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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Wade - por Ana

(Paródia da música “Wave”, de Tom Jobim)


Vou te contar
Meus olhos já não podem ver
Coisa que só um cirurgião pode entender
Sair de casa agora é um horror
Tá impossível caminhar sozinho...

Vou tropeçar
Em coisas que nem sei contar
Bueiro, escada, poste, orelhão
Tá impossível me virar sozinho...

Da primeira vez, calamidade!
Da segunda ao PAM, fatalidade...

Agora eu já sei
Há algo que vai me ajudar
Foi a vizinha quem me veio aconselhar:
- “Para você se locomover
Só um cão-guia pode resolver”...
.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Favelinha São João - por Ana

(Paródia da música infantil “Capelinha de Melão”)


Favelinha São João
Não é mole, não!
Vende branco,
Vende preto,
Vende trabucão!

São João não dorme nunca
Pois o camburão
Aparece
De repente
Com o caveirão

E pipocam os pipocos
Pra todos os lados
Azeitona,
Teco, teco
Tá tudo arrasado

Moradores sofrem muito
Com esta confusão
Corre, corre,
Minha gente,
“Olha um presuntão!”

Tanta dor não acaba nunca
Neste meu país
Acordai,
São João,
Me fazei feliz...
.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Pinguim Ateu - por Ana

(Paródia de “Coração Ateu”, de Sueli Costa.)
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O meu pinguim ateu quase congelou
Na Antártida, procurando um afim...
Tantas ideias, e ele só, tão longa espera...
Pobre do meu pinguinzinho ateu...

O pinguinzim por certo tempo publicou
Seus argumentos sobre não existir Deus.
Sua palavra passeou de mão em mão,
Em tantas mentes ecoou...

Então chegaram por ali
Mesmos pensamentos
(Eu estava lá, eu vi!).
O meu pinguim ateu
Já não chora, virou lenda!
E a party começa agora!
.
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Inspirado em: “Ou estariam eles [os ateus] tentando cooptar mentes, fugindo da solidão,
para junto a outros, se aquecerem mutuamente como os pinguins no rigor antártico?”,
do post Desmascarando Deus, de Leo Santos.
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Gratidão - por Letícia

(Paródia da música infantil “Cai, Cai, Balão”)

cai cai gratidão
cai cai gratidão
aqui na minha mão
não cai não
não cai não
não cai não
cai no meio do povão

.
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segunda-feira, 1 de março de 2010

O Que Eu Fiz? - por Ana

(Paródia da música “Flor de Lis”, de Djavan)


Valei-me, Deus,
a mulher tá maluca,
ficou lelé da cuca...

Eu sei que um erro aconteceu,
mas não sei o que fez
ela pirar de vez.
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que tentei,
mediquei, mediquei, mediquei

Será talvez que é só impressão?
Ela tá louca não,
mas quando eu vejo que
dei o remédio
e a mulher não quis
tomar o diazepan
nem consultar no PAM
pra me fazer feliz...

E foi assim que eu vi
nosso amor na doideira, doideira...
Morto na maluquice de Marcinha...
E então minha Marcinha
malucou, doideceu,
ela ficou coroquinha,
coitadinha, enlouqueceu.
.

sábado, 19 de setembro de 2009

Era a Psique... - por Ana

(Paródia de “Eros e Psique”, de Fernando Pessoa)


Reza a lenda que assedia
Um Maníaco, no mictório,
A quem só satisfaria
Um Estudante, que viria
Se aliviar, do refeitório.

Este tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, desavisado,
Cedesse ao assédio do tarado
Que não alivia ninguém.

O Maníaco, decidido,
Espera, insiste e espera,
Conta com a sorte sua libido,
E orna-lhe o crânio dolorido,
Roxo, um hematoma da galera.

E o Estudante, coitado,
Sem saber que a surpresa vem,
Vai pro banheiro apressado,
Ele está tri apertado:
Da sua bexiga é refém.

Mas desconhece o Destino:
Ele, desesperado
(“Ai, eu quase me urino!”);
O Maníaco, ladino,
Olhando, extasiado.

