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sábado, 2 de março de 2013

Augusto dos Anjos e “A Dor” - Citado por Penélope Charmosa

Chama-se a Dor, e quando passa, enluta
E todo mundo que por ela passa
Há de beber a taça da cicuta
E há de beber até o fim da taça!

Há de beber, enxuto o olhar, enxuta
A face, e o travo há de sentir, e a ameaça
Amarga dessa desgraçada fruta
Que é a fruta amargosa da Desgraça!

E quando o mundo todo paralisa
E quando a multidão toda agoniza,
Ela, inda altiva, ela, inda o olhar sereno

De agonizante multidão rodeada,
Derrama em cada boca envenenada
Mais uma gota do fatal veneno!
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Nau Perdida - por Dália Negra

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Carrego comigo memórias
Como âncoras que me mantêm
No mar revolto da dor
Sozinha, sem mais ninguém.

Sem horizonte à vista
Que me faça acreditar
Num navio sem amarras
Com ânsia de aportar
Em continente aprazível
Para, enfim, descansar
De ondas descomunais,
De tormenta secular.

E nesta minha prisão,
Aguardo o que vai chegar:
A lembrança definitiva
Que me fará naufragar.
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domingo, 30 de agosto de 2009

O “Invocado” - por Adir Vieira

Não sei demonstrar carinho,
Só sei manifestar minha dor.
Quando o racional me bate,
Fujam, pois é um horror!

Às vezes tento ouvir
Pessoas experientes,
Mas no meio da conversa,
Afio logo meus dentes...

A outra pessoa, surpresa,
Finge não perceber, prá agradar,
Mas eu, com o pé atrás,
Dou outra só prá acirrar...

Será que ao longo da vida,
Por sorte ainda não surtei
Ou será que ainda melhoro
Esse belicoso poder?

Com certeza acho que não,
Pois já sou muito velhinho,
Penso que se eu mudar,
Só se for para os “anjinhos”!



Visitem Adir Vieira
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A Terrível Dor de Dentes - por Adir Vieira

Hoje é o quinto dia em que convivemos juntas – eu e minha dor de dentes.
Anteontem, não deu pra esperar. Rumei para o dentista que me prometeu um atendimento de “encaixe”.
Depois de duas horas na sala de espera, convivendo com algumas pessoas com máscaras na boca, temerosas da gripe do “porco”, entrei no consultório, zonza de dor.
Confirmada pelos raios-X a necessidade de se fazer canal, apesar de externamente absolutamente nada provar tal suspeita, sofri com a anestesia uma tremenda falta de ar, não sei se provocada pelo meu medo costumeiro daquela cadeira, onde nos sentimos totalmente impotentes e dominados.
O canal foi aberto e sentindo meu bloco colocado há três anos atrás, que me custou os olhos da cara, indo pelos ares, já não conseguia distinguir a dor mais forte – a dor real ou a dor do meu bolso quando fossem fazer novo bloco.
Não é necessário dizer que saí de lá com uma lista de medicamentos que deveriam conter a dor que eu ainda sentia. A recomendação do dentista é que eu deveria ligar para o seu celular, a qualquer desconforto.
Vim pelo caminho tentando identificar seus presságios. Seria um ato de delicadeza de sua parte por ser eu uma nova cliente ou meu caso era por demais grave e requeria uma atenção especial?
Não preciso dizer que daí para frente meu martírio ficou ainda maior e nada mais foi objeto de minha atenção naquela noite. Pensei em ficar de tocaia, sem dormir, mas a primeira dose da medicação cavalar me abateu nos primeiros trinta minutos, após minha ida para a cama.
Devo ter apagado totalmente, como disse meu marido, mas ao ser despertada pelo celular para tomar a segunda dose, em plena madrugada, constatei que ela apenas havia diminuído e lá continuava sorrateira, a me lembrar que não podia esquecê-la. Felizmente, não custei muito a conciliar o sono e acordei feliz, ontem, por estar sem nenhuma dor.
Mas hoje, apesar de ter tomado a quinta dose dos remédios, ela recomeçou a me perturbar. Começo a entender porque foi recomendado o analgésico se eu ainda sentisse dor.
Nesse momento, com o estômago doendo pelo efeito dos anti-inflamatórios, estou duelando com ela – a terrível dor de dentes – para não usar o analgésico.
Vamos ver se eu aguento.



