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sábado, 23 de agosto de 2014

Einstein, a sua Carta e Deus - Enviada por Penélope Charmosa

 
Conhecida como a Einstein God-Letter,  foi escrita no dia 3 de janeiro de 1954, aproximadamente um ano antes de sua morte. Foi escrita à mão, em alemão, e era destinada ao filósofo Erik Gutkind, de quem ele havia lido a obra “Escolha a Vida: o apelo bíblico pela revolta”.


A palavra Deus é para mim nada mais do que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honoráveis mas ainda assim primitivas que são, do mesmo modo, muito infantis. Nenhuma interpretação, não importa quão sutil seja, pode (para mim) mudar isso. Estas interpretações sutilizadas são altamente influenciadas de acordo com sua natureza e tem quase nada a ver com o texto original. Para mim a religião judaica, como todas as outras religiões, é uma encarnação das superstições mais infantis. E o povo judeu ao qual eu felizmente pertenço e com a mentalidade do qual eu tenho uma profunda afinidade não tem, para mim, qualquer qualidade diferente dos outros povos. De acordo com minha experiência, eles também não são melhores do que outros grupos humanos, embora sejam protegidos dos piores cânceres por falta de poder. De outra forma, eu não posso ver qualquer coisa "escolhida" a seu respeito.
 
No geral, eu acho doloroso que você clame uma posição privilegiada e tente defender esta ideia através de dois muros de orgulho, um externo como um homem e um interno como um judeu. Como um homem você demanda, de certa forma, uma dispensa da casualidade de outra forma aceita, e como um judeu o privilégio do monoteísmo. Mas uma casualidade limitada não é mais, de forma alguma, uma casualidade, como nosso maravilhoso Spinoza reconheceu incisivamente, provavelmente o primeiro a fazê-lo. E as interpretações anímicas das religiões da natureza não são, em princípio, anuladas pela monopolização. Com tais muros nós só podemos alcançar uma certa auto ilusão, mas nossos esforços morais não são melhorados por eles. Pelo contrário.
 
Agora que eu abertamente expus nossas diferenças em relação às convicções intelectuais, é ainda claro para mim que nós somos bem próximos no que se refere às coisas essenciais, ou seja, na nossa avaliação do comportamento humano. O que nos separa são somente proposições intelectuais e racionalizações na linguagem de Freud. Desta forma, eu acho que iriamos nos entender muito bem se falássemos de coisas concretas. Com agradecimentos amigáveis e os melhores desejos.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Desmascarando Deus - por Leo Santos

