabriel García Márquez. Pode até ser que ele tenha o seu lugar, mas a julgar por "Terra Nostra", minha até aqui única experiência com sua obra, esse local está bem aquém do alcançado por seus colegas .
Ao longo de mais de 800 páginas, o autor mexicano leva adiante um enredo confuso em uma obra pretensiosa e que, a meu ver, não consegue chegar a qualquer objetivo. Que me desculpem os fãs de Fuentes, mas "Terra Nostra" por "Terra Nostra", melhor ficar com a do Benedito Ruy Barbosa.
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E você? Que resenha gostaria de deixar aqui?
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Visitem Luis Eduardo
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A Língua de Eulália, de Marcos Bagno - por Kbçapoeta

 


     Um livro divisor de águas nas vias acadêmicas.
     A língua de Eulália mostra a riqueza cultural e o tênue poder que faz definir o que é certo ou errado no falar “oficial”.
     Bagno faz um breve relato sobre a origem linguística mundial e foca nos primeiros falantes brasileiros, ou seja, tupi, Guarani e suas adjacências, espanhol, português e árabe.
     A extinta língua geral, os rigores linguísticos, a força “inexplicável” da fala que molda o som  e o sotaque de cada região em uma linguagem leve e simples.
     Além dessa contribuição sincrônica da linguística brasileira, Marcos Bagno levanta a bandeira de um caminho ainda “demonizado” no meio acadêmico: Análise do discurso.
     Seja normativista ou não, língua de Eulália tornou-se leitura obrigatória para envolver-se nos meandros de nossa língua e fala.
 


                                                             Visitem Kbçapoeta


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O Mago, de Fernando Morais - por Kbçapoeta


     Fernando Morais é um dos melhores biógrafos brasileiros e aceitou a difícil missão de biografar um “Vivo” como Paulo Coelho.
     Fernando Morais mostra um Paulo Coelho humano e passível de vários equívocos na vida.
     Paulo Coelho sempre teve obstinação de ser escritor. Obstinação essa que foi confessada por páginas e páginas de seu diário que o futuro escritor mantinha desde tenra idade.
     Paulo Coelho, filho de família de classe média alta carioca, primo de Raquel de Queiroz e sobrinho-neto de José de Alencar, imortal da Academia Brasileira de Letras.

     Drogas, homossexualismo, tratamento psiquiátrico à base de eletrochoque, fracassos, exitosa parceria com Raul Seixas que revolucionou o roque nacional, seitas demoníacas, um livro que não escreveu, atitudes no ostracismo até tornar-se um dos escritores mais lido, amado e odiado no mundo.


Recomendo
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Jesus Viveu na Índia, de Holger Kersten - por Alba Vieira

Esta obra mudou a minha vida, no sentido de que foi um marco em minha visão sobre Jesus.  Não sou religiosa, uma vez que considero uma limitação a direção única para uma das vertentes que lidam com as coisas do espírito.  Sempre preferi analisar as diferentes religiões, buscando os pontos de contato entre elas.  Além disso, desde cedo, repudiei a religião católica como me foi passada inicialmente, que não traduzia o amor como elo fundamental e sim calcada em culpa, castigo e vitimização.  Com o passar dos anos, meus estudos independentes e, sobretudo a observação criteriosa da vida me fez entender que as linguagens das várias religiões divergem muitas vezes, porém a verdade é uma só: existe uma Lei. E a crença em Deus, independente do nome ou da representação que possa ter, tornou-se realidade para mim.
Mas, voltando ao livro, ele é espetacular, porque é um documentário bem conduzido sobre a história de Cristo, considerando não só o que está contido no Antigo e no Novo Testamento, mas ainda numa pesquisa profunda em locais sagrados e históricos em Israel, Afeganistão e outros países do Oriente Médio, como também na Índia.  Esta pesquisa levanta a possibilidade e se propõe a prová-la (e fará sua própria avaliação) de que Jesus sobreviveu à crucificação, que foi um iniciado no Budismo (que conheceu desde a adolescência), que após sua “morte” viveu na Índia, onde praticou e ensinou seus princípios, que chegou a idade avançada e foi enterrada em Caxemira.  Publicado pela primeira vez, provoca até hoje grande polêmica, mas o fundamental é que continua estimulando a expansão da consciência dos seus leitores.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Erotismo: Fantasias e Realidades do Amor e da Sedução, de Francesco Alberoni - por Alexandre



 

 

Quando peguei esse livro, pensei em descobrir o universo da psique feminina. Mas me surpreendi em descobrir coisas que nem eu sendo homem sabia sobre a psique masculina.

