Creative Commons License


Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




Mostrando postagens com marcador Fantasia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fantasia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fantasia - por Alba Vieira

Cantando alegremente
Levo meus dias a bailar
Pra que pensar em problemas
Se posso viver a sonhar



.....................................................Visitem Alba Vieira
.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sorriso Encantado - por Duanny

Aquele sábado passado seria somente mais um sábado? Pergunta respondida: Não. Muito bem, foi o dia de sair do armário (literalmente): me vesti de Branca de Neve, passei aquela maquiagem para tentar esconder as imperfeições que me assediam e entrei naquela escola enorme, de pirralhinhos (sim, para mim crianças entre 4 e 11 anos são pirralhos).

Meu trabalho não era um dos mais difíceis, afinal, toda criança que me via ficava toda encantada (será que elas acreditaram mesmo que eu era a Branca de Neve?). Vestíamos as crianças com fantasia, maquiávamos e tirávamos uma foto. Era muito legal! Havia vários bebezinhos fofos, várias menininhas loucas pra tirar foto com a Branca de Neve ou com a Rapunzel (sim, éramos cinco personagens, a pirralhada ficava louca).

Resolvi sair pra comer alguma coisa, já não aguentava mais de calor, foi aí que uma menininha de uns 5 anos me abraçou - bom, abraçou minha cintura, porque ela era muito miudinha -, ganhei um abraço superforte e ela soltou um: “Ooii Branca de Neve!”, olhou pra mim como se eu fosse o Papai Noel, ficou sem graça, sorriu e foi embora correndo. Uma menininha linda... linda e já sofredora.

Minha mãe é diretora dessa escola e como o bairro onde ela fica é superviolento, com pessoas carentes que realmente precisam de ajuda, fiquei sabendo que aquela menininha era uma das crianças que iam pra escola porque lá tinha comida, fiquei sabendo que a mãe dela só estava esperando a festa acabar pra levar as sobras pra casa, porque se não levasse, nada de comida no fim de semana. Triste, né?!

Mas mesmo sabendo de tudo isso e sabendo que a pequena não é a única a passar por isso na escola, fiquei contente em poder colocar um sorriso no rostinho deles. Sim, porque não? Afinal, não é todo dia que crianças como ela podem se dar ao luxo de abraçar uma Branca de Neve ou uma Rapunzel (mesmo que falsa).

Fiquei mais feliz em saber que deixei que a menininha levasse com ela um pouquinho de fantasia para casa, que a faça acreditar em contos de fada; afinal, tudo lá é possível e na vida real não é tão diferente: só basta querer e acreditar. Bom mesmo foi ir embora no final da festa não com um, mas com vários sorrisos encantados no bolso.
.
.
.
.
.
.
Visitem Duanny
.
.

domingo, 16 de agosto de 2009

Fantasia - por Ana

Criei uma fantasia
Pra me ajudar a viver
Neste mundo de aimeudeus.
Antes isso que morrer.

É que eu andava deprimido
Vendo tanta injustiça.
Cheguei a tomar comprimidos
Depois de ter ido à missa.

(Procurei Deus, não resolveu.
Procurei um analista.
Procurei um pai-de-santo.
Continuava a desdita...)

Depois de tentar suicídio,
Ainda lá no hospital,
Pensei no que ia fazer
Pra remediar o mal

De ver um mundo cinzento,
De ver tanta ignorância,
Ver tanta desigualdade,
Tanta dor na nossa infância...

Nesta hora resolvi
Mudar o meu ponto de vista.
Não ia ficar sofrendo
Com espírito derrotista:

A energia que eu gastava
Com autocomiseração,
Poderia utilizá-la
Em outra combinação.

Fui pra casa decidido,
Peguei o telefone e liguei,
Fiz inscrição na Escola,
Cursei, me empenhei, me formei.

Foi assim que aconteceu
D’eu criar a fantasia.
Hoje só vivo com ela:
Sou mais um Doutor da Alegria!
.
.
.

.
.
.
Poesia cujos título e primeiro verso foram utilizados para a versão coletiva Fantasia - As Nossas Poesias XVII.
.
.

sábado, 11 de julho de 2009

Fantasia - As Nossas Poesias XVII

Criei uma fantasia
Com retalhos coloridos
Triângulos recortados
Costurados com paetês
Em cores alternadas unidos

Usei minha fantasia
Noite, tarde e dia
E era só alegria
Até que me tornei personagem
Confundi-me com a imagem

Rasguei minha fantasia
Só queria voltar a ser eu
Mas o que eu não sabia
É que o personagem traria
Coisas que se somariam
Eu antes mais ele
Sendo agora um novo eu



Poesia criada por Ana, Clarice A. e Anônimo.
.
.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Fantasia

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em "comentários", que nós postaremos.
.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Escapismo - por Dalberto Gomes

Quando a realidade
Com seus tentáculos
Tenta me alcançar,
Pulo para fantasia
Ponho-me a poetar.