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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Que Dor de Dentes! - por Adir Vieira

Parece até que estou no meu “inferno astral”!
Mas não é o caso, pois aniversario em janeiro!
Ontem passei o dia com uma terrível dor de dentes. Acordei, já de madrugada, com a dor me incomodando. Daí, duas horas da manhã, não consegui dormir mais.
Levantei-me da cama sem coragem de acordar meu marido que dormia o vigésimo sono tranquilo e procurei não fazer barulho, embora minha vontade naquele momento era bater com a cabeça na parede, tamanha a dor que sentia.
Iniciei uma investigação bucal para identificar a causa, já que estava bem, sem qualquer problema nos dias anteriores. O que consegui perceber, com a lente de aumento, foi uma vermelhidão da gengiva na parte que parecia afetada, mas o latejar não melhorava.
Busquei, na farmácia doméstica, produtos de gargarejo e, para minha surpresa, nem a possante “malvona” aliviava o mal.
Tentei de tudo sem sucesso e já irritada e doída, procurei me acalmar e esperar o dia amanhecer para procurar ajuda profissional.
Mais uma vez, sem sucesso: meu dentista estava em férias e “aquele” substituto não atendia às “quartas-feiras”. Recorri à irmã médica que avaliou inflamação e receitou um potente anti-inflamatório.
Desesperada, constato que após a ingestão da terceira cápsula nada sequer melhorou, a dor nem mesmo diminuiu.
Começo a ficar sem paciência e me convenço de que não posso mais esperar, recorro então a indicações que possam me aliviar.
Parece que encontrei uma que suspeita de canal, mas, para minha tristeza, terei que aguardar o efeito do anti-inflamatório.
Uma simples dor de dentes e tanta agonia...
Meu humor está péssimo, minha vida virou do avesso e a dor não me abandona...



Visitem Adir Vieira
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ais - por Esther Rogessi

Ai... dor,
De prazer digo ai!...
Quantos ais em meu ser,
suspiros, gemer,
grito... da alma sai!
Sentimentos,
multiplicidade em mim.
Desfalecer, agonia sem fim...
Das entranhas, minhas entranhas,
dor tamanha, sai um ai!...
Abafado ou altissonante...
Para bem distante,
minha dor vai,
Vai meu ai...
A vida em mim se esvai,
companhia, nostalgia,
não fico só, abraço o eco...
Volta a dor que de mim sai,
E... assim, no meu ego
fica meu ai!...



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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Duelando Manchetes VI: Incesto - por Ana

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VÃOS


Em vão tento resgatar momentos bons de minha juventude. Encontro, tecidas em minha pele, vergonha, culpa e asco. Minha adolescência está soterrada: ruínas de tragédia, desmandos e luxúria esmagam meu corpo deformado pela violência. Escombros inúteis e irrecicláveis bloqueiam a luz, impedem o ar, protegem a morte. Desequilíbrio, tortura e insanidade são o amálgama decadente de uma família imatura e pervertida. Resulta disto meu cadáver jovem, agonizante, capitulado, desistente, decomposto e violado. Sem memória, sem momentos, apenas a dor lenta e interminável que aguarda o último suspiro. Em vão.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Doeu? Eu Faço! - por Daisy

E hoje doeu, doeu fundo. Feriu meu mundo. Nas mesas do restaurante, poucos casais, mas muito distantes. Sequer um olhar... Dar a mão? Nem pensar! Entre uma e outra garfada, nenhuma palavra trocada. Coisa mais sem graça! Que vida é essa, sem conversa, nem promessa? Tudo às avessas! O garçom vai e vem, tenta, intervém. Mas qual o quê? Nada se vê. O jantar acaba. Acontece nada. A vida continua, nua, crua. A rotina impera, severa. Que fera! Mas, amanhã será outro dia! Com certeza, sem poesia, mas com muita melancolia. Oh vida vazia!