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Fiz coisas boas que me deram prejuízo, e coisas más que me deram lucro.
(Graciliano Ramos)
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É inerente ao ser humano pautar suas ações em virtude de algum bem, segundo seu apreço peculiar. Como versa a citação supra, o bem moral, e o materialmente vantajoso, não tem, necessariamente relação.
Entre os temas que ensejam posições contraditórias, nada se equivale à existência ou não, de Deus. Pelo menos um Deus pessoal, que vise disciplinar a vida humana, segundo sua vontade. Quanto à um “Deus” genérico, oco, amoral, distante, esse não incomoda; na verdade, serve de bengala à maioria das pessoas. Contudo, se, evocado segundo o que seria a Sua Palavra, gera reações violentas, contraditórias, apaixonadas. É como se um ente maligno (seria Ele?) ferisse às consciências e às mentes, dando azo a refutações desinteligentes, desconexas.
Uns, advogam que os crentes devem se atualizar, deixando postulados medievais e acompanhando a evolução humana; logo, afirmam que a Bíblia foi “atualizada” muitas vezes, de modo que já não guarda a vontade original de Deus, que seria mais antiga. Ora somos antiquados demais, outra, atualizados demais... Há ainda os que não toleram ouvir a simples citação de textos bíblicos que discordam, e nos acusam de intolerantes. Ainda, os conceitos emitidos por Deus acerca do comportamento humano são redefinidos como preconceitos; mais: pessoas desconhecidas, em razão de crerem de modo diverso, são chamadas de hipócritas... mas, não seriam os tais pessoas falsas, que dizem uma coisa e fazem outra? Se apenas suas opiniões são conhecidas, e não seus atos, essa pecha não seria preconceituosa? Enfim, a existência de Deus, mesmo a ser confirmada, parece fazer mais mal que bem. Sendo assim, parece válida qualquer tentativa para extirpar isso. Sendo um mal universal, deve ser cuidadosamente investigado, e, se possível, erradicado.
Vamos tentar fazer isso, atentando a duas possibilidades: a) Deus não existe, trata-se de um mito; b) Até existe, mas não é tudo isso.
Sabemos que o homem, malgrado sua veia criativa, não é um criador “ex-nihilo” a partir do nada, antes, um manipulador do pré-existente, daí, o dito que “nada se cria, tudo se transforma.” Isso se dá, mesmo no campo das idéias, pois os mitos são fruto da tentativa humana de explicar e entender o transcendente. Qualquer homem, porém, à luz de uma análise honesta, descobrir-se-á imperfeito. Natural, então, que os mitos, gregos, romanos, nórdicos etc. sejam deuses eivados de imperfeições, à imagem exata de quem os criou. Aliás, foi por questionar a validade de tais “deuses” que Sócrates, o filósofo, encontrou a morte em Atenas. Referindo-se a certos deuses que contariam mentiras em seus interesses, objetou: “Se são deuses não podem mentir, se mentem, não podem ser deuses.
Se, pois, as projeções mentais humanas não podem exceder aos valores que o homem encontra em si mesmo, de onde teria surgido a ideia da perfeição? (Perdoem-me se faço o papel de advogado de Deus, por ora isso é necessário, em vista do que possam dizer eventuais adversários, precisamos nos precaver.) Prosseguindo, com qual “matéria-prima” o homem elaborou um conceito tão nocivo à raça, bem como o mito de Jesus Cristo que, segundo Paulo, seria a fraqueza e loucura de Deus; contudo, resultou mais forte e mais sábio que todos os homens? Parece que um gênio maligno persegue a humanidade, nos lançando em rosto nossa imperfeição e fazendo-nos desejar o impossível. A favor da ideia do mito temos ainda os ensaios ateístas que escrevem por aí... mas, alguém combateria algo que não existe? Escrevem, os tais, por convicção ou incerteza? No primeiro caso, porque não descansam nisso, ao invés de um engajamento tão difícil? Quererão, talvez, libertar multidões que estariam presas no engano? Por que? A ideia de amar ao próximo não seria um conceito de Deus? Ou estariam eles tentando cooptar mentes, fugindo da solidão, para junto a outros, se aquecerem mutuamente como os pinguins no rigor antártico? Talvez, se usarmos no tribunal a ideia do mito, nossos adversários nos coloquem em muitas saias justas, como vimos. Restaria a alternativa de que Deus, de fato, exista, mas não esteja com essa bola toda. Afinal, QUEM ELE PENSA QUE É? SÓ POR QUE TERIA CRIADO ESSE UNIVERSOZINHO, SENTE-SE NO DIREITO DE GOVERNAR O MUNDO? TERIA ELE DIREITO DE DAR PITACO ATÉ MESMO EM NOSSA VIDA SEXUAL? QUE ATREVIDO!!! SERÁ QUE ELE SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO??? Como esse falar, deriva sempre daquele livro antiquado chamado de Bíblia, basta lançar o livro em descrédito e a empáfia de Deus cessará.
Precisamos fazer a coisa direito, contudo. Não podemos, por exemplo, usar a “técnica” de Oscar Wilde que disse: “Nunca leio um livro que vou criticar, pois temo ser influenciado.” Precisamos, pois, de alguém que não apenas leia, mas, ponha em prática os preceitos, uma vez que o Livro ensina que a virtude não consiste apenas em palavras. Como se trata de um mal global e de promessas eternas, precisamos de uma experiência razoável, com certa consistência em face ao tempo; um ano, dois, talvez. Feito isso, e comprovado “in loco” que as promessas bíblicas não se cumprem, denunciaremos a plenos pulmões que se trata de estrondosa fraude; envergonharemos, pois, Deus e seus mensageiros. Imaginem que um deles, americano, chamado Mccandlish Philips ousou dizer o seguinte: “Você não põe o verdadeiro evangelho fora de combate com três ou quatro perguntas desajeitadas; antes, suas ilusões vão ruir, destacando mais claramente a verdade.” Aliás, parece que o próprio Jesus Cristo teria feito o desafio nos seguintes termos: “A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou; se alguém quiser fazer a vontade Dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se falo de mim mesmo.” Evangelho de João.
Essa missão se revelou maior que minhas forças, contudo. É que pratiquei imperfeitamente os preceitos bíblicos e, mesmo assim, encontrei paz interior, segurança, esperança, salvação, domínio próprio, abandonei uma série de maus hábitos e, o mais grave: sou tomado por um desejo muito forte que outras pessoas recebam o que recebi; de modo que invisto meus dons, na esperança de convencer alguns, que vale a pena conhecer Deus.
Solicito, “urbe et orbe”, a ajuda de alguém que seja melhor do que eu, pois fracassei vergonhosamente, e não sirvo para o papel...
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Visitem Leo Santos
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domingo, 10 de outubro de 2010

