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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Estratégia - (Anônimo)

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Sempre o 1º tempo é da escolha, o 2º é do respeito a ela para que não haja a prorrogação do arrependimento.
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domingo, 28 de outubro de 2012

Luis Fernando Veríssimo e o “BBB” - Enviado por Anônimo


Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço... A décima terceira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados...
Heróis são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONG’s, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E aí vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares ou serem comprados mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa... ir ao cinema... estudar.... ouvir boa música... cuidar das flores e jardins... telefonar para um amigo... visitar os avós... pescar... brincar com as crianças... namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
 

 

domingo, 7 de outubro de 2012

Resposta - (Anônimo)


Desculpe amiga, mas não funciona assim. Na verdade, embora a Terra esteja sob regência humana eventualmente, não pertence ao homem. “...meu é o mundo e sua plenitude, diz o Senhor.” Salmo 50;12. Boas intenções, simplesmente, não bastam, é preciso fazer a coisa certa segundo ordem do dono, senão, não passa de rebelião coletiva. E mundo está essa joça exatamente por tentar cada um escolher independentemente seu caminho, alheio à vontade do criador. Tenho más notícias para ti: vai piorar ainda mais, malgrado todos os “fluidos positivos” enviados. A coisa é simples assim: ou nos submetemos a Deus e Sua vontade, ou estamos na oposição...

 

Resposta a Sintonização Coletiva, de Vera Celms.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

(Sem Título) - (Anônimo)

Ai, ai... Como é que pode?
Simpatia em ti não finda
Assim cabrito vira bode
Pra responder coisa tão linda.

Mas ok, vou explicar.
Que por onde não fiz não
Ela é que veio se alojar
Aqui em meu coração

Lá do Além acreditava
Ter em mim uma opção
Se lascou, quando estava
Crescendo no barrigão

Deve ter percebido o engano
Quando já era tarde demais
Mesmo assim “saiu entrando”
E daqui nunca mais sai.

Eu que nada tenho na vida
Abstenho-me da pretensão
De crer que um dia a tive
Ou a terei - que ilusão!

Cruz credo, deixa eu descer
Desse carrossel malucão
Quando a menina crescer
Largo logo sua mão

Pois já tem seu caminho e
Seus planos bem traçados
Decide e, para “O Deus”, baixinho
diz que já está tudo acertado:

- “Vou ser médica-bombeira!
Vou estudar um bocado!”
...Viu você como é besteira
Acreditar que tem cercado?

A “isso” a gente só assiste
E como permite a condição
Se de longe, não é triste.
Se de perto, intensivão!

O negócio é poder ver,
Assistindo à evolução:
Nova espécie aparecer
E à nossa: Extinção!
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domingo, 16 de janeiro de 2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Vai com Deus! Comigo Não. - (Anônimo)

Quem pensa que é simples a morte,
não sabe nadadinha de vida.
Não é um dia sem sorte,
é medida com luz estendida.

Igualzinho como é a vida,
dentro da complexidade
que também tem sua medida;
mas, já a luz, raridade.

Porque não é fácil viver,
tampouco morrer não será,
mas ainda assim vou dizer,
tua vida é Deus que te dá!

Dá um tempo de ouro medido
de acordo com seu merecer,
se faz dele tesouro perdido,
anula o valor de teu “ser”.

Põe novamente roda a girar,
girando em torno de você,
mas tem gente a esperar
essa criança amadurecer

que entra de novo no jogo,
esse de viver e morrer,
de “bucha” nesse teu logro
de recusa em crescer.

Entenda de vez que a vida
é só aprender a amar
e completa tua medida
pra tua luz alcançar.

Larga do pé dessa gente
que já aprendeu a perdoar,
parte de uma vez, contente,
pra morte te aconchegar.
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domingo, 7 de novembro de 2010

Epitáfio - (Anônimo)

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Aqui no fundo é assim
verdade simples demais
a vida tem mesmo fim
quando ela não te quer mais!
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domingo, 24 de outubro de 2010

(Sem Título) - (Anônimo)

Desejar luz imerso em treva
é acalentar o não quando sim
é dor que chega e versa
exigindo muito de mim.