Inspirado por Marcelino Freire
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Visitem Daisy
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quarta-feira, 8 de abril de 2009

As Dores da Alma e a Saudade - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Existem muitas formas de se sentir as dores das perdas de amores: o amor do amante, amor da mãe, amor do amigo, amor do filho... são tantos que páginas inteiras seriam necessárias para se colocar aqui essas dores e os tipos delas.
Muitas vezes sentimos a dor da perda de todas as relações: quando perdemos o amante que nos trazia sentimentos tão doces.
Quando o filho que tanto amamos parte para lugares tão distantes que temos a nítida sensação de que nunca mais o teremos, que nunca mais faremos parte do seu coração.
Quando ele cresce e, com as asas de anjo, nos deixa e vai construir seu novo ninho e lá abrigará seus filhotes. Parece que ele voará e nunca mais voltará. É o que dizem ser a síndrome do ninho vazio.
Quando o amigo que tanto estimamos se torna injusto, cruel, deixa de gostar de nós e se vê como um inimigo, não nos dando a chance de mostrar o quando ele está errado em nos deixar ir. Olhamos para trás e lembramos-nos das vezes em que juntos superamos obstáculos, erguemos do chão as mágoas e dores de cada um. Quando lembramos o quanto o amamos, quantas vezes o perdoamos e quantas vezes procuramos ser justos...
Quando a mãe que amamos nos deixa desamparados e sós e parte para outro plano e temos a certeza de que nunca mais a veremos, nunca mais teremos seu colo amigo, suas palavras reconfortantes, seu abraço eloquente... Só lembramo-nos das cores fortes do arco-íris que ela pintava para nossos olhos.
São dores tão fortes. São as dores que nos obrigam a ver que nunca mais teremos o outro ou que será difícil o termos de novo do jeito que era.
Nosso amor parece que fica embrulhado num pedaço de jornal velho e rasgado cheio de notícias dos tempos que vivemos... cheios de saudades.
Não conseguimos ver mais nada, não enxergamos nada. O escuro se abate sob nossos olhos e só enxergamos a escuridão. Parece que nunca mais o sol vai brilhar, parece que o tempo se estica cada vez mais e fica mais e mais comprido, aumentando assim a distância que nos unia...
E dá uma saudade doída, uma saudade que corrói, que machuca, que dói.
Uma saudade de querer ver de novo, de querer sentir bracinhos infantis à volta do nosso pescoço, de braços adultos que nos fazem sentir seguras e protegidas, de mãos amigas que nos ajudem a levantar quando caímos e machucamos e que curam a dor tão doída, que curam a ferida sentida...
Uma saudade tão grande que machuca como um punhal que corta em pedaços o nosso coração.
As dores são muitas, mas todas doem profundamente e deixam marcas que nem o tempo destrói...
Dores do corpo, dores na alma. Feridas no coração que sangra e que nunca estanca o sangue.
Saudade da poesia do amor do amigo, do amante, da mãe, do filho... saudade, só saudade...



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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ingratidão - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Um sentimento que magoa
que dói, que dilacera
uma dor profunda
que como punhal perfura
as profundezas da alma

Dor que não tem grito
dor que não tem eco
dor que fica
que permanece
que destrói, que faz sofrer

Quem esquece magoa
faz doer
Quem esquece se esquece
da dor que faz sofrer
Ingratidão
Sem começo, sem meio
um sentimento que entra
destrói meus sentimentos
e não tem fim

Me causa tristeza, me corrói
me faz sofrer
e fica assim
dentro de mim
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sábado, 14 de março de 2009

Rolam as Pedras - por Kbçapoeta

As pedras rolam
porque alguém
as fez rolar.
A dor figurada
que há anos os poetas relatam,
dói porque deixamos doer.
Deixamos doer porque alguém
nos disse que era humano,
bonito e poético.
Queria uma tristeza finita,
e que a felicidade fosse o oposto.
Hoje em dia tenho:
felicidade nunca vista, e
uma tristeza perene.
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terça-feira, 3 de março de 2009

Só Eu Sei... - por vestivermelho

Só eu sei da minha tristeza...
Só eu sei da minha dor...
Só eu sei da minha verdade...
Que não se esconde, para agradar ninguém...
Só eu sei da dificuldade que é caminhar...
Depois de cair de um lugar tão alto...
E mesmo sangrando por dentro, resistir...
Só eu sei como dói lembrar...
Do que poderia ter sido e talvez não será...
Só eu sei a força que tenho que fazer para de novo levantar...
Só eu sei... Só eu e mais ninguém...
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Dor