E, se bem que seja obscuro
O motivo do Maníaco, naquela hora,
O Estudante fica inseguro,
E temendo pelo futuro,
Recolhe, não deixa de fora.

E, inda tonto do que houvera,
No espelho, em agonia,
Olha os óculos e a careca,
E vê que ele mesmo era
O Maníaco que assedia.



Inspirado em O Maníaco do Mictório, de Gio.
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domingo, 13 de setembro de 2009

Do Seu Canto... - por Ana

(Paródia do poema “Desencanto”, de Manuel Bandeira)

Ele faz versos como quem chora
De desalento, lá no seu canto...
Não leias seus posts, se por agora
Não tens motivo algum de pranto.

Seu verso é sangue, choro demente,
Tristeza esparsa, remorso vão...
Dói-lhe nas veias. Amargo e quente
Cai gota a gota, do covardão.

E nesses versos de angústia louca
Assim dos lábios o medo escorre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Ele faz versos como quem morre.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Bi-Atriz - por Gio

(Paródia da música “Beatriz”, de Chico Buarque e Edu Lobo)

Olha,
Lá vem essa moça
Com o punho em riste
Me achando otário
Será que é pintura o sangue no nariz?
Se ela dança e vai pro beleléu
Se ela acredita que ganha, ou já quis
acreditar, e agora só reclama... Créu
Devia ir cuidar da sua vida

Olha,
Será que ela é louca?
É doida de pedra?
Parece loucura
cantar qual canário, e estar por um triz
Um desaforo, e estarás no céu
Ou no inferno, mastigando giz
Que já não escreve mais no seu papel
Por que não vai cuidar da sua vida?

Xiii, mais drama deprimente de atriz
Devia duelar com os pés no chão
Sua vida está sempre por um triz
Ah, você é um desastre, está na minha mão
Digo, é perigoso e muito infeliz

Olha,
Se acha uma estrela
Só conta mentira, mentira, mentira
Já virou comédia
(Feito cocaína na Amy, o nariz)
Logo, logo, vai despencar do céu
E os pagantes exigirão bis
Mas estarás fora, frita (como pastel)
Era melhor cuidar da sua vida...




Visitem Gio
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ah!... Vaza! - por Ana

(Paródia da música “A Casa”, de Vinicius de Moraes)


Era um Monge muito engraçado...
Vivia implicando, o desgraçado.
Mas ninguém podia brigar com ele não,
Porque o Monge era um covardão!

Ninguém podia duelar na rede
Porque o Monge corria. Lede!
Ninguém podia dele divergir
Porque o Monge tinha piriri.

E era feito um quero-quero
A mendigar o um a zero.
Ouço-lhe os berros e nem me altero:
Já tá vencido. Eu digo. E é vero.



Resposta a Era uma Moça..., de Gio.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Era Uma Moça... - por Gio

(Paródia da música infantil “A Casa”, de Vinicius de Moraes)

Era uma moça muito engraçada
Falava muito, fazia nada
Ninguém podia falar dela não
Pois a menina perdia o chão

Era pior que camelo com sede
Socava os punhos contra a parede
Ficava mesmo no ti-ti-ti
Muita pirraça, mais nada ali

Já me cansei desse lero-lero
Decreto: largo com um a zero!
Já me cansei desse lero-lero
Decreto - Monge, é um a zero!




Visitem Gio
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sábado, 5 de setembro de 2009

Eu, Hein, Gio! - por Ana

(Paródia de “Eu, Hein, Rosa!”, de João Nogueira e Paulo César Pinheiro)


Eu, hein, Gio!
Se manca,
Segura essa banca
Inescrupulosa!
Eu, hein, Gio!
O seu jogo é na retranca!
A área é muito perigosa?

Você parece que nem lembra mais
De tempos atrás:
A tua figura era vergonhosa!
E eu atendi,
Parodiando sem ferir,
A quem hoje me
Agride tanto assim...
Mas eu nem me abalo:
Você vai cair do cavalo
Antes de encostar em mim!