À medida que o livro vai transcorrendo em nossas mãos, vamos explorando temas mais profundos. Tanto é que fiquei surpreso com coisas que descobri no final do livro. Como, por exemplo, que a primeira coisa que as mulheres examinam no homem é o cheiro do seu corpo (O.O), depois é o hálito, em seguida ela analisa o beijo! Pelo beijo ela descobre muitas coisas sobre o caráter do homem: se ele é generoso, sensível, inteligente ou aventureiro. (Para quem não está surpreso, peço desculpas, pois essas características da mulher me deixaram de boca aberta.)

Então é isso: se me perguntarem sobre esse livro, eu direi "Super-recomendo!!!!". ^^
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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Conversando com Deus - Livro I: um diálogo sobre os maiores problemas que afligem a humanidade, de Neale Donald Walsch - por Alexandre

 
 
 
 
Em uma frase:

Este livro me ajudou a encontrar O Deus que nos criou e apontou caminhos para minha autocriação.

P.S.: Se este não é O criador, então Deus é um promotor de justiça sentado em um trono, com um livro de regras na mão a julgar os seres humanos após a morte, enquanto atravessam o inferno para chegar ao céu.
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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Orlando, de Virginia Woolf - por Ana

O Orlando que labirinta em todos nós
 
Esta é uma história fantástica.  Densa, intrigante e profunda.  Faz com que repensemos nosso posicionamento no mundo, principalmente em termos de identidade e relações sociais.
Orlando é um nobre do século XVI que repentinamente se vê transformado em mulher.  Além disso, atravessa várias épocas, tendo que se adaptar às novas realidades.
A partir desta temática, Virginia Woolf nos faz mergulhar em questões importantes, como as diferenças entre os sexos, as dificuldades diárias das relações humanas, o valor e a utilização do poder pessoal em suas várias facetas, as características comportamentais em diferentes épocas, a condição bissexual no ser humano.
É um livro que nos guia pelo labirinto mental da escritora, que deixa transparecer suas dúvidas, suas críticas, suas descobertas pessoais, suas certezas, suas vulnerabilidades, suas permissividades; levando-nos aos nossos próprios labirintos, formados pelos mesmos (e outros) tantos limites e aberturas.
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domingo, 27 de julho de 2014

A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini - por Alba Vieira


É uma história comovente que expõe a vida no Afeganistão nas últimas décadas com os horrores da guerra, a realidade cruel dos refugiados e a condição da mulher no país, focalizando, de forma brilhante, a emoção humana. É um livro denso, em que as personagens mostram a crueza das relações onde a opressão, a fome e as dificuldades dos conflitos vividos retratam o que existe de pior e de melhor no ser humano.

O autor, nesta teia tão magnificamente elaborada, onde sobressaem as fraquezas e a grandiosidade da alma humana, destaca duas personagens femininas que, de oprimidas pela própria condição conseguem, através da força de seu caráter, salvaguardar seu poder de opção no momento limite de suas vidas. Ao decidir seu próprio destino, a despeito das situações mais adversas que se apresentam no desfecho da trama, a protagonista nos fala da única liberdade verdadeira: a de quem aprendeu, pela força do amor, o desapego.

As duas personagens centrais, unidas pelo sentimento de amor, nos mostram que foi a renúncia de uma delas que possibilitou a realização de seus anseios de uma vida feliz na vida da outra. Excelente livro.
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Pollyana - por Fatinha

Querido Brógui:

Há décadas atrás, quando eu ainda era uma criança, li um livro chamado “Pollyanna”. Você já leu? Então vou fazer uma síntese: Pollyana é uma menina pobrinha, órfã, que foi morar com o avô rabugento numa montanha sei lá onde (detalhes assim eu não lembro). O fato é que a menina tinha tudo para que pudéssemos chamá-la de coitadinha, tinha tudo para ser rebelde, menor infratora, mas ela OPTOU POR SER FELIZ.

Pollyana inventou um jogo, o “jogo do contente”. Um Natal, quando ela ainda morava no orfanato, as crianças receberam presentes que vinham num barril. A ela coube uma muleta. Ela não precisava de muletas, então ficou feliz pelo presente exatamente por isso: porque ela podia andar sem usar as tais. Sempre achei isso muito bacana. Ser feliz mesmo quando a vida insiste em nos dar motivos para reclamar da sorte.