Covardia?
Não,
É um mero jogo
cintura.
.

Novela das Oito - por Dalberto Gomes

Vinte horas
Um clarão de néon no céu
Das salas do Brasil
Rostos lívidos, ávidos atenciosos
Níveos olhos se arregalam ao suspense
Bocas inúmeras sugam beijos sedutores
Em noite dos trópicos
Pessoas se transportam na hora do jantar
Assumem personalidades impostas
No período de uma hora
O pasto é posto defronte a mesa
Introduzem em mundos distintos
Paixões, intrigas, desejos, amores, cobiças,
Fantasia, consumo e violência.
Até que o plim-plim da Globo
Interrompa o colóquio cotidiano
Levando cenas da vida
Para a real dos próximos
capítulos.
.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Os Livros - por Alba Vieira

A idéia desta história me ocorreu ao saber da existência de uma biblioteca comunitária que, por ora, se localiza em uma casa no subúrbio da Penha, onde um ex-analfabeto aos 18 anos, hoje já um senhor, aguarda a boa vontade de empresários que se habilitem a fornecer os recursos necessários para a construção da sede onde funcionará a biblioteca dos seus sonhos.
Durante o documentário sobre o assunto, uma jovem lembrou a citação do dito senhor, de que livros são feitos para circular (aliás, como já foi falado sobre o dinheiro, a moeda, que, por isto mesmo, era circular) e que não se importava se, ao serem emprestados, os livros não fossem devolvidos, visto que não havia qualquer burocracia para tomá-los emprestados.
Fiz a imagem do livro como um garotinho travesso circulando por aí, ou como uma jovem curiosa e namoradeira correndo mundo atrás de novos contatos. Daí em diante os livros não mais seriam para mim, ao nível da materialidade, a conjunção de papéis, tintas, cola e outros artefatos. Seriam sim, entidades dotadas de vida, de sentimentos, de capacidade de expressar, atuar e interagir.
Assim imaginei a biblioteca dos sonhos deste abençoado leitor doador de livros que seria apinhada desta “gente rica de idéias”.
Haveria áreas em que seriam alegres crianças barulhentas, hiperativas talvez, pulando, correndo, sendo espontâneas e despertando, nos seus possíveis leitores (companheiros de brincadeiras), a revivência da infância.
Outras áreas seriam compostas de gente responsável, ocupadas, sedentas do saber, de óculos, com páginas menos ilustradas, de letra pequena, com assuntos sérios. Este pessoal constituiria o círculo de amizade de muitos homens de negócios, estudantes de áreas tecnológicas ou mesmo eruditos mais taciturnos.
Alas mais abertas com prateleiras leves, seriam ocupadas por pessoas mais livres, de capas-brochura, com suas histórias de aventura, de busca de tesouros, conflitos com piratas e lutas com dragões imaginários. Este povo da terra dos sonhos traria para seus amigos o encantamento.
E me ocorre agora que livros, sendo, portanto, gente, providos de vida, carecem de laços com quem os tome.
Os livros nos mostram as verdades, as dúvidas, conversam conosco, explicam tudo. Livros desatam a chorar, nos molham e fertilizam com a carga de emoções dos sentimentos que mobilizam. Livros precisam de carinho, de espaço e de luz. Necessitam passear conosco e devem ser bem tratados. Não podem ficar confinados em estantes para cumprir apenas a função de compor o ambiente que ostenta pretensa sabedoria. Livros querem ser trocados, conhecer outros donos temporários. Livros se enternecem com aqueles que viram suas páginas com emoção e com aquele aperto no peito dos sedentos de conhecer os que eles lhes trazem.
Às vezes os livros são insondáveis, mesmo para os que se debruçam sobre eles tentando decifrá-los. Talvez, para estes, ainda não tenha chegado o tempo de desfrutá-los completamente.
Muitas vezes são inusitados, contribuindo com o novo, inspirando um mundo de possibilidades para seus leitores.
Algumas vezes estes diabinhos nos fazem sofrer quando nos envolvemos com eles a tal ponto que passamos a viver a sua história.
Livros são instigantes, abrindo, em nossa vida, portas que pareciam nem existir e há, como em todos os mundos, “pessoas” não tão apropriadas, mas que, ainda assim, merecem ser conhecidas, por propiciarem experimentar a polaridade da vida.
Entretanto, o que me fascinou, sobremodo, nesta nova visão que tive dos livros, foi imaginá-los como gnomos. Pensar que nesta nova forma eles não são vistos por todos, apenas por aqueles que sabem de sua existência e têm sensibilidade para percebê-los. Eles fazem parte do mundo invisível, são subjacentes à realidade, enquanto fazem parte dela.
É isso: não só com os livros, como com qualquer outra coisa, perceber o que está por trás da realidade material é fascinante e enriquecedor.
.