Eu, hein, Gio!
Descansa,
Porque a contradança
É mais audaciosa!
Eu, hein, Gio!
Apelar pra ignorância
É uma coisa indecorosa!

Acho que estou é gastando demais
As linhas versais...
Você não merece nem verso nem prosa!
E pra resumir,
Faço questão de conferir
Se se quebra ou não
Um vaso ruim.
Saia no pinote,
Senão vai ser de camarote
Que eu vou assistir seu fim!
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Resposta a Sozinha, de Gio.
Referência a R-Evolução, de Gio.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sozinha - por Gio

(Paródia da música “Sozinho”, de Peninha)


Às vezes, na calada da noite
Não basta ter só os olhos dois
Um descuido e ficas desacordada
Juntando os seus cacos imundos depois

Por que você se arrisca, tão solta?
Melhor você ter medo de mim
Nunca vai fazer frente sozinha

Eu não sou da verdade o dono
É que um conselho, às vezes, cai bem
Desculpe destruir os seus planos
Decreto: você já não assusta ninguém

Por que você não esquece, e some?
Isso pode não terminar bem
Se depender de mim, ‘cê apanha

Quando a gente teme, é claro, a gente se cuida
Se faz de tirana, só que é da boca pra fora
Pensa que me engana, treme feito saracura
Ei, ei, ei, ei, ei... Onde foi você agora?



Visitem Gio
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Epitáfio - por Ana

(Paródia de “Epígrafe”, de Manuel Bandeira)


Foi bem-nascido, o menino,
Foi, como os demais, feliz.
Depois, deu a doida em seu destino
E fez dele o que bem quis.

Veio a Samurai aguerrida,
Encheu-o de bofetão,
Levou tudo de vencida,
Passou como um furacão,

Trucidou, partiu, abateu,
Lutou sem piedade ou dó.
Ah, que horror!
..................Vencido e só,
- Só! - o Monge faleceu:

Agonizou em gritos dementes,
Se despediu da vida sombria...
E dessas horas ardentes
Ficou apenas cinza fria.

- Uma pouca cinza fria...
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sábado, 29 de agosto de 2009

Ele Desatinou... - por Ana

(Paródia de “Ela Desatinou”, de Chico Buarque)

Ele desatinou!
Viu tanta bobeira,
aceitou a brincadeira
e foi se enturmando
e foi se apresentando...

Ele desatinou!
Viu tanta alegria,
vestiu fantasia!
Os dias foram passando
e ele foi rimando...

E ele não viu que toda gente
estava torcendo normalmente...
Todo Duelos andava animado
com os lindos versos, bem-humorados...

Então ele desatinou...
Viu morrer alegrias,
rasgou fantasia,
os versos sem sal mandando...
e inda ficou chorando...

Ninguém inveja o infeliz, tri infeliz
No seu mundo de cetim, assim,
Reclamando da dor, do pecado,
Do duelo perdido, do jogo acabado...

Ele desatinou...
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Gio Tórrax!!! - por Ana

(Paródia de Pneumotórax, de Manuel Bandeira)


Fome, indignações, amnésia e pesadelos noturnos.
O duelo inteiro que podia ter sido e que não foi.
Se contorce, se contorce, se contorce.

Mandou chamar o médico:
- Diga o que foi dessa vez.
- Metidez... Desfaçatez... Compreendeis?
- Explique.

- O senhor tem uma lesão no hemisfério esquerdo e o direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar levomepromazina?
- Não. A única coisa a fazer é dançar a polonesa.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

À Segunda Vista - por Gio

(Paródia de “À Primeira Vista”, de Chico César)


Quando não tinha nada, mentiu
Quando temeu a ausência, tremeu
Quando teve crise, eu ri
Quando faltou coragem, gemeu
(E lá se vem a Escrevinha...)

Quando levou surra, encobriu
Quando faltou postura, esperei
Quando não retomou, entendi
Quando criou asas? Nem sei...
(Só sei que galinha não voa...)