É ter que lembrar de fé
quando derrotado se está
já esquecido de quem é
sem ter mais porque lutar

desejar que tudo se esgote
então enfim descansar
mas dor comigo não pode
desejo é me levantar

E quando erguida estiver
após a enxurrada do mal
recomece algo qualquer
pra ter a luz afinal.
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domingo, 17 de outubro de 2010

Anjo P - (Anônimo)

Você é minha filhinha bonitinha
te amo de paixão
você é não sei mais o quê...
Faz arroz com feijão

Minha filhinha bonitinha
te amo de paixão
você é só minha garotinha
só pra você é meu coração

Não fala que fui eu que fiz
diz que foi você que criou
diz que fez porque quis
e que em mim se inspirou
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domingo, 10 de outubro de 2010

(Sem Título) - (Anônimo)

Da menina que me recordo,
trazia consigo imaginação
hoje de repente acordo:
- Não deveria existir não.

Nunca foi menina doce
tampouco meiga ela foi
desejava que na vida fosse
o carro na frente do boi

que vida à menina coube?
Ou que foi que esta lhe fez?
Agarrar-se à sorte não soube
porque abandonou sensatez.

Cismou que na vida valia
mais que tudo suas ideias
quis formar uma família
ignorando as alcatéias

foi então que aí viu
o que nunca enxergava
tanto lobo, e não fugiu
estava toda amarrada

era ela objeto da caça
pra fome da covardia
seu sorriso já sem graça
mas a coragem persistia

faltava-lhe era apetite
de tanta fome que havia
mas alguém teve o palpite
que um anjo lhe serviria

servido foi o desjejum
e veio por outra menina.
- Não permitirei de modo algum
que escravizem a pequenina!

Caíram no escuro sombrio
e de repente apareceu então
quando a vida lhes deu frio,
estendida de outro anjo a mão

esse outro veio com par
e construíram solução
pras meninas que sem lar
já não tinham mais visão

não viam a luz do dia
não sentiam mais sabor
perguntavam: e a família?
Suas almas eram só dor.

O par de anjos as via
com olho bem protetor
ensinou-as que há família
onde o que existe é amor.

E é para esses bons anjos
que as meninas olham agora
pensam: como, por tantos anos
vimos a vida jogada fora?

E elas começaram a lutar
contra o que não sabem ainda
já não vão mais se sabotar
nascem agora as meninas!

E o que aquela começou
agora com prece termina
pros anjos que deus enviou
pede muita paz a menina.

Obrigada ao anjo A!
Mais ainda, anjo ABC!
E a ti, outra menina,
meu pequeno anjo D!

Assim formo meu alfabeto
meu fraterno vocabulário
e falo hoje de peito aberto:
o capeta agora é o otário!
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Toc, Toc... - (Anônimo)

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Se eu te der um toc, toc...
tua cuca faz t...“oca”,t... “oca”...
Vive a lamentar, como pode?
Sempre faz prancha e touca.
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domingo, 31 de janeiro de 2010

Elástico Frouxo - (Anônimo)

Ter de volta minhas fronteiras
Com adjacentes que eu escolha
Tudo limpo, sem sujeiras
Um jardim, flores que eu colha...

Onde estão os meus limites?
Onde foi que se perderam?
Eu tenho alguns palpites
Foi crueldade, me prenderam...

É demais, é de alargar
essas invasões de espaço
Não vou mais me esforçar
desfaço de vez este laço.

Mas mando embora o encosto
Ainda me resta seu rebento
Que até aqui me deu desgosto
Desse encontro me arrependo.

Não quero mais hoje ser forte,
com desprezo vejo a esperança
quero algo que de uma vez corte
e não reste nem lembrança.