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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sábado, 21 de fevereiro de 2009

A Dor Sem Amor - por Poty

A dor vem com sabor de sangue, de amargo... Dor não se vê, sente-se!
Vai vagando como uma ferida aberta, corroendo, putrefando... Deixando buraco a sagrar.
Ela magoa!
Dizem que têm dor de amor!
Não sei se rima,
Mas é sofrimento...
Dor/amor/flor são extremos, por isso estão no seu limite!
Não combina,
Mas mexe com a adrenalina.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

The End - por Zuzza

(...) hoje me encontro triste, triste por saber que de mim você se foi e que, por mais que eu tente, o tempo não mais volta como antes era, triste por saber que aquela nossa linda estrada, que um dia trilhamos juntos, já tenha desaparecido com o passar do tempo, que aquela nossa estrela que lá no alto brilhava, como sendo testemunha de nosso amor, já não mais brilha como outrora.
Me encontro só, me encontro sozinho, deixando o tempo passar por mim, deixando sonhos me agonizarem por dentro, me encontro distante da realidade do que eu um dia vivi ao seu lado, onde, com o passar do tempo, meus cabelos brancos me trazem à tona a realidade de um passado bem distante que já se foi. Me encontro só em nossa casinha branca que, com todo o nosso amor, foi construída entre nossos sonhos e desejos; paro o tempo ao me sentar naquele mesmo banquinho de madeira que antes sentávamos todas as noites a estrelas contar, ao olhar a lua e fazermos jura de amor e, do fato presente, deixo a lágrima escorrer ao meu rosto num pranto de saudade e dor, e fecho os meus olhos ao imaginar nossos filhos, que nunca tivemos, a correrem sobre o campo aberto.
Onde da noite afora que se chega, sem nada mais a fazer, abraço-me ao frio da madrugada e deixo o amor em meu peito um pouco me esquentar, me iludindo, cada vez mais e mais, que você ainda se encontra ao meu lado, e deste calor de meus sentimentos, neste momento eu não mais choro, não mais sinto medo do mundo, não mais sinto sequer o frio do vento gelado ao bater de encontro a minha face.
(...) hoje me encontro um sonhador, mas não como antes, me encontro realista, maduro, e de tantas histórias lindas que passei ao seu lado, minha mente não se esquece de nenhuma; por mais que o tempo ande depressa, hoje me encontro distante da realidade do que um dia eu vivi ao seu lado, distante dos sonhos que um dia juntos tivemos.
(...) hoje me encontro triste e sozinho, mas ainda tenho sonhos que me sustentam pelo pouco que me resta, e ainda tenho forças de conseguir os meus olhos fechar e sonhar um pouco acordado, que você ainda continua aqui, bem ao meu lado.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Chuva Lágrima - por Passa-Tempo

Do céu caem gotas,
Gotas de água salgada,
Que correm pelo rosto,
De uma mulher mal amada,
E na pele, o sal da chuva lágrima,
Transparente como a mágoa,
Resseca o coração,
Que vive apenas de ilusão,
Uma ilusão que traz emoção,
Emoção que ao mesmo tempo
É levada pelas lágrimas,
Até atingir o chão,
Aonde brota uma flor,
negra de amarguras,
De seiva vermelha como sangue
E salgada como lágrimas,
Regada por gotas de fel
que vieram do céu
em forma de chuva.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sick - por Léo...

Escoa.
Denigre meus sujos olhos vermelhos
Roubados das vistas dos outros;
Inteiros

(Das minhas páginas riscadas
Vejo que hoje é passado mal malhado
Embrólho-os em mim com cuidado
Re-ssinto - nem tão estúpido - os fatos
De mente calada)

Na superfície esticada
Do li(so) rio negro; qual observo - Aéreo -
O que enxergo
São apenas clarões instantâneos
- E segundos -
Os fogos desfeitos
Fugazes relampejos disformes
Que pairam no ar que tento, cheiro
Intrépidos espíritos aptos (ventos)

A mágoa Pensa -
Logo inexiste
Fecha a caixa do sonho
É Ru in-triste
Não há quem -
Oriente -
contraponto
abre espaço
No truculento ambiente
Que lavo
Incontinente (ultra) som
Da queda d’água
Na poça
Que faço

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