Quando provocou, eu vim
Quando deu por si, já bati
Quando lhe achei, ‘cê perdeu -
Quando é que você vai entender?

“Ô, ela reage” - sonhei
Que falha, que falha...
A Ana não sai do chão

Quando tinha apanhado, caiu
Quando viu decadência, cedeu
Quando teve calafrio, eu vi
Quando teve coragem? (Ninguém?)
(E lá se vai o “eleitorado”...)

Quando ficou farta, latiu
Quando não foi aceito o que sei
Quando desconversou, entendi
Quando fez descaso, pensei
(Só sei que ela precisa de aulas de interpretação...)

Quando me chamou, enfim
Quando dei por mim, eu sorri
Quando te espanquei, medi
Quando vi você, eu me toquei

Do chão não sai, meu rei
Que palha, que palha...
E aí? A reação?
.
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Resposta a Há Coleira À Vista, de Ana.
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Visitem Gio
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Há Coleira À Vista - por Ana

(Paródia de “À Primeira Vista”, de Chico César)

Quando não tinha nada, ocorreu
O tapa na orelha, ofendeu
Quando desafiei, se escondeu
Faltou-lhe coragem, tremeu

Quando a coisa fedeu, distraiu
Com o Parmegiana, encobriu
O roxo do olho, fugiu
Do Duelochat e ganiu...

Quando implicou, eu vim
Quando procurei... Tava aqui?
Quando lhe achei, combati
Quando vi você, arrebentei...

Amarelô o Gio! É vaia! Vaia!
E a Ana a massacrar o tantã...
Ohhh!
Amarelô o Gio! É vaia! Vaia!
E a Ana a massacrar o tantã...
Ohhh!



Resposta a A Primeira Rixa, de Gio.
Referências: comentário de Gio em Escrevinhadoce, de Ana;
Parmegiana, de Gio;
Duelochat entre Gio e Ana;
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Primeira Rixa - por Gio

(Paródia de “À Primeira Vista”, de Chico César)


Quando não tinha espada, ela quis
Quando perdi a paciência, esperei
Quando vi a fria, não tremi
Quando faltou coragem? Não sei

Quando chegou desacato, eu li
Quando houve rixa, estranhei
Quando o povo vibrou, entendi
Quando criei persona, lutei

Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
Quando ruim achei, pedi
Quando repensei, “eu ficarei”
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Visitem Gio
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Soneto da Fatalidade - por Ana

(Paródia de “Soneto de Fidelidade”, de Vinicius de Moraes)


De nada a esse animal serei atenta
Nunca, e com tal frieza, e sempre, e tanta
Que mesmo diante dessa jamanta,
Dela não se ocupará minha garganta.

Vou desmascará-lo em cada argumento
E pra seu terror cada vez mais me abrilhanto
Ao rir meu riso e derramar seu pranto,
Pro seu pesar, até seu passamento.

E assim, quando em breve te triture
Esta Samurai, e te ponha no esquife,
Acabará de vez este seu melodrama.

Eu apenas direi sobre tu, patife:
É tão ruim que o corpo ninguém reclama,
Não se ouve uma prece que alguém murmure.



Resposta a Soneto da Terceira Idade, de Gio.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Soneto da Terceira Idade - por Gio

(Paródia de “Soneto de Fidelidade”, de Vinicius de Moraes)


De tudo, a um ancestral serei atento
Antes de mim aqui veio, portanto
E com ele, eu me pareço tanto
Que confundiu, nublou teu pensamento

Talvez só seja “branco” de momento
De quem, com dor, se recosta num canto
De um asilo, e chora seu pranto
(A esclerose é descontentamento)

E assim, mesmo que na mente procure
Ó monolito, que há eras sobrevive
E hoje está cheio de limo e de lama,

Só possa se lembrar do avô (que tive):
À “imortal”, já a velhice chama
E, pena, esse mal não há quem cure
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Resposta a Do Início Eis o Verso, de Ana.
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Visitem Gio
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