Teu Amor nos Basta, Senhor - por Raquel Aiuendi

Ao ler o Salmo 93, me veio esse texto à cabeça e eu registrei, agora transcrevo pra vocês:
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É verdade, meu Paizinho, a minha história se descortina do início para adiante; vejo o Teu Amor semeado e florescendo nela, Luz no caminho e Paz. Vejo também, Senhor, a história dos homens descortinada e repetitiva exposta: lutas, derrotas e caos. Vejo Teu Poder paralisando o caos e dando movimento a Tua obra; vislumbro infinidade para os que aceitaram a Tua Lei como Verdade, Teu Amor como princípio, veículo e objetivo final de vida. Vejo vida abundante em/de Teu Amor. Segurança no Teu Amor, Paz no Teu Amor, Livramento do mal (como agente e vítima) no Teu Amor é a Verdade que vem através dos sentidos, sentimentos e lógica. Orando e vigiando: desejando ao meu próximo o que desejo a mim e amando-Te acima de tudo existente. Onde devo por meu coração, ali devo repousar eternamente, desde então no Senhor quero repousar minha existência. O Teu Amor é, apenas e tão infinitamente e poderosamente: é. Nele tudo se anula, somando-se. Nele, tudo é: por ausência de nossos egos e presença de Teu Espírito. Senhor, em Ti busco minha missão, em Ti busco-Te, a Ti entrego-me sempre. Vejo a fome devastar almas carentes e ignorantes de Ti; vejo o abismo entrando por retinas e ficando retido nas almas e lágrimas que não lavam e, sim, inundam e afogam almas; vejo a luta por chão, por teto, por ar... e um nunca saciar e um usufruto desfrutável daqueles que deles se apossam. No Amor toda a Criação Te pertence, não somos donos, pois não somos de fato: eternamente nos fazemos, eternamente, pois eterno é o tempo que nossos olhares não alcançam, não enxergam, mas vislumbram em imaginada sensação de evolução. Vejo o saque a toda expressão do Teu Amor, o saque à Criação e, de tudo, o saque que escandaliza os pequeninos, que corrompe a inocência em seu estado mais latente e que vira arma contra seu agressor e contra uma sociedade inteira. Vejo a corrupção atingindo níveis estruturais das existências e disseminando a sensação crescente da incerteza de Teu Poder ou busca de Teu Poder como ancorador e não processador de transformação. Por isso mesmo, vejo a angústia expressa por trás dos escudos consumistas, vejo trapos por trás de marcas, patentes que se valem de mais e menos valia dos homens de bem que, nesse terreno, muitas vezes, se equalizam (menos valia) aos outros se travestindo da exploração à qual servem em contraposição do louvor que pensam direcionar-Te. Vejo... Nada vejo, não é por mim que vejo. Sim, meu Pai, por revelação de Teu Amor é que vejo e posso entender que todos esses relatos são níveis pormenorizados da vida sem Teu Amor, são expressões consequentes da ilusão e da exploração que imperam num mundo que se restringe e se consome ao/no mater. Pai, minha jovem alma, que se alegra em Ti e encontra no Teu colo amparo e segurança consoladores, recebeu de Ti olhar milenar para amadurecer sem nunca apodrecer. Agradeço-Te por todo o Teu Amor entregando-me ao aprendizado de amá-lo mais e mais. Muita Paz para todos e que Deus ilumine seus caminhos.
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Livre! - por Leandro M. de Oliveira

