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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Chinelos, um Pulo para o Amor (Parte II) - por vestivermelho

Depois do primeiro encontro, nosso romance se tornou algo tão forte que nunca imaginei existir.
Pensei em ligar para ele, pois estava com saudades, quando peguei o celular na mão, ele tocou.
- Oi!
Era ele.
- Oi amor! Pensei em te ligar e você ligou.
- Eu estava com vontade de dizer que te amo.
- Eu também
- EU TE AMOOOOOOO!
- TE AMOOOOOOO!
- Vamos jantar juntos?
- Sim! Que horas?
- Oito horas.
- Te encontro às oito.
Comemos comida japonesa. Eu adorei vê-lo comer com palitinhos. O jantar estava divino, depois caminhamos até o meu apartamento e ele falou:
- Não vou entrar, minha linda, tenho que terminar de escrever.
- Certo! Posso te ver amanhã à noite? Estou ansiosa para ler o que você está escrevendo.
- Assim que eu chegar em casa, te ligo.
Nos beijamos com carinho e ele saiu andando. Eu fiquei olhando e pensando, até ele desaparecer na rua: “Amo tudo nele. O seu modo de andar, parar, sorrir, falar, amo até seu mau humor.” Ele sempre está de bem com a vida, mas fica furioso quando vê algo errado.
Ele acenou ao virar a esquina e eu entrei.
Nossas vidas estavam traçadas, nem tinha mais como sair.
Chegou o dia dos namorados e eu fiquei superagitada, pois queria dar um presente para ele guardar para sempre.
Procurei em todas as lojas, mas não encontrava o presente ideal, então tive uma ideia: procurei um antigo ouvires, que era muito conhecido por executar lindos brincos, pulseiras, anéis. Um profissional caprichoso, que fazia tudo com gosto apurado. Mostrei o desenho de um chinelo de tiras, pois estava certa que ele iria amar esse presente.
Então falei:
- Eu quero um pingente e uma corrente.
- Sim! Mas o pingente é pequeno ou grande?
- Pequeno.
- Em três dias estará pronto.
- Está certo. Quando me custará?
Acertado o preço, saí satisfeita com o presente escolhido. Depois procurei uma linda caixa de presentes para o pingente; eu tinha visto umas lindas e escolhi uma com um lindo coração vermelho.
Eu embrulhei o presente e o pacote ficou lindíssimo, depois guardei na bolsa, pois queria fazer surpresa para ele no dia dos namorados.
Logo cedo, ele me ligou marcando um encontro.
- Oi, minha gata linda! Te encontro à noite na lanchonete do clube.
- Estarei te esperando, mas não se atrasa.
- Beijos, minha linda. Fica tranquila que chegarei cedo.
- Beijos, lindo. Te amo!
- Também te amo.
Ele chegou, eu olhei e fiquei frustrada, pois não trazia nada nas mãos, nem uma rosinha, mesmo assim pensei: “Eu comprei o presente para ele e vou dar para ele.”
Coloquei a mão na bolsa e tirei o coração. No mesmo momento ele tirou algo do bolso.
Caímos numa gargalhada, eram dois corações idênticos.
Abri o meu presente e tive uma surpresa.
- Que lindo!
Ele ficou olhando minha felicidade e me admirando com a caixinha na mão e eu falei:
- Abre o seu presente! Estou curiosa para saber se vai gostar.
- Muito lindo! Agora tenho duas jóias e a que mais brilha é você.
Dei um longo abraço nele apertando e um longo beijo, segurando o chinelinho de ouro com uma linda corrente. O chinelinho dele um pouco maior e o meu menor, mas eram idênticos.
- Minha linda, por isso que quando mandei o ourives fazer o chinelinho, ele sorriu.
- Sabe que ele nem pediu detalhes, apenas olhou o desenho e nem perguntou nada, somente o fez.
Nós ficamos noivos com os chinelinhos nos pescoços.



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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Chinelos, um Pulo para o Amor (Parte I) - por vestivermelho

Saí da piscina e fiquei um pouco sentada para me secar, fiquei com uma sede... Coloquei a toalha enrolada na cintura e os chinelos...
Cheguei ao barzinho para pedir uma água... pensei uma cerveja, porque não...
Tomei o primeiro gole e me senti bem... mais um gole, nossa, estava muito boa...
Tomei saboreando, fazia tempo que não tinha esse prazer...
Pedi mais uma... chegou uma pessoa do meu lado.

- Posso me sentar ao seu lado?
- Pode.
- Está um calor... somente uma gelada para matar a sede.

Sorri e continuei a tomar com prazer...

- Há pessoas que não percebem o que estão fazendo, acho que estão distraídas...
- Sim, há pessoas que são muito distraídas.
- Acho que já te vi aqui algumas vezes, vem sempre aqui?
- Quando tenho tempo, sim. O calor, a piscina, esse sol maravilhoso nos convidam à boa vida.
- Sim... a boa vida.
- E você, vem sempre?
- Quando tenho tempo sim.

Sorriu e vi que tinha um sorriso lindo...

- Marco.
- Helena.
- Helena, prazer.

Tomamos a cerveja em silêncio.

- Tenho que ir, vou procurar meu chinelo, sumiu.
- Sumiu?
- Sim, achei esse, mas veja a cor...
- De fato não combina com você.

Um chinelo feminino na cor rosa... olhei melhor e vi... era meu chinelo... olhei para meus pés, que vergonha... era um chinelo de homem, tinha que saber que não era meu pela cor e tamanho... tentei esconder meus pés... mas com certeza ele já tinha visto.

- Estou com vergonha...
- Vergonha do quê?
- Olha...

Coloquei meus pés na frente dele.

- Que belos pés.

Fiquei com mais vergonha, pedi mais uma cerveja.

- Vamos repartir ela?
- Sim, acho que já tomei demais...
- Vamos trocar?
- Trocar o quê?
- Emails, fones, chinelos...

Levantei rápido e quase cai. Ele me segurou e não me largou mais...



Visitem vestivermelho
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Dança dos Chinelinhos - por Raquel Aiuendi

…dois chinelinhossão hoje
um coraçãona eternidade
de um amor-paixão…

(Para vocês dois que sempre serão um grande amor também para nós.)
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Inspirado na "Dança dos Chinelinhos" de Zaira.
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sábado, 6 de dezembro de 2008

Dança dos Chinelinhos - por Zaira Leite

Os chinelinhos andavam
da sala até a cozinha;
na cozinha volteavam,
formando estranhos desenhos
de estrelas e sóis distantes;
depois, à sala voltavam,
iam, vinham, sem cessar
para o seu baile dançar
e decorar de mansinho
os passos desse caminho
que andavam sem tontear;
os chinelinhos travessos
quase viravam no avesso,
marcando os passos do mundo
imenso e tão limitado...
os chinelinhos à esquerda,
à direita os chinelinhos,
bem firmes, depois, no centro,
a esperar e a buscar;
os chinelinhos dançavam,
deslizavam, escorregavam,
os chinelinhos viviam,
os chinelinhos cansavam,
os chinelinhos gastavam,
e nas idas e nas vindas
de sua andança no chão,
os chinelinhos morreram
e, sem querer, imprimiram
na última volta que deram,
a marca de um coração...

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