Com cheiro, gosto na boca
Que me lembra naftalina.
Coisa velha, seca e oca
Espanta qualquer menina.

É triste demais pra mim
pois não o deixa com opção
Será mesmo este meu fim?
Ter gastrite por seu bafão?

Talvez se pervertido não fosse,
e incesto socialmente admitido...
A solução o passado já trouxe:
Jocasta e Édipo, eles, casal travestido.

E eu reencontrava a fronteira
que esse trauma me tirou.
E enfim se esgota a bobeira
Que de surtar me livrou.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Recado - por Anônimo

Oi, Adir.
Achei fantástico o seu texto!
Eu parei de postar no Duelos por perceber que quase todo mundo aqui quer ser lido, mas não se dá ao trabalho de ler os textos dos outros autores.
Com raríssimas exceções, há textos belíssimos sem sequer um comentário dos colegas do blog.
Enquanto frequentei assiduamente o blog, comentei tudo o que realmente eu achei bacana, e sei que esses comentários estimularam os autores a escrever mais e melhor.
Mais uma vez, parabéns pelo texto. Torço para que ele ajude a mudar a forma de participação dos amigos do Duelos.



Comentário em Vamos Ler, Lendo..., de Adir Vieira.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Resposta - por Anônimo

Ainda lamento versos perdidos
Do primeiro comentário
Que pena foram esquecidos
Por este cérebro otário

Mas faço nova tentativa
Vamos ver no que isso dá
Por isso reli prestativa
Ao esforço do pensar

Classificas discrepância
O que tem alicerce de amor
Me parece é implicância
Mas como fez, tem louvor

De novo me vem a lembrança
Daqueles nossos avós
O que nos dava esperança
Em meio ao mundo atroz

Por isso tenho que dizer:
Não se atenha a coisas assim
Achou o que já não se vê
Se te incomoda, olha pra mim!

Em meio a Rhus tox, formol...
Está bem, sempre cuidada
E se o outro lado vive em prol
De ter a mente avaliada?

É bonito de se assistir
Às duas almas que flutuam
Há muito em paz sem desistir
Só contra o mal é que lutam.

Pra terminar eu deixo então
A idéia que se faz
E te informo de antemão:
Pra vocês, desejo é MAIS!

Mais de tudo que há de bom
Mais de todo bem que virá
Mais do amor que dá o tom
Pra essa paz se aconchegar.



Resposta a Discrepâncias, de Ana.
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sábado, 31 de outubro de 2009

Duelo: Quem com Quem? - por Passa-Tempo e Anônimo (Erótico)

Sorte...
Sorte é ter a família junta,
aquele fuzuê,
a gritaria rolando solta,
doideira? talvez.
mas a sorte de ter todo mundo junto,
zoando da cara um do outro,
é a felicidade.

E quando a caçula arruma um namorado nerd,
encarnação é total,
e se estiver grávida a porrada é geral.
êita sorte danada,
e eu no meio dessa loucura,
assistindo de camarote, essa doida tortura.

E nada condiz com o que falo,
quando a família está junta,
todos falam ao mesmo tempo,
todos ganham a mesma luta.

Pra cumprir o tema sorte
Vou prestar muita atenção,
No duelo que é de morte,
Pra pirar o cabeção.

Com dor e intensa tristeza
É que explico a verdade,
Viver só na leveza
É se entregar à vaidade

Vaidade de quem não sabe
Com a vida se estragar
comer aquela fruta bem madura quase podre,
e no final, aquela vontade de cagar.
Sentir o vento do litoral bater no peito,
e aquele arrepio, que vem da nuca e vai descendo até chegar no... pé?
essa vida é que nos abre os olhos para o que devemos seguir,
as vontades fisiológicas, aquela coisa que te prende,
às vezes é como a prisão de ventre,
você não vê, mas você sente.