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E se Deus for só um fetiche? Uma coisa que os homens inventaram para se sentirem menos impotentes frente ao pasmo da vida e mais tarde o mercado (única divindade realmente sensível) apropriou-se dele como um produto que se autopromove, um negócio de poucos investimentos e lucros exorbitantes. As pessoas morrem de fome, ignorância, aids... e os bispos alegres e remotos ainda a viver em seus palacetes, e os pastores abstraídos e dissimulados em suas lanças ou iates. Tudo é uma farsa. A utopia cristã do altruísmo serve só a quem se beneficia da indulgência dos humildes. O que resta disso é um contínuo engodo, uma coisa construída e reinventada ao longo dos séculos, pra que a sua anestesia dure mais. As religiões foram, sem exceção, erguidas através de dogmas forjados. Seria talvez um ato de lucidez inconveniente pensar que no decorrer desse culto à mentira o homem esteja ajoelhando-se perante Satanás chamando-o de Senhor. É possível. Todavia não creio nisso como algo sujo em relação à pessoa, toda servidão é em essência blasfema à vida em si. Os homens deveriam viver como leões, isso seria respeitoso para com a natureza, mas alguém disse sobre ser como ovelhas. Um tedioso e monocromático rebanho ao bel-prazer de um leão travestido de carneiro chefe. Todos acharam isso fantástico. Pelo menos é o que minha avó tentava me dizer na infância, claro, com outras palavras. Bem-aventurados os simplórios, pois deles será o reino das noites bem dormidas. Enquanto andava pelas ruas vazias da cidade dava incessantemente graças à força invisível (que nem sei se existe) pelo nascimento de todos os transgressores da história. A mim, morrer com ideias frustradas parece ainda mais atrativo que viver como uma prostituta, talvez seja coisa da idade. O que há de divino no homem ainda não foi vislumbrado, as pessoas admiram demais as ornamentações nos jardins do templo, mas esquecem-se de examinar o que há sobre o altar. De qualquer forma, entre outdoors e reflexões os primeiros sempre foram considerados menos cansativos. O que foi feito da raça humana? A revolução científica, o renascentismo, o iluminismo, todos os ismos produzidos na minúscula história humana à qual alguns reivindicam uma grandeza infinda. Todos eles e toda ela são testemunhas cabais da miséria coletiva. A ânsia pelo inatingível, pela felicidade que não perece.
E a cada dia um novo messias propõe as fantasias mais obscenas ao povo, venha ele em forma de pessoa, ideologia ou sistema político. A observação empírica mostra: durante o amanhecer até mesmo um anão projeta grandes sombras. Vivemos em uma era ainda muito primitiva, a fantasia domina, o avaro é seguido como tendência de moda. Por que se preocupar? Mais algum dinheiro no cesto e alguns minutos de joelho são suficientes, amanhã estaremos todos no paraíso. A redenção tornou-se tão prática quanto macarrão instantâneo. Enquanto a maioria faz apoteose aos mistérios desvelados, sinto náuseas toda a vez que se mos oferecem. Pode ser que o preço da liberdade seja o vômito involuntário.
Enquanto isso nas escolas, nos quartéis, nas igrejas e nas casas as pessoas vão mentindo a si mesmas. Tudo pela prosperidade do pacto social, aquele mítico documento do qual ninguém nunca me apresentou uma linha do conteúdo. Agostinho de Hipona foi um homem, foi uma pessoa difícil; ao se acovardar do próprio intelecto disse a célebre frase: “Credo quia absurdum” isso ecoa com gravidade em nossos tempos. De qualquer forma há um mistério insondável, o fato do ente humano preferir acreditar no absurdo e no improvável em prejuízo à análise do óbvio. Será a transição do macaco para o homo sapiens uma feita inconclusa? Talvez eu seja um pássaro que perdeu as asas, talvez uma estrela decaída. Tente não pensar nisso, tente não comer tanta coisa industrializada. A vida é mais que isso e menos que qualquer outra coisa. Ouso por ser efêmero, sou imortal por acreditar no agora. Ninguém vai te salvar por piedade, procure oferecer algo em troca. Não quero a onipotência de um velho sentado em um trono, não preciso do estático do sempre. Quero a vida, quero o rastro do que se esvai à medida que os instantes vão passando. Pra mais tarde, quem sabe se reinventar ou ainda, se perder no oco do tempo de uma vez por todas. E disso sou feito, de delírio e sonho. De delírio crença na diferença, de sonho espera no agora. Enquanto os outros riem pelas planícies eu grito no alto dos montes. A esquizofrenia é meu veneno tanto quanto meu antídoto. Sou normal? Não, não quero ser. Prefiro estar apenas liberto. Prefiro acordar de noite e dormir de dia.