Não tenho uma vida como a da Pollyana, tô muitíssimo longe disso, mas há momentos em que me pego reclamando da vida e, cá pra nós, isso não tem sentido algum. De uns tempos pra cá, venho exercitando (com adaptações) o jeito Pollyana de ser. Continuo com minhas ironias (que é uma maneira toda especial de fazer graça com o que não tem a menor graça). Tenho ainda meus momentos de fúria, chuto perna de mesa e coisa e tal. Mas tento sempre encontrar o melhor ângulo de visão para o que me aborrece.

Ontem mesmo eu estava no Fórum, andando pra lá e pra cá, quilômetros e quilômetros naquele labirinto de Creta, pronta para encontrar o Minotauro a qualquer momento. Quando ensaiei um putaquepariu, rapidamente Pollyana incorporou e agradeci por estar ali, andando que nem uma cachorra. Agradeci por ter um trabalho que me garante uma graninha. Agradeci por ter pernas para andar. Isso me deu forças para voltar ao cartório e esperar para obter a informação que queria.
Nada na vida vem só com bônus. Isso é só para as ONG’s. Não sou uma ONG, infelizmente. Não posso ter o melhor de todos os regimes jurídicos (pronto: baixou agora a advogada). Traduzindo: não posso querer ter as benesses sem arcar com os ônus delas decorrentes.

Precisa acordar para ir trabalhar? Agradeça, você tem um emprego. Mas o dinheiro é pouquinho? Agradeça, você tem um emprego.
Seu ex-marido é um merda? Agradeça, graças a ele você teve seus filhos. Seus filhos lhe enlouquecem? Agradeça por eles terem saúde para isso.
Você queria ir à praia e choveu? Agradeça por poder ficar em casa arrumando seu armário. Agradeça por ter coisas para arrumar.

Então é assim. Agradeça sempre. Agradeça por tudo. Jogue o jogo do contente. Pollyana está certa.
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Eleanor H. Porter

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O Guarani, de José de Alencar - por Ana



Um Amor Periclitante

Li “O Guarani” lá na pré-adolescência e ainda hoje, após décadas, recordo da narrativa magnífica deste livro. Lembro de como me transportei completamente para as agruras do cotidiano inóspito e perigoso que grassava na época da colonização brasileira: a situação dos indígenas, tendo que reagir aos desmandos dos conquistadores; as dificuldades encontradas pelos portugueses na nova terra; as lutas entre os dois lados, que se mantinham em constante estado de alerta.

Entretanto, em meio a estes horrores, há um detalhe de traço feminino, meigo, gentil, ingênuo, que constrói uma ponte florida (e proibida) entre os mundos: o amor de Ceci e Peri.  Este detalhe se avoluma e passa a guiar a história, no melhor estilo romântico, enquanto nós, leitores, torcemos, angustiados, por um final feliz.
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Madre Teresa: Venha, Seja Minha Luz, de Brian Kolodiejchuk - por Alba Vieira

 
Este livro foi escrito por um padre canadense que conviveu com ela por 20 anos até a sua morte em 1997 e foi o postulador dos processos de beatificação e canonização dela.
O relato é baseado em cartas escritas pela madre aos seus conselheiros espirituais, depoimentos de pessoas que conviveram com ela e várias citações feitas por ela durante a sua vida.
Descreve a fundação da ‘Missionárias da Caridade’ a partir de um ‘chamado’ recebido pela madre em que teve a inspiração de que Jesus lhe dizia ‘venha, seja minha luz’. Desde então dedicou-se a cuidar dos mais pobres dos pobres, primeiro em Calcutá e posteriormente espalhando pelo mundo todo as Casas onde as Irmãs fazem este exercício de compaixão junto aos pobres, levando alegria (reconhecendo Jesus em cada pobre sofredor que recebe seus cuidados) e amor.
Conta toda a trajetória de Madre Teresa, que dizia que se alguma vez viesse a ser santa, seria uma santa da escuridão, estando continuamente ausente do Céu, levando a luz para os que na Terra se encontrassem na escuridão.
Mas essa obra tem o valor especial de relatar o que Madre Teresa escondeu durante toda a sua vida pela grande reverência a Deus e ao Seu trabalho através dela. Conta a escuridão espiritual em que viveu mergulhada por tantos anos em que pôde experimentar o que sentem os mais pobres, entregando-se totalmente para ser usada por Deus, sendo ela própria a luz que era oferecida aos necessitados.
Com seu incansável trabalho, levando o amor de Jesus e a sua luz aos mais pobres dos pobres, deixou uma herança espiritual ao mundo e foi beatificada em 2003.É um livro extraordinário que demonstra que acima de qualquer religião, a linguagem de Madre Teresa é de puro amor, trazendo a consciência da presença do espírito em cada um de nós, o que torna possível um caminho rumo à perfeição.