E a vida é bela, o romantismo em questão,
formam o casal perfeito:
O nerd e a masturbação!
São coisas da sorte humana,
como a mulher estudiosa e sua face profana
a vida leva consigo enquanto seu calor ela abana.

Voltando para aquela sorte...
Em meio a tudo reflito
O revés que isso pode
Causar a alguém aflito

Acreditando que não se tem
Se leva os dias querendo mais
De insatisfação fica também
Repleto o vazio que isso faz.

Percurso tonto eu faço
com meu cavalo e o cabaço, do cavalo.
Aquela linda união, o cabaço na boca do cavalo,
e o cabaço do cavalo na minha mão,
é um longo percurso, como a vida cotidiana do dia a dia,
como em cada bordel todas as noites,
os espermatozóides perseguindo o óvulo,
e o óvulo espera o zóide.

A vida dos pequenos é difícil como a nossa,
difícil a cada dia como a visão do cego perneta,
que consegue andar sem muleta,
nas ruas de Minas sentado numa trombeta.

E se não mais nem menos me recordo,
“na minha terra tem palmeiras como canta o sabiá”.
Isso tudo é muito louco,
não se altere, eu explico.
Duas pessoas com pouco
Tempo juntas vivido...

Se unem assim em um duelo
Covarde pra que quer entender
Mas vai tentando, eu espero
Que faça sentido pra você.

Por aqui termino tudo
O minuto tá passando
O tempo corre num pulo
Estamos só começando.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

- Resposta! - por Anônimo

Veja bem como é ingrata
A “situação” em questão...
Disse “ lindinha” na lata
O que despejei do cabeção!

Ok, seis versinhos chulés
Que aos teus não se comparam,
Mas veja quão grande és
E a mim... Lobotomizaram!

Saí de meu corpo afinal
E visitei desencarnado
Bati um papo legal
Indicaram Léo: - Retrato!

Fui me arrastando assim
Com meus pensamentos fervendo
E quase chegando ao fim
Me vi então escrevendo!

Saiu poesia de mim!
Eu tava lá, e vi, tá!
A voz disse: Sou Tim!
E gosto é de filosofá!

Então saiu verso que fecha
A tampa desse caixão
E vem: Lindinha, a flecha.
Direto no coração!?

Mortinha. E de novo: o Tim!
Com teor lá nas alturas
Em meio a álcool me vi
Ai Bigode! Que tortura!

Bati as botas enfim.
E bebum é que não falta.
Por favor, dá um quindim
Pra glicose ficá alta.

E para de rir! Sofri!
Pois isto é composição!
Não sai melhor, pois criar Pri
Dispersa minha atenção.

E também tem aquela anã
nervosinha como o quê
não me deixa nada sã
Então não dá pra escrever!

(Sobre meus versos faço isso:
Depois de ler, não comento
Vendo, solto meu riso.
Eu sou pior que jumento!)



Resposta a Resposta, de Ana.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

anA (ao contrário, pra ninguém saber) - por Anônima

Já que a covardia tá reinando
Quero falar de você agora
Não ligue, vou só delirando
Se não quiser, só manda embora

E não leia meus versos escritos
São desenhos, arte de louco
No papel expostos, só gritos.
Lucidez, sanidade tampouco.

Mas vou falar do caracol,
A quem amo muitão de fato
Quem me ensinou a ver o sol
Quando reclusa me ato

Me mostrou que sozinha
Minha cabeça é erguida
Que ainda sou muito menina,
Não saco nada da vida

Como o cubo mágico
Que nunca vou completar
Assim é minha irmã
Difícil de se alcançar

Como as escadas em meu sonho
Uma encaixa sobre a outra
Pra chegar a ti proponho
Quem quiser, segura a boca.

Por isso amo a distância
Que sempre me é imposta
Fico então só com lembranças
E sei que de nada importa.

Porque amor não se sente
Com tato, audição, olfato...
É informação que não mente
ao seu coração; um retrato.
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