Santo Agostinho.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Autor Desconhecido: Crenças - Citado por Luiz de Almeida Neto

Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário que lia o seu livro de ciências.
O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos.
Sem muita cerimônia, o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
Respondeu o jovem:
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda creem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? - disse o senhor. E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?
- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior que uma ameba.
No cartão estava escrito:

Professor Doutor Louis Pasteur
Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França
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“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.”
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(Fato verdadeiro, parte integrante da biografia de Louis Pasteur, ocorrido em 1892.)
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Certeza - por Vicenzo Raphaello

Em frente ao espelho o olho esquerdo conversa com o direito
Não tenho certeza
Do que?
De nada
De nada?
Sim, de nada
Como?
Pois é de nada
E agora?
Agora?
Sim agora
Agora reza pra Deus
Deus?
Sim, sabe o que é?
Acho que sei, mas não tenho certeza, o que é?
Bem também não tenho certeza, pode ser... olha não sei explicar é complicado
Como complicado ? Todos falam Dele...
Veja, acho... hummm é mais ou menos assim, já pensou porque você está aqui?
Como é?
Pois é pensa um pouco, e depois pra onde você vai?
Hã?
Hã nada, tá confuso?

É pra estar, é melhor rezar pra Deus.
Mas resolve?
Sim quem acredita diz que resolve
Então é assim?
É mais ou menos, mas não pensa muito não, senão você não vai ter certeza, disso tenho certeza.
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sábado, 29 de agosto de 2009

Primeiro e Último Amor - por Esther Rogessi

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Onde estavas?
Quando estive completamente só...
No meu hábitat... Encolhida, imersa, tal qual Tântalo?
Onde estavas?...
Nasci, cresci, me machuquei, chorei, fui consolada.
Nas minhas horas de pavores, dores, horrores... Não te vi!
Onde estavas?
Diante das decepções, do pouco caso que muitos fizeram de mim...
Onde estavas?...
Busquei tua presença, tua existência, sem te encontrar...
Quanto precisei de ti!...
Em uma noite de angústia, de choro, amargura...
Entre soluços... Dormi!
No quarto escuro ouvi uma voz, que jamais esqueci.
Com os meus olhos ardendo, do pranto... Acordei e continuei a te ouvir.
Deitada, imóvel, abri os ouvidos, para melhor ouvir...
A tua voz inundou o quarto, outra vez pude Te ouvir: As bênçãos são para ti e para tua filha!...
Nunca mais perguntei: onde estás?
Pois bem sei onde...
Estás bem dentro em mim!

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Visitem Esther Rogessi

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O Silêncio de Deus - por Esther Rogessi

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Em sua visita a Auschwitz, o papa Bento XVI mostrou bastante desconforto ao lembrar de todo massacre sofrido pelos judeus, chegou a dar voz ao seu pensamento e disse: “Por que Deus calou diante de tamanho mal?”

Houve o silêncio de Deus durante a 2ª Guerra Mundial, quando os ustasha (croatas católicos) e os chetniks (sérvios ortodoxos) lutaram entre si e trucidaram suas populações civis...

Em nome de Deus?

Deus calou quando uma grande parte dos mulçumanos do vale do Drina foram dizimados, em um massacre étnico, em Goradze, na Bósnia; calou-se em Ruanda; na América, durante os massacres sofridos pelos povos indígenas; cala-se hoje no Sudão, onde vemos povos de etnias diferentes lutando entre si, em nome de quem?

Em nome de Deus?
Certamente que não!

No evangelho de São João está escrito:
“Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar pensará que está a fazer um serviço a Deus. E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim.” (Jo 16:2-3)

Por que questionar o silêncio de Deus perante as catástrofes causadas pela ganância, incredulidade e falta de amor do ser humano?
Ou ainda, por que fazer guerra, em nome do Príncipe da Paz?
Por que procurar culpar a Deus dos nossos próprios erros?

Comumente o homem não o quer ouvir! Faz pouco caso Dele! Porém, diante dos horrores por eles mesmos causados, culpam a quem não querem ouvir-Lhe a voz... E ainda questionam o seu silêncio!
Quando Jesus foi levado a Pôncio Pilatos, quando este tentou persuadir os judeus a não crucificarem Cristo - em vão, pois a multidão enfurecida queria o Seu sangue-, responderam a Pilatos: “O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos” (Mt 27:25).

Eles mesmos amaldiçoaram os seus filhos e a sua posteridade. A Nossa palavra tem poder. Na nossa boca está um instrumento que tem o poder da vida e da morte.

De que se queixa o homem vivente? “Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.” (Lm 3:39)

Tudo foi falado, tudo foi dito, resta-nos seguir ou não, sofrermos as consequências dos nossos atos ou gozarmos os frutos da obediência e do temor a Deus. Há um livre-arbítrio para se seguir, é questão de escolhas... Com ou sem Cristo, porém, de acordo com nossas escolhas, sejamos homens bastante para reconhecermos que Deus nada tem a ver com o que decidirmos.
Ele ditou as regras... E estas estão às nossas mãos.

Desde o início de tudo, o homem costuma repassar as suas responsabilidades no tocante aos seus erros. No acerto o mérito é próprio, porém dificilmente se assumem os próprios erros.
Começou por Adão, o primeiro homem que Deus instituiu como Seu povo, feito para Sua Glória e Louvor e Eva... Sua adjuntora. Quando esta cedeu à tentação e quis compartilhá-la com Adão, vindo este a ceder, quando o Senhor Deus o inqueriu sobre tal fato, ele, simplesmente, colocou a culpa em Eva: Foi a mulher que tu me deste...
A verdade é que, comumente, caímos por nossa própria opção, livre escolha.

Portanto, que deixemos de questionar Deus e procuremos conhecer a Sua vontade, para que tenhamos vida e vida em abundância.

Muitos são os medos que habitam no coração do homem, porém, se temos que temer alguma coisa, que temamos não conhecer a Deus.



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terça-feira, 19 de maio de 2009

Albert Einstein e Deus - Citado por Penélope Charmosa

Não sou ateísta e não acho que posso ser chamado de panteísta. Estamos na situação de uma criança que entra em uma enorme biblioteca cheia de livros escritos em muitas línguas. A criança sabe que alguém escreveu aqueles livros, mas não sabe como. Não entende os idiomas nos quais eles foram escritos. Suspeita vagamente que os livros estão arranjados em uma ordem misteriosa, que ela não compreende. Isso, me parece, é a atitude dos seres humanos, até dos mais inteligentes, em relação a Deus. Vemos o universo maravilhosamente arranjado e obedecendo a certas leis, mas compreendemos essas leis apenas vagamente.
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segunda-feira, 9 de março de 2009

Mulher - por Kbçapoeta

Deus quando brincava no barro
resolveu fabricar os ossos de Adão.
Retirou a melhor parte deste
e, após longas horas de deleite, fez a mulher.
Sua obra ficou perfeita!
Inspirado na mulher,
criou a sensibilidade.
Desde então:
A sensibilidade
é feminina.
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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Deus

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em "comentários", que nós postaremos.
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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Tentativa de Explicar - por Vicenzo Raphaello

Deus
Não acredito
não desacredito

Incompreensível
é
a compreensão da sua natureza
que cessa
no que antecede a expansão

Vazio cósmico?

Em que vazio
se expande esse vazio?

Como surge?
como termina?

Crer define a fé
tranquiliza o espírito

Metáforas
definem o indefinível

Partícula dessa Singularidade
átomos processados
carregamos seu “gen”
nossa ação decorre da sua natureza

Generosidade
Crueldade
parte da nossa essência
parte Dele

Livre-arbítrio
por nós criado
é acerto
para a dicotomia explicar

Nos punimos
para o acerto
aceitar

Recorremos a Deus
somos Ele
nós
a Nós recorremos.
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Reflexo - por Raquel Aiuendi

Deus, imagem refletida por humanos
Num espelho de turva superfície
Quão mero e vão artífice
Superficialmente crida, bordados
Às bordas muito quebrados...
Descrença de deus, o humano
Que se crê sobre-hermano
Solidão que se expressa
Morte que se apressa
Vazio que se instala
Na insuficiência de ser
Numa existência do ter
Que, frágil, estala.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Natureza de Deus - por Vicenzo Raphaello

Somos partícula da Singularidade
nossa essência dela provém

Agimos por Ela
em permanente contradição

Nas nossas ações
unicidade não existe
sempre presente está
uma oposta unicidade

Da Singularidade viemos
Assim
seu reflexo somos

Vivemos nessa dicotomia
somos o que Essência é
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O Absoluto - por Vicenzo Raphaello

O Absoluto
antes do início

Depois o começo

Plasma

Espaço se fez
e nele
o tempo
o finito
a matéria

Da matéria
vida se fez
aqui
ali
não somente aqui

Na vida
consciência se fez
na consciência

o mistério do Absoluto

Quando num tempo de muito tempo virá
quando matéria
espaço
não mais houver
O Absoluto
onde estará?
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Deus - por Vicenzo Raphaello

Com tantas imagens
apresenta-se

Com tantas imagens impõe-se

Em tantas imagens
explica a vida
explica a morte

E morre
A cada morte.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Deus - por Raquel Aiuendi

Criados fomos pela Lógica, pelo poder criador da Lógica: não há vida sem Lógica. Deus é, em si, Lógica, absoluto é, vácuo de onde tudo provém, pra onde tudo vai (provém e pravai). Deus acima de toda ciência e da própria criação é Lógica.
Processo trinitário divino: essência Amor, Lógica, Equilíbrio que parte da interrelação (despojamento de três Pessoas em relação a seus próprios ‘egos’ para uma única Verdade=Vida).
Deus nos faz sua moradia à medida que o Amor se faz a verdade irrevogável de nossa existência, a identidade referida como o humano imagem de Deus é o Amor. Sem amor nada seria, só o equilíbrio pode sustentar existências. Sem amor o sentido da vida inexiste, pois o equilíbrio é que é capaz de manter forças “opostas”, diversas, em nulidade necessária para a coexistência. Onde forças se encontram, ali mesmo se somam e anulam originando a força absoluta do equilíbrio (Amor, Deus, Lógica).
Minha criança sempre questionou desde o catecismo (5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 anos) a incoerência de Deus-libertador=Deus-punidor (mau). Deus não pune, o uso indevido por corrupção da compreensão do livre-arbítrio é que pune o ser humano, pune-se ao corromper a lógica, ao sair de seu funcionamento. Neste momento tornam-se peças soltas e fracas e, ao invés de comporem o equilíbrio, a harmonia passam a compor um mecanismo que origina o Mal (o mal funcionamento a partir de peças corrompidas). Quando segue um modelo corrompido, a deteriorização é o legado o qual se impõe. É quando a criação chora em seu âmago e volta-se para Deus, o Criador, o Equilíbrio, a Lógica: o Amor.
O Bem não é bem da passionalidade piegas e sim o Bem compõe uma parte do equilíbrio da criação. Foi o Equilíbrio que não poupou Jesus do Calvário, foi exato o Amor que proporcinou-lhe o “sofrer” pelo viver posterior a partir do que estaria restaurado, reestabelecido: o Verbo, a Aliança, o próprio Amor, através da auto-superação.
Tudo que se refere a Deus atende a uma possibilidade de todo e fragmentação, no entanto, a criação não se faz sustentável na desfragmentação do todo. Pai, Filho, Espírito Santo são um todo que num dado momento se apresenta fragmentado também (três pessoas), mas uma vez desfragmentado deixa de compor o todo imagem de Deus, o todo-Amor e passa a ser o desvario e loucura, incompreensível a si mesmo. Claro, isso hipoteticamente falando, só, e somente, se tal desfragmentação fosse possível.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Deus nos diz... - por Raquel Aiuendi

Na adversidade Deus nos diz: dei-te inteligência, habilidades… que poderá utilizá-las para “meter o pé” ou encarar a situação. Qual é a tua?

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Deus - por Leo Santos

Falar sobre Deus? Deus me livre!
Aliás, Ele livra, com que capricho!
Doa sangue imaculado,
pelo prazer de reciclar lixo.

Mas Dele não é bom falar
Sob o risco de ofender-lhe;
tão grande é o abismo
e inda dá pra falar com Ele.

Artista-mor nas sete artes
plena a terra do Seu sucesso;
também os céus espelham
Sua obra-prima, o universo.

Nossos riscos na pré-escola,
mesmo o esmerado pincel,
meras mãos sujas de tinta
imprimidas sobre o papel.

Se concede abono à nossa arte
é por Sua qualidade, o amor;
Virtude que o faz ser Pai,
antes mesmo de ser Senhor…

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